20 de out de 2014

A espada de Kuromori (Jason Rohan)


Título: A espada de Kuromori
Autor: Jason Rohan
Editora Escarlate, 304p.

Kenny Blackwood está viajando para o Japão para passar as férias de verão com o pai, de quem está afastado a bastante tempo. Mal ele sabe que sua vida está para dar uma volta completa fora do eixo. No aeroporto, ele é impedido de encontrar o pai e é interrogado por Sato sobre seu avô, um homem famoso que ajudou os japoneses depois da guerra. Para muitos, o avô de Kenny, Lawrence Blackwood, é um herói nacional. Só que Sato diz que tudo é mentira e o leva preso. Enquanto Kenny tenta entender o que está acontecendo e que animal é aquele que está escondido dentro de sua roupa, um motoqueiro maluco começa a atacar a viatura policial. O menino acaba escapando graças a ação deste mesmo motoqueiro, que o leva para a casa de um amigo do avô. Lá, ele descobre mais sobre o trabalho do avô e qual o papel que todos esperam que ele desempenhe. Kenny, apesar de já ter visto muita bizarrice, custa a acreditar, e só é convencido quando ele e o motoqueiro,que é na verdade a jovem Kiyomi, são atacados por uma yurei. Ele começa a ser treinado por ela, enquanto seu pai é interrogado. O tempo passa rápido, e Kenny começa a acreditar que ele é o jovem de quem a profecia fala e concorda em fazer o necessário para evitar a catástrofe prevista. Seus sonhos dão pistas do que vai acontecer, e o levam a encontrar Genkuro-sensei, que o treina. O menino também descobre que a arma que será usada para destruir a Costa Oeste dos Estados Unidos é, na verdade, Namazu, um dragão aprisionado debaixo da terra que, ao ser libertado, causará um terremoto de proporção gigante. Para derrotá-lo, Kenny deve usar a Espada do Céu. Então, em uma corrida contra o tempo, ele e Kiyomi embarcam em várias viagens, entre o Japão moderno e o místico, para poder enfim realizar a profecia.

– Um dragão?! – Kenny repetiu. – Tipo uma coisa real, viva, gigante, escamosa, cuspidora de fogo?

A primeira coisa que eu devo dizer é que este livro é um daqueles que te deixam sem fôlego, e que quando você termina, precisa parar um pouco, colocar a cabeça no lugar e começar a escrever a sua resenha, a qual você sabe que não pode conter spoilers, então você tenta se controlar e fica buscando as palavras certas, porque, se você escrever tudo que vier a cabeça, acaba entregando a história completamente. Em segundo lugar... Essa história é demais!!!! A-do-rei!!! A editora Escarlate acertou em cheio com a escolha do lançamento. A capa é linda, achei a diagramação perfeita, tem tudo a ver com a história. Logo no ínício da leitura, eu fiquei me perguntando se eu conseguiria associar a descrição dos personagens à imagem da capa (sou muito lerda pra isso) para saber quem é quem (além do personagem principal, obviamente). E de cara, percebi que sim, conseguia associar, e devo dizer que eu AMEI Kiyomi. Foi uma das coisas que me chamou a atenção, porque já que ela estava na capa, era porque ela seria uma personagem importante, e adoro figuras femininas importantes em qualquer livro :D Logo no ínicio, existe uma clara definição entre quem está do lado do bem e quem está do lado do mal, mas como gato escaldado tem medo de água fria, eu já sabia que isso poderia mudar no final e acertei (sobre o personagem em questão que não posso falar quem é). O autor, um novato no meio literário, acertou em cheio ao colocar dois elementos em sua história que, a meu ver, foram dois golpes de mestre, porque mesmo que não sejam a força motora dos acontecimentos, dão a base para o enredo: a profecia (Deus sabe que, tem alguma profecia, eu começo a me angustiar, porque, bom, é uma daquelas situações em que “mesmo que você esteja ganhando, você perde e vice-versa”); e o fato do autor misturar o Japão moderno com o místico, usando um acontecimento histórico real para justificar o enredo da história (como eu quis, enquanto lia, que o livro fosse ilustrado justamente por causa da parte mística). Resultado: uma história envolvente, divertida e que te prende do início ao fim e te faz querer mais (sim, eu quero mais, já sei que este é o primeiro de uma série, e já comecei a pirar aqui querendo a continuação PRA ONTEM!) Completamente recomendado.

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