21 de fev. de 2020

198 livros: EGITO - A garota oculta (Shyima Hall)

Shyima é a sétima filha entre onze filhos. Sua família é pobre, seu pai é um homem violento e sua vida não é fácil. Mas tudo muda para pior quando, aos oito anos de idade, ela é vendida a família para quem sua irmã mais velha trabalha (em um quase sistema de escravidão) para pagar por um erro da irmã. Agora Shyima é empregada: acorda antes de todo mundo, só tem uma refeição por dia e dorme depois de todos. 
Um tempo depois, a família a quem a menina serve se muda para os EUA, mas as coisas melhoram um pouco porque o sistema é outro e a família precisa ter cuidado para que não descubram que Shyima é uma escrava. Em 2002, a vida de Shyima muda de vez quando a polícia aparece para tirá-la da casa depois de uma denúncia, e a partir daí a menina consegue se libertar de seu passado doloroso.


Eu não tinha muita experiência de vida, mas sabia que famílias deveriam permanecer unidas. Pais deveriam cuidar e dar apoio a seus filhos, não vendê-los a estranhos.

Essa história é muito pesada. Quando li a sinopse, imaginei que não seria uma leitura fácil ou divertida, mas o que se encontra nele é muito forte. A vida de pobreza no Egito, o pai violento, depois a venda para a família que se muda e o fato de que ela tem que aguentar todo tipo de humilhação, até mesmo quando já está nos EUA (foi nessa parte que achei que tudo mudaria bem rápido). Foi bom ver que ela conseguiu seguir adiante, deixar para trás as experiências dolorosas da vida. O fato de Shyima falar sobre escravidão no mundo de forma tão pungente torna toda a leitura, de certa forma, mas atrativa porque você percebe o quando isso ainda é muito real. Esta foi uma daquelas biografias que encontrei por sorte e que marcaram muito. Completamente recomendado.

Editora V&R.
248 páginas.

19 de fev. de 2020

O livro do feminismo – DLS 2020


Título: O livro do feminismo
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro polêmico
Editora Globo, 352p.

Sinopse: Nasce-se mulher ou torna-se uma? Homens podem ser feministas? Ainda precisamos do feminismo no século XXI? Este livro responde questões como essas e outras ao explorar a luta por igualdade ao longo da história. Escrito em linguagem clara e recheado de imagens, infográficos e boxes que vão direto ao ponto e explicam as teorias mais complexas, O livro do feminismo examina as ideias inovadoras e ações pioneiras que serviram de modelo para esse movimento tão fascinante e diverso. Quer você seja uma feminista desde sempre ou esteja buscando informações sobre o movimento, aqui você vai encontrar muito conteúdo para se inspirar e se engajar.

Desde que começaram a lançar em português os livros da série “As grandes idéias de todos os tempos”, eu passei a pesquisar sobre a coleção lá fora. Até entrei em contato com a editora para saber sobre os livros de Sherlock Holmes, Shakespeare, Arte e Star Trek (eu quero muito que lancem um sobre Star Wars) e do Feminismo. Até tinha conseguido em inglês, mas ficou guardado na estante, então quando vi que seria lançado em português, comemorei. O livro traz uma cronologia muito boa que ajuda a entender o movimento feminista desde o início, assim como as suas quatro ondas e suas variações. Questões polêmicas como aborto e controle de natalidade são muito bem abordadas e até me ajudaram a tirar algumas dúvidas que eu tinha (honestamente, foi a parte que mais gostei do livro). Completamente recomendado.

17 de fev. de 2020

A biblioteca desaparecida (Luciano Canfora) – DLL 2020


Título: A biblioteca desaparecida: histórias da biblioteca de Alexandria
Autor: Luciano Canfora
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro de autor italiano
Editora Companhia das Letras, 200p.

Sinopse: Ptolomeu Filadelfo quer reunir todos os livros do mundo; o califa Omar pretende queimá-los todos, salvo o Corão. Entre esses dois sonhos, nasceu e foi destruída a monumental biblioteca de Alexandria, cidade que por mais de mil anos serviu de capitalcultural do Ocidente. Para narrar a história dessa imensa coleção de livros, Luciano Canfora retoma uma antiga técnica dos bibliotecários de Ptolomeu: a montagem e a reescritura das fontes, fundidas numa prosa aparentemente romanceada, mas na realidade baseada, quase frase por frase, em textos antigos. A história da maior biblioteca do mundo se confunde assim com a história dos livros que acumulou e dos livros que a descreveram, como uma última crônica de um erudito bibliotecário de Alexandria.

Fazia tempo que eu queria ler esse livro. Na minha época de faculdade, encontrei uma edição da biblioteca e sempre pegava, mas acabava deixando de lado por causa de outras leituras e dos trabalhos. Talvez ficasse empacado na lista de leitura por mais tempo, se eu não descobrisse (na sorte) que o autor é italiano. Gostei da leitura, apesar de ter sido um pouco complicado se acostumar com a narrativa, porque esse parece ser um desses livros que se usa na hora de escrever artigos e textos acadêmicos. Não é um romance histórico, fica mais para o lado da biografia, mas achei ele bem técnico, apesar do autor falar muito dos maiores momentos do Egito que marcaram a existência da biblioteca. Livro indicado.

14 de fev. de 2020

Vitória (Daisy Goodwin) – DLL 2020


Título: Vitória: a jovem rainha
Autora: Daisy Goodwin
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro romance de época
Editora HarperCollins, 398p.

Aos 18 anos, por falta de herdeiros masculinos, a jovem Vitória se torna rainha do império britânico. Sem experiência, tendo passado toda sua vida protegida por sua mãe e sem as noções mais básicas de como governar, agora deve mostrar a todos, principalmente ao seu tio e próximo na linhagem a herdar o trono Duque de Cumberland, que é uma rainha de fato e não uma marionete. Ela encontra um professor e amigo em Lorde Melbourne, mas a proximidade entre os dois incomoda todo mundo, e assim começam a planejar o casamento da jovem com seu primo Alberto, com quem ela não tem afinidade nenhuma. Ou assim Vitória pensava, até encontrar Alberto depois de tantos anos...

Uma pessoa poderia ser uma monarca e uma mulher?

Eu só fui atrás desse livro porque vi que era a novelização da primeira temporada da série, e de fato, é mesmo. A autora, que é a roteirista da série Vitória, da PBS, entrega mais detalhes no livro (foi muito bom estar “dentro” da cabeça de Lorde M. e ver como ele se sentia perto da jovem rainha, na série é muito implícito o que ele sente, e eu sei que deve ter sido dessa forma que os produtores pretenderam construir esse relacionamento entre os personagens, mas foi bom ver a partir da perspectiva dele).

12 de fev. de 2020

Spirit animals: tales of the Great Beats (Brandon Mull, Nick Eliopulos, Billy Merrell, Gavin Brown, Emily Seife) – DLL 2020


Título: Spirit animals: tales of the Great Beats
Autores: Brandon Mull, Nick Eliopulos, Billy Merrell, Gavin Brown, Emily Seife
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro de fantasia
Editora Scholastic, 186p.

Feliandor, o rei menino de Steriol, quer ser um bom rei como seu pai, mas parece que seu povo não está contente com ele. Em uma de suas audiências com as pessoas que trazem problemas para serem resolvidos com o rei, ele encontra uma mulher estranha, que lhe entrega um frasco com Bile e lhe dá certas indicações do que fazer se quiser mudar as coisas para si mesmo. Ao tomar o líquido, ele toma para sim um espírito animal, na forma de um crocodilo, e se torna o Rei Réptil.
O espírito animal de Yin é um estorninho, Luan. Quando o irmão de Yin, Yu, fica muito doente, sua família vai atrás da curandeira, mas o que ela oferece está além das possibilidades, pois a cura da doença de Yu pode estar nas mãos da Healthbringer, o Grande Panda, que vive no Grande Labirinto de Bambu. Mas o Grande Panda não é visto há muito tempo, além do perigo que é entrar no labirinto. Mas Yin está decidida, e em troca da espada de sua família, Yin consegue com a curandeira um tipo de tônico, mas a situação de seu irmão não melhora. Os dois resolvem ir até o labirinto e acabam descobrindo um grupo de que quer capturar Jhin, o Grande Panda.
Uraza é um leopardo, umas das Grandes Feras. Em uma de suas caçadas, ele encontra um grupo de invasores e ataca, exigindo que saiam de seu território. Por uma semana, ela não vê mais ninguém, mas depois descobre um grupo de homens, maior que o anterior, que quer capturá-la para roubar algo dela. Em sua arrogância, ela dispensa ajuda do garoto dos Vendani que foi alertá-la, e acaba sendo capturada. O garoto, Tembo, ajuda a libertar Uraza, e ela descobre que os invasores sabem onde ela esconde seu talismã, e assim eles partem em busca do precioso objeto.
Katalin e seu espírito animal, uma marta chamada Tero. Ela faz parte do grupo de rebeldes que luta contra os Conquistadores, e está a procura de Briggan, uma das grandes feras, para pedir ajuda em sua luta. Ela consegue escapar de seus perseguidores pelo rio, recebe ajuda e continua em sua busca por Briggan, mesmo recebendo constantes mensagens do grande lobo para não se aproximar. Ela acaba descobrindo que seus perseguidores capturaram um dos lobos que fazem parte do grupo de Briggan e ela o liberta. É quando ela consegue finalmente ficar cara a cara com a grande fera.
Essix é uma das grandes feras ligadas a humanos. Ela se reúne com outras grandes bestas para decidir o que fazer. Todos concordam, e assim, Essix, Uraza, Briggan, Jhin e vários outros conseguem salvar Erdas. Mas a história não acabou aqui....

Eu adorei esse livro. Na sequência da série Spirit animals, esse é o primeiro extra, que fala das grandes bestas que, no primeiro livro, se ligaram as crianças protagonistas da história. Foi interessante ver como tudo começou e de que forma eles se juntaram para lutar ao lado dos humanos. Eu queria muito que a editora continuasse a publicar os livros dessa série, inclusive os extras (eu li este em inglês), mas não sei se vai acontecer. Indicado.

10 de fev. de 2020

Salvando a Itália (Robert M. Edsel) – DLL 2020


Título: Salvando a Itália
Autor: Robert M. Edsel
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro baseado em fatos
Editora Rocco, 430p.

A cada ano, Hitler aumentava sua coleção. Agentes adquiriam para ele obras através de compras legítimas, vendas forçadas e confiscos. Os nazistas emitiram decretos para manter uma cobertura legal, em particular para itens saqueados de judeus. [...]
Com o passar do tempo, as agências de saque nazista ampliaram sua operação à escala industrial. Como Napoleão e outros conquistadores antes dele, o Führer acreditava que a propriedade de obras de arte projetava poder e um senso de conhecimento superior, colocando-o, assim, entre os grandes homens da história.

Em 1943, os exércitos de Hitler invadiram a Itália e com isso, tomaram controle de alguns dos maiores tesouros da humanidade. A partir desse momento, os tesouros do Vaticano e as relíquias do antigo Império Romano, estavam a disposição dos nazistas para saquearem a vontade. E é exatamente isso que eles fazem. Quando as forças Aliadas estão se preparando para invadir a Itália, o general Dwight Eisenhower, comandante em chefe das Forças Aliadas no norte da África, deu poderes a alguns soldados de protegerem essas riquezas. Em maio de 1944, Deane Keller, professor de arte e caçador de obra-prima para os EUA, e Fred Hartt, historiador de arte e caçador de obra-prima na Toscana, saem de Nápoles e embarcam numa caçada pelas obras-primas roubadas e desaparecidas valendo milhões de dólares.
Quando a guerra já estava perdida para a Alemanha, chegaram ordens dos mais altos escalões nazistas para se transportar caminhões carregados de obras de arte para o norte, em direção ao território alemão. No entanto, o general Karl Wolff, desejoso de não cair junto com Hitler, impede que as grandes coleções dos museus Galleria Uffizi e Palácio Pitti saiam do território italiano, buscando negociar uma rendição secreta.

A Alemanha nazista havia chegado ao abismo – nenhum futuro e nenhuma saída. Muitos integrantes do círculo imediato de Hitler se preparavam para o pior. Não querendo ligar sua sobrevivência ao destino do Führer, Karl Wolff havia elaborado um plano secreto de oferecer a rendição de um exército alemão inteiro – cerca de 1 milhão de homens na Itália – aos aliados ocidentais. [...]

Esse livro é uma maravilha para quem gosta de arte e história. Além de dar detalhes das missões de resgate e preservação de monumentos, lugares e obras artísticas e históricas dentro da Itália durante a Segunda Guerra Mundial, o autor também fornece no livro algumas imagens da destruição dos lugares mais afetados durantes os bombardeios na guerra.
Se eu, que não nasci na Itália, fiquei impactada com o nível de destruição dos lugares, imagine os florentinos vendo o resultado das bombas em sua cidade (a destruição das pontes de Florença está além de triste, quando se tem noção do nível da perda histórica):

O repórter do New York Times Herbert Matthews obser vou que “Florença não é mais a Florença que o mundo conheceu por 400 anos. (...) o coração de Florença desapareceu”. De suas seis pontes – San Nicolò, alle Grazie, Vecchio, Santa Trinita, alla Carraia e alla Vittoria, só a Ponte Vecchio sobreviveu. [...]


Comparação das pontes antes e depois dos bombardeios. Observem a “ponte Bailey” construída sobre os pilares de pedra sobreviventes da Ponte Santa Trinitá [Ao alto: Bayerische Staatsbibliothek Munich/ Heinrich Hoffman; Abaixo: Pennyover Papers, Department of Art and Archaeology, Princeton University]

Ao longo do livro, se percebe a dificuldade gritante da seção Monuments, Fine Arts and Archives (MFAA) em tentar preservar os locais, tanto que guardavam as obras de arte quando os que eram por si só essas obras.

Tomamos o sempre presente espetáculo de uma cidade arruinada e o multiplicamos por tantas outras cidades na Europa, e é como se a tarefa de reconstrução jamais fosse ser feita. E a perda de obras de arte é insubstituível – belas igrejas destruídas, arquivos enterrados sob o entulho, bibliotecas expostas ao tempo e ao roubo... este trabalho parece tão mais importante e tão irremediavelmente imenso. E, sozinho, sinto-me como sete criadas com sete vassouras no meu cantinho... certamente ajudaria se o resto do país se rendesse sem combate.

Foi incrível ver como poucas coleções sobreviveram ao saque, e nisso se inclui o enorme tesouro do Vaticano. Fiquei surpresa, apesar de que não deveria ter ficado, com o ponto em que Göring, um colecionador mais variado que Hitler (e que durante os anos de 1940 a 1942 havia feito 20 visitas separadas ao depósito principal da ERR de obras roubadas em Paris, o Museu Jeu de Paume, para fazer seleções para sua própria coleção) estava disposto a chegar para que ninguém nunca mais as encontrasse no fim da guerra.

Enquanto o Generalfeldmarschall Kesselring evacuava as tropas de seu quartel-general militar em Adlerhorst, o Reichsmarschall Göring supervisionava o empacotamento final de sua coleção de arte em Carinhall. Dois carregamentos já haviam partido para Veldenstein, na Bavária; de lá, os trens viajariam para Berchtesgaden, onde Göring também tinha uma casa. [...]
Em 28 de março, as obras-primas de Nápoles roubadas de Monte Cassino chegaram a seu destino final – o repositório nazista em Altaussee, na Áustria. Mineiros levaram para o labirinto de túneis milhares de pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, peças de mobília e tapeçarias, muitas destinadas ao Führermuseum, de Hitler.
Duas semanas depois, oito caixotes de madeira pertencentes ao gauleiter August Eigruber chegaram em dois carregamentos, cada um pesando 500 quilos, marcados com a advertência ATENÇÃO! – MÁRMORE – NÃO DEIXAR CAIR. Mais uma vez, os mineiros carregaram os novos carregamentos pelas passagens estreitas de túneis, todavia, desta vez, receberam a estranha ordem de espalhar os caixotes pela mina, em vez de colocá-los juntos. Tivessem eles sabido que cada caixote continha uma bomba, não uma escultura em mármore, estas instruções teriam feito sentido. Eigruber – como Wolff, Himmler e Kaltenbrunner – tinha seu próprio plano. Em vez de permitir que as obras caíssem nas mãos do “judaísmo internacional”, ele destruiria a mina de sal e cada obra de valor inestimável armazenada em seu interior.

Nápoles, Florença, Pisa, Toscana, praticamente nenhum lugar escapou de algum grau de destruição de monumentos e roubo de artes. À medida que os Monuments Men chegavam no local e realizavam suas inspeções, anotavam a perda de coleções públicas e particulares. Com a derrota dos nazistas e fascistas, muitos sítios culturais passaram a precisar de inspeções e os trabalhos dos Monuments Men se tornou muito requisitado. Achei interessante que, apesar de durante a guerra, se tivesse que se escolher entre vidas humanas e lugares históricos se escolheria a vida humana, as pessoas dos lugares que o grupo visitava apreciavam os esforços de preservação. E quando a guerra terminou, o autor consegue descrever a emoção das pessoas quando as obras eram devolvidas aos seus lugares de origem.
Não tenho palavras para dizer o quanto eu gostei dessa leitura. Foi ótimo aprender mais sobre esse capítulo tão aterrador da história humana, de uma perspectiva diferente. Completamente recomendado.

7 de fev. de 2020

Contando estrelas (Luciane Rangel) – DLL 2020


Título: Contando estrelas
Autora: Luciane Rangel
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro de capa colorida
Editora Qualis, 264p.

Elisa é uma garota que tem uma vida boa. Apesar de não ser exatamente rica, ela estuda no melhor colégio, faz parte de um grupo de amigas popular, é inteligente e tem uma paixonite pelo garoto mais gato da sala. A única coisa que Elisa não tem é empatia. Quando a professora de história aparece com um novo projeto valendo a nota final do ano, todos os alunos reclamam, mas terão que fazer: trabalho voluntário. Elisa acaba fazendo par com o garoto novato, Fábio, quem ela considera esquisito. De início, eles não se dão bem, mas com o passar do tempo, Elisa deixa de ver o rapaz como um pobretão, enquanto Fábio começa a ver além da garota mimada cabeça-de-vento. Os dias passam, Elisa vai se acostumando ao trabalho voluntário e aprende a ser uma pessoa melhor, e passa a entender o hábito de Fábio de dobrar papéis em formato de estrelas, mas as coisas tomam um rumo que ninguém esperava quando Miguel, a paixonite de Elisa, resolve se vingar por ter sido deixado de lado...

Mais uma vez, um livro da Luciane que me deixa ansiosa pelo final (eu achei que alguém ia morrer) ao mesmo tempo em que eu queria esganar a protagonista durante quase o livro inteiro rsrsrs O mistério todo fica por conta do Fábio, que de início parece mesmo um garoto pobretão, mas à medida que se entende o hábito dele de dobrar estrelas de papel, consegue se entender mais o personagem e suas motivações. A história em si é encantadora e cheia de lições de vida e claro que o final não decepciona (a única coisa que eu queria que tivesse sido mais explicada foi a vida de Miguel no fim do livro, deu a impressão de que ficou faltando). Recomendado.

4 de fev. de 2020

Lendo o Brasil: AMAPÁ - Desapaixonante (Marvin Cross)

Sinopse: Desapaixonante-1a temporada é o primeiro volume de uma série literária sobre o casal de amigos Sávio e Milena que comandam uma agência especializada em ajudar as pessoas a se desapaixonarem. Sempre narrados de acordo com os pontos de vista de um dos protagonistas, os episódios são sempre repletos de humor, sarcasmo, críticas à sociedade moderna e muitas referências a músicas e cultura pop. Uma história para rir e desestressar.


No que diz respeito a esse desafio, Desapaixonante foi a surpresa do ano. A leitura foi simples e cativante, e sim, mesmo tendo gostado do livro, não sei se iria continuar a leitura da série. Talvez leia por simples curiosidade, porque logo que percebi qual era o tema, tive aquela sensação de que “esse livro vai ser divertido”. E foi mesmo, ainda mais porque a história é narrada pelo ponto de vista de cada um dos protagonistas. Vale muito a pena, recomendado.

Editora Skull.
132 páginas.

27 de jan. de 2020

Lendo o Brasil: MATO GROSSO DO SUL - O Ritual dos Chrysântemos (Celso Kallarrari)

Eurico é filho de pai sírio e mãe índia (guarani). Poliana é filha de um japonês com uma paraguaia. Os dois fizeram um pacto de fidelidade até o casamento, e concretizam esse pacto num rito onde fazem uma inscrição num pé de erva mate. Quando Poliana morre no apartamento onde o namorado Eurico morava, ninguém consegue descobrir se foi por assassinato ou suicídio. Tudo que cerca sua morte é um mistério, cercada pela simbologia dos crisântemos (uma planta ligada a vida do casal), que foram despetalados e semeados em seu corpo. A coisa fica mais estranha porque esse mesmo “ritual” ligada ao crisântemo também se repete nos corpos de outras vítimas depois de Poliana.


Aí está a primeira surpresa do desafio esse ano. O mistério que cerca a morte de Poliana e das outras jovens virgens e a ligação com o crisântemo prende a atenção, e a história fica melhor quando você percebe que não consegue decidir quem é o assassino, mesmo que Eurico seja um suspeito. O livro é curto, o que é bom, porque a leitura não fica cansativa. Recomendo.

Editora Reflexão.
281 páginas.

24 de jan. de 2020

198 livros: UCRÂNIA - Vozes de Chernobyl (Svetlana Aleksiévitch)

Em 1986, o quarto reator da usina nuclear de Chernobyl, na Bielorússia, explodiu, despejando na atmosfera uma quantidade enorme de material radioativo em uma velocidade que mal pode ser calculada. Nos dias de hoje, se estimam que 500 mil pessoas foram afetadas pela explosão. Neste livro, as esposas e os maridos, os filhos, avós, bombeiros, militares, relatam como foram os dias seguintes a explosão, quais as atitudes do governo atingiram as pessoas e de que forma.


Eu imaginava que esse livro seria muita coisa: visceral, hipnótico, triste, enlouquecedor, tudo em medidas iguais. Mas eu realmente não esperava que fosse TANTO. Ao invés de trazer detalhes sobre o acidente (era isso que eu achava que leria), a autora traz relatos das pessoas que moravam na cidade e de forma elas lidaram com amigos e parentes atingidos, de uma forma ou de outra, pela catástrofe.
Se eu pudesse, faria um resumo de cada um dos relatos, mas não quero dar spoiler, só posso dizer que dois relatos me levaram às lágrimas: o primeiro, de Liudmila Ignatiènko, e do presidente da Sociedade Recreativa dos Caçadores e Pescadores de Jóiniki, Víktor Ióssifovitch Verjikóvski, e dois caçadores: Andrei e Vladímir.
Particularmente, o relato dos caçadores me destruiu, eu tive que fechar o livro, respirar algumas vezes e me convencer a voltar a ler, porque tive vontade de cancelar a leitura na hora. E tem mais, vários outros relatos de pessoas, crianças na época, que tiveram suas vidas afetadas. Livro completamente arrebatador, que te leva a refletir, acima de tudo, sobre o ser humano. Completamente indicado.

Editora Companhia das Letras.
384 páginas.

22 de jan. de 2020

No coração do mar (Nathaniel Philbrick) – DLLC 2020


Título: No coração do mar
Autor: Nathaniel Philbrick
Mês: Janeiro
Tema: Um livro com uma aventura em alto-mar
Editora Companhia das Letras, 371p.

Sem se mover mais para trás, o Essex agora ia direto para baixo. A baleia, havendo subjugado o seu estranho adversário, desembaraçou-se das lascas das tábuas estraçalhadas do casco, revestido de cobre, e nadou para longe, para sotavento, e nunca mais foi vista.

Em 20 de novembro de 1820, em algum ponto do Pacífico Sul, o navio de Nantucket, Essex, foi abalroado por uma baleia que nunca mais foi vista depois desse ataque. Esse é o resumo de um dos desastres marítimos mais famosos do século XIX, que inspirou a escrita de Moby Dick, de Herman Melville.
Nantucket era uma ilha norte-americana cuja economia se baseava totalmente na caça às baleias, e por isso se transformou, na época, no maior polo mundial do comércio de óleo, utilizado como combustível para iluminação e como lubrificante nas novas indústrias. Graças a esse mercado, os baleeiros começaram a explorar mares desconhecidos.
O Essex saiu de seu porto no dia 12 de agosto de 1819, numa viagem que o jovem Capitão Pollard Jr. esperava que fosse curta e esperançosa, mas que se revelou um completo desastre e custou a vida da maioria dos homens sob seu comando. As marcas psicológicas deixadas por esse acontecimento na vida dos sobreviventes permaneceu com eles suas vidas inteiras e só acabou vindo a luz a partir dos relatos do primeiro imediato Owen Chase e do jovem marinheiro Thomas Nickerson.

Assim como quando eu vi o filme, esse livro me deixou com sentimentos mistos. Desde a primeira vez que ouvi falar da história da baleia que atacou um navio baleeiro, fiquei apaixonada por essa história. Fui atrás, li Moby Dick, vi a adaptação (filme bem antigo) e na época, eu queria fazer oceanografia e me juntar ao Greenpeace para salvar as baleias dos japoneses. Foi um choque, anos depois, quando descobri que a história de Melville se baseava em uma história real, e é sobre isso de que se trata esse livro, sem dúvida um dos melhores da minha lista de leituras em 2020 (duvido que essa minha observação seja precipitada). A leitura prende do início ao fim, mesmo com as descrições históricas da época, que para alguns pode ser cansativo, mas ajuda muito a entender a importância do comércio do óleo da baleia.
As descrições fornecidas sobre o processamento do óleo podem ser meio nojentas, por falta de palavra melhor, principalmente se você tem em mente a cena em questão do filme, mas também mostram o que faziam com o cadáver da baleia, porque a primeira vista se pensa “se eles estavam interessados no óleo, o que acontecia com o restante do animal?”.
A medida que se vai lendo, se percebe o nível dos problemas pelos quais eles passaram, devido às decisões equivocadas dos “líderes” do navio, devido as ações mal executadas dos próprios homens, ao ponto de que se pensa que o que acontece com o Essex e os extremos a que eles chegam para sobreviver não passam de castigo divino. Foi exatamente essa a sensação que tive quando cheguei nessa parte:

O Essex deixou uma marca permanente na ilha. Quando Nickerson voltou lá anos depois, ainda era uma devastação enegrecida. “Onde quer que o fogo houvesse ardido, não cresceram árvores, mato nem capim”, relatou ele. A ilha Charles foi uma das primeiras das Galápagos a perder sua população de tartarugas. Embora a tripulação do Essex já tivesse cumprido muito bem a sua parte na redução da população mundial de cachalotes, foi ali, naquela minúscula ilha vulcânica, que deram sua grande contribuição para a erradicação de uma espécie animal.

O livro não poupa detalhes sobre o que aconteceu com os ocupantes do Essex depois do naufrágio, apontando as decisões equivocadas de seu capitão, o preconceito reinante (e devo dizer que mesmo disfarçado, era muito presente) na mente dos naturais de Nantucket que coincidiu depois na forma como, coincidentemente ou não, os sobreviventes foram tratados durante os momentos mais cruéis do tempo em que passaram perdidos no mar.

Só um natural de Nantucket, em novembro de 1820, possuía a necessária combinação de arrogância, ignorância e xenofobia para esquivar-se de uma ilha convidativa (embora desconhecida) e optar por uma viagem de milhares de milhas em alto-mar.

É interessante notar que devido as condições do correio na época e ao fato de que uma viagem dessa durava mesmo muito tempo, as novidades sobre o que acontecera com o Essex e seus tripulantes demorou para chegar em Nantucket, então as pessoas não se apavoraram. A volta do capitão Pollard após seu resgate exigiu um relato do acontecido aos donos do navio, mas o assunto meio que se tornou não mencionável devido ao caráter do comércio e a própria fama da cidade em ser o centro do comércio de óleo baleeiro. Owen Chase foi um dos responsáveis pelo relato do ataque e da vida dos sobreviventes no mar, mas ele acaba por omitir muita coisa.


Thomas Nickerson, o tripulante mais novo e camareiro do Essex, anos mais tarde também escreveu um relato sobre o naufrágio e, apesar de conter informações que não estão presentes na narrativa de Owen, ele também adapta o relato aos seus próprios fins.


Resumindo, esse livro é excelente. Um relato vívido e talvez não tão perturbador quanto os citados acima, mas que não fica atrás de nenhum dos dois. Completamente recomendado.

20 de jan. de 2020

Os arquivos perdidos (Pittacus Lore) – DLS 2020


Título: Os arquivos perdidos: o despertar dos legados
Autor: Pittacus Lore
Mês: Janeiro
Tema: Um livro escrito por mais de um autor
Editora Intrínseca, 89p.

Quando Harlem, o bairro onde Dani vive, começa a ser atacado pelos mogadorianos, a única preocupação da menina é ir buscar a mãe. Mas durante sua fuga, ela descobre que tem os mesmos poderes de John Smith, o et “bonzinho” que ela viu na tv. Ainda sem entender o que está acontecendo com si mesma, Dani vai derrubando mogadorianos pelo caminho e ajudando quem pode. Ela é salva por John e Sam, e passa a entender um pouco mais do que está acontecendo com ela, ao mesmo tempo em que a busca por sua mãe não está dando resultados...

Engraçado que mesmo com esses títulos que dão na cara o que vai acontecer nas histórias curtas desses ebooks, eu ainda consigo ficar na expectativa do tema principal, mesmo com a história já no final. Dessa vez não foi diferente. O interessante é que, como só falta um livro para terminar a série, inserir um personagem novo que tem os mesmos poderes do grupo principal pode ser que traga a morte de mais algum dos lorienos. Se isso vai acontecer, não sei, mas já imagino quem pode ser, dado o final do último livro. Como sempre, recomendo.

17 de jan. de 2020

Melodia mortal (Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi) – DLL 2020


Título: Melodia mortal
Autores: Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi
Mês: Janeiro
Tema: Um livro de autor brasileiro
Editora Fábrica 231, 240p.

Ao longo de seis contos, Sherlock Holmes e John Watson embarcam em várias aventuras para desvendar crimes que os levam a elaborar hipóteses para elucidar as mortes de grandes gênios musicais. Da Inglaterra vitoriana, o livro transporta o leitor para a Inglaterra atual, onde um grupo de médicos sherlockianos se encontra para discutir cada um dos casos criminosos resolvidos por Holmes e suas conclusões. O objetivo dessas discussões, sempre regadas a um bom jantar, é averiguar se os diagnósticos do famoso detetive seriam corretos (pelo menos tanto quanto pareciam na época) a partir da evolução da medicina.

Esse livro não é nada do que eu imaginava. Quando se trata de Pedro Bandeira, também, o fato de ter surpresa não é nenhuma novidade, e acho que é por isso que eu faço questão de ler qualquer livro dele que me chegue em mãos. A melhor coisa desse livro é o fato de que o autor consegue manter o mesmo tom na narrativa que Arthur Conan Doyle, às vezes nem parecia que eu estava lendo uma história “derivada”. Gostei também dos pequenos resumos que Bandeira incluiu ao fim de cada capítulo sobre a vida e a obra de cada um dos compositores. Livro recomendado.

15 de jan. de 2020

Poemas (Fernando Pessoa) – DLL 2020


Título: Poemas
Autor: Fernando Pessoa
Mês: Janeiro
Tema: Um livro de poesia
Editora IBA, 22p.

Sinopse: Uma antologia de poemas de Fernando Pessoa e de seus heterônimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, incluindo também a “Carta de Fernando Pessoa sobre a génese dos heterónimos” e as “Notas para a recordação do meu Mestre Caeiro”.

Eu tenho muita dificuldade com poesia, apesar de amar poemas épicos, mas esse livro foi tão agradável e a coletânea de poemas é tão pungente que simplesmente a leitura fluiu e quando cheguei no final do livro, fiquei querendo mais. Recomendo.

13 de jan. de 2020

A pequena livraria dos corações solitários (Annie Darling) – DLL 2020


Título: A pequena livraria dos corações solitários
Autora: Annie Darling
Mês: Janeiro
Tema: Um livro chick-lit
Editora Verus, 308p.

Posy acabou de herdar a Bookends, uma livraria centenária, cujos tempos de glória já passaram faz tempo. A antiga dona da livraria, Lavinia, considerava Posy como uma neta e tinha como empregados os pais dela, já falecidos. No testamento, Lavinia deixa como missão para a jovem fazer a livraria ter lucro novamente, e se em dois anos o local não lucrasse, deveria ser passado para Sebastian, o neto de Lavinia. Então Posy e os funcionários começam a colocar as mãos a obra, buscando formas de atrair clientes e atualizar o local. Mas Sebastian, um cara charmoso e bem sucedido, não dá descanso para Posy, pois ele acha que não tem como uma livraria tão antiga concorrer com as maiores redes do mercado livreiro. O problema é que Posy sempre teve uma paixãozinha não-tão-secreta por Sebastian, e ela precisa aprender a esquecer essa atração para aguentar a presença irritante de Sebastian...

É isso. Não adianta. Esse foi o segundo livro que eu peguei com a temática de livraria que eu realmente achei que iria curtir a leitura. A capa é bonita, o título me chamou atenção e eu fui com tudo, mesmo sendo chick-lit... Novamente (e a raiva que me dá ao perceber isso!) me decepcionei. Não me entendam mal, o contexto da história é bacana, mas por que sempre a protagonista precisa ficar de cabeça virada quando se trata do cara? E sempre um cara que a trata com desrespeito e pouco caso para depois se descobrir que ele estava interessado, mas não sabia lidar com seus sentimentos. Sempre é esse o rumo da história (ou seria a fórmula que as autoras utilizam, aliás, isso é uma fórmula?), e isso me irrita DEMAIS. O final acaba sendo previsível, como o de todo chick-lit que eu já li até hoje, então só o que dá para dizer é que eu gostei da leitura.

10 de jan. de 2020

Viagem à terra da rainha do crime (Tito Prates) – DLL 2020


Título: Viagem à terra da rainha do crime: uma aventura de emoções na Inglaterra de Agatha Chirstie
Autor: Tito Prates
Mês: Janeiro
Tema: Um livro que se passe em um lugar que você quer conhecer
Editora Chiado, 230p.

Sinopse: A viagem de aventura e emoção de um fã e conhecedor brasileiro pelos locais da Inglaterra onde ela morou e que tiveram importância para sua obra. Algumas teorias comprovadas pelo autor e uma cronologia completa da vida e obra da Duquesa da Morte. Um sonho para qualquer fã de Agatha Christie.

Esse livro é uma maravilha. A minha única ressalva é: gostaria que tivesse mais fotos dos locais visitados pelo autor. Mas fora isso, não tenho nada a reclamar. Na verdade, fiquei surpresa com a forma que Tito Prates escreveu esse livro, como se fosse um diário de viagem. Eu esperava algo como um guia turístico, bastante ilustrado, mas ao invés disso o autor relata desde sua chegada na Inglaterra. Enquanto vai entremeando a história real dos lugares com sua relação com a vida de Agatha Christie, ele também vai citando os lugares citados nos livros da autora, de um jeito que não fica confuso. Fiquei impressionada com o nível do conhecimento dele sobre a vida de Agatha, digno de um fã verdadeiro. Vale muito a pena, completamente recomendado.

8 de jan. de 2020

A rosa branca (Amy Ewing) – DLL 2020


Título: A rosa branca
Autora: Amy Ewing
Mês: Janeiro
Tema: Um livro de capa branca
Editora Leya, 320p.

Violet Lasting é uma das muitas jovens compradas por mulheres da Jóia para servirem de barrigas de aluguel, já que as damas da nobreza tem um problema genético que as impedem de engravidar. Ela acaba se envolvendo com Ash, um acompanhante e ambos são descobertos. Lucien, um dos amigos de Violet e sua dama de companhia (feminino porque é um homem castrado) arma uma fuga antes que ela seja castigada, mas Violet insiste em levar Ash, que foi brutalmente punida e corre risco de morte, e Raven, sua amiga que também era uma substituta, e acaba contando com a ajuda de Garret, filho da Duquesa. Quando chegam ao seu destino, A rosa branca, Violet descobre mais sobre os seus poderes e sobre uma sociedade secreta que começou a agir para acabar com os abusos da Jóia.

Esse livro foi bem... morno. Todo segundo livro é o intermediário, e a história uma vezes é rápida, outras não. Foi o caso desse livro. Mais da metade do livro fala da fuga de Violet, Ash e Raven. Foi minha parte favorita porque o clima de tensão é constante. Somente depois que eles chegam na Rosa branca, e Violet começa a descobrir mais sobre a história do lugar e sobre seus poderes, que a história fica devagar. Mas o final... foi daqueles que você precisa ter em mãos logo o livro seguinte. Apesar de ser como eu esperava, consegui ficar bastante ansiosa. Recomendo.

6 de jan. de 2020

Feliz 2020!


Depois que eu descobri que os desafios literários são excelentes maneiras de se esvaziar uma lista de leitura, então lá vou eu continuar com o Desafio Literário Livreando 2020, do blog Livreando;


o Desafio Literário Skoob 2020, pelo facebook;


o Desafio Literário Livraria Cultura, esse ano com o marcador azul;


os Desafio A volta ao mundo em 198 livros e Desafio Lendo o Brasil. Esse ano consegui encaixar nos desafios mais livros da minha estante, só tive que correr atrás de uns poucos, então considerando a quantidade de livros não lidos que eu tenho, consegui sair no lucro rsrsrsrs