23 de jul de 2011

O senhor da chuva de André Vianco – DL 2011



Tema: Novos autores

Mês: Julho de 2011 (Livro I)

Título: O senhor da chuva

Autor do livro: André Vianco

Editora: Novo Século

Nº de páginas: 268

Sinopse: Um anjo perseguido, para não ser destruído, possui o corpo de um ser humano igualmente agonizante. Assim, o anjo quebra uma regra sagrada que dá direito aos demônios de evocarem uma guerra desigual que poderá desencadear a destruição de todos os anjos de luz da terra. Agora, os dois exércitos estão furiosos, transformando as tranqüilas pastagens de Belo Verde num funesto campo de batalhas onde espadas que parecem chamas, e olhos que parecem brasas, darão o tom nesta misteriosa aventura sobrenatural, repleta de batalhas mergulhadas no mundo dos anjos, dos vampiros... e dos demônios. Anjos enfrentam as criaturas do mal em combates corpo a corpo, empurrando espadas e evitando dentadas a todo custo. Os anjos estão em menor número, mas têm esperança... A Chuva.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… na realidade, nada. Mas a capa, apesar de não identificar isso à primeira vista, indica bastante coisa da história.

Eu escolhi este livro porque… tinha que escolher um adequado ao tema. E todo mundo só falava em André Vianco.

A leitura foi… uma tortura, não pela história, mas pelo fato de ter lido em ebook (não adianta, existem certas modernidades com as quais eu nunca vou me acostumar). A história é muuiuto boa, li o livro em dois dias, não conseguia parar, apesar de já estar cansada de histórias de vampiros (só para ter noção, nunca consegui terminar Drácula de Bram Stoker e a saga Crepúsculo, por terminar do jeito que terminou, me traumatizou).
A história está recheada de clichês e estereótipos: vampiros são filhos do demônio, bebem sangue de gente viva, não tem misericórdia alguma, fogem do sol, dormem dentro de caixões. Mas o autor consegue reunir todos esses clichês (com os quais eu estava desacostumada depois de ler Crepúsculo) de uma forma nova, ainda imprimindo na história um tema que, desde O Silmarillion, eu passei a adorar: a guerra entre anjos e demônios. Não sei por quê, já que nunca li A Batalha do Apocalipse, O Senhor da Chuva me pareceu semelhante ao que se encontra no livro de Eduardo Spohr. A narrativa de Vianco várias vezes me fez esquecer de que a história se passa no Brasil. Acho que porque não é o gênero literário que predomine no país.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado foi Samuel. Transformado em vampiro sem saber, condenado a vagar pela eternidade sem paz. Muito triste, apesar de seu feito na guerra entre os anjos e os demônios.

O trecho do livro que merece destaque: ”Para onde vai a consciência de um vampiro sem alma? Para onde vão as lembranças? São finitas? São. Porque não vão para os santos no Céu. Não vão para os demônios no Inferno. Não vão vagar, jogadas ao rio. Não vão chorar nofundo dos mares. Não serão devoradas por uma truta faminta. Não serão encontradas por um pescador. Não serão soldado de chumbo nem serão enterradas por uma tribo indígena brasileira. Não se tornarão manioca. Sem critérios. Um vampiro não é mais nada do que o agora. Um vampiro é o sangue que ele bebe durante devaneio alucinado. Um vampiro é a sombra que ele toma. E o gato que ele mata por nada. É o pensamento que ele lê e arranca sem permissão. E o grito que provoca. E o sangue que ele gela. E o minuto-segundo que suspira, imaginando sentir o coração pulsar. E a lágrima que cai quando o fim nos parece certo. Um vampiro é exatamente isso. É toda magnífica ação, ou sensação, que cabe dentro de uma fração de segundos. Portanto, não tenham medo do vampiro. Ele não é nada quando o Sol chega. Ele não é nada na ponta da estaca. Não tenha medo do vampiro; ele não é nada.”

A nota que eu dou para o livro: 5

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