18 de ago de 2017

Peixe grande (Daniel Wallace) – 52 Weeks Project 2017


Título: Peixe grande: uma fábula do amor entre pai e filho
Autor: Daniel Wallace
Mês: Agosto
Editora Rocco, 183p.

Sinopse: No dia em que Edward Bloom nasceu, uma nuvem carregada de raios, que queimavam a copa das árvores e ameaçavam fazer o mesmo com a cabeleira dos homens mais altos, trouxe a chuva que pôs fim à mais severa seca da história do estado do Alabama. Em seu aniversário de nove anos, ele se deparou com um homem congelado dentro de um imenso bloco de gelo, no caminho para o primeiro dia de escola. Mais tarde, já adolescente, derrotou com uma boa conversa um eremita gigante que morava numa caverna nas montanhas e devorava tudo o que via pela frente. É nesse clima de fantasia que Daniel Wallace dá forma a Peixe grande? Uma fábula do amor entre pai e filho, romance que ganhou às telas de cinema na adaptação de Tim Burton, com Albert Finney e Ewan McGregor dividindo o papel principal.
Peixe grande conta a história de Edward Bloom, um garoto do sul profundo americano que nasceu para ser peixe grande. O livro é montado sobre episódios cronologicamente ordenados que narram a vida de Bloom. Seu nascimento, suas aventuras de infância, a passagem para a vida adulta, a descoberta do amor, o nascimento do filho etc... E é justamente o filho, que tantas e tantas vezes ouviu o pai contar as aventuras de sua vida, o narrador do livro.
Costurando os episódios fantásticos que cobrem a vida de Edward Bloom, está a triste realidade de sua morte, que, sabiamente, foge da ordem cronológica para entremear toda a narrativa. É nessas horas que o filho/narrador assume também a função de diretor de cinema para, como numa filmagem, tentar alternativas diferentes de narrar o que será o último encontro entre pai e filho. Como quase sempre ocorre num set de filmagem, dificilmente a primeira tomada satisfaz.
Em Peixe grande, a morte de Edward Bloom é narrada em cinco diferentes takes. Embora a mecânica da cena varie em detalhes, nas quatro primeiras, o rio de lágrimas que costuma marcar esse tipo de desenlace na ficção é substituído por um alívio cômico no instante final. Menos na última. Mas, nem mesmo nesta, em que o realismo parece ser mais marcante, o autor cede à solução fácil. No lugar de um rio de lágrimas, ainda mais caudalosa, está a irresistível correnteza da fantasia.

Eu vi esse livro num sebo e fiquei curiosa, principalmente porque eu já havia visto o filme. No início, eu arrastei muito a leitura, quase desisti, mas depois que peguei o embalo, não larguei mais. O livro é dividido em quatro partes, a morte de Edward Bloom é narrada em cada uma delas e isso me confundiu um pouco. Quando chega no fim do livro, fica-se com um sensação de encantamento, por um filho inconformado com as histórias do pai, que ele acha que são pura invenção, enquanto o pai afirma até o fim que tudo é verdade. O mais tocante é o fato do pai estar em seu leito de morte e isso, mesmo quase sendo uma sombra em uma história que tinha tudo para ser infantil, acaba dando um toque mais suave, pois é através das histórias que o pai conta que o filho vai aprender a conhecê-lo mais antes do derradeiro fim. Um livro muito fofo e emocionante.

16 de ago de 2017

A promessa do tigre (Colleen Houck) – IDY 2017


Título: A promessa do tigre
Autora: Colleen Houck
Mês: Agosto
Tema: Passa na Índia
Editora Arqueiro, 111p.

Muitos anos antes de Kelsey Hayes aparecer na vida dos príncipes amaldiçoados como tigres, existiu uma outra jovem no caminho dos dois. Yesubai foi filha do temido Lokesh. Insatisfeito por sua mulher ter lhe dado um filha, ao invés do filho, Lokesh matou a esposa e trancou a filha, fazendo com que ela vivesse longe dos olhos alheios. Sempre submissa ao pai, pois desde pequena entendia o perigo que contradizê-lo oferecia, Yesubai cresceu linda, o que não passou desapercebido aos olhos dos que a cercam. Quando Lokesh que sua filha foi oferecida pelo rei em casamento com um nobre de qualquer reino vizinho em busca de fortalecimento diplomático, o feiticeiro logo começa a tramar para que sua filha se infiltre no reino dos príncipes Rajaram, pois é onde se escondem dois amuletos que ele deseja para se tornar invencível. Yesubai, que estava feliz de poder se ver livre do pai, se desespera com a situação, principalmente depois que se apaixona por Kisham, irmão mais novo de Ren, seu prometido.

Faz um tempo que eu ando esvaziando minha estante. Estou mais seletiva e decidi abrir mão das séries que eu sei que não vou mais ler. Fiz isso com os livros do Rick Riordan (porque apesar de tratar de mitologia egípcia, achei a história meio cansativa) e com a série Mago, do Raymond E. Feist. Essa série do Tigre eu ainda estou querendo ler o último da série, e apesar de achar a história chata na maior parte dos quatro primeiros livros (e eu ainda não me conformei com o final de O destino do tigre, ficou muito previsível, então espero que venha coisa forte por aí com o último da série), tenho certeza que, só pela perfeição das capas, eu nunca vou doar ou trocar esses livros. A capa de A promessa do tigre é a mais linda de todas, e a história, mesmo sabendo que não seria um fim bom, eu gostei muito. Adoro livros com contos prequel (histórias cujos acontecimentos vieram antes da história central), e esse não decepcionou em nada. Yesubai sempre foi um personagem misterioso, e o fato de ser pouco mencionada nos livros principais ajudou nessa percepção. Agora só posso desejar que o livro fosse maior, que ela tivesse vivido mais só para poder vê-la mais (sim, vê-la, porque a descrição da personagem fez com que eu tivesse uma imagem muito clara dela, como se a visse num filme). Amei o livro, fiquei apaixonada pela capa, e espero que o último livro me prenda a história exatamente como esse fez.

14 de ago de 2017

Guerra civil (Stuart Moore) – IDY 2017


Título: Guerra civil
Autor: Stuart Moore
Mês: Agosto
Tema: Autor que você nunca leu
Editora Novo Século, 318p.

Thor está morto. Nick Fury também. No lugar do líder da S.H.I.E.L.D, está Maria Hill, mais determinada que nunca em capturar e prender os superhumanos que não se cadastraram pela nova lei do governo. Tony Stark e Steve Rogers sentem uma espécie de culpa por ambas as coisas, pois eles se questionam se poderiam ter impedido a morte de Fury, já que agora os heróis não tem mais seu “líder” ou “mentor”. A morte de Thor também pesa na consciência de ambos: enquanto Stark acha que os Vingadores poderiam ter ajudado o deus do trovão no Ragnarok, Rogers pensa que se Thor estivesse com eles, de alguma forma a morte de Golias teria sido impedida. De um lado, o Homem de Ferro afirma que os heróis devem ser registrados e regulamentados, do outro, o Capitão América se recusa a tomar uma atitude que, a seu ver, só irá tolher a liberdade dos heróis. As discordâncias entre eles só fazem crescer, enquanto tentam recrutar aliados para suas respectivas causas. Famílias viram alvos dos inimigos, casais se separam por questões ideológicas, amigos viram inimigos, mortes com as quais ninguém sabe lidar muito bem, tudo isso vai fazendo com que os heróis percebam que a verdadeira guerra deve ser travada para proteger vidas humanas, não para destruí-las.

Ok. Sobre esse livro. A primeira coisa a falar dele é que eu arrastei demais a parte 1. Não sei porque, afinal, livros que são como este, onde a ação ocupa início, meio e fim da história, eu geralmente não consigo largar até terminar, de preferência no mesmo dia. Mas, nossa, como eu arrastei a leitura. Cheguei na parte 2 com muita força de vontade e só fui me interessar mesmo na parte seguinte. Sobre a história, é difícil falar além do óbvio (que tem muita ação, muita pancadaria, e morte que eu nem imaginava, já que estava com o filme na cabeça). Não li os quadrinhos, então até isso fica difícil de comparar, e não quero traçar paralelos com o filme também. Acho que o fator principal atraente deste livro (para mim) foi que, além de mostrar e me fazer lembrar de alguns super-heróis que até agora não apareceram nas adaptações, eu pude entender o porque de tanta gente tomando partido na briga entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Finalmente me toquei que, como todo filme, a história é suavizada, tanto no caráter dos personagens quanto na questão da violência. Na época do filme, eu não escolhi lados e não entendia como as pessoas podiam preferir um ao outro, porque na minha visão limitada, ambos tinham bons motivos para agir como agiam. Agora, depois de ler esse livro, fiquei encucada e simplesmente não consigo tomar partido porque acho que estão ambos errados (percebam a visão lesada da pessoa). Minha percepção: Tony Stark é um sacana arrogante (me deu uma raiva imensa dele usando o Homem-Aranha, quando pelo que já foi mostrado no cinema, dá a impressão de que Tony realmente se importa com o menino, e com aquele Clor – WTF!!!) e o Capitão América, longe de ser aquele cara compreensivo dos filmes, é um cara ignorante que não está nem aí para quem vai machucar. Terminei o livro com uma raiva imensa de ambos os personagens. Um tema que eu gostei: a responsabilidade moral dos dois personagens líderes está mais forte e atuante que nos filmes, e isso, depois que você pega o embalo, te mantém pregado na leitura só para ver qual vai ser o fim de tanta desgraça.

11 de ago de 2017

Garotas da rua Beacon (Annie Bryant) – 52 Weeks Project 2017


Título: Garotas da rua Beacon: más notícias/boas notícias
Autora: Annie Bryant
Mês: Agosto
Editora Fundamento, 280p.

Finalmente a vida de Charlotte está entrando nos eixos. Ela tem quatro amigas ótimas, uma boa casa, e conseguiu alguma estabilidade. Mas tudo vai por água abaixo quando seu pai começa a questioná-la sobre novas mudanças, dessa vez para a Inglaterra. Chateada e sem saber o que fazer para seu pai mudar de ideia, ela começa a se conformar em deixar as garotas da rua Beacon para trás, mas suas amigas não vão aceitar. Entre planos para convencer o pai de Charlotte a ficar, as aulas de dança, o jornal da escola e um projeto comunitário, as meninas também tem que lidar com a chegada de Isabel. Enquanto Maeve e Charlotte fazem de tudo para a novata se sentir bem, Katani e Avery não gostam muito dessa história...

Mais um livro muito fácil e divertido de ler. A história não é nem um pouco parada, o que se pode esperar de uma série infantojuvenil. Tudo vai acontecendo ao mesmo tempo, o que mantém o leitor focado o tempo inteiro. Eu não consegui largar o livro até terminar, e o fato dele ter quase 300 páginas não desacelerou meu entusiasmo com a história. Recomendo.

9 de ago de 2017

Um conto sombrio dos Grimm (Adam Gidwitz) – IDY 2017


Título: Um conto sombrio dos Grimm
Autor: Adam Gidwitz
Mês: Agosto
Tema: Novas versões de contos de fada
Editora Galera Júnior, 272p.

João e Maria são filhos de um rei e uma rainha que, por remorso e mesmo com pesar, sacrificaram os dois para que seu fiel servo, Johannes, voltasse a vida. O que ninguém esperava era que as duas crianças também voltassem a viver. Não era para eles descobrirem o que o pai fez, mas eles ouvem o rei e a rainha conversando e magoados, resolvem fugir de casa. Assim, as aventuras dos dois irmãos começam. Eles encontram uma casa feita de doces. A confeiteira que morava nela os abriga, para comê-los mais tarde. Eles matam a mulher e fogem de novo, indo parar em uma casa onde o pai da família, que queria tanto uma filha mulher, reclama dos filhos homens que tem e faz com que todos se transformem em andorinhas. João e Maria vão atrás dos sete irmãos e fazem de tudo para que eles voltem para casa. A partir daí, os dois percebem que podem se virar sozinhos e tentam viver novas vidas, sem saber que seus caminhos irão separá-los, e que eles descobrirão muitas coisas na busca constante por uma família.

Eu tenho mania de querer comprar todo e qualquer livro que fale de contos de fadas, sejam novas releituras, sejam análises, seja o que for, eu quero. Este livro eu gostei da capa, gostei da sinopse e fiquei curiosa, até porque o conto de João e Maria original eu nunca li, e como não gosto de me basear em filme para dizer se uma versão é oficial ou não, fiz questão de ter ele na minha estante. Mesmo assim, demorei bastante para me entusiasmar a ler porque João e Maria nunca foi uma história que me enchesse os olhos. Fico muito feliz de dizer que eu me enganei totalmente quanto ao que esperava desse livro, simplesmente adorei a forma continuada de contar as várias histórias, ligando-as umas nas outras. É uma versão sombria que, confesso, me deixou meio desesperada em algumas partes. O mais legal é que, o autor do livro não reescreveu a história, ele só a adaptou. Seus comentários humorados até ajudam no suspense da história. Teve surpresa, teve aventura, teve morte, teve muita confusão, e foi isso que fez o livro se tornar um dos melhores que já li sobre o gênero. A diagramção é muito bem feita e as ilustrações são lindas. Muito indicado.

4 de ago de 2017

Hard to get (Anna Banks) – 52 Weeks Project 2017


Título: Hard to get
Autora: Anna Banks
Mês: Julho
32p.

Toraf quis fazer ciúmes para Rayna, e por isso beijou Emma. Por um momento, ele pensa que deu certo, mas depois percebe que Rayna quer somente “ganhar” de Emma, ao invés de ficar com Toraf porque ela quer. Eles tentam conversar, e Toraf acaba revelando a Rayna o porquê dele ter juntado os dois sem a permissão dela ou deles terem discutido o assunto antes. Mas é o jovem quem acaba descobrindo mais sobre Rayna do que imaginava.

Mais divertido que os outros ebooks, porque é sempre bom ler as confusões de Toraf e Rayna. Foi bem legal também saber da motivação de Toraf em juntar os dois sem a permissão dela (no livro fica bem claro que ela não gostou disso). Leitura leve e rápida.