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17 de dez. de 2018

Farmácia literária (Susan Elderkin e Ella Berthoud) – BL 2018


Título: Farmácia literária
Autoras: Susan Elderkin e Ella Berthoud
Mês: Dezembro
Tema: Resenhado pelo seu booktuber favorito
Editora Verus, 376p.

Sinopse: Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. “Farmácia literária” é um tributo a esse poder. Mais de 400 livros para curar males diversos, de depressão e dor de cabeça a coração partido Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade, escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse.
Estruturado como uma obra de referência, em “Farmácia literária” os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração). Está convencido de que tem sido covarde? Leia O sol é para todos e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em Cem anos de solidão para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? Suíte em quatro movimentos, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado. Brilhante e encantador, Farmácia literária pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios.
Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

Esse tema foi meio complicado, porque a maioria dos booktubers que eu sigo resenham todo tipo de livro, e a maioria não faz meu estilo, eu não arrisco ler nem quando a resenha coloca o livro nas estrelas. Farmácia literária, no entanto, me deixou curiosa por causa do tema, além da quantidade de indicações de leitura que eu poderia achar nele. Tenho várias listas, e uma a mais, uma a menos... Confesso que esse ramo do meu trabalho, a biblioterapia, nunca me interessou (sou bibliotecária, e isso é vergonhoso de admitir). No início, a leitura se arrastou um pouco, mas a partir da letra C peguei o embalo e gostei. O livro traz mais de 400 livros para se ler em vários momentos de dificuldade ou alegria, embaraço ou coração partido, com doenças complicadas ou sofrendo de uma leve dor de cabeça. Recomendo para qualquer um, em qualquer momento de sua vida.

14 de dez. de 2018

Tempestade de areia (Karen Soarele) – BL 2018


Título: Tempestade de areia
Autora: Karen Soarele
Mês: Dezembro
Tema: Autor nacional contemporâneo
Editora Cubo Mágico, 308p.

A fortaleza da Resistência está sendo atacada pelo exército de Vulcannus e são devastados.
Assim, a líder Marian decide que o melhor a se fazer é debandar e abandonar a fortaleza. Marian e Desmond saem em busca de aliados, os míticos grandes lobos das montanhas. Apesar de encontrarem essas criaturas, não recebem ajuda e acabam tendo que fufir para evitarem ser mortos. Enquanto isso, Asling e Dharon acompanham dois soldados, um dos quais tem uma mensagem importante para ser entregue, e chegam na Cidade Ponte, onde se separam devido aos problemas que encontram. Kendra, a pístiro cruel que trabalha para o rei de Vulcannos (e mãe do filho dele), deixa um rastro de destruição por onde passa.

Gostei bastante dessa continuação. Achei que fosse demorar para pegar o embalo da leitura, já que faz um bom tempo que li o primeiro da série, mas não demorou nada. Este livro é bem mais desenvolvido, a ação é constante, gostei do fato dos personagens estarem sempre em movimento. Acho que por isso eu tive um pouco de dificuldade em fazer a resenha, são tantos novos personagens ativos que se escrever muito, acaba dando spoiler. O que importa é que eu gostei do ritmo do enredo e aquele final me deixou sem saber o que pensar. Recomendo.

21 de nov. de 2018

Destinos de papel (Luciane Rangel) – BL 2018


Título: Destinos de papel
Autora: Luciane Rangel
Mês: Novembro
Tema: Pessoa(s) na capa
Editora Qualis, 278p.

Rebeca tem 19 anos e vive a vida como se não houvesse amanhã. Não tem namorados porque não gosta de se apegar, cicatriz que carrega devido ao fato de ter sido abandonada pela mãe ainda criança. Sua única amiga é Laura, dez anos mais velha e psicóloga. Elas tem em comum a perda de uma pessoa querida... Rebeca também cursa psicologia (mas só porque não sabia direito o que queria fazer da vida) e acaba sendo contratada pelo Instituto Santa Agnes. Esta escola está realizando um projeto comandado pelo psicólogo chefe, Christian, e consiste em contratar psicólogos jovens para que os adolescentes se sintam mais a vontade. Utilizando um tipo de psicologia reversa, Rebeca acaba caindo nas graças dos alunos, exceto em um caso: Júlia, a mais “problemática”, não está nem aí para o que Rebeca oferece de ajuda, mas com o passar do tempo, as duas acabam se ligando cada vez mais, porque a jovem psicóloga logo percebe que por baixo de toda aquela marra, se esconde uma menina tão frágil e complexa, cuja vulnerabilidade Rebeca viu anos atrás em uma outra pessoa...

Mais um livro da Luciane Rangel que quase acabou comigo. Não pude deixar de notar uma similaridade com Os 13 porquês, não sei se por causa do tema do suicídio ou por causa da maneira como ambos autores resolveram abordar o tema, o fato é que a carga emocional em ambas histórias é impactante. É sempre intenso ver em uma história o quanto o suicídio de alguém acaba com quem fica para trás, seja família ou amigo, e como isso afeta não só o modo de vida das pessoas próximas, mas também sua capacidade de sentir emoções. A protagonista da história é um ótimo exemplo desse tipo de situação. A ligação dela com Júlia é uma coisa bonita de se ver e só nesses momentos que eu fui entender a ligação da história em si com o prólogo. Não preciso dizer que esse livro me emocionou e me deixou vidrada nele, só larguei quando terminei mesmo. Como tudo que a Lu Rangel escreve e eu tenho a sorte de ter em mãos, completamente indicado.

19 de nov. de 2018

Bambi (Felix Salten) – BL 2018


Título: Bambi
Autor: Felix Salten
Mês: Novembro
Tema: Nacionalidade que nunca leu
Editora Cosac & Naify, 224p.

Sinopse: Um dos personagens mais amados por crianças e adultos do mundo todo, Bambi chega às prateleiras das livrarias pela primeira vez em português. Escrito pelo austríaco Felix Salten e publicado originalmente em 1923, o romance "Bambi" - Uma história de vida na floresta popularizou-se pela versão cinematográfica feita pelos estúdios Disney, em 1942. A narrativa doce - mas em certos momentos também sombria e dolorosa -, nos apresenta Bambi, o cervo que pouco a pouco vai desvendando os mistérios da floresta e, na batalha pela sobrevivência, entende que o homem, a quem chama apenas de Ele, é o seu principal inimigo. Escrito sob a ótica dos animais, o livro tem como marca registrada os profundos diálogos entre os moradores da floresta, nos quais cabem assuntos dos mais variados, além de questionamentos acerca da vida. As delicadas ilustrações ficaram a cargo do premiado artista Nino Cais, que trabalhou com colagens de silhuetas dos bichos sobre recortes de livros de botânica, entre outros. Uma parábola atemporal sobre a vida e a morte que finalmente poderá ser redescoberta pelo leitor brasileiro.

De repente, diante de Bambi e de sua mãe, tudo ficou claro. O descampado brilhava através da grade de arbustos. Atrás deles, cada vez mais perto, repicava a batida contra os troncos, afugentadora, o estalo da quebra dos galhos e os gritos “Haha” e “Hoho”!

Eu nem imaginava que o filme da Disney Bambi fosse uma adaptação, então foi uma surpresa descobrir o livro. Mas considerando que esse é um dos filmes que até hoje não consigo ver sem chorar feito uma criancinha, fiquei em dúvida se lia ou não. Afinal, já sei a história há muito tempo, não é, para quê ler, só para chorar? Fiquei tensa a leitura inteira. Na verdade, eu só escolhi este título para o tema porque não consegui achar mais nada, mas não esperava ficar desesperada do jeito que fiquei. E mesmo sem esperar tanta diferença do livro para a adaptação da Disney, agora comprovei que o filme suavizou demais a história (graças a Deus!). 
Valeu a pena porque, mesmo mantendo o tom sombrio do filme (ou vice-versa, já que o livro veio primeiro), o antropomorfismo é evidente e muito bem elaborado que até me levou a esquecer alguns vezes que a história é sobre um reino animal, tal a forma como os animais demonstram suas emoções e intenções. A minha maior surpresa ficou por conta de Gobo, e lá fui eu chorar mais um pouco (mas calma, leiam o livro primeiro, não tirem conclusões precipitadas). Um livro clássico que mostra a relação (muitas vezes) conturbada do Homem com a Natureza, sem perder a leveza de um conto infanto-juvenil.

17 de out. de 2018

Mergulhe na magia (Ian Nathan) – BL 2018


Título: Mergulhe na magia: os bastidores de Animais fantásticos e onde habitam
Autor: Ian Nathan
Mês: Outubro
Tema: Autor com a mesma inicial do seu nome
Editora HarperCollins Brasil, 128p.

Sinopse: ''Mergulhe na magia: os bastidores de Animais fantásticos e onde habitam'' apresenta aos fãs da sétima arte ao magizoologista Newt Scamander e aos principais personagens, cenários, artefatos e criaturas que ele encontra na Nova York dos anos 1920. Explore a magia do cinema nos bastidores da Macusa, a misteriosa versão americana do Ministério da Magia; The Blind Pig, onde o submundo mágico se reúne; e os segredos da maleta de Newt. Cada parte contém perfis de personagens importantes, com comentários reveladores de Eddie Redmayne, Colin Farrell, Katherine Waterston, Alison Sudol, Dan Fogler e muitos outros, além de seções sobre design de cenários, figurino, maquiagem, efeitos especiais, arte e artefatos (especialmente varinhas!), comentadas por David Heyman, David Yates, Stuart Craig, Colleen Atwood e toda a mágica equipe de produção. Recheado de fotos e imagens impressionantes que revelam o processo por trás das câmeras em detalhes, este é o livro do filme definitivo, e uma porta de entrada perfeita para o mundo de ''Animais fantásticos e onde habitam''.

Mais um livro do making of do primeiro filme de Animais fantásticos e onde habitam. Foram vários os lançamentos desse tipo de publicação quando o filme foi lançado, mas até agora, tirando a Maleta das criaturas, este é o mais completo que eu já vi. Dividido em três partes, o livro é recheado de fotos lindas e curiosidades que nós provavelmente só vemos nos extras do dvd. Eu sempre gosto desses livros por causa do cuidado na diagramação, perfeito. Indico para os fãs.

15 de out. de 2018

Um conto do destino (Mark Helprin) – BL 2018


Título: Um conto do destino
Autor: Mark Helprin
Mês: Outubro
Tema: Encalhado na estante
Editora Novo Conceito, 720p.

Sinopse: É possível amar alguém tão plenamente que a pessoa não pode morrer? Entre o amor e o destino, entre a luz e a escuridão, milagres podem acontecer!
Em uma noite especialmente fria, o exímio mecânico - e larápio - Peter Lake consegue invadir uma mansão do Upper West Side que mais parece uma fortaleza. Ele pensa que não há ninguém em casa, mas a filha do dono o surpreende em plena ação. Assim começa o romance entre o ladrão de meia-idade e Beverly Penn, uma jovem que tem pouco tempo de vida. O amor que os une é tão poderoso que levará Peter Lake, um homem simples e sem instrução, a desejar parar o tempo e trazer os mortos de volta.
Surpreendente e intenso, Um conto do destino nos transporta do século XIX ao final do século XX, na virada do milênio. Os personagens se encontram e se perdem ao sabor do destino, que insiste em brincar com aqueles que encontra pelo caminho. Uma pintura mágica da beleza e do amor, sobre a morte que desafia e sobre a vida que se afirma sobre ela.

Eu cheguei nesse livro graças ao filme (que é muito bonito, aliás, nunca pensei que veria Colin Firth sendo tão encantador). Comprei por causa do filme, quis ler por causa do filme, mas ficou guardado um tempão na minha estante porque eu estava a) esperando algum desafio literário, e b) com muita preguiça de ler. Sim, preguiça, porque o filme é simples, então ficava imaginando como um filme curto e com uma história simples poderia ter se baseado em um livro tijolão. Claro que uma adaptação muda e encurta as coisas, mas mesmo assim. E aí ele foi ficando, ficando... Até agora quando eu não tinha mais nada em vista e queria dar uma geral na estante. Peguei, li, gostei e dei graças a Deus do filme ter mudado muita coisa. 
A história é linda, o romance entre Beverly e Peter Lake é muito bonito, me fez chorar absurdamente, mas o que me prendeu tanto no filme quanto no livro foi o cavalo branco (é por causa dele que eu dou graças a Deus do filme ter suavizado a história, eu já estava inconformada lendo). O motivo do livro ser um tijolão é porque em uma só história o autor resolveu usar todos os temas que você conseguir imaginar: a luta do bem contra o mal, milagres, amor, a briga eterna entre anjos e demônios, enfim, muita coisa que para entender a essência da história e conseguir acompanhar até o fim precisa-se de uma boa dose de paciência. Eu só fui até o final por causa do filme, a adaptação ajudou a dar as caras para os personagens que eu já gostava (como a Beverly). Gostei e indico para ser lido com calma e com bastante tempo disponível.

19 de set. de 2018

O conto da aia (Margaret Atwood) – BL 2018


Título: O conto da aia
Autora: Margaret Atwood
Mês: Setembro
Tema: Publicado na década do seu nascimento
Editora Rocco, 368p.

Em um futuro não tão distante, os EUA se tornaram uma ditadura religiosa cristã chamada Gilead. Depois de muitas guerras, um grupo de fundamentalistas tomou o poder e instaurou novas regras, sendo a principal: as mulheres perdem completamente seus direitos de escolha. Divididas entre as categorias de espoas, marthas, salvadoras, aias, etc, cada uma tem um papel específico. As aias, pois a história é contada do ponto de vista de uma delas, Offred (ou seja, de Fred, o nome do comandante, o marido e chefe de família que está abrigando a aia no momento) são as responsáveis por engravidarem. As esposas que não podem ter filhos empregam aias, engravidadas pelos seus maridos em um acontecimento chamado de Cerimônia, que darão a luz as crianças e depois serão mandadas para outro lugar. Em meio aos relatos de Offred, ela também insere flashbacks de sua vida de antes e do que ela um dia teve, de quem ela um dia amou.

Um homem é apenas a estratégia de uma mulher para fazer outras mulheres. [...] Mas há alguma coisa faltando neles, mesmo nos que são gentis e bons sujeitos. É como se estivessem permanentemente distraídos, como se não conseguissem se lembrar muito bem de quem são. Olham demais para o céu. Perdem o contato com os pés. Não se comparam a uma mulher, exceto pelo fato de que são melhores para consertar carros e jogar futebol, exatamente o que precisamos para o aperfeiçoamento da raça humana, certo?

Depois de ver tanta gente falando da série, eu quis o livro (não adiante, quando se trata de adaptação, eu sempre tento ler o livro antes). Não sei dizer qual dos dois materiais é o mais forte. Achei que vendo a cena da Cerimônia, consideraria a série mais repugnante. Mas na verdade, os dois matérias são, a sua própria maneira. O livro de Margaret Atwood é uma distopia diferente, em vários níveis, de qualquer outra distopia que eu já li, sua forma de escrita e narrativa me deixou, confesso, desnorteada. Somente quando terminei entendi o porquê disso.
A história joga na nossa cara verdades que as pessoas preferem não discutir ou mesmo tomar conhecimento, como o fato da nossa cultura patriarcal levar as mulheres a condenar, julgar e odiar a si mesmas, a justificar erros de homens enquanto culpabilizam mulheres (isso se reflete na cultura do estupro). Somos levadas a justificar através da religião a dominação masculina, a nos silenciar e nos invalidar. Deve ser por isso que a série alcançou tanto sucesso e ganhou prêmios valiosos. Uma história muito pertinente ao mundo atual em que vivemos, vale cada minuto da leitura.

A série


Depois de ler o livro, você sabe que o que acontece com June (ou Offred) não tem jeito, mesmo que a série comece de uma forma que leve a pensar que tudo vai ser diferente. Escolheram dar logo um fim em Luke (?), diferente do livro, onde se passa a leitura inteira tentando imaginar o que houve com ele. 
No livro, só descobrimos, e isso por hipóteses, o nome do Comandante no final, de uma forma inesperada, mas na série sabe-se logo de primeira, assim como a exigência de respeito que a Sra. Waterford exige, não exatamente por causa da figura que foi no passado mas aquele tipo de respeito que uma mulher deve a outro no que concerne a maridos. June foi mostrada de maneira diferente do que esperava, mas gostei dessa mudança. 
Enquanto no livro ela parece um pouco passiva demais (nem sei se estou usando a palavra correta para descrevê-la), na série sua aparência calma não demonstra seus pensamentos irônicos e revoltados, mas vemos que seu estado é de uma pessoa prestes a explodir que se controla por mera força de vontade.

Devotinha de merda.

O encontro de June e Moira depois de tudo acontecer também é diferente na série, e eu gostei de ver que algumas coisas eles resolveram mostrar sem usar meias palavras ou deixar a cargo da imaginação do observador (como no livro): o objetivo de toda a situação (as mulheres devem gerar as crianças dos casais fiéis), os castigos impostas aquelas que se recusavam a “cooperar”.
Outra personagem que me chamou atenção foi a Sra. Waterford, que despertou um pouco de pena (no primeiro episódio, somente, porque a personagem é odiosa, mesmo levando em conta a situação dela). No livro, percebe-se que as mulheres inférteis são totalmente pertencentes a esse sistema absurdo em que vivem, e que elas exigem o respeito da lealdade, não querem ser traídas por nenhuma “aia que resolva se engraçar com o patrão para ver se ganha alguma coisa”, mas é muito mais que isso. Pelo menos na série, pela patroa de Hannah (pelo menos no primeiro episódio), dá para ver algum sofrimento por não conseguir gerar uma criança.
Eu fiquei meio louca assistindo a primeira temporada dessa série, mesmo já tendo lido o livro e já sabendo de uma nova temporada, cada passo que June dava fora do programado me levava a pensar que a qualquer momento ela seria descoberta, pega e morta. Os abusos conseguem ser bem piores também. Outras coisas como a situação de Ofglen, o envolvimento entre June e Nick e a tolerância maior da Sra. Waterford para com June também foram coisas que tiveram mudanças, o que foi bom, porque eu já estava imaginando o que inventariam para que o livro fosse adaptado em duas temporadas. A mudança maior: Tya Lydia, que no livro parece uma pessoa obcecada com os preceitos religiosos que governam aquele lugar e que sim, pune aqueles que erram, mas na série a mulher é uma megera completa. Algo interessante é a quantidade de flashbacks da vida dos Waterford e como eles estavam envolvidos nos problemas iniciais, assim como as lembranças de Offred de sua vida como June e de que forma ela foi perdendo essa vida e sua segurança.

- A raça humana está em risco. O que importa é a eficiência.

- E o que propõe?

- Não é física quântica. Todas as mulheres férteis devem ser coletadas e engravidadas. Pelos de maior status, claro.
- Quer dizer, concubinas.
- Não me interessa como quer chamar.
- As esposas jamais aceitariam.
- Não é um problema.
- Não conseguiremos sem apoio delas, sabe disso.
-Talvez a esposa devesse estar presente. Para o ato. Não seria tanta violação. Há precedente bíblico.
- “Ato” talvez não seja o melhor nome. Em termos de marketing. A “Cerimônia”? Melhor. Bom e divino.
- As esposas aceitariam essa besteira.


A série rendeu uma segunda temporada que manteve o foco na aia e se distanciou do que é contado no livro, mas continuou mantendo o mesmo ritmo envolvente. De vez em quando, dentre os vários momentos em que você se pega odiando fazer parte da humanidade, eis que surge um sopro de esperança (episódio 06, "First blood", que o diga), fazendo da surpresa seu Ás na manga.

12 de set. de 2018

A lâmina da assassina (Sarah J. Maas) – BL 2018


Título: Lâmina da assassina
Autora: Sarah J. Maas
Mês: Setembro
Tema: Um livro YA (young adult)
Editora Galera Record, 406p.

Em A Assassina e O Lorde Pirata, Celaena Sardothian já é uma renomada assassina. Prestes a fazer 17 anos, a protegida favorita do líder da guilda Arobynn é enviada com Sam, parceiro que ela não suporta, para as Ilhas Mortas. Achando que iria se vingar pela morte dos quatro membros da guilda por piratas, ela se vê comerciando escravos, pois era esse o negócio de Arobynn com o capitão Rolfe. Sem estar disposta a aceitar isso, ela trama para que os escravos fujam e sem querer, começa a trilhar um caminho que irá mudar sua vida. 
A Assassina e A Curandeira narra o início da viagem de punição de Celaena por ter feito Arobynn perder um rico negócio. Enquanto se hospeda em uma estalagem e conhece Yrene Towers, a jovem que trabalha nesse lugar desprezível e a ajuda a sair de problemas.
No conto A Assassina e O Deserto, Celaena continua sua viagem em busca do Mestre Mudo e dos Assassinos Silenciosos, com quem ela deve voltar a ser aprendiz para que Arobynn aceite-a novamente na guilda. Quando finalmente a jovem acha que encontrou uma amiga e um senso de pertencimento, tudo vira de cabeça para baixo por motivos além do alcance de Celaena de evitar.
Em A Assassina e O Submundo, Celaena está de volta pronta para enfrentar Arobynn e se desligar da guilda. Mas os pedidos de desculpa e seus presentes apelam para a jovem. Ela aceita um novo trabalho: matar o responsável pela construção de uma estrada que exigirá um comércio de escravos muito ativo. Sem disposição para ver isso acontecer, ela planeja e executa o ato, descobrindo mais tarde que foi usada e qual era o nível da falsidade de seu antigo protetor.
A Assassina e o Império mostra Celaena e Sam já juntos, livres da guilda e prontos para recomeçar em outro lugar. Mas Arobynn não vai facilitar a vida do casal. Ao aceitar um trabalho para que enfim possam se desligar da guilda para sempre, Sam e Celaena caem numa armadilha cruel e a jovem, que pensa estar tomando as rédeas de sua vida, se vê frente a frente com um destino cruel: passar o resto dos dias como escrava nas minas de sal.

Que. Livro! Completamente diferente do que eu esperava, até porque eu imaginava que as histórias seriam intermediárias aos livros já lançados, depois que notei que ele falaria da vida de Celaena desde o início. Li em uma tarde de domingo porque não conseguia parar. Como cada um dos contos narravam acontecimentos quase imediatamente aos outros, foi difícil largar, principalmente porque eu queria ver onde iria dar o chove-não-molha entre ela e Sam. Os momentos entre eles são muito bonitos, mas fiquei desesperada porque já sabia onde tudo aquilo ia dar, considerando o primeiro livro da série. 
Confesso que me irritou várias vezes a impetuosidade de Celaena, que parecia uma coisa boa, como no caso da libertação dos escravos, mas na maioria das vezes se tornava prejudicial (o aviso, O MALDITO AVISO da armadilha preparada que ela sequer deixou o informante terminar!). E eu ficava esperando a cada topada que ela percebesse e aprendesse, mas não. E eu só tinha vontade de gritar! O último conto, o mais intenso de todos, me levou a duvidar mais uma vez das reais intenções de Arobynn até aquele parágrafo final (O QUE FOI AQUILO PELOAMOR!!!). Esse livro foi outra maravilhosa surpresa que esclarece muito da vida de Celaena. Recomendo.

17 de ago. de 2018

A descoberta do novo mundo (Mary Del Priore) – BL 2018


Título: A descoberta do novo mundo
Autora: Mary Del Priore
Mês: Agosto
Tema: Livro que abandonou
Editora Planeta do Brasil, 120p.

Pedro e Paulo são dois meninos maltrapilhos que são embarcados para a Terra de Santa Cruz, ou Brasil, com o objetivo de servir de “língua” aos padres jesuítas que já haviam se instalado aqui. Vivenciar os perigos do mar numa viagem muito difícil transforma os meninos em amigos, e ao pisarem em terra firme novamente, se veem rodeados por novos sons, cores e pessoas, vivem aventuras e passam por grandes perigos.

Eu tinha uma vontade enorme de ler esse livro desde que achei ele numa busca pelos livros da Mary del Priore. Achei que seria um livro com linguagem mais acadêmica, então fiquei muito surpresa quando comecei a ler e vi q não era nada disso. Pelo contrário, a leitura é leve, não demora nada justamente por que é um livro que tenciona ensinar um pouco da história do Brasil para crianças. na verdade, eu escolhi esse livro para essa categoria porque quase abandonei (quase, porque eu nunca abandono a leitura de um livro, se comecei, eu TENHO que terminar). A linguagem consegue ser tanto um ponto positivo quando negativo, pois enquanto não é complexa, também não é envolvente. As ilustrações de João Lin são bonitas e conseguem dar um gostinho do que o leitor vai encontrar em cada capítulo. Recomendo para quem gosta dos livros da Mary, simplesmente porque dá gosto ver alguém escrevendo bem sobre a história do Brasil.

15 de ago. de 2018

A princesa e o cavaleiro 2 (Osamu Tezuka) – BL 2018


Título: A princesa e o cavaleiro 2
Autor: Osamu Tezuka
Mês: Agosto
Tema: HQ / Mangá
Editora JBC, 106p.

O pai da princesa Safiri está morto, vítima do plano do Senhor Nylon. Assim, ela, que foi apresentada como menino, assume o trono. Mas no dia da coroação, a rainha cai numa armadilha e revela para todos o segredo da filha. Agora, mãe e filha estão presas e Safiri tenta fazer de tudo para reaver a coroa, enquanto seu anjinho continua causando problemas para que a princesa continue menina.

Uma leitura leve e muito divertida. O mangá é bem fininho, dá para ler em meia hora e se divertir com as confusões em que Safiri se mete, além dos próprios vilões serem a alma da atrapalhação também. Nesse volume tem também um encarte especial falando sobre Osamu e o museu dedicado a sua obra, o que só me deu mais vontade de adquiri os mangás de Kimba (a história do leãozinho órfão que inspirou O Rei Leão, da Disney). Muito recomendado.

20 de jul. de 2018

Titanic (Philippe Masson) – BL 2018


Título: Titanic: a história completa
Autor: Philippe Masson
Mês: Julho
Tema: Ganhou e ainda não leu
Editora Contexto, 269p.

Sinopse: Aquela viagem prometia. Para alguns era a chance de "fazer a América". Para outros, a oportunidade de desfrutar do navio mais luxuoso já construído. Havia aqueles que apenas queriam fazer a travessia do velho ao novo continente. E uma multidão de tripulantes, responsáveis pela segurança e pelo conforto. Porém, a vida das mais de 2.200 pessoas que deveriam desembarcar em Nova York em 17 de abril de 1912 tomou um rumo inesperado. O Titanic não resistiu ao choque com um iceberg e pereceu nas águas profundas do Atlântico Norte. Quase 1.500 morreram no mais impressionante desastre marítimo já visto. Philippe Masson, um dos maiores especialistas navais do mundo, nos leva a bordo do Titanic. Seguimos com ele os botes salva-vidas, os navios que receberam pedidos de socorro e acompanhamos, também, a agonia dos que estavam em terra esperando informações precisas. Conhecemos, ainda, a vida pós-Titanic e o que mudou depois o desastre. Repleta de mapas, ilustrações, quadros e fotos, Titanic: a história completa surge como a obra definitiva sobre a verdade de uma das maiores tragédias do século XX.

Mais um livro guardado para ser lido e resenhado em algum momento especial rsrsrs Achei que seria um romance, afinal, a tragédia do Titanic, mesmo mais de um século depois, ainda chama a atenção pelo fato de que ainda não existe (e provavelmente nunca existirá) nenhuma certeza absoluta sobre os vários aspectos da viagem e do afundamento do navio. O livro fala desde sua construção, comparando com outros transatlânticos da época, até o afundamento no meio do oceano, a luta psicológica dos passageiros sobreviventes, a criação da lenda e do memorial do navio. O livro traz várias imagens em preto e branco (da construção, dos passageiros, tripulantes, dos sobreviventes), imagens e desenhos descrevendo o navio afundando, incluindo uma ilustração de todas as áreas e conveses do Titanic, que serve para transportar o leitor para aquela época e soltar a imaginação durante a descrição de cada local do navio. Muito recomendado.

18 de jul. de 2018

O livro da escuridão (John Stephens) – BL 2018


Título: O livro da escuridão
Autor: John Stephens
Mês: Julho
Tema: Ultimo livro de trilogia/série
Editora Suma de Letras, 312p.

Emma foi sequestrada pelo Magnus Medonho, enquanto Kate e Michael ficam para trás, e se juntam ao dr. Pym e líderes de várias raças para discutir os avanços do Magnus Medonho e o que podem fazer para impedir que ele chegue até o livro que falta, o Livro da Escuridão, cuja protetora é Emma. Kate começa a ter visões com Rafe, que lhe fala sobre o verdadeiro significado da profecia. Quando ela e o irmão de juntam ao mago e alguns amigos para resgatar Emma, as coisas dão errado e os três irmãos fogem, indo parar numa terra de gigantes. Depois de alguns revezes, recebem a ajuda do gigante Willy e Emma consegue ir parar na terra dos mortos, onde ela irá descobrir mais sobre sua ligação com o livro e seu papel, para poder enfim acabar com a ameça do Magnus Medonho.

Eu tive que ler esse livro em inglês e em formato ebook e pensei que não fosse conseguir por causa da quantidade de páginas. Não que o livro seja grande, mas como eu odeio formato ebook, achei que fosse me cansar. Ainda bem que me enganei. A história continua de onde parou e desta vez o foco está todo em Emma. Confesso que o papel dela com o livro que ela deveria proteger me surpreendeu, e o final também não foi o que eu esperava, mas valeu a pena. O primeiro livro me confundiu um pouco, e quando comecei o segundo dessa série eu tive que me lembrar de muita coisa, mas com o último livro foi fácil, a leitura flui bem rápido porque a curiosidade sobre os pais das crianças e sobre o próprio Magnus Medonho prende a atenção totalmente. John Stephens consegue fechar sua série com chave de ouro.

16 de jul. de 2018

Depois de você (Jojo Moyes) – BL 2018


Título: Depois de você
Autora: Jojo Moyes
Mês: Julho
Tema: Livro de alguma lista de mais vendidos
Editora Intrínseca, 320p.

Após Will cumprir seu desejo e fazer o suicídio assistido, a família Traynor não é mais a mesma: seu pai e sua mãe se divorciaram, o pai se casou de novo com a namorada e agora está a espera de um bebê. A mãe de Will passou a viver afastada, já que a mídia não deu trégua a família. Louisa está tentando fazer o que Will disse em sua carta: viver a vida, aproveitar. Depois de viajar e voltar para casa, ela começa a trabalhar como garçonete em um pub no aeroporto. Agora ela mora em um flat em Londres. Depois de uma bebedeira, ela cai do terraço do flat e acaba tendo que voltar para sua cidade enquanto se recupera. De volta na casa da família, Louisa se surpreende ao ver as mudanças pelas quais todos passaram. Tentando tranquilizar os pais, ela aceita fazer parte de um grupo de terapia de luto, onde conhece Sam, um cara incrível que se revela ser um dos paramédicos que a socorreu no dia de sua queda. É nesse momento também que entra na vida de Louisa uma nova pessoa, que muda tudo para todos ligados a Will Traynor.

Esse livro foi mais uma daquelas continuações que eu sabia que ia comprar e ler, não só porque eu adorei o primeiro livro, mas também porque eu sempre termino uma série, não importa o quanto me custe (a paciência, dependendo da série). Então na época que lançou, eu não entendi o tanto de crítica negativa que li, como se não fosse bom saber o que aconteceu com Louisa depois da morte de Will. Peguei, li e já no início me desanimei. Não queria saber de outra história de personagem suicida, que é justamente o que Louisa parece que virou no início do livro. Continuei a ler, esperando ansiosa a reviravolta, afinal, não acreditava que a autora ia basear um livro todinho em uma personagem desmotivada com uma vida sem graça. E Deus, tenho que dizer, como Louisa Clarke me irritou nesse livro. Claro que o momento da vida dela é outro, e eu não esperava que ela fosse o raiozinho de sol que era com Will, mas caramba! Aí aqui entram todas essas reflexões que temos que fazer quando vemos uma pessoa passar por um período de luto, porque precisa-se entender para ajudar. Apesar dessa irritação, eu gostei muito por causa da profundidade do enredo, que acabou me deixando muito curiosa para ler Ainda sou eu. Recomendo.

27 de jun. de 2018

Anne Frank (Sid Jacobson) – BL 2018


Título: Anne Frank: a biografia ilustrada
Autor: Sid Jacobson
Mês: Junho
Tema: Período da 2ª Guerra Mundial
Editora Quadrinhos na cia, 160p.

Sinopse: Com acesso total aos arquivos da Casa de Anne Frank, em Amsterdam, Sid Jacobson e Ernie Colón realizaram esta extraordinária graphic novel. A partir de intensa pesquisa e cuidadosa contextualização histórica, os autores reconstituem a vida de Annelies Marie Frank, do seu nascimento, em junho de 1929, até sua morte precoce, em março de 1945, de tifo, no campo de concentração de Bergen-Belsen. Em julho de 1942, Anne, seu pai, Otto, sua mãe, Edith, e sua irmã mais velha, Margot, passaram a viver em um esconderijo em um prédio de Amsterdam para escapar dos nazistas que ocupavam a Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, escreveu a maior parte do diário que se tornaria, nas décadas seguintes, o mais célebre testemunho dos horrores do holocausto.

Quando se trata de Anne Frank, não dá para se cansar. Não sei quantas edições e variações desse diário eu já li, mas toda vez parece que estou lendo pela primeira vez, toda vez é uma leitura impactante. Fiquei apaixonada por essa HQ assim que vi, as ilustrações são muito bonitas, além disso, o volume também traz algumas fotos da família Frank e dos ocupantes do anexo onde eles se esconderam, uma cronologia dos acontecimentos desde o casamento dos Frank até o falecimento de Otto, anos depois do sucesso de publicação do diário da filha. Vale muito a pena.

25 de jun. de 2018

Once upon a time – BL 2018


Título: Once upon a time: uma antologia de contos de fadas
Mês: Junho
Tema: Livro de contos
Editora Planeta do Brasil, 272p.

Sinopse: Três palavrinhas que, depois de mais de dois séculos, ainda conseguem transportar os leitores para cenários de mistérios, intrigas e traição, vida e morte, amor e abandono. Em seu esforço para preservar a cultura popular, sem querer os Irmãos Grimm criaram um marco atemporal e eterno da literatura ocidental. Com este livro de contos de fadas, lindamente ilustrado por Kevin Tong, você poderá reencontrar as histórias e os personagens que aprendeu a amar.
Corra pela floresta com Chapeuzinho Vermelho. Vá ao baile com Cinderela. Coma uma maçã com Branca de Neve. Com suas bruxas e fadas, rainhas más e reis bondosos, sapos que viram príncipe e princesas adormecidas os contos de Grimm são clássicos que encantam crianças e adultos. Com o prefácio escrito pelos criadores de Once upon a time, da ABC, entendemos porque estes contos continuam atuais. A série dá vida a alguns desses personagens clássicos numa grande reinterpretação do mundo do faz de conta. Fica aqui o convite para que você mergulhe mais uma vez nessas histórias maravilhosas e seu mundo mágico.

Na onda do sucesso da série Once upon a time, foram lançados alguns livros com essa temática dos contos de fadas. Este foi um deles. Não tem muita diferença deste livro para outras coletâneas de contos por aí, na verdade. De capa dura, a diagramação é bem feita e a tradução flui bem, as escolhas para nomes e situações funcionaram. Vale a pena porque se você for louco (a) por contos de fadas como eu, acaba tendo em mãos mais uma boa variação das histórias, além de poder conhecer algumas fora dos tradicionais contos.

28 de mai. de 2018

Harry Potter e a criança amaldiçoada (John Tiffany e Jack Thorne) – BL 2018


Título: Harry Potter e a criança amaldiçoada
Autores: John Tiffany e Jack Thorne
Mês: Maio
Tema: Livro vencedor de algum prêmio
Editora Rocco, 352p.

Dezenove anos depois da Batalha de Hogwarts e da derrota de Voldemort, Harry e Gina são casados e tem três filhos. Alvo, seu filho do meio, como qualquer iniciante (mais ainda por ser filho de quem é), tem medo de ser selecionado para a Sonserina. Eis que acontece o improvável. Além disso, seu melhor amigo é Escórpio Malfoy, filho de Draco. As coisas se complicam quando um novo vira-tempo é recuperado mas não destruído, o que leva Amos Diggory a pedir para Harry usar o objeto para trazer seu filho Cedrico, morto há mais de 20 anos, de volta a vida. Longe de ser um garoto popular em Hogwarts, Alvo também tem sua relação com seu pai estremecida. O menino então acha que pode ajudar Amos e rouba o vira-tempo. Junto a Escórpio, os dois se metem em muita confusão, ao mesmo tempo em que Harry sente que as trevas estão se aproximando novamente.

Esse livro ficou guardado na estante por um bom tempo até eu me animar a ler. Sim, é Harry Potter, sim, eu vi que ganhou o prêmio de Melhor livro da fantasia de 2016 do Goodreads (eu sempre vou no site atrás de dicas), sim, a peça foi um sucesso em Londres, mas como eu via as pessoas falando que Rowling havia perdido a mão, que a história não tinha muito nexo, então acabei deixando de lado. Não me preocupei com spoiler vazado, eu queria mesmo saber se valia a pena. Então peguei para ler e sim, vale. Bastante. O problema todo, eu descobri, é que quiseram passar essa história como parte do cânone, quando deveriam fazer dela uma sequência criada por fã (que é como eu defino esse tipo de história). Importante ressaltar: esse é o roteiro em si da peça, não a história reescrita em forma de romance (ou novelização).
Uma coisa que eu amei neste livro: o destaque emocional que deram a história, ao invés de focar nos componentes mágicos. Principalmente, gostei da forma como todo o enredo gira em torno da morte de Cedrico Diggory (o campeão da Lufa-Lufa no Torneio Tribruxo que competiu com Harry e a primeira vítima inocente do retorno de Voldemort). Além disso, ver a relação de Rony e Hermione, sua filha Rosa, ver Draco mais centrado, ver Snape e McGonagall novamente, isso tudo deu uma sensação de completa nostalgia *suspirando* Para uma fã de Harry Potter, ler esse livro foi uma maravilha. Completamente recomendado.

25 de mai. de 2018

Os últimos jedi (Jason Fry) – BL 2018


Título: Os últimos jedi
Autor: Jason Fry
Mês: Maio
Tema: Publicado em 2018
Editora Universo Geek, 352p.

Rey partiu em busca de Luke Skywalker. Em sua luta contra a tirania da Primeira Ordem, a Resistência precisa da ajuda do lendário jedi. O único problema é que Luke parece estar cansado de lutar. Enquanto Rey tenta fazer com que ele a treine, ela descobre muito mais do que o motivo de seu isolamento: ela nota que existe uma forte ligação entre ela e o jovem aprendiz de Snoke, Kylo Ren, e isso faz Rey perceber que o que ela imagina saber está longe da verdade. Longe deles, a Resistência continua lutando e se sacrificando para fugir da Primeira Ordem, e quando tudo parece perdido, uma ajuda surpreendente os ajuda a escapar novamente.

Pensa num livro para me deixar ansiosa. Primeiro, para começar a vender. Depois, para chegar na Saraiva. Comprei na pré-venda e a espera de dois meses quase me matou! Depois de tanta discussão sobre o ship Reylo (sim, eu sou dessa parte do fandom Star Wars), depois de tanto trecho lançado na internet, depois de tanta discussão e problematização sobre os vários aspectos das relações entre os personagens principais da história, foi um tremendo alívio quando eu pude finalmente ler o livro, que na verdade é a novelização do filme lançado ano passado.
Eu nunca havia lido nenhum livro do tipo de Star Wars, principalmente porque nunca tinha encontrado, e também porque depois da trilogia lançada no fim da década de 90 onde se explicava como Anakin Skywalker se tornou Darth Vader, o fandom se tornou muito agressivo. As críticas negativas sobre as atuações e a história em si foram muitas, o que eu acho totalmente injusto, por que os atores (principalmente Hayden Christensen) fizeram o melhor com o roteiro que colocaram nas mãos deles. Quando eu vi que o ódio se tornou muito grande, me afastei da saga e não procurei saber mais nada.
Quando lançaram o primeiro filme da nova trilogia em 2015, também vieram críticas muito fortes dos fãs mais puristas, principalmente daqueles que não acham justo um romance entre Rey e Kylo/Ben, ou porque preferem ela com outro par, ou porque odeiam Kylo/Ben. Até ver o filme do ano passado, muito detalhe havia simplesmente me escapado, e eu ainda não havia percebido que haveria romance entre eles (como, eu não sei, já que é um filme de Star Wars, tem que ter romance, dãããã), então as discussões das quais eu participei me fizeram perceber tudo isso e a ansiar por essa novelização.


Só digo que valeu muito a pena. Quando o filme tem sua origem no livro, às vezes não deixa nada a ver, às vezes sim, e outras fica uma adaptação excelente. No caso da novelização, mesmo sem poder comparar com outra experiência de mesma leitura, eu afirmo que NÃO DEIXOU NADA A DESEJAR. NADA. Pelo contrário, deu uma nova visão sobre Kylo/Ben, personagem que eu amo demais, e o mais bem construído nessa nova trilogia. Claro que existem cenas, como a luta na sala do trono, em que nenhuma descrição vai fazer jus à cena (poucas vezes uma cena de luta me deixou de olhos vidrados na tela, isso só aconteceu na Batalha de Hogwarts e na luta entre Anakin e Obi-Wan), mas até isso é uma coisa boa, porque se a novelização descreve uma das melhores cenas de luta de forma simples, ele compensa abordando mais as emoções dos personagens de uma maneira que só uma livro consegue. Eu AMEI esse livro. Muito mesmo. Completamente indicado.

18 de abr. de 2018

Of Neptune (Anna Banks) – BL 2018


Título: Of Neptune
Autora: Anna Banks
Mês: Abril
Tema: BÔNUS
Editora Feiwel & Friends, 336p.

Depois de toda a confusão da revelação de Naila para os syrenos, Emma e Galen só querem um tempo juntos agora que todos sabem de seu romance, mesmo com alguns não aprovando o relacionamento deles. O avô de Emma, o rei Poseidon, sugere então que eles visitem uma pequena cidade chamada Netuno, onde vivem syrenas e mestiços. Emma se sente em casa, mas Galen começa a se sentir incomodado quando conhecem Reed, outro mestiço que não faz nada para disfarçar seus sentimentos por Emma. Mas Reed não é a única pessoa que eles conhecem, a cidade tem outro visitante que não é o que realmente aparenta. E sabe mais do que admite.

A conclusão da série que eu estava louca para ler desde que vi a capa do primeiro livro. Tive que ler o segundo e terceiro livros em inglês porque ainda não foram publicados em português, e por isso a leitura foi meio devagar. Mesmo assim, com toda a minha lerdeza, gostei da história, gostei da “concorrência” para Galen, só senti falta das maluquices de Rayna. Recomendado.

16 de abr. de 2018

A história secreta da Mulher-Maravilha (Jill Lepore) – BL 2018


Título: A história secreta da Mulher-Maravilha
Autora: Jill Lepore
Mês: Abril
Tema: Autor que nunca leu
Editora Best Seller, 480p.

A Mulher-Maravilha tem braceletes soldados aos pulsos; ela pode usá-los para repelir balas. Porém, se deixar algum homem soldar correntes a estes braceletes, ela perde o seu poder. Isso, segundo o Dr. Marston, é o que acontece a todas as mulheres que se submetem à dominação masculina.

Esse foi o comunicado quando a super-heroína foi lançada, que saiu na revista de 1942. Há 77 anos atrás, a Mulher-Maravilha foi criada por William Moulton Marston, o inventor do detector de mentiras. William tentou trabalhar como psicólogo, professor acadêmico e advogado, mas fracassou nas três carreiras. Privadamente, viveu com duas (as vezes três, com Marjorie Wilkes Huntley) mulheres ao mesmo tempo: a esposa Sadie Elizabeth Holloway (estudante da Mount Holyoke College de South Hadley, em Massachusetts, a primeira faculdade para mulheres nos Estados Unidos. Holloway e suas amigas faziam parte da Liga do Sufrágio Igualitário, que batalhava pela igualdade com os homens, o direito ao voto, à educação e ao controle de natalidade); e uma ex-aluna chamada Olive Byrne (com quem Marston teve dois filhos. Sobrinha de Margaret Sanger, ativista do controle de natalidade americana, e filha de Ethel, que trabalhava para o comitê Feminino do Partido Socialista).

Com cem vezes a capacidade e a força dos nossos melhores atletas homens e mais fortes lutadores, ela aparece do nada para vingar injustiças ou corrigir as maldades! Bela como Afrodite; sagaz como Atena; dotada da velocidade de Mercúrio e da força de Hércules – nós a conhecemos como Mulher-Maravilha. Mas quem pode nos dizer quem ela é ou de onde veio?

A origem da Mulher-Maravilha (que morava numa ilha só de mulheres) remonta ao movimento sufragista e a luta das mulheres por direitos iguais. Romances como Angel Island (Inez Haynes Gilmore) e Herland (Charlote Perkins Gilman) também influenciaram a criação da personagem. A autora também apresenta as várias mulheres que fizeram e aconteceram no início do movimento feminista nos EUA e que foram importantes na criação da personagem. O livro é ilustrado, com um encarte colorido com os quadrinhos, as capas das revistas e os primeiros desenhos que deram origem à personagem, além de trazer variadas notas bibliográficas e lista dos quadrinhos lançados.

Esse livro é um verdadeiro primor. Eu não tinha muita ideia do que esperava quando comprei, só queria porque era sobre a Mulher-Maravilha. Quando vi que o criador da personagem era um homem, me desanimei um pouco, até ver que tipo de homem foi William Marston. A primeira parte do livro é a melhor, pois fala da luta das mulheres no início do século XX em busca de igualdade e do direito de decidir a própria vida. A própria história de vida de William chama a atenção por ser bem longe do convencional (vide o “casamento” com três mulheres ao mesmo tempo e suas ideias revolucionárias sobre a natureza humana). Filho único, em uma família com muitas mulheres, William tinha uma visão diferente das mulheres, considerando-as superiores aos homens. O encarte é outra maravilha, porque mostra os primeiros desenhos da Mulher-Maravilha e seu desenvolvimento até a caracterização que conhecemos hoje. Lançado no ano em que a personagem ganha seu primeiro filme (aclamado como um grande sucesso) e com o feminismo tão em voga novamente, esse livro é um tesouro, recomendado para todo mundo e qualquer pessoa.

26 de mar. de 2018

Úrsula (Serena Valentino) – BL 2018


Título: Úrsula
Autora: Serena Valentino
Mês: Março
Tema: Apenas uma palavra no título
Editora Universo dos Livros, 172p.

Úrsula é filha de Poseidon e irmã de Tritão. Quando criança, seu irmã abandonou-a em uma comunidade humana por não aceitar a forma que ela teria. Úrsula é criada por um homem, que acaba se tornando seu pai adotivo, e o carinho que ambos sentem um pelo outro é genuíno. Quando ele impede que as pessoas a matem, o homem acaba pagando com a vida, deixando Úrsula sozinha. Desejosa de vingança pela morte do pai e com ódio pelo irmão tê-la abandonado, ela ataca os humanos que mataram seu pai e resolve atingir a filha mais nova de Tritão, a jovem sereia que havia se apaixonado por um humano. Para isso, ela se une a 3 outras bruxas para encontrar Circe e planejar o ataque a Ariel.

Confesso que fiquei meio perdida nesse livro, foi difícil me situar sobre os acontecimentos. Outra crítica é pelo fato de não focarem tanto, a partir de certo ponto do livro, a atenção sai de Úrsula para a babá da jovem princesa que foi enganada pela Fera, o que eu não curti.  Nem tenho como falar muita coisa, para não dar spoiler já que o livro é pequeno. Queria somente que a autora tivesse focado mais nos pensamentos de Úrsula.Apesar dessa falha, o livro é bem escrito. Vale a pena, como os outros dois da coleção.