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27 de mar. de 2026

198 livros: PERU – Cartas a um jovem escritor (Mario Vargas Llosa)

Sinopse: Em uma série de reflexões em forma de cartas, Vargas Llosa responde às inquietações de quem deseja trilhar o caminho da escrita. Combinando experiências pessoais, análise de grandes obras e discussões sobre técnica narrativa, o autor reflete sobre elementos essenciais do romance ― como tempo, espaço, narrador e ritmo ― e oferece preciosos conselhos sobre os mais variados temas, como disciplina e vocação.
Ao revelar como a literatura pode ser uma forma de entender o mundo e a si mesmo, ele reafirma a importância da imaginação e da liberdade criativa. O resultado é uma aula magistral sobre o ofício da escrita para todos que partilham da paixão pelos livros.
Em primeiro lugar, eu tenho que dizer que esse livro não foi minha primeira opção. Pelo seu tipo, livro de cartas e livro de “recomendações” (ou dicas, apesar de que nenhuma dessas duas palavras defina muito bem o que quero dizer), eu fiquei muito na dúvida sobre ele, porque adoro livro de cartas mas não gosto muito do outro tipo. Li. Gostei. Principalmente porque o autor fala de suas próprias experiências pessoais.

Editora Alfaguara.
176 páginas.

24 de fev. de 2020

Lendo o Brasil: SERGIPE – Os desvalidos (Francisco Dantas)

Sinopse: Os desvalidos dá voz aos pobres-diabos, aos rejeitados, que sobrevivem na periferia entre o nascente capitalismo da década de 1930 e o ancestral mundo latifundiário. Anti-heróis que abrem seu caminho com as próprias mãos: Coriolano, Tio Filipe, Maria Melona, Zerramo e o lendário Lampião se ancoram no único lema capaz de lhes dar orgulho e dignidade: o de ser patrões de si mesmos. Lançado originalmente em 1993, Os desvalidos é considerado um retorno de qualidade à linguagem regionalista do sertão nordestino. Com a capacidade de Dantas em trabalhar as temáticas de sofrimento e rusticidade com a linguagem apurada que se assemelha a de clássicos como Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, a obra demonstra a vida sertaneja sob o cangaço, a miséria e o esquecimento, através de personagens notáveis.


Não sei bem o que pensar desse livro. Pelo título, agora que já li, percebo que já devia imaginar como terminaria a história. Nenhum dos personagens termina conseguindo alguma coisa, todos eles sofrem fracassos o tempo inteiro. Mesmo que o início comece do jeito que começa (Lampião invadindo a casa de Coriolano e fazendo com que ele fuja), ainda fiquei esperando alguma reviravolta em que o personagem conseguisse melhorar de vida, mas... De qualquer forma, achei uma leitura interessante.

Editora Alfaguara.
256 páginas.

8 de out. de 2011

Travessuras de menina má de Mario Vargas Llosa – DL 2011


Tema: Nobel de literatura

Mês: Outubro de 2011 (Livro Reserva II)

Título: Travessuras de menina má

Autor do livro: Mario Vargas Llosa

Editora: Alfaguara

Nº de páginas: 304

Sinopse: O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou - o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily - inconformista, aventureira e pragmática - o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily - ela sempre mudando de nome e de marido - se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, 'Travessuras da menina má' traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, através de seus personagens - os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana, e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… a imagem de uma mulher com um livro na mão. Não acho que tenha algo a ver com o enredo do livro.

Eu escolhi este livro porque… nunca havia lido nada do autor.

A leitura foi… legal. No início, tive um pouco de dificuldade, mas depois a história se torna interessante, principalmente depois que se chega no primeiro reencontro de Ricardo e Lily. Digo “primeiro” porque à medida que a história corre, e o fundo histórico muda, os reencontros vão se sucedendo uns aos outros. Uma das coisas boas é que o leitor sabe que o tempo está passando, mas não percebe, apesar da boa descrição dos acontecimentos históricos.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado foi a Lily. E o Ricardo, também. Aliás, mais do que a própria Lily. No caso dele, “ajudar” não é a palavra certa. Apesar de gostar (um pouco) da idéia de um homem amando uma única mulher desde a adolescência até sua idade adulta, ele fazia papel de idiota às vezes. Na maioria das vezes. E o pior é que ele sabia.

O trecho do livro que merece destaque: todo o livro merece destaque.

A nota que eu dou para o livro: 5