14 de ago de 2015

Perelandra (C.S. Lewis) – RC 2015


Título: Perelandra
Autora: C.S. Lewis
Mês: Agosto
Tema: Ainda não lido de autor favorito
Editora Martins Fontes, 302p.

C.S.Lewis foi chamado à casa do amigo, o professor Elwin Ransom, com urgência. No caminho, ele se questiona sobre o que ouviu de Ransom e sua viagem até Malacandra (ou Marte). Ao chegar na casa do professor, ele encontra um bilhete avisando que Ransom recebeu um chamado urgente mas que em breve voltará para casa. Ao voltar para casa, o professor explica que recebeu uma missão: ele deve ir para Perelandra, pois alguém precisa impedir algo muito sério que está para acontecer lá. Para isso ele chamou Lewis, ele precisa que alguém o ajude em sua viagem. Um ano após, ele retorna a Terra e, apesar de não saber explicar a viagem em si, ele narra os acontecimentos em Perelandra (ou Vênus). Ele descreve o planeta e seu primeiro encontro com alguém semelhante, se é que posso dizer isso sobre ela: uma mulher, verde, nua e totalmente inocente, sem pensamentos obscenos mas com uma característica ao mesmo tempo infantil e anciã.



Ransom começa a se comunicar com ela e a explicar-lhe muitas coisas que ela não entende. Ao tentar descobrir a sua missão, ao invés ele descobre que a mulher (cujo aparecimento na história está ilustrada acima e que apresenta uma forte relação com o nascimento de Vênus) é a Mãe e Rainha de Perelandra e que o Pai e Rei sumiu após passear pelas ilhas que formam o planeta. Os dois se dirigem para a ilha fixa para ver se encontram o Pai e Rei quando uma espaçonave, que Ransom reconhece ser de Weston, cai do céu. É realmente Weston, mas somente no corpo: ele se tornou uma marionete comandada por alguma coisa completamente maligna. A partir do momento em que a criatura Weston conhece a Mãe e fala com ela, a missão de Ransom se torna clara: evitar que a Mãe e Rainha caia na mesma tentação que Eva caiu, de abrir mão do paraíso.
Desde que li o primeiro livro dessa série, fiquei na dúvida se conseguiria ler os seguintes. Não por falta de tempo, mas por falta de paciência. Achei a história do primeiro livro confusa, então não estava com muita pressa de ler o segundo. Arrisquei. Até agora não sei bem o que pensar, talvez porque mesmo amando As Crônicas de Nárnia e sendo capaz de entender a alegoria presente na história, neste livro consegui a muito custo. Os diálogos são mais profundos e a discussão filosófica acerca dos que teólogos chamam de “O grande conflito” mostram o entendimento de Lewis sobre questões como a cosmovisão de um tema muito explorado na literatura: a luta entre o bem e o mal. Talvez por eu ainda me lembrar de algumas coisas do livro anterior, a leitura desta vez foi mais interessante, até porque o tema da perda do paraíso e sua abordagem na literatura é uma coisa que me fascina bastante. Gostei e indico.

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