29 de mai de 2019

Lendo o Brasil: SÃO PAULO - A menina feita de espinhos (Fabiane Ribeiro)

Kat foi uma criança surpresa. Sua mãe engravidou dela quando não mais esperava, e acaba morrendo quando ela nasce, pois Kat nasceu com uma anomalia epidérmica rara: a camada superficial de sua pele apresenta elevações em formato de espinhos que soltam um muco venenoso. Em consequência disso, Kat nunca pode ter contato físico com ninguém. Seu pai sempre fez de tudo para que ela não se sentisse excluída, ao mesmo tempo em que a manteve consciente de sua doença. Após sofrer muito preconceito, ela e seu pai se mudam para um chalé, e é nesse lugar que ela encontra um amigo inesperado e se apaixona pela primeira vez.


Para este mês, foi fácil escolher um livro no meio das autoras parceiras do blog. E como todo livro da Fabiane Ribeiro, este também me fez criar uma expectativa absurda só para ficar chorando no final. Não que não estivesse claro que a história estava se encaminhando para um final desse, mas ainda assim. O que mais me impressionou foi a doença (eu fiz uma pesquisa superficial e não encontrei nenhuma doença assim, então não sei se existe mesmo ou se foi criação da Fabiane). Uma história emocionante e cativante, que faz você pensar na sua vida e agradecer por tudo.

Editora Universo dos Livros.
343 páginas.

27 de mai de 2019

198 livros: POLÔNIA – A lista de Schindler (Mietek Pemper)

Se Schindler não tivesse comprado a empresa processadora de metal, a "lista de Schindler" não teria sido possível.


Muito se fala da famosa lista de Schindler, que salvou mais de mil judeus de morrerem em campos de concentração nazista. Do que poucas pessoas falam ou sabem é do judeu “infiltrado” no escritório do temido Amon Göth que ajudou não só a redigir as listas (sim, foram mais de uma, e os judeus cujos nomes presentes nelas não foram escolhidos da forma como o filme de Steven Spielberg mostra) mas participou muito ativamente de todos os momentos de suas redações.
Mietek Pemper tinha 23 anos quando foi feito prisioneiro no campo de trabalho forçado e depois campo de concentração de Krakau-Plaszow. Ao serem descobertas suas habilidades como estenógrafo, ele passou a trabalhar diretamente com Amon Göth, vivendo o terror de saber que não sairia daquela situação com vida por saber demais. Além de ajudar Schindler a elaborar as listas que salvaram mais de 1200 judeus da morte certa, ele acaba descobrindo sobre as operações dos nazistas e sobre o andamento da guerra.
Ao aprender a reconhecer os humores de Göth, ele conseguia ajudar as pessoas no campo e até mesmo a salvar algumas; seu trabalho bem executado o levava a receber certos “agrados” (como a permissão de não precisar usar os uniformes que o destacariam como um dos homens do serviço de ordem, os judeus que se prejudicavam mutuamente na esperança de sairem vivos); ao ler os relatórios, ele descobria quais campos continuariam funcionando e quais seriam transferidos, e foi assim que descobriu que somente os campos de trabalho cuja produção fosse “decisivo para a vitória”. E assim foi dado o pontapé inicial para a redação das listas que salvaram muitos judeus e imortalizaram Schindler como salvador desse povo.

Hoje, é impossível mensurar os riscos que Schindler correu durante anos para nos ajudar. Assim, ele e eu, cada um no âmbito de suas possibilidades muito diferentes, conseguimos algo praticamente impossível: o campo de trabalhos forçados de Cracóvia-Płaszów, no qual por volta de oitenta por cento das empresas eram produções de costura e têxteis, não foi dissolvido prematuramente no final de 1943, mas preservado. No fim do outono de 1944, Schindler deu um golpe de mestre: conseguiu transferir todo seu pesado parque de máquinas e mil de seus trabalhadores judeus para Brünnlitz. Lá, nos deparamos com mais judeus de outros campos e prisões, que foram igualmente acolhidos por Schindler. A cada admissão, a lista dos detentos tinha de ser complementada com folhas adicionais. Essa lista, então, recebia a respectiva data e seguia para o campo de concentração matriz, de Gross Rosen, porque, de acordo com ela, se calculavam as tarifas diárias que Schindler tinha de pagar por cada trabalhador declarado para a Central de Administração Econômica da SS. Schindler protegeu e salvou não apenas os judeus de Płaszów, mas também aqueles que apareceram em Brünnlitz no inverno de 1944-1945 e que, sem ele, teriam morrido. Assim, a cifra final foi de mil e duzentos detentos. Toda a ação salvadora ficou conhecida como a “lista de Schindler”, apesar de não se poder falar de uma única lista, mas de várias que se referiam reciprocamente.

Muitas vezes neste livro Mietek Pemper fala de Oskar Schindler como um grande homem, dos riscos que ele correu em suas tentativas de salvar quantos judeus pudesse. Enquanto eu lia este livro, eu pensava “Mas e você mesmo, Mietek? Como você não pode ver a sua própria coragem e o seu próprio valor, enquanto fica tão perto do inimigo?” Porque é exatamente isso que acontece. Essa foi uma das perguntas que ele ouviu muito durante o tempo em que falava com as pessoas sobre a guerra:

“Como o senhor conseguiu suportar a pressão psicológica de trabalhar durante tanto tempo em contato tão próximo com Göth?”

E a resposta clara:

Nenhum outro detento deveria ser obrigado a correr o mesmo perigo diário que eu tinha de suportar. [...] Tudo o que podia fazer era atrasar o máximo possível a execução de minha sentença de morte, no interesse de meus familiares.


Mietek é escolhido para trabalhar diretamente com Göth por suas habilidades de escrivão (que ele deve ter considerado uma maldição, até perceber que podia usar em proveito próprio dessa condição), e isso também o leva a conhecer Oskar Schindler. Através de conversas sussurradas e escondidas, eles conseguem elaborar uma lista para salvar os judeus que pudessem, sem que Göth desconfiasse disso. A sua situação dúbia fica evidente quando Mietek descreve que o nazista matava a bel prazer, portanto, mesmo tendo conhecimento de muitas coisas que nenhum judeu deveria saber sobre a guerra, ele também corria um perigo indescritível. O mais interessante é ver no seu relato um homem desinteressado, cujo único objetivo era continuar vivo e manter vivo quantas pessoas fosse capaz. 
Uma coisa que eu sempre pensei que seria imediata: todo mundo saberia do papel de Schindler na salvação dos judeus, mas não foi assim que aconteceu. Somente algum tempo depois, e apesar da divulgação das pessoas salvas, que se teve uma dimensão do papel dele na guerra. Foi encontrada uma maleta com fotos e documentos de Schindler, incluindo algumas versões das listas na Alemanha. Quando de sua descoberta, Emilie Schindler tentou adquirir a posse do material legalmente, mas a Yad Vashem (organização encarregada por lei de conservar e estudar todos os documentos relacionados à história do Holocausto) já tinha sua posse.
A melhor parte do livro é quando ele descreve os julgamentos dos nazistas, em que por mais que os prisioneiros tentassem se safar de alguma acusação, Mietek sempre estava pronto pra comprovar o que eles negavam, causando até mesmo surpresa neles, pois como um judeu poderia saber de segredos que só o comando deveria conhecer? Esse livro é uma preciosidade, vale cada minuto de leitura.

Editora Geração Editorial.
277 páginas.

22 de mai de 2019

Vader (Kieron Gillen) – DC 2019


Título: Vader
Autor: Kieron Gillen
Mês: Maio
Tema: Um livro com um protagonista anti-herói/vilão
Editora Panini Comics, 152p.

Luke Skywalker conseguiu destruir a Estrela da Morte. Como não poderia ser diferente, o imperador culpa Darth Vader pela perda de sua maior arma. Enquanto parte em busca dos rebeldes responsáveis, principalmente do piloto que disparou o tiro que destruiu a base imperial, Darth Vader investiga as maquinações do imperador e parte em busca de recursos próprios. O que ele não esperava era descobrir um segredo pessoal em sua caçada a Luke Skywalker....

Estas HQs do Darth Vader são um verdadeiro primor. Desde que essa fanbase “renasceu” com a nova trilogia e Star Wars entrou em voga novamente depois da venda para a Disney, surgiu uma quantidade enorme de material novo. Depois que eu consegui entender a divisão entre o que é cânone e o que é Legends, me foquei em procurar os livros e HQs que mais me chamaram atenção, e essa coleção de Darth Vader só conseguiu me deixar mais ansiosa para ler tudo que ainda tem por aí sobre o vilão mais famoso do cinema. Como são vários volumes, decidi comprar as edições em brochura, que englobam de 5 a 6 volumes de cada vez. 
 Esta edição é o Livro 1, Vader, que engloba dos volumes 1 a 6 das HQs Darth Vader publicadas em 2015 e 2016 (até isso temos que prestar atenção, se você não quiser misturar tudo, porque essa coleção teve 25 volumes, e em 2017 resolveram começar uma nova, que finalizou em 2018 com também 25 volumes). Eu priorizo as edições em formato brochura porque, além de saírem mais baratas, elas também incluem as várias capas alternativas. HQ completamente indicada.

20 de mai de 2019

A mulher na janela (A.J. Finn) – DLS 2019


Título: A mulher na janela
Autor: A.J. Finn
Mês: Maio
Tema: Um livro de thriller
Editora Arqueiro, 352p.

Anna Fox sofre de Agorafobia, um distúrbio que faz as pessoas terem medo, dentre outras coisas, de sair sozinho de casa e de ficar cercado por multidões. Ela antes tinha uma família feliz, mas agora vive sozinha com seu gato, enquanto o marido e a filha se mudaram. Ela passa seus dias bebendo, vendo filmes antigos e espiando a vida dos vizinhos. Anna é pega pela vizinha Jane Russell no flagra espionando, mas a vergonha de Anna logo diminui quando percebe que a vizinha quer se tornar sua amiga. Mas uma noite, ao ouvir gritos vindos da casa dos Russell, ela busca informações, mas ninguém parece saber de nada (e quem sabe se recusa a falar). Quando ela testemunha o que parece ser uma briga de casal entre os Russell e logo em seguida Jane ser esfaqueada, Anna precisa vencer seus medos interiores e tentar ajudar. Mas ela não consegue e acaba sendo tachada de alucinada. Agora Anna precisa provar que o que viu foi real.

Sabem aquela vontade que dá de esbofetear um personagem? Foi exatamente assim que me senti lendo esse livro. Passei a leitura inteira num estado de raiva e estupefação completas, da mesma forma que fiquei assistindo A garota no trem. A premissa basicamente é a mesma: mulher com problemas (de ansiedade e com álcool) que testemunha/sabe (de) um crime, mas que é desacreditada justamente por causa de seus problemas psicológicos. A irritação crescia a cada capítulo, pois eu ficava querendo que Anna percebesse o que estava fazendo, o quanto ela estava se prejudicando, mesmo sabendo que a autora só estava retratando uma situação real (tipo o fumante que sabe o dano do cigarro, mas mantém o mau hábito, Anna mistura os remédios com álcool sabendo que pode passar muito mal, mas não tem capacidade de parar).
No caso, a situação de Anna é bem pior, ela acaba sendo muito mais inconsequente, porque ela é psicóloga, consegue captar as mentiras ensaiadas ao seu redor, mas por causa do seu alcoolismo, é desacreditada. E ela não sabe fazer nada para mudar a situação, então se afunda mais ainda na bebida. Até quando ela tenta começar a tentar descobrir todo o mistério, o cérebro não funciona porque ela vive confusa por causa da bebida. Enfim, isso eu achei chato e completamente irritante, a história parecia que não saia do mesmo lugar, rodando e rodando até voltar o mesmo ponto. Eu não sou de desistir de leitura nenhuma, sempre termino um livro seja a história o que for, mas posso dizer com certeza que a ÚNICA coisa que salvou esse livro (até porque eu não estava esperando mais nenhuma grande reviravolta) acontece lá para o final (e não, não é a solução do mistério central) e me deixou em choque, porque nesse tipo de situação, o leitor espera que o personagem lembre só naquele minuto do acontecimento, mas Anna sempre lembrou, sempre soube. E é aí que o autor pega a gente, porque quando tudo parece confirmar uma sucessão de alucinações loucas... bom, aí que tudo começa a entrar nos eixos. Recomendo.

17 de mai de 2019

Corvos de Odin (K.L. Armstrong & M.A. Marr) – DLLC 2019


Título: Corvos de Odin
Autoras: K.L. Armstrong & M.A. Marr
Mês: Maio
Tema: Livro com mais de um ponto de vista
Editora Rocco Jovens Leitores, 304p.

Matt, Fen e Lauri estão no submundo nórdico, Hell, em busca de Baldwin, o descendente de Balder que foi envenenado e morto. Lá, eles enfrentam um gigante de fogo de duas cabeças, Garm (o cão protetor dos mortos), vikings zumbis ainda precisam convencer Helen, a filha de Loki, e portanto tia de Fen e Laurie, que comanda Hell, a deixá-los ir embora. Enquanto se recuperam dessa aventura, e com Baldwin de volta, Matt agora é quem precisa embarcar em uma viagem em busca do Martelo de Thor, enquanto precisa lidar com as descobertas chocantes sobre seu avô e seus aliados. Eles se juntam aos gêmeos Ray e Reina (descendentes de Fray e Freya), que agora sabem que foi errado não acompanha-los da primeira vez, e a Owen (descendente de Odin) em sua constante luta para evitar o fim do mundo. Enquanto Matt faz de tudo para evitar o destino de ser morto pela serpente no Ragnarok, Fen tem que lidar com as consequências de sua escolha sobre sua família.

Faz um tempo que eu li o primeiro livro dessa série, então fiquei meio perdida no início do livro e só peguei o embalo no fim dos dois primeiros capítulos. Até agora, estou gostando dessa série e quero ver o que vem por aí no último livro (se eles conseguem impedir o Ragnarok ou não). A ação é constante, os personagens saem de uma aventura para outra e isso me levou a não largar o livro. Também curti as ilustrações, como no primeiro livro, elas dão aquele complemento a história (mesmo que eu goste de imaginar as valquírias mais selvagens, ainda está valendo). Recomendo.

15 de mai de 2019

Ainda sou eu (Jojo Moyes) – DLL 2019


Título: Ainda sou eu
Autora: Jojo Moyes
Mês: Maio
Tema: Do gênero Young adult
Editora Intrínseca, 400p.

Louisa Clark agora está trabalhando em Nova York, experimentando um recomeço de vida e confiante de que consegue manter seu relacionamento a distância com Sam. Contratada como acompanhante da esposa muito jovem do milionário Leonard Gopnik, Louisa decide extrair o máximo dessa sua nova vida. Tendo que lidar com os costumes diferentes e com os variados empregados e puxa-sacos de seus novos patrões, a jovem se vê envolvida em uma rede de acontecimentos que podem influenciar na sua posição dentro da casa e, mais ainda, na situação da vida dos chefes dentro da alta sociedade nova-iorquina. Enquanto tenta manter vivo o romance com Sam, ela se vê guardando segredos que não são seus e que podem influenciar em muito na pouca estabilidade que estava conseguindo alcançar em sua vida.

O terceiro volume da trilogia de Jojo Moyes, esse livro acabou sendo melhor que o segundo. Não sei se porque neste vemos Louisa lidando melhor com a morte de Will, ou porque saímos de Londres com ela e vamos para os Estados Unidos, ou se porque aquele romance morno com Sam fica um pouco para trás, mas achei a história muito mais desenvolvida. Claro, Louisa às vezes ainda parece estar um caco emocionalmente, a morte de Will sempre presente, mas neste livro a personagem consegue amadurecer. Sua família continua sendo divertidíssima. Apesar de ter gostado dos dois livros seguintes a Como eu era antes de você por mostrar as consequências de um suicídio assistido na vida das pessoas ao redor da pessoa suicida, não achei que foram livros muito necessários. De qualquer forma, indico.

13 de mai de 2019

Parasita vermelho (Andrew Lane) – DLL 2019


Título: Parasita vermelho
Autor: Andrew Lane
Mês: Maio
Tema: Escolhido na sua estante por outra pessoa
Editora Intrínseca, 320p.

Durante uma visita de seu irmão Mycroft, Sherlock acaba escutando escondido uma conversa entre ele e seu professor, Amyus Crowe, e descobre que John Wilks Booth, o homem que matou o presidente Lincoln, ainda está vivo e escondido em Londres, e que o governo britânico deseja saber por quê. Sherlock e seu amigo Matty encontram o homem e seus companheiros, mas quase é morto, e Matty acaba sendo sequestrado. Para salvar o amigo, Sherlock se junta a Amyus e Virginia e embarcam para a América, onde vão descobrir o que existe por trás do reaparecimento do criminoso Booth.

Este era um livro que eu não tinha pretensão de ler agora, mas por causa do tema do desafio, as participantes resolveram montar um amigo secreto de brincadeira onde nós escolhíamos as leituras umas das outras. Dentre as minhas opções, quem me tirou escolheu esse. Eu achei o início desse livro um pouco arrastado, mas depois do sequestro de Matty, as coisas começam a melhorar porque os acontecimentos se sucedem uns aos outros sem intervalos chatos (até mesmo a viagem de navio, que poderia ser enfandonha, é cercada de ação). Gostei de como foi introduzido o ensino de violino na vida de Sherlock e várias outras questões que mais tarde acabam se enraizando na cabeça do futuro detetive e se tornam dados nas resoluções dos casos. De forma geral, eu adorei. Recomendo.

10 de mai de 2019

Rainhas das sombras (Sarah J. Maas) – DLL 2019


Título: Rainha das sombras
Autora: Sarah J. Maas
Mês: Maio
Tema: Que foi best seller
Editora Galera Record, 644p.

Celaena Sardothien não existe mais. Em seu lugar, Aelin Galathynius está de volta para recuperar seu reino e livrá-lo do domínio sombrio de Adarlan. Na tentativa de salvar seu primo Aedion, ela se junta a antigos aliados e novos amigos. Quando seu ex-mestre Arobynn, rei dos assassinos e responsável pela sua prisão em Endovier, aparece com uma proposta de ajuda para que ela consiga invadir a cerimônia de execução do primo e salvá-lo, Aelin sabe que com ele tudo tem um preço, mas desta vez eles irão jogar de acordo com as regras dela, até porque ela tem Rowan para ajudá-la dessa vez. Enquanto isso, Dorian, possuído por um príncipe valg, virou uma marionete maligna nas mãos do pai, o rei de Adarlan, cujo pacto com as bruxas para criação de um exército de feras aladas está indo adiante. Sua líder, Manon Bico de Ferro, se vê cada vez mais indignada com o tratamento dispensado as suas iguais. Enquanto Aelin consegue a sonhada vingança contra Arobynn e a liberdade de Lysandra, Manon acaba se envolvendo com a jovem ao pagar uma dívida. Acordos, tramoias e selvageria marcam o caminho de Aelin para recuperar seu reino e os que lhe são caros.

A melhor parte coisa desse livro, e eu me enganei feio achando que seria a parte mais chata, foi sobre as bruxas. Manon está se revelando uma personagem maravilhosa de se observar, assim como Asterin. O relacionamento entre as bruxas atinge um novo patamar (como elas são quem são, óbvio que tinha que ter violência), e mesmo quando a gente acha que sabe tudo sobre elas, vem a autora e adiciona novos elementos surpresa (o envolvimento delas nos planos de Aelin me deixaram eufórica). O livro é intenso, a ação não para, o que é um milagre, já que esse é o volume mais grosso (até agora) dessa série. Uma série que surpreende a cada livro lançado, estou louca para ver no que vai dar a relação entre Aelin e Rowan. Completamente recomendado.