20 de abr de 2011

A Faca Sutil de Philip Pullman – DL 2011



Tema: Ficção Científica

Mês: Abril de 2011 (Livro II)

Título: A Faca Sutil

Autor do livro: Philip Pullman

Editora: Objetiva

Nº de páginas: 359

Sinopse: Will tem 12 anos e acabou de matar um homem. Agora está fugindo, decidido a descobrir a verdade, sobre o pai que jamais conheceu. Sem querer, atravessa uma janela que dá para um outro mundo - onde espectros devoradores de almas assombram as ruas de uma cidade e uma estranha menina chamada Lyra está à procura do Pó. As buscas em que Will e Lyra estão empenhados têm uma ligação misteriosa e, juntos, os dois precisam procurar um objeto poderoso e secreto. Só que pessoas de mundos diferentes matariam para possuí-lo.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… o gato, porque faz referência aos gatos que ou são personagens principais ou desempenham um papel muito importante na história (como Pantalaimon, que não é propriamente um gato, mas assume essa forma com muita freqüência, ou a gatinha que leva Will para outro mundo e depois o ajuda). E também mostra bacana a fissura entre os mundos e um menino, com certeza Will. Antes de ler, eu me perguntava a relação entre o título e o desenho da capa. Faz total sentido.

Eu escolhi este livro porque… é continuação do outro, claro. Mas mesmo que não fosse, mesmo que fosse um história separada, só por ser um livro de Philip Pullman já valeria a pena.

A leitura foi… intensa também, até porque como era continuação, queria muito saber onde Lyra foi parar. O engraçado é que o livro começa de um jeito totalmente diferente, tipo, não é como se o leitor acompanhasse Lyra nessa sua “viagem”, ela só aparece muito depois. A história começa mostrando outro protagonista da trilogia e o protagonista d’A Faca Sutil: Will Parry. Ele é de outro mundo, de uma Oxford diferente da de Lyra, que a primeira vista pensei que era a Oxford atual, mas não é. Acho que esse negócio de vários mundos é assim: você tem um lugar que tem um nome só, como Oxford, onde dentro dele existem vários mundos, Ou dimensões paralelas. As coisas acontecem dentro da Oxford de Will e de Lyra, sem que ambas dimensões tomem consciência da existência da outra, mas essas dimensões estão lá no mesmo lugar. E é isso que Will e Lyra descobrem, ao passarem para mundos diferentes. Claro que o livro mostra Oxfords diferentes e outros mundos também diferentes. Passagens ou aberturas entre esses mundos sempre existiram, e Will, como novo portador da faca sutil (segundo objeto mais importante depois do aletiômetro), precisa aprender a lidar com elas. Ah! Quase esqueço: depois que você lê e entende mais sobre o Pó, somado as referências ao pecado primordial e a Eva (principalmente ela), sua mente voa porque começa a aparecer uma amizade que pode se encaminhar para algo além (por favor, Deus, que isso aconteça no último livro, tanta desgraça merece um final bacana) entre Will e Lyra. Então, com todas essas referências teológicas e sabendo mais ou menos o papel que Lyra vai desempenhar na história (pelo menos é o que dizem, ainda não terminei o terceiro livro), é até engraçado pensar nesse interesse entre esses dois, que estão naquela fase de transição entre o infantil (meninas odeiam meninos e vice-versa) e a juventude (quando hormônios começam a ser mais atuantes). Quando o Publishers Weekly avaliou o livro, escreveu: “O segundo volume da trilogia Fronteiras do Universo começa em um ritmo frenético e jamais desacelera.” Não podia ser uma avaliação mais acertada.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado (sempre ajudado, porque a situação é tão crítica que você só pode querer ajudar) é o Lee Scoresby Por quê? Por quê é um personagem do lado do bem, e diferentemente dos verdadeiros (e loucos) pais de Lyra, ele realmente se importava com ela. Fiquei chocada com o seu destino, chorei, odiei Pullman como odiei Rowling (uma coisa passageira, claro) e ainda não me conformo.

O trecho do livro que merece destaque: todo o livro. Todinho.

A nota que eu dou para o livro: 5 (de novo, 1000!!!!!! Temos que aumentar essa pontuação, Vivi. A nota “5”, mesmo sendo a mais alta, não faz jus a nota máxima que muitos livros merecem.)

Um comentário:

  1. hehehe...e não é,menina? As vezes cinco é pouco né? Que o céu seja o limite, então...rrssr

    Beijocas

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