18 de mar de 2019

Lendo o Brasil: AMAZONAS - Relato de um certo Oriente (Milton Hatoum)

Após vinte longos anos vivendo fora, uma mulher retorna a Manaus, sua terra e onde vive a família em que foi criada. Em tom epistolar, cada um dos seus familiares, a matriarca Emilie e seu marido, Soraya, os irmãos da recém-chegada, relembra os fatos a recém-chegada.


Uma volta ao passado, é disso que se trata esse livro. Geralmente quando pensam na Amazônia, pensam logo em cidades coberta de florestas, mas o que Milton nos apresenta é os contrastes das versões antiga e moderna de uma cidade. O livro é curto, um dos motivos que me faz escrever uma resenha tão curta, e confesso que fui e voltei na leitura várias vezes para entender melhor a história. Apesar disso, eu recomendo.

Editora Companhia das Letras.
152 páginas.

15 de mar de 2019

198 livros: ANDORRA – O mestre de Quéops (Albert Salvadó)

Natia acaba se tornando escrava no Egito após sua cidade ser tomada numa guerra. Sabendo que seu rosto desfigurado não inspiraria nada além de nojo, seus sentimentos sobre algum homem a querer como mulher entram em conflito com o fato dela ter sido estuprada. Ela engravida e seu filho cresce para ser a companhia do senhor da casa. Mas a época era de constante guerra e seu filho perde o dono (ele era escravo também) e o mestre. Inteligente e sagaz, Sedum consegue se tornar mestre dos filhos do faraó, e o leva a testemunhar a construção das grandes pirâmides do Egito.


Achei que a leitura desse livro seria uma coisa, se provou outra. Não é um livro top, e também não é ruim. Fazia tempo que eu não sentava para ler algo desse gênero, o último romance histórico que li foi sobre Cleópatra, e apesar de já ter gostado bastante desse gênero, foi algo que comecei a deixar de lado. Mas como para este desafio nem sempre encontro livros correspondentes (até agora eu dei sorte), não pude ignorar. O fato de falar sobre o Egito em uma época sobre a qual até hoje os historiadores ainda buscam maiores referências, nada mais nada menos do que o momento da construção das grandes pirâmides do Egito incluindo a pirâmide de Quéops (a única das sete maravilhas do mundo antigo a existir até hoje) foi um chamariz. Gostei muito, apesar das minhas reservas iniciais.

Editora Ediouro.
191 páginas.

13 de mar de 2019

Óculos, aparelho e rock'n roll (Meg Haston) – DC 2019


Título: Óculos, Aparelho e Rock'N Roll
Autora: Meg Haston
Mês: Março
Tema: Um livro sobre música
Editora Intrínseca, 288p.

Kacey Simon tem 13 anos, é jornalista no canal da escola, sempre fala o que acha e dita as tendências, além de ser a protagonista no musical da escola, onde ela vai atuar junto com Quinn, por quem é apaixonada. Ela, Molly, Liv e Nessa são as garotas super populares da escola. Kacey adora suas lentes violetas, mas acaba pegando uma infecção e é obrigada a usar óculos fundo de garrafa. Quando ela vai ao dentista, descobre que precisa de aparelho. Então, de uma hora para outra, a garota super popular se torna uma pária na sociedade escolar: ela perde o papel no musical para Molly e seu posto de jornalista, além de começar a ser humilhada pelos colegas. É nesse momento que ela descobre uma amiga em Paige, sua vizinha nerd, e as duas começam a traçar um plano para Kacey virar popular de novo, mas a menina começa a perceber o valor da verdadeira amizade e se sente arrependida por tudo que fez com os colegas. A partir daí ela questiona se realmente vale a pena voltar para sua vida fútil de antes...

Foi uma dificuldade achar livro para esse tema, principalmente porque eu queria fugir de literatura infanto-juvenil ou chick-lits, mas não teve jeito. Gostei porque apesar de abordar adolescentes com suas vidas populares (ou não), foi divertido. Ao invés de mostrar alguém se tornando popular, a autora mostra justamente o contrário, e isso foi muito bom de ver (não nego que só pensei nos meus anos de colégio). Recomendo.

11 de mar de 2019

Middlesex (Jeffrey Eugenides) – DLS 2019


Título: Middlesex
Autor: Jeffrey Eugenides
Mês: Março
Tema: Um livro ganhador do prêmio Pulitzer
Editora Companhia das Letras, 576p.

Cal Stephanides, nascido Calíope Helen Stephanides, vive em Berlim. Ao relembrar sua história, percorre os caminhos de três gerações de sua família, quando seus avós se mudaram do vilarejo onde moravam nas encostas do Monte Olimpo para Detroit, nos Estados Unidos. Na época da Lei Seca, a cidade estava em pleno desenvolvimento até os protestos da população negra obrigarem a família a se mudar pra Michigan, quando ela tinha doze anos. Criada como menina, Cal desde cedo desenvolve um interesse em meninas (ela não conhece a própria anatomia). A medida que cresce, conhece pessoas que a ajudam a entender a si mesmo.

Nasci duas vezes: primeiro como uma bebezinha, em janeiro de 1960, num dia notável pela ausência de poluição no ar de Detroit; e de novo como um menino adolescente, numa sala de emergências nas proximidades de Petoskey, Michigan, em agosto de 1974.

Esse livro é bem diferente e nada do que eu imaginava que seria quando vi o título e a capa. Mesmo que os acontecimentos sejam narrados com lentidão, a história não deixa de chamar atenção, mas uma observação: por causa do tema, o leitor precisa ter a mente aberta. Milton, Tessie, Desdêmona, Esquerdinha, o livro está lotado de personagens interessantes, além, obviamente, do próprio Cal. É muito difícil fazer uma resenha de um livro assim sem sair contando logo a história inteira. Eu recomendo porque gostei de como o personagem a própria história como se fosse a de outra pessoa.

9 de mar de 2019

Capitã Marvel (2019)

A história é essa: Carol Denvers é uma piloto da Força Aérea norte-americana durante a década de 90. Durante uma missão fracassada, ela é exposta a energia emanada de uma explosão de um motor experimental de tecnologia Kree e se transforma em uma criatura com super poderes. A partir daí, ela se vê envolvida em uma guerra intergaláctica entre duas raças alienígenas, os Kree e os Skrulls, enquanto tenta descobrir mais sobre sua vida e seu passado.


Como todas as vezes em que vi filmes da Marvel, não conhecia nada dessa heroína e tive que fazer uma pesquisa básica. Mesmo assim, sinopse oficial liberada não me ajudou em nada, então fui de mente aberta para o cinema.


Achei que seria um filme do tipo do primeiro do Capitão América, onde tudo é contado cronologicamente, e nós vemos o Steve Rogers se transformar no herói, acabei ficando meio confusa porque o filme começa mostrando a ação logo de cara. Não faço ideia se mostrar Carol primeiro no meio dos aliens para depois, através das lembranças dela, ir mostrando seu passado e o que realmente aconteceu, foi intencional, ou se a ideia era outra, mas ficou excelente.
Brien Larsons está maravilhosa como Carol Danvers, e seu encontro com Nick Fury (Samuel L. Jackson) ainda com os dois olhos funcionando eram as cenas que eu mais fiquei ansiosa para ver e não me decepcionei. Mas quem roubou a cena mesmo foi esse bonito aqui, o gato Goose:



Visualmente, o filme é ótimo. Aquela vibe da década de 90 com as músicas, que nem no filme dos Guardiões da galáxia, dá um toque saudosista para quem viveu a adolescência nessa época (que nem eu :P ). Ainda não entendi as críticas de que o filme não é bom, que a heroína é meia-boca e tudo isso. 


Capitã Marvel é uma heroína incrível cuja proteção (pelo menos é o que parece) vai além da capacidade dos Vingadores, e isso é demais. Não conheço nada dos quadrinhos, então não sei se ela será capaz de derrotar Thanos ou qual será sua importância nos próximos filmes da Marvel, mas estou no aguardo para ver mais dessa mulher incrível.