19 de fev de 2018

Livro dos sith (Daniel Wallace) – DLS 2018


Título: Livro dos sith
Autor: Daniel Wallace
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro que um amigo recomendou
Editora Bertrand Brasil, 159p.

O Livro dos Sith traz trechos variados de livros perdidos dos sith, que foram reunidos por Darth Sidious e mostram como o lado sombrio ganhou seguidores, quem foram os sith mais famosos, como funcionava a Regra de Dois, quando a existência de um Mestre e um só Aprendiz serviam para potencializar a força do mestre. Também falam da origem do título Darth.

O terceiro livro da série de guias sobre Star Wars, desta vez sobre os sith. Faz parte da série Legends, e como os outros dois que já li, é um excelente item para se ter na estante. Adorei a diagramação, como cada uma das partes em que ele se divide tem acabamento próprio, as páginas com letras diferentes, assinalando de quem são os textos e as observações (Luke, Palpatine, Mace, Yoda, dentre outros). O livro não é bem um manual de ensinamentos e sim um dossiê de fatos. Tiveram três partes que eu mais apreciei neste livro: a criação das bestas e feras criadas pelos sith, as anotações megalomaníacas de Palpatine e as observações de Luke sobre o lado negro. Um livro rápido de ler e bem informativo. Recomendadíssimo.

17 de fev de 2018

Pantera Negra (2018)


A história do Pantera Negra: depois dos eventos ocorridos em Capitão América: Guerra Civil, T'Challa, que agora é rei da fictícia nação de Wakanda, está em casa. Coroado, T’Challa começa a perceber que existem facções dentro de seu país que o desafiam. Dois adversários resolvem se unir para colocar Wakanda no mapa como a terra que realmente é (avançada tecnologicamente), não como a terra que os outros pensam, o novo rei que agora assumiu também o manto de Pantera Negra se junta a Everett Ross para evitar que seu mundo tranquilo e recluso seja tragado pela guerra.

Esse foi o primeiro filme do ano, e devo dizer que comecei bem. Como sempre quando se trata de filmes de super-heróis, eu não sei nada da história de antemão, então quando lançam o trailer eu nunca perco tempo avaliando os personagens ou o tema porque sei que não vai adiantar, preciso assistir o filme. A única coisa que eu presto atenção é o elenco, isso quando já conheço de outras produções. Então vou falar primeiro dele.


Nesse filme, quando vi que Lupita Nyong'o estaria nele, já gostei. Não sabia do personagem, nem fazia ideia de que seria o interesse amoroso do herói, e mesmo assim, quando ela apareceu junto com o Chadwick Boseman, eu já estava shippando loucamente. Gostei do fato dela não querer largar tudo que ela considerava importante, a sua missão na vida, para ser a rainha de T'Challa.


Aliás, mulher de opinião e caráter fortes é o que não falta nesse filme. Além de lutarem super bem, o elenco feminino é simplesmente maravilhoso, encarnando personagens igualmente atraentes. O fato do rei ter uma guarda real SÓ de mulheres e sua general ser a melhor lutadora é um atrativo singular. Danai Gurira como a general Okoye, a princesa Shuri (Letitia Wright), que foge do que se espera de uma princesa e ao invés disso, é expert em tecnologia e ciência, a rainha-mãe Ramonda (Angela Bassett, que é uma atriz linda e cujo olhar é capaz de fazer você se sentir totalmente paralisado e avaliado).
A fotografia, os cenários, e os figurinos do filme são outros fatores que enchem o olho. Particularmente, o colorido me atraiu muito, além do fato de ser tudo tomando forma no meio da natureza.


A temática como um todo desse filme foi bem mais construída do que qualquer outro dos filmes de super-heróis que já vi, incluindo nisso a história do vilão, Erik Killmonger (Michael B. Jordan), que foi o que deu contexto ao primeiro desafio como governante do novo rei. T'Challa não somente descobriu um dos maiores erros (talvez o mais grave) do pai, como rei e como figura familiar, mas também se viu tentando consertar esse erro. Killmonger foi um dos vilões mais bem feitos porque desde o início você sabe da história dele, de como ele se perdeu e acaba tendo algum tipo de compaixão por ele.


Esse é um tema que pode sim ser considerado bem batido (o novo rei que tem que se virar para ser um rei melhor do que o antecessor consertando os erros dele), mas da forma como foi construída, com essa temática familiar, deu um tom mais pessoal à história como um todo. Além de retomar a colocação que fazem no início do filme: de que Wakanda não é o país subdesenvolvido que todos pensam que é, mas sim uma terra que tem todos os requisitos para atuar em contexto mundial, e que se mantém no isolamento por questão de sobrevivência, considerando-se o caos em que o mundo inteiro se vê envolvido. 
De forma geral, esse filme é muito bom. Diverte como uma boa arte de entretenimento, mas também faz belas críticas a sociedade atual.

16 de fev de 2018

Box clubes de assinatura

Uma coisa que eu já tenho visto desde 2016 mas que só fui me interessar mesmo em 2017. Ainda não assinei nenhum por falta de cash, então quero ver se as finanças agora em 2018 melhoram para participar de algum ou pelo menos comprar algum caixa aleatória. 

Existem vários clubes de assinatura desse tipo por aí (já vi até alguns para pets), mas esses são os que mais me interessaram por razões óbvias. Para saber como cada um funciona, é só clicar abaixo:


 A primeira edição desse box foi com livros e brindes e itens relacionados a Animais fantásticos & onde habitam na época da estréia do filme. Cada coisa maravilhosa que só vendo.


Esse me deixou meio louca ano passado porquê no mês da estréia de Assassinato no Expresso do Oriente no cinema, eles enviaram uma porção de brindes relacionados. Uma maravilha só.


O diferencial desse é que os autores não são muito conhecidos e/ou as obras são verdadeiras raridades.


 Esse é novo, descobri recentemente. No site da Vitrine 42, eles vendem várias coisas bonitas relacionadas a filmes e livros e pelo que vi, alguns desses itens vem nas caixas.

Esse é de papelaria, e confesso que anda me tentando muito, principalmente com essa mania nova de usar planners:


Deixo aqui essas indicações. Existem vários formas de se associar ou comprar a caixa que lhe interessar e pelo que vi das opiniões, vale a pena. 

26 de jan de 2018

Tarkin (James Luceno) – BL 2018


Título: Tarkin
Autor: James Luceno
Mês: Janeiro
Tema: Sci-fi
Editora Aleph, 366p.

Cinco anos após os acontecimentos de A vingança dos Sith, Moff (título político-militar concedido a comandantes e administradores do Império Galáctico) Tarkin agora é uma das pessoas importantes no consideravelmente jovem cenário político criado pelo imperador. Sua obrigação atual é supervisionar a construção de uma estação espacial conhecida como Estrela da Morte. A mando do próprio Imperador, ele se junta a Darth Vader para descobrir as origens de um atentado. Através de suas conversas, posicionamentos e pensamentos, Tarkin vai descortinando sua vida desde a infância em seu planeta natal Eriadu, seu papel nas guerras clônicas, seu conhecimento sobre a identidade de Palpatine, e principalmente suas dúvidas acerca da verdadeira face por trás da máscara de Darth Vader.

Depois de Lordes dos Sith, de alguns filmes de ambas as trilogias de Star Wars no Telecine e de rever os dois episódios da trilogia mais recente, resolvi pegar o embalo e avançar com a leitura de livros sobre Star Wars. Tarkin é o segundo (que eu tenho, porque ainda tem o Dark discipline, o primeiro livro que faz parte do novo cânone, mas ainda não foi lançado no Brasil) livro que eu leio e foi ótimo saber mais sobre a vida da terceira cabeça no “triunvirato” galáctico. James Luceno consegue prender a atenção, apesar de algumas vezes a história ser um pouco maçante. Uma das melhores surpresas: pela primeira vez se soube o primeiro nome de Palpatine, Sheev. Também foi fascinante ver o quanto Tarkin, bem longe de ser um simples peão nas mãos do imperador, tinha seus planos e o quanto existia de concordância entre ele e Palpatine. Acima de tudo: o quanto ele sabia sobre Darth Vader. Um livro excelente, que você não consegue largar.

24 de jan de 2018

Spotlight – BL 2018


Título: Spotlight – segredos revelados
Autor: Equipe do The Boston Globe
Mês: Janeiro
Tema: Aborda tema polêmico
Editora Vestígio, 284p.

Sinopse: "Ganhador do Prêmio Pulitzer, este livro conta a história real de um grupo de corajosos jornalistas que denunciaram uma sucessão de abusos de crianças, obrigando a Igreja Católica a prestar contas. Em janeiro de 2002, o jornal The Boston Globe publicou uma série de reportagens que chocou o mundo. Centenas de crianças em Boston sofreram abuso sexual por parte de padres certos de sua impunidade, eles agiam com o aval das autoridades religiosas, que acobertaram seus crimes por décadas. As reportagens revelaram a obscena quantia gasta pela Igreja Católica com subornos para comprar o silêncio das vítimas cujas vidas foram devastadas por pedófilos que, vestidos com o hábito, tinham o Pai Nosso na ponta da língua. A denúncia abalou as estruturas da Igreja Católica e deixou milhões de fiéis no mundo inteiro estarrecidos, furiosos e indignados: a instituição, em vez de servir e proteger a comunidade, usou sua poderosa influência para se resguardar do escândalo. Este relato, que inspirou o filme Spotlight, indicado ao Oscar em 6 categorias, é uma exposição violenta e importante do abuso de poder por uma das mais altas esferas da sociedade. The Boston Globe foi o único jornal que teve a persistência e a coragem de enfrentar essa história, forçando a arquidiocese de Boston a quebrar o sigilo de documentos internos, que escancararam, finalmente, as proporções do escândalo.

Quando vi os temas para o Bingo Literário, Spotlight foi o primeiro livro que me veio a cabeça para este tema específico. Ele se enquadrava em outras categorias de outros desafios também, mas acabou ficando para o Bingo Literário mesmo, uma das primeiras leituras que estabeleci. Fiquei atrás do livro desde dezembro do ano passado, consegui em troca e gostei bastante. Eu achei que seria a história do filme, que foi excelente e mereceu o Oscar em 2016, mas não. O livro é excelente, e diferente do filme, onde mostra os repórteres investigando e pesquisando sobre os abusos sexuais cometidos pelos padres contra crianças, a história contada é exatamente o que estava escrito nos documentos e recortes em que a equipe do Boston Globe se baseou para escrever suas matérias. O livro se divide em partes, cada uma falando de tópicos específicos: sobre os padres abusadores, sobre as vítimas, sobre o cardeal Law (que foi a parte que eu mais gostei para poder entender porque ele protegia os padres). Para ler o livro, precisa-se ter um estômago forte, porque você se sente traído, com ódio de tanta perversão e injustiça. Recomendo.