20 de abr de 2011

Philip Pullman


A menina Lyra da Língua Mágica e seu dimon, Pantalaimon, vivem muitas aventuras na trilogia Fronteiras do Universo. Na busca por um amigo desaparecido, ela descpbre mais sobre sua própria história e aprende a usar o aletiomêtro. Ela conhece Will Parry, um menino que saiu (sem querer) de seu mundo e foi parar em outro. Eles se tornam amigos e vivem outras aventuras em busca da faca sutil, um objeto que permite abrir passagens entre mundos paralelos. A amizade entre Lyra e Will se fortalece e eles se apaixonam. Quando Lyra desaparece, Will parte em sua busca, mas não é o único. A Igreja também quer encontrá-la, assim como Lorde Asriel, cada um deles com propósitos diferentes. A Igreja quer destruir a nova Eva, enquanto Asriel quer sua ajuda na guerra que está sendo travada contra Deus. Ao longo da história, o leitor conhece mais sobre o Pó e sua ligação entre ele, os humanos (quando crianças e quando adultos) e os dimons.


Quase 40 anos depois do último livro de Lewis sobre Nárnia ser lançado, Philip Pullman, com sua trilogia Fronteiras do Universo, rompe a orientação moral e religiosa estabelecida pelos livros de C.S. Lewis. Uma história dividida em três livros, repleta de ação, magia e personagens complexos que evoluem ao longo de suas experiências. Ciência, religião, bruxas boas escassamente vestidas, religiosos perversos, crianças mal comportadas que se transformam em heroínas, espectros, anjos rebeldes, mundos alternantes e toda sorte de criaturas estão envolvidos numa guerra que pode desmantelar a Criação e derrotar o próprio Deus. Uma das melhores trilogias que eu já li. A trilogia As Fronteiras do Universo fala do momento da Criação, do pecado original e do anjo decaído de uma forma muito clara. Particularmente, adoro cosmologias e cosmogonias. Um dos meus livros favoritos é O Silmarillion, que faz muitas referências ao livro do Gênesis e ao poema O Paraíso Perdido (para quem não sabe, o poema de John Milton fala da queda do principal anjo de Deus, depois conhecido como Satã, e da corrupção de Adão e Eva e sua expulsão do Paraíso). Longe de mostrar que é preciso de intercessores entre o homem e Deus para se resgatar o paraíso perdido por Adão e Eva, a trilogia de Philip Pullman retrata o que seria a ação final do homem para ter o direito de pisar nos jardins do Éden novamente.

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