18 de dez de 2017

360 dias de sucesso (Thalita Rebouças) – IDY 2017


Título: 360 dias de sucesso
Autora: Thalita Rebouças
Mês: Dezembro
Tema: Livro de música
Editora Rocco Jovens Leitores, 304p.

Pedro e Theo são amigos de infância que adoram música. Um dia, depois de ouvi-los tocando, o pai de Pedro, seu Paulão, sugere que eles montem uma banda. É quando Pá, um garoto da escola, entra como baixista e Gualter, como bateirista. A primeira apresentação da banda é num churrasco organizado por seu Paulão, e faz os meninos se darem conta de que são bons. Babi, namorada de Pedro, mostra um vídeo de uma tecladista muito talentosa chamada Mari, que também se junta ao grupo. Banda formada, o primeiro show acontece no sarau na escola de Gualter, que compõe o sucesso da banda. Novas oportunidades surgem, eles ganham fã-clube e clipe, e começam as discussões. Apesar disso, a banda sai em turnê e o sucesso começa a mexer com a cabeça de alguns integrantes, levando a escolhas que podem prejudicar o grupo e levar ao fim da banda. 

Como todos os livros da Thalita Rebouças, foi uma delícia de ler essa história. O fato de ser narrado por um dos integrantes da banda foi o que eu mais gostei, quando peguei, achei que o narrador seria observador. A forma como são descritas as dificuldades e o deslumbramento que veio junto com o sucesso prendem a atenção, principalmente porque se percebe que o objetivo do grupo era tocar por prazer, não por negócio. Indicado.

15 de dez de 2017

Perdidos na Babilônia (Peter Lerangis) – 52 Weeks Project 2017


Título: Perdidos na Babilônia
Autor: Peter Lerangis
Mês: Dezembro
Editora Verus, 332p.

Jack, Cass e Aly voltaram da Grécia ainda sem saber o que pensar sobre o desaparecimento de Marcos. Eles acabam encontrando o amigo no Iraque (onde nos tempos antigos existiram os famosos Jardins suspensos da Babilônia), e aceitam a explicação para o sumiço. Agora que Marcos encontrou um tipo de portal que leva ao próximo loculi, os quatro resolvem partir em mais uma busca, e acabam indo parar na antiga Babilônia, que parece estar parada no tempo. Eles retornam e contam ao professor Bhegad sobre a estranheza da cidade e refletem sobre a questão temporal. De volta na Babilônia, eles querem pegar o loculi tentando evitar a destruição da cidade, mas uma traição de quem menos se esperava coloca tudo a perder. Nas mãos dos inimigos, Jack, Cass e Aly não sabem em quem mais acreditar, só querem uma coisa: tirar os dois loculi que já recuperaram das pessoas que não se importam em matar para conseguir o que querem. E no meio do caminho, Jack acaba fazendo uma descoberta inacreditável sobre seu passado...

Mais uma sequência que eu começo a ler já pensando que no futuro irei me desfazer. Geralmente isso acontece devido a demora com que a continuação da série leva para ser lançada no Brasil. A história é muito boa, cheia de ação do início ao fim, melhor até do que o primeiro livro. Depois desse final (que eu já estava suspeitando), fiquei completamente maluca para ter o terceiro livro logo nas minhas mãos e ver que reviravolta a revelação final vai ter na vida de Jack. Gostei da surpresa sobre Marcos, e como o autor me fez esquecer das minhas suspeitas sobre ele desde o início do livro, até chegar nos capítulos finais e descobrir que eu estava certa, adoro quando os autores despistam dessa forma.

13 de dez de 2017

Os arquivos perdidos (Pittacus Lore) – IDY 2017


Título: Os arquivos perdidos: guarda
Autor: Pittacus Lore
Mês: Dezembro
Tema: Para ler em um dia
Editora Intrínseca, 83p.

Lexa é uma hacker que veio parar na Terra fugindo da destruição de Lórien. Seus amigos foram mortos, seu esconderijo foi descoberto, e assim a moça passa a viver se escondendo. Como um gênio da informática, ela consegue hackear contas para ter dinheiro para sobreviver, ao mesmo tempo em que se cerca de vários aparatos de segurança para não ser pega de surpresa. Com uma vontade de ferro de se vingar pelos amigos e pelo seu planeta, Lexa busca a nave que levou a Garde para a Terra e a descobre em uma base de segurança máxima, em Dulce, Novo México. A partir daí, ela faz de tudo para recuperar a nave, enquanto descobre um aliado de Pittacus Lore.

O décimo segundo livro da mini-série Os arquivos perdidos, tão envolvente quanto os outros. Achei ele interessante porque mostra a perspectiva de quem era a tal pessoa envolvida na divulgação “por baixo dos panos” dos perigos que os mogs representam. Na verdade, isso ficou claro no ebook anterior, mas agora se viu mais sobre o que Lexa andou fazendo durante os anos em que a Garde estava se criando separada pela Terra. Muito bom, como sempre chegando ao final sem querer que acabasse a história.

11 de dez de 2017

Sherlock Holmes vol. 1 (Arthur Conan Doyle) – DL L&T 2017


Título: Sherlock Holmes vol. 1
Autor: Arthur Conan Doyle
Mês: Dezembro
Tema: Livre
Editora HarperCollins, 240p.

No romance “Um estudo em vermelho” (1887) temos o início da amizade entre o (único) detetive consultor do mundo, Sherlock Holmes, e John Watson, um médico do exército que volta para casa ferido e se encontra sem rumo na vida. Eles começam a dividir um apartamento e John começa a acompanhar Sherlock em suas investigações no auxílio a polícia de Londres do final do século XIX. “O sinal dos quatro”, outro romance (1890) e a coletânea de contos “As Aventuras de Sherlock Holmes” (1892) continuam a narrar os vários casos criminosos e misteriosos em que Sherlock e Watson se envolvem.

A primeira coisa a dizer sobre esse livro é que ele deve ser lido pacientemente e saboreado devidamente, não somente porque o gênio do detetive é incomparável, mas também porque cada uma das histórias, dos relatos e dos casos são simplesmente fascinantes e prendem a atenção. Além disso, a diagramação do livro é um primor. Fazia muito tempo que eu estava louca atrás de uma coleção que prestasse dos livros sobre Sherlock Holmes e nunca achava nenhuma, e quando encontrei essa, ainda demorei para conseguir comprar, então quando finalmente tive em mãos, li com toda a paciência e calma do mundo. A única coisa que me decepcionou foi o fato do conto “Escândalo na Boêmia”, no qual o MELHOR EPISÓDIO da série Sherlock da BBC foi baseado (aquela Irene Adler, QUE-MULHER!) ser muito curto, eu estava esperando uma longa história como no caso de “Um estudo em vermelho”, então fiquei chateada. Mas o livro em si é uma maravilha. Totalmente recomendado.

8 de dez de 2017

Sereia negra (Vinícius Grossos) – 52 Weeks Project 2017


Título: Sereia negra
Autor: Vinícius Grossos
Mês: Dezembro
Editora Selo Jovem, 199p.

A vida de Inês nunca foi fácil. Sua mãe morreu no seu parto, seu pai abandonou sua mãe quando ela estava grávida, ela nunca teve amigos nem namorados. No dia do seu aniversário de 15 anos, toda a sua revolta vem a tona. Uma tempestade estranha e repentina, sua vida muda de cabeça para baixo. Inês é tragada pelo mar e quando toma conta de si, descobre que é uma sereia, aliás, muito mais do que isso, Inês é uma sereia negra, uma lenda viva para o povo que habita o fundo do oceano. Jogada sem entender nada, num mundo que ela supostamente deve salvar, de inimigos que ela desconhece, a jovem se vê as voltas com tanto novo conhecimento, e acaba descobrindo a verdadeira história de seus pais.

Desde que achei por acaso este livro no skoob, fiz de tudo para consegui-lo. Não achava onde vendia, mas não demorou eu consegui em uma troca. Sabe quando você pega um livro cheia de expectativa, e até o meio da história ele consegue te satisfazer, mas depois fica tudo muito cansativo? Foi isso que senti quando terminei a leitura. Não que a história seja ruim, longe disso, ela até consegue prender a atenção, mas tem um momento em que a personagem principal se torna dramática demais. Algumas descrições de momentos e sentimentos também estavam um pouco repetitivas, e isso me cansou muito. De qualquer forma, eu gostei dessa nova visão apresentada sobre as sereias que o autor fez, misturando lendas gregas com o folclore brasileiro, além da forma como ele fala sobre magia. Recomendo para quem gosta do tema.

6 de dez de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente (2017)

A história é essa: Hercule Poirot é um famoso detetive que está decidido a ter uns dias de descanso do seu trabalho. Ele embarca no Expresso do Oriente, mas uma tempestade causa o descarrilamento do trem, forçando o expresso a parar no meio das montanhas. Poirot havia sido abordado por um dos passageiros pedindo proteção. O homem dizia estar correndo risco de morte devido ao seu trabalho, e na noite da tempestade o homem é assassinado, transformando todos no trem em suspeitos. Assim, Poirot acaba se envolvendo para descobrir a causa do assassinato e quem foi o autor do crime.


Sabem aquele tipo de livro que é bem adaptado? Poucas vezes tive chance de ver uma adaptação tão bem feita, onde cortam detalhes não tão necessários e acabam adicionando outros que servem para introduzir determinado personagem ou somente para dramatizar mais a história, de qualquer forma ficando excelente.


Eu não sou do tipo que fica ligada nos nomes dos atores, principalmente quando estou conhecendo personagens pela primeira vez, então sim, eu sabia que o filme traria excelentes atores e atrizes, mas só vendo o elenco todo junto pela primeira vez tem-se o impacto do peso daquele grupo (considerando mesmo os atores mais novos e/ou não tão conhecidos) e já fica na torcida para que o filme não seja ruim, afinal, toda adaptação corre riscos.


Logo no início o filme já traz uma diferença em relação ao livro, que serve para dar uma pequena amostra da capacidade de dedução do personagem principal, Hercule Poirot. Aliás, Kenneth Branagh DO-MI-NA como o detetive. Simplesmente domina. Os outros dois que chamam atenção em seus papéis são Johnny Depp e Michelle Pfeiffer (a cena entre os dois pode ser meio banal, mesmo que você tenha lido o livro, mas também é fantástica e é nesse momento que vemos logo de cara o tom da história).



Poirot questionando a moralidade da justiça com as próprias mãos faz o detetive tirar uma lição da resolução do caso, e eu não me lembro se essas considerações estão no livro, mas de qualquer forma foi uma cena muito interessante e bem feita. As locações e paisagens são lindas, como as montanhas por onde o trem passa na Nova Zelândia:


Ou esse prédio inspirado na atual estação ferroviária Sirkeci, o antigo terminal do Expresso do Oriente em Istambul, na Turquia:


A trilha sonora é maravilhosa, composta por Patrick Doyle, só faz complementar a qualidade da adaptação, com certeza uma das melhores já feitas.

1 de dez de 2017

Liberte meu coração (Meg Cabot) – 52 Weeks Project 2017


Título: Liberte meu coração
Autora: Meg Cabot
Mês: Dezembro
Editora Galera Record, 404p.

Inglaterra, século XIII. Finnula é a caçula de seis irmãs e um irmão. As irmãs são todas casadas ou as vias de ser, gostam de tudo que é normal uma mulher gostar na época e estão satisfeitas cumprindo suas obrigações. Finnula não. Ela gosta de caçar, cavalgar e usar calças. Quando sua irmã Mellana engravida, Finnula se vê na obrigação de ajuda-la, já que a irmã cabeça de vento gastou todo o dinheiro do dote no que não devia. A solução encontrada: sequestrar um lorde ou cavaleiro rico por quem possam pedir resgate. Finnula acaba sequestrando Hugo, um cavaleiro que acaba de voltar das Cruzadas e que, apesar de ser rico, a jovem não imagina o quanto. Até porque ela não sabe que Hugo, na verdade, é o herdeiro das terras onde ela e sua família vivem... Ele também nem imagina com quem essa jovem, que está virando sua cabeça, já foi casada. Eles se metem em confusões tentando se livrar da atração mútua que sentem... até tudo ficar esclarecido. O problema começa quando Hugo toma conhecimento do que realmente aconteceu em sua casa durante seus anos ausentes.

Desde que eu li a série O diário da princesa, eu queria esse livro, mas como eu tive a impressão de que seria um daqueles romances de banca, por muito tempo fiquei atrás dele, consegui, e ele ficou mais um tempo na estante. Resolvi dar uma chance agora e não me arrependi. A protagonista é muito divertida e a partir do momento em que ela e Hugo se encontram, só melhora. Eu não consegui largar o livro, só de curiosidade para saber no que iam dar as provocações entre eles. Eu ri muito, me irritei, e acabei com meus dedos no final. Livro muito bom, um romance sem exageros que vale muito a pena.

27 de nov de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente (Agatha Christie)


Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Autora: Agatha Christie
Editora HarperCollins Brasil, 200p.

Hercule Poirot é um famoso detetive aposentado. Ao receber um telegrama requisitando seu retorno a Londres imediatamente, ele embarca às pressas no Expresso do Oriente, trem que para aquela época do ano está incomumente lotado. No meio do caminho, o expresso é impedido de prosseguir graças a forte nevasca. Poirot havia sido abordado por um dos passageiros pedindo proteção pois dizia estar correndo risco de morte, e quando dito homem aparece assassinado, todos no trem se tornam suspeitos. Assim, Poirot é levado a usar suas técnicas para descobrir quem é o assassino antes que ele escape, ou pior, venha a cometer o mesmo ato novamente.

Agatha Christie sempre foi aquele tipo de autora sobre quem eu via as várias recomendações excelentes sobre os livros, mas nunca me interessei em ler nada dela. Graças ao filme que estreia agora no fim do mês, resolvi começar a ler para poder fazer as devidas comparações depois. Para minha surpresa, gostei. Foi como quando me iniciei nas aventuras de Sherlock, depois de tantas recomendações, comecei a ler esperando uma coisa e encontrei outra, o que foi ótimo. A trama conspiratória é muito bem construída, com as identidades falsas escondendo as reais motivações para o crime. Quando você pensa que já entendeu tudo e encontrou o assassino, aparece um novo fator que faz você se perguntar até a história vai. Adorei o livro, Agatha Christie acaba de ganhar uma nova fã e espero que seja bem adaptado. Completamente recomendado.

24 de nov de 2017

A garota dragão (Licia Troisi) – 52 Weeks Project 2017


Título: A garota dragão: a árvore de Idhunn
Autora: Licia Troisi
Mês: Novembro
Editora Rocco, 240p.

Sofia está longe de casa, o professor viajou e a deixou para passar um tempo no circo em Benevento com Lidja. Em uma das noites de trabalho no circo, ela se atrapalha na bilheteria com o aparecimento de um rapaz muito bonito. Apesar de que ele causa uma boa impressão nela, o inverso não é recíproco e mais uma vez a menina sente vir a tona algumas de suas inseguranças. Em um de seus passeios noturnos, dias depois, ela acaba encontrando o mesmo rapaz entrando em uma igreja sorrateiramente, e Sofia resolve segui-lo. Mas esse encontro inesperado acaba muito mal, pois o rapaz, Fábio, é um draconiano (ele também abriga o espírito de um certo dragão, um que foi muito importante nos acontecimentos passados). Acontece uma batalha, Sofia consegue fugir, o professor reaparece e agora ela e Lidja precisam descobrir mais tanto sobre Fábio quando sobre os sonhos de Sofia relacionados a preciosa árvore de Idhunn.

Mais uma coleção que comecei a ler na base do “eu gostei da capa, vou comprar porque deve ser interessante”. A história é de fato interessante, prende a atenção, e para quem gosta de dragões, vale a pena, pois apesar de presença deles não ser tão ativa, eles são o pano de fundo da história. Gostei mais de Sofia nesse livro, e também adorei saber mais sobre Fábio. A forma como a autora utiliza a mitologia escandinava, com os dragões e a árvore da vida, é muito boa, a leitura não é arrastada e as cenas de batalha são só mais um chamariz. Recomendado.

20 de nov de 2017

13 reasons why (2017)

Adaptada por Brian Yorkey para a Netflix e tendo como produtora executiva Selena Gomez, a série narra a história de Clay Jensen, que recebe de Hannah Baker, uma colega que havia se matado, um pacote com fitas cassetes onde ela fala dos treze motivos que fizeram com que ela cometesse suicídio. Clay precisa ouvir todas as fitas para descobrir porque ele é um desses motivos.


A premissa da história é, de cara, impactante. Quem não ia querer saber porque seria uma razão para alguém se suicidar? Mesmo que a resposta possa não ser o que se está esperando, mesmo que o que você vá escutar acabe te surpreendendo, você vai ouvir as fitas. E é exatamente isso que fazem cada um dos estudantes que Hannah listou, até chegar em Clay (a ordem em que ele aparece na série é diferente do livro). A primeira coisa a dizer sobre essa série é que Dylan Minnette e Katherine Langford estão simplesmente incríveis como Clay e Hannah.

Eu comecei com uma expectativa danada. No segundo episódio já estava com raiva, no meio da história estava com ódio de tudo e de todos e no final já estava com pena de todo mundo. Assim como durante a leitura, eu também não consegui ver a série de uma vez, fiquei mais desesperada porque, diferente do livro, onde não se foca nos bastidores das vidas dos estudantes, a série explora muito essa parte. Então, você vê que cada um dos estudantes age daquele jeito porque também está passando por problemas, às vezes sérios (como Justin), outros nem tanto (como Zack, e eu citei ele porque pode parecer que ele tinha uma mãe controladora – não transformaram a mãe dele em uma megera, não, mas mostraram, de certa forma, uma mãe que quer que o filho seja como ela quer, não como ele quer).


Tem personagem que simplesmente dá nojo, como Bryce Walker (sobre ele, eu fiquei com uma leve impressão de que era o típico caso de “pais negligentes e ricos que deixam o filho se cuidar sozinho e ele vira um babaca completo”, mas isso não foi tão explorado como a família de Justin). O final foi interessante e bem diferente do livro, com as cenas dos depoimentos e os alunos tomando consciência da situação.
Tendo lido o livro e visto a série, não consigo entender como alguém poderia afirmar que a série romantiza suicídio. A única diferença entre o livro e a adaptação é que os produtores criaram panos de fundos para antes (a vida dos alunos) e depois (a questão do processo) do suicídio de Hannah, o que se fez dar uma profundidade maior a história como um todo, afinal as pessoas têm seus tons de cinza, ninguém é totalmente mau nem totalmente bom, e mostrar a vida dos estudantes dentro de casa e dos seus grupos escolares foi uma boa forma de aumentar a história e mostrar o que acontecia dentro da mente de cada uma das pessoas que prejudicaram Hannah.
Minha única “pulga na orelha” diz respeito ao que aconteceu com Alex, ou mais precisamente, quem atirou nele: se foi uma tentativa de suicídio, já que Alex foi um dos primeiros listados nas fitas a tomar consciência de seu erro com Hannah, ou se Tyler, o fotógrafo da escola que sofria bullying de todos os lados, foi o responsável pelo disparo. Não quero inventar teorias nem entrar muito na discussão sobre Tyler e seu hobbie como stalker, mesmo porque já andei lendo algumas na internet, mas espero que isso seja abordado na próxima temporada da série (que aliás, não será baseado em livro nenhum, já que Jay Asher não escreveu nenhuma continuação).
Apesar da premissa, eu recomendo essa série para qualquer pessoa. Ao menos como alerta, para que possamos evitar que mais Hannah Bakers por aí levem adiante algo assim.

17 de nov de 2017

O destino da número Dez (Pittacus Lore) – 52 Weeks Project 2017


Título: O destino da número Dez
Autor: Pittacus Lore
Mês: Novembro
Editora Intrínseca, 320p.

Jon e Sam ainda estão em Nova York tentando lidar com a invasão mogadoriana. Enquanto procuram por Nove e Cinco, eles acabam se juntando ao governo americano, que ainda não tem certeza de que lado deve ficar. Em outra parte do país, Seis, Marina e Adam localizaram um local que chamam de santuário lórico, e lá acabam tendo contato com uma espécie de entidade, que vai explicar muito a eles sobre a origem da queda de Lórien, além de fazer com que todas as novas pessoas que receberam poderes se conheçam e comecem a lutar. Através de Ella, que ainda está em poder de Sétrakus Rá, eles descobrem que o líder pretende invadir o lugar, então planejam meios de defesa. Acabam recebendo uma ajuda inesperada, mas as coisas acabam dando errado e mais uma vez o grupo de amigos tem que lidar com mortes inesperadas e impactantes.

Eu caí na besteira de ler o final deste livro quando terminei o anterior, e mesmo sabendo o que iria acontecer, ainda fiquei na esperança (como sempre sendo Alice). A ação é constante, principalmente agora que já está se chegando ao fim da história, mas mesmo assim cada momento é uma surpresa. Como todos os livros dessa série até agora, a leitura é viciante e torturante, porque toda hora fica se imaginando quem vai ser o próximo deles a morrer. Gostei muito de saber sobre a história de Sétrakus Rá e o que aconteceu para que ele virasse um traidor, assim como adorei o fato de pessoas normais estarem desenvolvendo legados. Muitíssimo ansiosa para ver quem vai sobreviver a essa guerra. Como sempre, muito recomendado.

15 de nov de 2017

Os 13 porquês (Jay Asher) – DL L&T 2017


Título: Os 13 porquês
Autor: Jay Asher
Mês: Novembro
Tema: Sick-lit
Editora Ática, 256p.

Clay Jensen volta da escola e encontra na porta de sua casa um pacote com seu nome, cujo remetente é Hannah Baker, uma colega de escola que havia se suicidado há duas semanas atrás. Ao abrir o pacote, Clay encontra várias fitas cassetes e descobre, ao ouvi-las, que Hannah listou os treze motivos que a levaram a cometer suicídio, e que ele é um desses motivos. Cada lado da fita se refere a um motivo, assim Clay terá que ouvir tudo para descobrir o porquê de estar envolvido.

Eu guardei a leitura desse livro por um bom tempo. Mesmo desde antes da série, que aliás só me fez ficar mais curiosa. Surgiu a chance de ler agora e como Clay ouvindo as fitas, eu tive que ler aos poucos, não consegui ler de uma vez porque a cada capitulo, a cada uma das razões que levaram Hannah a se matar, eu ficava completamente agoniada e perdida, e queria entrar na história para ajudá-la. A narrativa é bem envolvente e estruturada, cada uma das mensagens de Hannah contém uma mensagem, quase sempre de aviso. O terror de Clay em descobrir o motivo de estar nas fitas acaba se transformando no terror do leitor, porque desde o início vemos que ele tinha se apaixonado por ela, só que nunca teve coragem de contar. Claro que chorei quando ele está ouvindo a fita dele, porque deu para ver que eles chegaram bem perto de começar algo bom e que talvez levasse Hannah a não se matar. Um livro muito cativante que vale a pena ser lido e relido.

13 de nov de 2017

O último passageiro (Manel Loureiro) – IDY 2017


Título: O último passageiro
Autor: Manel Loureiro
Mês: Novembro
Tema: Autor espanhol
Editora Planeta, 382p.

Agosto de 1939. Em pleno alto-mar, um transatlântico vazio e à deriva é achado por um navio cargueiro. Tentando sair vivos da névoa que os encobre, os tripulantes resolvem abordar o navio e procurar alguém ou alguma coisa, e não acham ninguém, exceto um bebê de poucos meses de vida...
Décadas depois, um estranho homem de negócios decide restaurar o navio e deixá-lo da mesma forma como foi encontrado (e isso se aplica a praticamente tudo, exceto as insígnias nazistas que decoravam certas partes do navio). Toda essa dedicação se resume a um ponto: ele quer refazer os passos da embarcação até o momento em que foi encontrado pelo cargueiro. Para isso, reúne um grupo de cientistas e especialistas das mais diversas áreas, dentre eles, Kate, que acabou indo parar no meio deles ao ser descoberta tenta conseguir uma história para o jornal em que trabalha. Deprimida após a morte do marido, ela embarca nessa viagem esperando encontrar somente uma história instigante, e sem saber acaba tendo que lidar com forças poderosas e perigosas, tudo para evitar que o navio e seu principal sobrevivente tenham que pagar novamente um preço caro demais.

Mais uma vez, um livro que eu não dava absolutamente nada. Já perdi a conta de quantas vezes isso acontece comigo e dou graças por ser teimosa de sempre ter um livro em mãos e que queira ler só na teimosia, só porque tem ele no momento. A capa não me disse muita coisa no começo, mesmo assim achei bom guardar para alguma futura eventualidade... Ainda bem.
Também fico impressionada com quantas vezes um livro se utiliza dos nazistas e de seu propósito de segregação e preconceito de uma forma que nunca é boa. Nunca. Não que deveria, claro, essa parte da história humana é uma das mais tristes e nojentas que existem. Só fico abismada com a capacidade dos autores, pois quando eles se prestam a contar uma história onde o nazismo esteja no centro ou como mero pano de fundo, eles consigam deixar o leitor com nojo dos nazistas, com pena das vítimas e refletindo sobre o quanto o ser humano consegue atingir o fundo do poço em matéria de dignidade.
A história já começa com o mistério do navio completamente vazio em pleno alto mar. O estranhamento dos tripulantes do cargueiro que o encontraram me fez roer as unhas algumas vezes, assim como os sustos ao entrarem no navio me fizeram rir demais. Outra coisa boa que eu não esperava e que só fui entender na metade da história é a questão da distorção temporal, eu adoro viagens no tempo e descobrir o mistério desses loops temporais foi atordoante. Certas coisas ficam claras desde o início, como por exemplo, a identidade do milionário que resolve restaurar o navio para levá-lo para alto-mar de novo. Por outro lado, o autor não comenta, só de passagem, o destino dos outros passageiros além de Kate e Feldman. Por um lado, eu gostei, para que não me desesperasse mais ainda, por outro, eu achei que fez falta. Um mistério completamente envolvente que te prende do início ao fim, que faz você se culpar por suspeitar das pessoas erradas e que deixa um gosto de quero mais. Completamente recomendado.

10 de nov de 2017

A fúria e a aurora (Renée Ahdieh) – 52 Weeks Project 2017


Título: A fúria e aurora
Autora: Renée Ahdieh
Mês: Novembro
Editora Globo Alt, 336p.

Sherazade é a nova esposa de Khalid Ibn Al-Rashid, rei de Khorasan. Esse rei, de apenas 18 anos, é conhecido por casar com uma jovem e na manhã seguinte mandar matá-la. Após várias moças assassinadas, entre as quais se encontrava a melhor amiga de Sherazade, Shiva, a jovem se candidata ao posto de noiva planejando destruir o monstro que acabou com tantas famílias. Na primeira noite do casal, Sherazade envolve o califa com as histórias que conta, e a na noite seguinte, sempre esperando manter o califa curioso o suficiente para que ele a poupe. Khalid desde o início se mostra bastante curioso sobre essa jovem que simplesmente se candidatou a ser sua noiva sabendo o que a esperava. Á medida que eles vão convivendo, Sherazade vai descobrindo o horror da vida desse menino-rei, enquanto ambos se apaixonam um pelo outro. O problema é o seu plano de vingança, cujos outros agentes como seu amigo e antigo namorado e o pai de Shiva, estão mais do que dispostas a acabar com Khalid de uma vez por todas.

De novo, me surpreendendo da melhor maneira possível com um livro novo. Não sei se é porque eu ando mais seletiva com as minhas leituras, mesmo dentro dos meus gêneros favoritos. Ou se é pura chatice mesmo. Mas agora quando eu vejo uma série nova, a sinopse pode até me interessar, eu posso até comprar, mas ele fica na estante por um bom tempo até eu me entusiasmar. Com este livro, não foi diferente. O fato de ser uma nova versão da história de Sherazade, que eu sempre amei de paixão, foi um forte apelo para tê-lo. Agora que li, só fico me perguntando porque demorei tanto. Que história maravilhosa. Sherazade é uma daquelas protagonistas que você quer ver aprontar e quer que ela consiga seus objetivos, e à medida que os sentimentos dela mudam, você também começa a se angustiar. Amei Khalid também e a forma como os amigos dele agem para protegê-lo. O final me deixou embasbacada, sem saber o que pensar e com vontade de correr para ler o segundo livro. Mil estrelas para essa nova versão das mil e uma noites.

8 de nov de 2017

Atrás do espelho (A.G. Howard) – IDY 2017


Título: Atrás do espelho
Autora: A.G. Howard
Mês: Novembro
Tema: Borboletas na capa
Editora Novo Conceito, 400p.

Alyssa voltou para o mundo mortal, está namorando Jeb, sua mãe está de volta em casa, e ela só quer se formar na escola para poder se mudar para Londres com Jeb. Mas Morfeu não está disposto a deixar que a jovem esqueça sua herança intraterrena. Ele começa a povoar seus sonhos, ao ponto de aparecer disfarçado de aluno de intercâmbio na escola de Alyssa, o que quase a leva a loucura. Enquanto Jeb não se lembra de nada do que passou no País das Maravilhas e a jovem percebe que sua mãe esconde muitos segredos sobre a sua vida anterior ao sanatório, ela também tem que lidar com a ameaça constante da volta da Rainha Vermelha e da destruição que isso causará no País das Maravilhas. Alyssa se vê cada vez mais dividida entre os dois mundos, quando descobre mais sobre a história do seu pai e seu lado intraterreno desabrocha de vez. Sua luta para evitar que a Rainha Vermelha consiga destruir seu mundo real dá errado e as consequências são tristes, mas Alyssa consegue se manter firme para planejar seu próximo passo.

A primeira coisa a dizer sobre esse livro é: QUE LIVRO! A segunda: eu ODEIO Alyssa. Meu Deus, que protagonista cansativa. Me irritou tremendamente as dúvidas constantes dela sobre contar a verdade para Jeb, a ponto de me levar a desejar que o livro tivesse a história descrita pelo ponto de vista de outro personagem. Morfeu eu adoro, gostei muito das revelações sobre o pai e a mãe dela (apesar de que eu nunca consegui entender muito bem a história de Alice, nem mesmo com as anotações da edição da Zahar), achei bem escrito até mesmo o triângulo amoroso Jeb-Alyssa-Morfeu, mas Alyssa... A constante repetição das dúvidas dela sobre contar a verdade sobre sua vida para Jeb me deixou com muita raiva e preguiça de continuar a leitura (parecia a Bella, em toda a saga Crepúsculo, que não parava que comparar Edward com Adônis, muito sem graça), o que salvou mesmo foi Morfeu. Adorei e estou louca para continuar a história, ate porque aquele final, mesmo que (eu considere que) tenha sido ventilado durante a história, ainda conseguiu me pegar de surpresa. Recomendo.

6 de nov de 2017

O amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence) – IDY 2017


Título: O amante de Lady Chatterley
Autor: D.H. Lawrence
Mês: Novembro
Tema: Virou série
Editora Martin Claret, 304p.

Constance Chatterley é uma mulher liberal que teve a primeira experiência sexual antes do casamento. Seu marico, Clifford, é um aristocrata conservador. Um mês após seu casamento, ele parte para a guerra, mas volta paraplégico. Eles vão morar na mansão da família do marido, Wragby Hall, mas Constance se deprime com a rotina monótona de sua vida. Ela acaba se envolvendo com o escritor Michaelis, mas não dura muito. Ao se adoentar, ela vai para Londres em busca de tratamento, e quando volta, seu marido propõe que ela tenha um amante, para que ela engravide e eles possam ter uma criança. Num passeio, ela conhece Oliver Mellors, guarda-caça de Clifford, e o escolhe para seu amante.

Eu esperava mais dessa história. Juro. Porque é um clássico, porque vi uma boa propaganda da série da BBC (e por causa das diferenças entre ambas as mídias também), porque eu gosto de romances, e por causa do linguajar dos personagens. Me desiludi muito. O livro é bom, a história é boa, e a polêmica em torno do autor e do tema chama atenção e deixa curioso para ler, mas é só isso. Não consegui me sentir fisgada pela história, teve um ponto que eu já estava arrastando a leitura. O final não foi NADA do que eu esperava, fiquei decepcionada porque pareceu uma história inacabada. Vale a pena por ser clássico, nada mais.

3 de nov de 2017

O clã dos dragões (Ilkka Auer) – 52 Weeks Project 2017


Título: O clã dos dragões
Autor: Ilkka Auer
Mês: Novembro
Editora Gutenberg, 336p.

Nonna era meio diferente das crianças de seu vilarejo. Filha de Grunhilde e Radulf, o chefe do clã, ela tinha como guardião um urso do gelo chamado Fenris. Sua rotina muda quando um ataque de Gerhard, antigo pretendente recusado de sua mãe, ataca e mata todos, incluindo seu pai. Noona é levada como prisioneira, enquanto sua mãe consegue se esconder. Fenris acorda de sua hibernação sentindo algo muito estranho e parte em busca de Noona para resgatá-la. Eles acabam sendo perseguidos, mas conseguem escapar de Gerhard. A partir daí, a menina e seu urso partem em aventura atrás de aventura, levando Noona a descobrir muito mais sobre seus antepassados.

Eu estava com as expectativas muito altas para esse livro. Desde a primeira vez que vi, gostei da capa e o fato do autor ser vencedor de um prêmio da Tolkien Society finlandesa foi o fator decisivo para que eu o comprasse. De início sai arrastando demais a leitura, me perdia nos nomes dos lugares. Só fui pegar o embalo mesmo depois que Noona consegue fugir. A partir daí, a história se acelera um pouco e dá para gostar de acompanhar a menina nas aventuras até o encontro com seu antepassado dragão (a melhor parte!). Não acredito que será um livro que eu manterei na estante, mas valeu muito a pena ler.

27 de out de 2017

Animais fantásticos e onde habitam (Michael Kogge) – 52 Weeks Project 2017


Título: Animais fantásticos e onde habitam: guia do mundo mágico do filme
Autor: Michael Kogge
Mês: Outubro
Editora Rocco Jovens Leitores, 96p.

Sinopse: Animais fantásticos e onde habitam: Guia do mundo mágico do filme oferece aos fãs tudo que eles precisam saber sobre o mundo mágico de Animais fantásticos e onde habitam. Com fotos incríveis e detalhes do tão aguardado filme da Warner Bros. Pictures, este guia destaca uma rica seleção de personagens, locações, artefatos, feitiços e momentos mágicos do longa-metragem que chega aos cinemas em 17 de novembro e marca a estreia como roteirista de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter.

Um livro bem pequeno, mas cheio de informações legais sobre essa nova parte do universo mágico de Harry Potter. Se você ainda não viu o filme, ele introduz os personagens, criaturas e lugares de forma bem sucinta. Se você já viu o filme, de início a leitura até ser meio maçante, mas vale a pena ler porque algumas informações, geralmente no afã de ver o filme (e no meu caso, como eu só fui no cinema uma vez), serve para lembrar algumas coisas que possivelmente serão utilizadas nas sequências. Um livro de colecionador que embeleza a sua estante.

20 de out de 2017

Star Wars: o código do caçador de recompensas (Daniel Wallace) – 52 Weeks Project 2017


Título: Star Wars: o código do caçador de recompensas
Autor: Daniel Wallace
Mês: Outubro
Editora Bertrand Brasil, 160p.

Um manual dos caçadores de recompensas do universo de Star Wars, que traz as noções básicas, requisitos de alistamento em guildas e os regulamentos dela, credos, recompensas por regiões, história dos caçadores de recompensas, armas e veículos, procedimento com o império, as fases (que são quatro) de como caçar uma aquisição, e muitas outras “dicas” sobre como se tornar e sobreviver na carreira de caçador de recompensa.

Levei mais tempo do que pretendia para ler esse livro. Diferentemente do Manual do império, esse não conseguiu chamar minha atenção. Claro, as ilustrações são muito bonitas, a diagramação tem um visual caprichado e as curiosidades sobre como funciona a guilda dos caçadores de recompensa é bem legal, mas num todo, talvez porque fosse o livro que menos me entusiasmou desde o início (só comprei para não desfalcar a coleção), eu nunca fui muito fã do Boba Fett. De qualquer forma, valeu a pena, se faz parte do universo expandido de Star Wars me interessa. Recomendo.

18 de out de 2017

As seis mulheres de Henrique VIII (Antonia Fraser) – IDY 2017


Título: As seis mulheres de Henrique VIII
Autora: Antonia Fraser
Mês: Outubro
Tema: Passa na Europa
Editora BestBolso, 574p.

Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Ana de Cleves, Catarina Howard e Catarina Parr., estereotipadas como a Esposa Traída, a Tentadora, a Boa Mulher, a Irmã Feia, a Moça Má e a Figura de Mãe. Assim entraram para a história as seis mulheres do rei Henrique VII. Algumas caídas em desgraça por conta própria, outras com a ajuda do próprio marido (um homem lindo e justo quando jovem que se torna um gordo com desejos beirando os caprichos de uma criança birrenta), e uma e outra que conseguiu algum tipo de felicidade. Antonia Fraser desmistifica cada uma das rainhas de Henrique VII e mostra que cada uma delas contribuiu, das próprias maneiras, para a história da Inglaterra.

Divorciada, decapitada, morta, divorciada, decapitada, sobrevivente.

Assim começa uma das melhores biografias que eu já li. História inglesa nunca foi meu forte, apesar de sempre ter sido apaixonada pela vida de reis e rainhas mundo afora, conheço bem pouco. Eu estava de olho nesse livro fazia um bom tempo justamente por retratar uma época que só conheço um pouco através de filmes e séries (eu adoro a história da rainha Elizabeth e sua Era de Ouro, mas pouco sabia sobre a vida de seus pais, mesmo Ana Bolena sendo um assunto bastante abordado quando se fala de realeza inglesa). Aliás, talvez o fato de ser a mãe de uma das melhores governantes da Inglaterra, considerando os bastidores da transformação de Ana Bolena em rainha e a obsessiva fixação de Henrique VII por um filho homem que demorou para chegar e não viveu muito para reinar, seja o maior atrativo para a vida da Rainha Virgem. Eu não quero me prender a Ana Bolena, porque cada uma das mulheres teve um impacto e também não quero dar spoiler do livro, então deixo uma das passagens que mais me cativou (por falta de palavra melhor) e me lembrou que eu não estava lendo uma obra de ficção (porque sim, eu estava torcendo para Ana não morrer):

Por que se considerava essencial livrar-se da rainha Ana de uma vez? A resposta está no comportamento de sua antecessora. Certa vez, o rei e seus assessores tinham previsto uma retirada digna da rainha Catarina do palco, possivelmente para um convento. Em vez disso, tinham enfrentado sete anos de protesto, assumindo formas tão variadas como uma ameaça imperialista do exterior e apoio pessoal a Catarina dentro do país. Não dariam a mesma oportunidade a Ana Bolena. A dispensa com o que seria, na verdade, outro divórcio, teria deixado o rei com mais uma ex-esposa, poucos meses depois de ter-se livrado, pela morte da primeira. O momento da morte da rainha Catarina acelerara a queda da rainha Ana: agora, uma vez mais, a influência da mulher morta estendia-se além de seu túmulo na catedral de Peterborough para derrubar a mulher que a suplantara.

Um livro excelente, pois a autora, além de mostrar como era a vida social com todas as intrigas da corte, falando do vestuário e dos hábitos alimentares, da aparência física e dos dotes artísticos, conseguiu recriar um período muito distante da história britânica de maneira muito real e acima de tudo, desrotular cada uma das rainhas. Completamente recomendado.

16 de out de 2017

Proezas, percalços e passatempos perigosos (J.K. Rowling) – IDY 2017


Título: Proezas, percalços e passatempos perigosos
Autora: J.K. Rowling
Mês: Outubro
Tema: Com bruxos/bruxaria
Editora Pottermore, 71p.

Quem foi realmente Minerva McGonagall? Tida como a professora mais séria de Hogwarts, foi um prazer saber mais sobre sua história de vida, desde seu nascimento até assumir o cargo de diretora de Hogwarts, passando pelo sua juventude, mostrando sua carreira profissional e seu casamento, e sua capacidade de se transformar em um animal. O que leva a segunda parte, onde se fala sobre os animagos:

Se você continuar a repetir seu encantamento ao nascer e ao pôr-do-sol, chegará um momento em que, ao toque da ponta da varinha no peito, sentirá um segundo batimento cardíaco, às vezes mais forte do que o primeiro, às vezes mais fraco.

Na terceira parte, narra-se a história de vida de Remo Lupin, como ele era na infância e o motivo do ataque de Fenrir a ele quando garoto, o transformando em um lobisomem, e a sua vida com o estigma da desconfiança. A quarta parte fala sobre os lobisomens. Seguidamente, tem-se um relato breve da vida da professora Trelawney, e sobre o antigo professor de Trato das Criaturas Mágicas, Silvano Kettleburn.

AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!! VOLTEI PARA HOGWARTS!!!!!!!!!!!!!!!! TÔ SURTANDO!!!!!!!!! Então, tá. Agora que já me acalmei, vamos à resenha.
Eu AMEI esse ebook. Para começo de conversa, valeu a pena matar a saudade de Hogwarts. Não tem como não sentir falta das histórias do mundo de Harry Potter, e eu nunca mais entrei no Pottermore, então estava carente mesmo.
Amei saber sobre a vida da minha professora favorita, McGonagall, fiquei fascinada com o processo de transformação de um homem em animal (é por isso que amo J.K. Rowling. As leis e regras que ela cria para o mundo bruxo só fazem dar substância a história), e gostei das conexões que a autora faz de um assunto para outro (McGonagall, animagos, Lupin, lobisomem). Quando li o terceiro livro da série, e Hermione revela que o professor Lupin é um lobisomem, fiquei curiosa para saber como aconteceu. À medida que a história ia se complicando, deixei esse assunto de lado. Mais uma vez, Rowling consegue de uma maneira muito simples retornar a uma curiosidade (adormecida, mas sempre presente), e de novo, mostra que tudo está sempre interligado (como sempre tem uma lição: a boca sempre paga). As curiosidades sobre os lobisomens também foram ótimas de saber, e a surpresa ficou conta do último personagem mencionado (surpresa porque era o tipo de personagem que, apesar de brevemente mencionado, deve ter suscitado curiosidade em alguém, o que mostra que a autora sempre pensa em todos os fãs). Agora eu estou louca para ler os outros ebooks, mas vou me acalmar. Não é sempre que temos novidades sobre o mundo de Harry, então eu sempre guardo o que consigo para momentos futuros. Completamente recomendado.

13 de out de 2017

Divergente (Kate Egan) – 52 Weeks Project 2017


Título: Divergente guia oficial do filme
Autora: Kate Egan
Mês: Outubro
Editora Prumo, 156p.

Sinopse: Acompanhe na íntegra a jornada cinematográfica da série Divergente. São mais de 150 fotografias do filme e dos bastidores, que mostram a recriação do Fosso da Audácia, da Sede da Erudição, do setor da Abnegação e de seus extraordinários personagens. Descubra tudo sobre a elaboração dos figurinos, veja os desenhos conceituais em 3D e muito mais! Nas entrevistas com Veronica Roth, o diretor Neil Burger, os atores Shailene Woodley, Theo James e Miles Teller, você vai conferir o que inspirou o universo de Divergente. Acompanhe ainda o passo a passo de como as páginas desse mundo forma transformadas em uma experiência visual inigualável.

Eu tenho esse livro faz um tempão e achei que seria uma boa oportunidade para ler. Desde que o último filme dessa série foi cancelado no cinema, eu fiquei com um pé atrás em relação a tudo relacionado a adaptação (a história é boa, e pra variar, as megalomanias de Hollywood conseguiram que a série ficasse sem conclusão no cinema). Mas eu gostei das curiosidades sobre os atores, sobre a produção, e principalmente sobre como Veronica Roth começou tudo. Vale a pena para o fã matar a curiosidade sobre o primeiro filme.

11 de out de 2017

O homem da lua (William Joyce) – IDY 2017


Título: O homem da lua
Autor: William Joyce
Mês: Outubro
Tema: Infantil
Editora Rocco, 56p.

Dalua era o filho do czar e da czarina Lunanoff. Quando bebê, ele e seus pais velejavam pelo Universo no Veleiro Lunar. Iam com eles as lagartas lunares, os lunobôs e, claro, Noiteluz, guardião do bebê. Mas a tranquilidade da Era de Ouro foi abalada quando Breu, Rei dos Pesadelos, se interessa pelo bebê que nunca teve um pesadelo na vida. Assim, o czar e a czarina fogem para longe, até um planetinha verde e azul chamado Terra, onde o Veleiro Lunar ficou orbitando. Quando Breu se aproxima, os pais de Dalua o escondem e Noiteluz promete que vai proteger o bebê. Quando a batalha tem fim, Dalua agora é um órfão, e só tem como companhia as lagartas e os lunobôs. Por um tempo, ele passa a observar as crianças na Terra com os telescópios do pai e deixa de se sentir sozinho. Ele cresce e se torna o Homem da Lua, responsável pela união dos Guardiões da Infância.

Juramos zelar pelas crianças da Terra, 
Mantê-las sempre longe do perigo, 
Preservar seus corações alegres, suas almas valentes e suas bochechas rosadas. 
Protegeremos com nossas próprias vidas seus sonhos e esperanças, 
Pois eles são tudo que temos, tudo que somos, 
E tudo que para sempre seremos.

Que livro mais lindo. Pequeno e bem infantil, totalmente colorido e uma maravilha de leitura. A criaturinha responsável pela origem dos guardiões, pela qual eu não dei nada quando vi o filme (me sinto envergonhada de admitir), mas por quem agora me sinto completamente encantada. Vale muito a pena comprar e ler para uma criança ou para se ter na estante. Afinal, todos nós já fomos crianças e sempre quisemos saber mais sobre os seres que povoaram nossos momentos mais inocentes.

9 de out de 2017

O castelo de Otranto (Horace Walpole) – DL L&T 2017


Título: O castelo de Otranto
Autor: Horace Walpole
Mês: Outubro
Tema: Terror, suspense, thriller psicológico
Editora Nova Alexandria, 151p.

O filho de Manfred, senhor do castelo de Otranto, está prestes a se casar. Mas um pouco antes do casamento, Conrad é esmagado e morto por um elmo gigante que cai do alto. O evento inexplicável é de mau agouro, pois traz a luz uma antiga profecia que diz que "o castelo e o título de senhor de Otranto deixariam de pertencer à atual família se o proprietário real se tornasse grande demais para habitá-lo". Pensando que a morte do filho fosse o fim de sua linhagem, Manfred resolve se casar com a ex-noiva, Isabella, mas a jovem fica tão aterrorizada que foge em busca de ajuda. Ela conhece o camponês Theodore, que a ajuda a chegar na igreja onde ela se torna protetora do frade Jerome. Com ódio por ter sido enganado, Manfred ordena a morte do camponês, mas o frade o reconhece como seu filho. Aí o homem tem que escolher entre entregar Isabella ou ver o filho morrer. Os dois são interrompidos quando uma trombeta anuncia a chegada de cavaleiros de outro reino, em busca de Isabella. A jovem acaba sendo encontrada por Theodore, que a protege de novo, mas a confusão leva a uma descoberta que vai mudar o rumo da vida de todos.

Na procura por livros do tema do mês na minha estante particular e na biblioteca que trabalho, encontrei este, mas as resenhas sobre ele me decepcionaram um pouco, então só fiz questão de ler porque ele foi o primeiro romance gótico, tendo inspirado autores famosos como Bram Stoker e Stephen King. Achei o enredo meio louco, mas para quem gosta do gênero, é uma boa pedida. Se você procura por uma história que vai fazer seus cabelos ficarem em pé, esse livro vai decepcionar. No entanto, os elementos do gótico estão lá: castelo antigo, passagens secretas e escuras, fatos inexplicáveis e sobrenaturais. Não é meu gênero favorito, mas eu acabei gostando. Apesar de achar que a história meio enrolou na metade do livro (eu já estava confundindo a Isabella com Matilda), o final acaba sendo surpreendente.

6 de out de 2017

Os arquivos perdidos (Pittacus Lore) – 52 Weeks Project 2017


Título: Os arquivos perdidos: a navegadora
Autor: Pittacus Lore
Mês: Outubro
Editora Intrínseca, 130p.

Lexa sofre um ataque. Seu prédio foi destruído, ela só se salva porque estava num porão. Zophie a alerta sobre a destruição que está tomando conta de Lórien, e sua única chance é correr para o Museu Lórico de Exploração, de onde vai sair uma nave em direção à Terra. Lexa irá navegar essa nave, e à medida que ela sobrevoa, toma ciência da destruição que abateu seu planeta. Zophie, Crayton e Ella sabem que outra nave também saiu de Lórien, mas não conseguem manter contato. O tempo vai passando e enquanto Crayton e Zophie começam a se preparar para desembarcar na Terra, Lexa começa a se perguntar o quanto do ataque a Lórien devia ter sido previsto pelos Anciões. Quando mal chegam na Terra, os mogs já estão no seu encalço. Quando Crayton decide partir com Ella e uma das quimeras que vieram com eles, Zophie e Lexa continuam em busca da outra nave e assim tem início a busca pela Garde e os alertas sobre o perigo dos mogadorianos.

Acho que esse é maior ebook dessa série. Como sempre a história é envolvente, fez com que eu destruísse as minhas unhas e conseguiu preencher as várias lacunas da história dos livros. Não tenho muito mais o que falar porque não quero soltar spoilers, mas indico totalmente.

29 de set de 2017

Existência (James Frey) – 52 Weeks Project 2017


Título: Existência
Autor: James Frey
Mês: Setembro
Editora Intrínseca, 163p.

Jago se apaixona e desapaixona na velocidade da luz. Ele é assim, e todas as garotas que já foram largadas por ele dizem que vale a pena ser amada e abandonada pelo herdeiro da organização criminosa peruana mais poderosa. Ele é o Jogador, é temido e usa disso para salvar uma garota, com quem acaba se envolvendo mais do que deveria. Jago fica surpreso ao constatar que ama Alicia, e que ela sente o mesmo. Mas a vida dos dois é completamente diferentes, e por mais que a jovem tente mudá-lo, eventualmente Alicia percebe que eles são o que são. Até a mãe de Jago mostrar o amplo alcance do seu poder e que nem tudo é o que parece ser.
An Liu foi treinado pelo pai desde pequeno para aguentar a dor, porque é assim que se treina um jogador. Antes, ele achava que obedecendo o pai em tudo, a mãe voltaria para casa. Agora, com dez anos, ele tenta enfrentar o pai e acaba recebendo uma lição muito dura. Enquanto se recupera, passa a maior parte do tempo no computador, hackeando redes sociais e bases de dados do governo enquanto procura a mãe, sem sucesso. Um dia, recebe uma mensagem de alguém convidando-o para jogar, um hacker como ele. Os dois acabam se tornando amigos, mas como An aprendeu na vida, tudo que é bom não dura para sempre.
Hilal passou muito tempo entre pessoas normais, ajudando-as, dando conforto, amizade e alegria. Quando uma infecção toma conta do lugar, ele volta para casa, mas casa agora é uma palavra que ele não consegue mais associar ao lugar onde nasceu, pois as lembranças dos que ele deixou para trás o perseguem. Para distraí-lo, ele é enviado ao Museu Egípcio em busca de um manuscrito raro de seu povo. Na volta para casa, ele se depara com uma manifestação e sem querer, acaba envolvido com um grupo de jovens que lutam contra o governo. Ao tentar resgatar a líder do grupo, ele aprende algumas verdades sobre a vida, riscos e o que significa lutar pela humanidade.
Sarah é escolhida jogadora depois de um dos testes pelo qual seu irmão, o jogador inicial, deve passar dá errado. De início, ela reluta em aceitar, depois seu treinamento começa. Sarah se sente mal em ter que mentir para a melhor amiga e para o namorado, mesmo assim ela continua mentindo e treinando. Depois de passar por um teste difícil, Sarah toma consciência da importância de seu treinamento e do que realmente significa o Endgame.

Mais uma vez, nada a dizer além do fato que que eu não consegui largar até terminar o ebook todo. Com cada uma das histórias individuais, o autor consegue prender a atenção e mostrar como era a vida de cada um dos jogadores, o que acaba remetendo ao primeiro livro e o que se viu sobre cada um deles. Vale muito a pena e não vejo a hora de ler o segundo livro, agora que já sei uma história mais completa sobre o vencedor.

22 de set de 2017

Human date (Anna Banks) – 52 Weeks Project 2017


Título: Human date
Autora: Anna Banks
Mês: Setembro
33p.

Rayna é completamente obcecada com o mundo humano. Ela obriga (ou implora) a Toraf que eles tenham encontros (de namorados) humanos, e ele faz as vontades dela. Apesar de todas as vezes eles se enrolarem, como por exemplo, para comer uma simples salada em um restaurante.

Mais um conto para mera diversão. E foi divertido mesmo, ver como Rayna, apesar de toda a empolgação com um jantar, também não vê sentido em sair para simplesmente comer. Leitura leve, sem grandes pretensões.

15 de set de 2017

Girls day out (Anna Banks) – 52 Weeks Project 201


Título: Girls day out
Autora: Anna Banks
Mês: Setembro
Editora Feiwel & Friend, 32p.

Emma está passando o dia com a irmã de Galen, Rayna. Na verdade, dando uma de babá, na tentativa de manter uma relação cordial com a jovem syrena. Mas as maluquices de Rayna e o achado de uma boneca levam as duas a se meterem em confusão. 

Um pequeno conto que acrescenta ao que os leitores da série Poseidon já conhecem sobre Rayna e Emma. Foi uma leitura bem rápida, minha única ressalva é que os contos anteriores aprofundaram mais na historia dos personagens, diferente deste, que foi mais para divertir do que outra coisa.

13 de set de 2017

Princesa das águas (Paula Pimenta) – DL L&T 2017


Título: Princesa das águas
Autora: Paula Pimenta
Mês: Setembro
Tema: Nacional
Editora Galera Record, 368p.

Arielle é uma das grandes promessas da natação brasileira para as Olimpíadas de 2016. Filha caçula de uma cantora famosa que morreu no parto e de um ex-nadador famoso, ela decidiu optar pela carreira do pai ao invés de fazer parte da banda composta por suas irmãs. Apesar de gostar muito de nadar, Arielle sente falta de viver uma vida comum onde possa sair para beber e se divertir, coisa que se torna impossível com a imprensa atrás dela o tempo todo pronta para julgar seus passos. Mesmo com esses impedimentos e a constante cobrança de seu pai e seu treinador, Arielle resolve escapar para ir a uma festa onde estarão vários atletas. Lá, ela acaba salvando a vida do cara mais lindo que ela já viu na vida e mesmo sem saber quem ele é, se apaixona perdidamente.
Só que o cara que quase se afogou não é ninguém menos do que o favorito do tênis suíço, Erico. Só que ele não sabe quem é a garota misteriosa que o salvou e mesmo com seus apelos na imprensa para que ela fale com ele, Arielle fica com medo e resolve se focar nos treinos. Quando é anunciada uma gincana com várias atividades para que os atletas participem, Arielle se vê envolvida na maior confusão ao tentar chegar perto de Erico. Mesmo sem poder falar perto dele, a atração entre os dois só cresce, mas a jovem vai descobrir que a ajuda que vem recebendo, na verdade, só quer prejudicar seu romance...

Esse livro é maravilhoso, como os outros da série. A história consegue cativar desde o início, e confesso que o fato de eu saber que seria uma nova versão da história de Ariel, só percebi que a história seguiria o mesmo enredo quando vi o nome do príncipe encantado de Arielle: Erico (nem o treinador se chamando Sebastião fez eu me tocar). A leitura é bem leve e divertida, e eu gostei do pano de fundo serem os jogos olímpicos (do ano passado). Os posts no blog de uma das personagens e as mensagens de celular dão um toque mais dinâmico a história. Livr excelente, completamente recomendado.

11 de set de 2017

Jogando xadrez com os anjos (Fabiane Ribeiro) – IDY 2017


Título: Jogando xadrez com os anjos
Autora: Fabiane Ribeiro
Mês: Setembro
Tema: Autor brasileiro
Editora Universo dos Livros, 400p.

Na Inglaterra de 1947, a Europa está se recompondo de uma guerra devastadora. Anny só vê os pais nos sábados, quando eles voltam para casa depois de uma semana de trabalho. No entanto, em um desses dias, em que ela os espera até tarde, eles chegam com uma notícia que acaba com a alegria da menina: agora, seus pais só a verão uma vez por ano, pois o trabalho deles exige agora que eles se afastem mais de casa. Assim, a menina passará a viver com Jane, sua professora, e o marido Hermes. Mal ela sabe a diferença que ocorrerá em sua vida, pois Jane se mostra uma verdadeira carrasca, obrigando Anny a cuidar da casa, a dormir em um quartinho nada confortável e a viver escondida. Como companhia, a menina só tem sua ovelhinha de pelúcia e o jogo de xadrez que ganhou do pai, e passa por situações que nenhuma criança deveria passar. No entanto, seu bom coração e sua qualidade única de ser feliz não importa o que aconteça a ajuda a atravessar todos os momentos difíceis com a serenidade que somente um anjo poderia possuir.

Estava para fazer a resenha desse livro faz um tempão. Com mais uma de suas histórias tocantes, Fabiane Ribeiro (quem parece que adquiriu a capacidade de me fazer chorar como um bebê) nos ensina, através de sua pequena protagonista, lições valiosas. Em alguns momentos fiquei revoltada com essa história, tive muita vontade de matar a odiosa Jane e fiquei apavorada pela menina (tive que ler o final do livro para saber se existiria alguma espécie de final feliz, já que tudo rumava para a pior). Esta edição da Universo dos Livros é aquela com a capa mais bonita e que, a meu ver, tem mais a ver com a história (essa é a segunda edição, o livro já tem uma terceira). Recomendo esse livro para todos que gostem de uma história bonita com preciosas lições de vida.

8 de set de 2017

Of Triton (Amanda Hocking) – 52 Weeks Project 2017


Título: Of Triton
Autora: Amanda Hocking
Mês: Setembro
Editora Square Fish, 304p.

A verdadeira identidade de Nalia, mãe de Emma, vem a tona quando Galen junta as peças do quebra-cabeça que foi o mistério do desaparecimento da princesa Poseidon há tantos anos atrás. Emma surta com essa descoberta, e tudo fica pior porque ela tem consciência de que sua condição de mestiça a torna uma aberração tanto no mundo humano quanto no mundo das syrenas. Pior: a lei syrena diz que os mestiços devem ser condenados a morte. Sua mãe aparecer novamente para os syrenas faz com que os reinos de Poseidon e Tritão comecem a lutar uns contra os outros. Isso leva Emma a não saber o que escolher fazer.

Eu gostei muito do jeito que terminou o primeiro livro dessa série, e fiquei muito curiosa para ver no que ia dar a descoberta da princesa perdida. A continuação não me decepcionou. O que mais gostei foi o fato de Naila se revelar para os syrenas, foi a partir daí que a história me prendeu, porque as crises de identidade de Emma estavam me irritando. Recomendo.

6 de set de 2017

A garota dinamarquesa (David Ebershoff) – IDY 2017


Título: A garota dinamarquesa
Autor: David Ebershoff
Mês: Setembro
Tema: Livro que virou filme
Editora: Fábrica231, 363p.

Elinar e Greta são ambos pintores. Em uma tarde, porque sua modelo faltou e Greta precisava continuar seu trabalho, ela pergunta ao marido se ele poderia colocar as meias e os sapatos da moça. Ele aceita e ela continua seu trabalho. O que Greta não imaginava era que isso iria despertar alguma coisa em Elinar. E assim nasce Lily, com quem Greta gosta de conviver e a modelo que ela passa a retratar cada vez mais em suas pinturas (com as quais ela alcança um relativo sucesso). O tempo vai passando, Lily aparece cada vez mais enquanto Elinar vai desaparecendo, e ambos percebem que uma escolha decisiva terá que ser feita.

Eu vi o filme baseado nesse livro porque fiquei curiosa, porque gosto do Eddie Redmayne e estava torcendo para ele levar o Oscar do ano em que o filme foi indicado, e porque ele retrata a vida de dois pintores (arte é um assunto que me fascina). Aí fui procurar mais sobre a vida de Lily Elba na internet por simples curiosidade. Então, quando vi o livro em um sebo, tive que comprar. O autor fala que a história que ele narra é uma visão romantizada da vida de Lily, mesmo que ele tenha se baseado nos fatos reais da vida dela, mas isso em nada diminui a forma como a história prende a atenção. E gostei mais do livro do que do filme, porque o autor fala mais sobre a vida de Greta antes de se casar com Elinar. Não lembro se no filme eles explicam como no livro, mas eu gostei de entender os motivos dos sangramentos misteriosos de Elinar. Como um todo, o livro é ótimo, consegue tocar o leitor. Foi bom ver como se tratava a questão da transsexualidade, muito discutida hoje, justamente numa época em que o mundo passava por tantas mudanças. Eu sempre acho maravilhoso ver esse tipo de discussão inserida nesses momentos históricos, dá a impressão de que a leitura vem bem a calhar para o momento que estamos vivendo. Livro completamente recomendado.

4 de set de 2017

O dragão de gelo (George R.R. Martin) – IDY 2017


Título: O dragão de gelo
Autor: George R.R. Martin
Mês: Setembro
Tema: Dragões na capa
Editora Leya, 128p.

Adara é uma criança do inverno. Ela nasceu em um dos piores que se lembra, cujo frio intenso levou sua mãe logo depois que ela nasceu. Uma garotinha que não chora e cujos sentimentos são bastante internos, Adara entende, aos 7 anos, o que significa ser uma criança do inverno depois de ouvir uma conversa entre seu pai e tio Hal, em uma de suas visitas. Enquanto no verão ela não conseguia achar divertimento algum, no inverno a menina se enchia de alegria, pois era nessa época que ela podia passar tempo com o dragão de gelo, animal que todos consideram lenda. Mal sabem eles que Adara e seu amigo terão um papel fundamental na guerra contra os cavaleiros de dragão que vem avançando pelo reino.

Como acontece com a maioria dos meus livros, eu comprei esse pra ficar na estante, esperando a sua hora. Depois de ler todos os livros das Crônicas de Gelo e Fogo para poder finalmente entender as discussões dos fãs sobre a série, resolvi guardar esse porque, não dá para negar, os livros do Martin são envolventes. E mesmo que O dragão de gelo não tenha nada a ver com as Crônicas (apesar dos tais spoilers de que a próxima temporada vai trazer o rei do inverno montado em um dos dragões de Daenerys transformado em dragão de gelo), eu quis esperar para ler. O livro é uma dessas pequenas perfeições que de vez em quando temos em mãos, sabem, quando acertam na diagramação, nas ilustrações (vejam o portfólio do artista, Luis Royo), na capa, em tudo combinando e fazendo jus a história. Além disso, esse pequeno conto ensina várias lições de vida. Adoro como Martin sabe fazer analogias entre verão, inverno e sentimentos. O que torna a história baste forte é que tudo é narrado da perspectiva de Adara.

1 de set de 2017

Canção do mar (Amanda Hocking) – 52 Weeks Project 2017


Título: Canção do mar
Autora: Amanda Hocking
Mês: Setembro
Editora Planeta, 206p.

Gemma está sumida. Harper inventa uma desculpa para o pai, apesar de saber a verdade: a irmã foi embora com Penn, Lexi e Thea, três lindas e misteriosas garotas que surgiram na sua cidade. Junto com Alex, namorado de Gemma, e Daniel, eles se juntam para descobrir maneiras de destruir as sirenas e libertar Gemma. Enquanto isso, a jovem se recusa a usar seus poderes para fazer o que quer que seja contra qualquer pessoa. Gemma não tem interesse nenhum em se transformar num monstro que se alimenta de humanos, mas se ela não fizer isso, acabará morrendo e as outras também morrerão. Penn não está disposta a deixar isso acontecer, então mantem vigilância sobre a jovem. Até que Gemma acaba lidando com o seu lado mais obscuro, e isso faz com que a irmã descubra onde ela está. De volta em casa, Gemma começa a temer seu reencontro com as três sirenas, ao mesmo tempo em que percebe que terá que se afastar das pessoas com quem mais se importa no mundo para evitar que uma tragédia maior ocorra.

Faz muito tempo mesmo que eu li o primeiro livro dessa série, então fiquei com medo de não lembrar mais nada. Ainda bem que não foi o caso, a leitura fluiu muito porque enquanto eu lia, parecia que os acontecimentos de Despertar estavam ali na minha frente, nas páginas, novamente. Li em um dia porque o livro é pequeno, e eu fiquei desesperada me perguntando o que as sirenas fariam quando descobrissem a fuga de Emma (eu só larguei o livro quando cheguei nessa parte). Como o final desse livro não foi bem o que eu esperava, quero muito ler o terceiro. Recomendo.

25 de ago de 2017

Mil mágicas (Diana Wynne Jones) – 52 Weeks Project 2017


Título: Mil mágicas
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Agosto
Editora Geração Editorial, 168p.

Um feiticeiro ao volante conta a história do Feiticeiro Feliz, um azarado de nascença que perdeu seus poderes quando Crestomanci os tomou dele. A situação complicou porque os poderes também eram seu ganha pão. Quando um policial o flagra tentando arrombar a porta de um carro, ele foge ee vai pedir ajuda de uma bruxa sua amiga, que oferece uma nova vida em outro mundo onde ele poderia ter seus poderes de volta. Só que as coisas não acontecem exatamente como ele queria...
Em O ladrão de Almas, Eric Gato Chant não está muito feliz com a chegada de Antonio Montana, um menino italiano que despertou o interesse de todos na casa. Apesar de chamar a atenção de todos, Tonino não parece muito mais feliz do que quando chegou, e quando Janet, Roger e Júlia ficam doentes, Eric é quem sobra para fazer companhia para Tonino.
O centésimo sonho de Carol Oneir conta a a história de Carol, uma menina que vende sonhos, ela tem a capacidade de sonhar o que quiser. Só que uma noite isso não acontece. Sem que alguém consiga explicar o por quê disso, seus pais agora só esperam que Crestomanci possa ajudá-la.
Em O filósofo de Theare, alguns deuses acabam por se destruirem na tentativa de se protegerem de uma profecia. Eles sabem que profecias se cumprem e tentam acabar com ela, mas tudo dá errado, e o mundo continua a se dividir em dois.

Um livro pequeno que eu nem demorei para ler. Comecei meio devagar, mas a partir do segundo conto, já estava mais entusiasmada. Gostei por que o livro não trouxe personagens já conhecidos, somente, mas alguns novos. Recomendo.

21 de ago de 2017

O pequeno lorde (Frances Hodgson Burnett) – DL L&T 2017


Título: O pequeno lorde
Autora: Frances Hodgson Burnett
Mês: Agosto
Tema: Clássico
Editora 34, 203p.

Cedric vive com sua mãe em uma modesta casa nos Estados Unidos. Uma criança alegre e de bom coração, que contagia todos a sua volta com seu carisma e carinho. Um dia, ele descobre que deve ir morar na Inglaterra, pois é o último herdeiro de seu avô, um nobre cujos filhos (incluindo o pai de Cedric) estão mortos. O menino, agora Lorde Fauntleroy, estranha a situação, principalmente porque o seu melhor amigo, um vendedor de frutas, não tem muito amor por nobres e seus costumes estranhos. Mas Cedric logo fica alegre, pois descobre que pode ajudar muitas pessoas ao seu redor. E é exatamente o que ele faz antes de viajar. Já na Inglaterra, seu primeiro contato com o seu avô faz o velho ranzinza e egoísta gostar do que vê no neto, e a convivência entre eles transforma o homem a tal ponto que ele começa a realmente se importar com as pessoas abaixo de seu nível social. Cedric continua encantado a todos em sua volta e a vida está em paz, até que uma mulher aparece afirmando que seu filho é quem deve herdar a herança de Cedric devido à questão da primogenitura. Mas nada esmorece o coração do pequeno menino e as coisas se resolvem do jeito que devem.

Eu não sei porque estava com tanto pé atrás com esse livro. A autora é a mesma de O jardim secreto e A princesinha (do primeiro, eu já li o livro e vi o filme, do segundo, só vi o filme), então sei que tipo de histórias a autora escreve. Comecei sem grandes pretensões, o que foi bom, porque a autora de novo me surpreendeu. Sem dramas e sem rodeios, Frances Hodgson Burnett nos apresenta um pequeno personagem muito carismático e encantador. As mudanças que os outros personagens sofrem na história por causa do protagonista é uma coisa tão bonita de se ver, além de que o cenário, que mostra as paisagens rurais da Inglaterra, me fez lembrar muito de Downton Abbey, uma série que eu amo de paixão. Eu também sempre acho divertido, seja em filmes ou livros, a forma como os autores colocam um romance entre uma americana e um inglês. Sempre, sempre a coisa nunca é vista com bons olhos, a família do homem (porque ele tem que ser um nobre) sempre renega a esposa. Não sei se isso só passou a ser mal visto depois que o herdeiro ao trono inglês, Edward VIII, abdicou porque preferiu viver com a mulher por quem se apaixonou, Wallis Simpson. De qualquer forma, essa é uma temática que eu gosto de ver sendo explorada, e no livro é interessante como a autora coloca que o fruto de um casamento inglês-americano acaba sendo a salvação de uma família nobre, além das próprias lições de vida que podemos tirar do início ao fim. Amei de paixão essa história, já virou uma das favoritas ❤

18 de ago de 2017

Peixe grande (Daniel Wallace) – 52 Weeks Project 2017


Título: Peixe grande: uma fábula do amor entre pai e filho
Autor: Daniel Wallace
Mês: Agosto
Editora Rocco, 183p.

Sinopse: No dia em que Edward Bloom nasceu, uma nuvem carregada de raios, que queimavam a copa das árvores e ameaçavam fazer o mesmo com a cabeleira dos homens mais altos, trouxe a chuva que pôs fim à mais severa seca da história do estado do Alabama. Em seu aniversário de nove anos, ele se deparou com um homem congelado dentro de um imenso bloco de gelo, no caminho para o primeiro dia de escola. Mais tarde, já adolescente, derrotou com uma boa conversa um eremita gigante que morava numa caverna nas montanhas e devorava tudo o que via pela frente. É nesse clima de fantasia que Daniel Wallace dá forma a Peixe grande? Uma fábula do amor entre pai e filho, romance que ganhou às telas de cinema na adaptação de Tim Burton, com Albert Finney e Ewan McGregor dividindo o papel principal.
Peixe grande conta a história de Edward Bloom, um garoto do sul profundo americano que nasceu para ser peixe grande. O livro é montado sobre episódios cronologicamente ordenados que narram a vida de Bloom. Seu nascimento, suas aventuras de infância, a passagem para a vida adulta, a descoberta do amor, o nascimento do filho etc... E é justamente o filho, que tantas e tantas vezes ouviu o pai contar as aventuras de sua vida, o narrador do livro.
Costurando os episódios fantásticos que cobrem a vida de Edward Bloom, está a triste realidade de sua morte, que, sabiamente, foge da ordem cronológica para entremear toda a narrativa. É nessas horas que o filho/narrador assume também a função de diretor de cinema para, como numa filmagem, tentar alternativas diferentes de narrar o que será o último encontro entre pai e filho. Como quase sempre ocorre num set de filmagem, dificilmente a primeira tomada satisfaz.
Em Peixe grande, a morte de Edward Bloom é narrada em cinco diferentes takes. Embora a mecânica da cena varie em detalhes, nas quatro primeiras, o rio de lágrimas que costuma marcar esse tipo de desenlace na ficção é substituído por um alívio cômico no instante final. Menos na última. Mas, nem mesmo nesta, em que o realismo parece ser mais marcante, o autor cede à solução fácil. No lugar de um rio de lágrimas, ainda mais caudalosa, está a irresistível correnteza da fantasia.

Eu vi esse livro num sebo e fiquei curiosa, principalmente porque eu já havia visto o filme. No início, eu arrastei muito a leitura, quase desisti, mas depois que peguei o embalo, não larguei mais. O livro é dividido em quatro partes, a morte de Edward Bloom é narrada em cada uma delas e isso me confundiu um pouco. Quando chega no fim do livro, fica-se com um sensação de encantamento, por um filho inconformado com as histórias do pai, que ele acha que são pura invenção, enquanto o pai afirma até o fim que tudo é verdade. O mais tocante é o fato do pai estar em seu leito de morte e isso, mesmo quase sendo uma sombra em uma história que tinha tudo para ser infantil, acaba dando um toque mais suave, pois é através das histórias que o pai conta que o filho vai aprender a conhecê-lo mais antes do derradeiro fim. Um livro muito fofo e emocionante.

16 de ago de 2017

A promessa do tigre (Colleen Houck) – IDY 2017


Título: A promessa do tigre
Autora: Colleen Houck
Mês: Agosto
Tema: Passa na Índia
Editora Arqueiro, 111p.

Muitos anos antes de Kelsey Hayes aparecer na vida dos príncipes amaldiçoados como tigres, existiu uma outra jovem no caminho dos dois. Yesubai foi filha do temido Lokesh. Insatisfeito por sua mulher ter lhe dado um filha, ao invés do filho, Lokesh matou a esposa e trancou a filha, fazendo com que ela vivesse longe dos olhos alheios. Sempre submissa ao pai, pois desde pequena entendia o perigo que contradizê-lo oferecia, Yesubai cresceu linda, o que não passou desapercebido aos olhos dos que a cercam. Quando Lokesh que sua filha foi oferecida pelo rei em casamento com um nobre de qualquer reino vizinho em busca de fortalecimento diplomático, o feiticeiro logo começa a tramar para que sua filha se infiltre no reino dos príncipes Rajaram, pois é onde se escondem dois amuletos que ele deseja para se tornar invencível. Yesubai, que estava feliz de poder se ver livre do pai, se desespera com a situação, principalmente depois que se apaixona por Kisham, irmão mais novo de Ren, seu prometido.

Faz um tempo que eu ando esvaziando minha estante. Estou mais seletiva e decidi abrir mão das séries que eu sei que não vou mais ler. Fiz isso com os livros do Rick Riordan (porque apesar de tratar de mitologia egípcia, achei a história meio cansativa) e com a série Mago, do Raymond E. Feist. Essa série do Tigre eu ainda estou querendo ler o último da série, e apesar de achar a história chata na maior parte dos quatro primeiros livros (e eu ainda não me conformei com o final de O destino do tigre, ficou muito previsível, então espero que venha coisa forte por aí com o último da série), tenho certeza que, só pela perfeição das capas, eu nunca vou doar ou trocar esses livros. A capa de A promessa do tigre é a mais linda de todas, e a história, mesmo sabendo que não seria um fim bom, eu gostei muito. Adoro livros com contos prequel (histórias cujos acontecimentos vieram antes da história central), e esse não decepcionou em nada. Yesubai sempre foi um personagem misterioso, e o fato de ser pouco mencionada nos livros principais ajudou nessa percepção. Agora só posso desejar que o livro fosse maior, que ela tivesse vivido mais só para poder vê-la mais (sim, vê-la, porque a descrição da personagem fez com que eu tivesse uma imagem muito clara dela, como se a visse num filme). Amei o livro, fiquei apaixonada pela capa, e espero que o último livro me prenda a história exatamente como esse fez.