10 de fev de 2013

And the greatest of these is love (Femnista) III

Um ótimo artigo que analisa a motivação maior de toda a história de Harry Potter. Publicado na edição de Halloween.

E o maior destes é o amor (And the greatest of these is love) 
Autora (Author): Charity Bishop.

Tentar descrever o meu carinho pela série de livros Harry Potter é impossível; a marca que deixou em mim é inegável e eu sou uma pessoa diferente hoje por causa disso. Apesar de existirem muitas mensagens poderosas em suas páginas, a mais forte é o amor em todas as formas... amizades que crescem e se fortalecem, o amor dos pais pelos filhos, e o amor romântico tanto verdadeiro e duradouro quanto fraco e minguante. O amor sobrevive, transcende, cresce e oferece salvação. É a redenção de Snape e a destruição de Lord Voldemort. Desde o início, o poder do amor é aparente quando Harry se pergunta como ele sobreviveu à maldição da morte que matou seus pais. Dumbledore revela que foi o sacrifício de sua mãe por ele que lhe permitiu viver. “Este tipo de amor deixa uma marca, Harry... que está na sua pele.” 
A Lily foi dada a escolha de salvar a si mesma e abandonar o filho, mas ela preferiu morrer e ao fazê-lo deu a Harry a proteção final. O simbolismo religioso de seu sacrifício fecha o ciclo no último livro, quando Harry percebe que para derrotar Lord Voldemort, ele deve primeiro morrer. Nesse momento, Harry está no controle das Relíquias da Morte, objetos poderosos que o tornam invencível: a Capa da Invisibilidade, a Pedra da Ressurreição e a Varinha das Varinhas. Mas para salvar o mundo do mal, Harry permite que Voldemort o mate. Na vida após a morte, a ele é dada a opção de continuar por toda a eternidade através de uma morte mais permanente ou voltar e lutar contra seu inimigo. Por causa do amor que ele tem pela humanidade, Harry decide voltar novamente e derrotar Voldemort. 
O amor é a única coisa que Lord Voldemort não entende e, como resultado, ele subestima o amor que Harry tem pelos seus amigos, os Malfoy tem por seu filho, e Snape tem por Lily Potter. Não só a morte dela salva Harry, ele faz Snape ficar contra o Lorde das Trevas, dando ao professor uma chance de redenção. 
Ao longo da série, o desprezo de Snape por Harry é aparente. Embora em última instância seja sacrificial em suas ações, Snape desforra o profundo ressentimento por James Potter em seu filho, perturbando-o em sala de aula, dando-lhe detenção e insultando seus amigos. A pessoa precisa imaginar o quanto de seu comportamento era genuíno ou forçado através de sua lealdade fingida para Voldemort. As verdadeiras motivações de Snape estão tão profundamente escondidas que mesmo Voldemort suspeita da verdade, mas ele é forçado a fazer coisas que odeia, a fim de obter sucesso em seu objetivo de permitir que Harry adquira força para eventualmente derrotar Voldemort. Ele consegue, mas não sem perder sua vida. Em um dos capítulos mais poderosos em toda a série, aprendemos a verdade sobre Snape e sua relação com a Lily. É uma história bonita e de partir o coração de amor abandonado; erros e escolhas que fazem a afeição dela por ele desaparecer conforme Snape segue o mal e James ganha Lily. A história mostra o verdadeiro coração de Snape, em seu egoísmo e culpa. 
Sua história de amor torna o resto pálido em comparação, mas encontramos exemplos de amor verdadeiro... na devoção de Fleur para Gui, apesar de sua lesão, no casamento de Tonks e Lupin, no contraste entre a atração de Harry e Cho e seus sentimentos por Gina, até mesmo em Hermione e Rony admitindo seus sentimentos um pelo outro. Mas no final, é o amor não romântico que nos impressiona: a amizade entre o Menino Que Sobreviveu, seu melhor amigo e a insuperável Sabe-Tudo sustenta Harry através dos momentos mais difíceis de sua vida. Em tempos bons e ruins, Hermione e Rony estão lá para ele, torcendo por ele e dando o apoio que ele precisa para amar o suficiente para sacrificar sua vida por eles e tornar-se digno de inspiração. 
É por causa de sua fé nele que Harry se transforma em um líder, um professor, e inspira personagens como Neville a encontrar coragem. No final, o amor é a força motriz em todas as suas vidas. O amor faz Dumbledore dar desafios a Harry para prepará-lo para o futuro. Molly mata Bellatrix por amor a sua filha e remorso pela perda de seu filho. O amor faz com que Narcisa traia Voldemort em troca de informações sobre o destino de seu filho. 
Rowling consegue atingir profundamente a alma de seu leitor e provocar uma grande variedade de emoções, de tanto rir das peripécias humorísticas às lágrimas de tristeza e gritos de indignação. Uma geração nasceu com suas filosofias sutis: ter coragem é encontrar força para ficar em suas convicções, o mal deve ser combatido a todo custo, existem algumas causas pelas quais vale a pena morrer, e o amor triunfa sobre tudo. Em seu mundo, do instante em que Harry é deixado nos degraus da casa de seus tios na rua dos Alfeneiros até quando ele envia seu filho mais jovem, Albus Severus Potter, para o trem para Hogwarts, nosso espírito está carregado de emoções, nosso coração está partido e remendado uma dúzia de vezes, e somos encorajados a lembrar que o amor redime... e que “o último inimigo a ser destruído é a morte.”

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