29 de dez. de 2013

Bling ring (Nancy Jo Sales)



Título: Bling ring: a gangue de Hollywood
Autora: Nancy Jo Sales
Ed. Intrínseca, 271p.

Entre 2008 e 2009, as residências de atores e personalidades famosos como Orlando Bloom, Lindsay Lohan e Paris Hilton foram alvos de um grupo de jovens ladrões. Mas eles não eram quaisquer ladrões, eram um grupo de jovens rodeados de luxo e que tinham uma condição de vida estável. Sem usar máscaras ou luvas, eles confiavam somente em sua boa aparência e em seus gestos discretos para praticar os roubos, pois passeando pelos bairros elegantes, ninguém desconfiaria se tratarem de ladrões. Eles não contavam que algo fosse dar errado ou que fossem ser pegos. Mas a verdade sempre vem à tona.

Não sei bem o que pensar desse livro. Achei que ele contaria a história que vemos no filme da Soffia Coppola, mas não. Esse livro mostra o que seriam os bastidores do filme, posso dizer que esse livro serviu mais ou menos de fonte de pesquisa para o filme (apesar de que na verdade, não é isso, só parece). Por causa dos dados. Nancy Jo Sales foi a autora do artigo que fala dos jovens aparentemente bem de vida que roubavam famosos. O artigo serviu de base para o filme. O livro é bom porque não fala só dos roubos, mas fala de cada jovem em particular e analisa essa questão da fama X fãs X dinheiro. Tem partes realmente boas, como por exemplo as narrações dos encontros com os jovens ladrões, suas motivações nas palavras deles mesmos. Nancy fala de cada roubo, de como a polícia trabalhou em cada caso, de tudo. Achei meio arrastado no início, e a falta de uma ordem cronológica me cansou, mas gostei.

1 de dez. de 2013

Fiquei com seu numero (Sophie Kinsella) – Fuxicando sobre Chick-lits


Tema: Sophie Kinsella
Mês: Dezembro
Livro: Fiquei com seu número
Autora: Sophie Kinsella
Ed. Record, 464p.

Poppy Wyatt está de casamento marcado com Magnus, que pertence a uma família de grandes pesquisadores acadêmicos. Seu anel de noivado é herança de família, um dos motivos que fazem Poppy ficar louca da vida quando descobre que perdeu seu anel. Tentando recuperá-lo, ela distribui seu número de celular para receber noticias do paradeiro da jóia. Como desgraça pouca é bobagem, ela também perde o celular e fica sem ter como receber algum aviso sobre o anel. Ao encontrar um celular no lixo, ela volta a distribuir o numero, sem saber que esse celular é de uma ex-assistente de um executivo, que agora quer o aparelho de volta. Só que ela não quer devolvê-lo, mas se prontifica a encaminhar as ligações e emails que receber para o tal executivo. Só que isso só gera mais confusão ainda.

Mais um livro da Sophie Kinsella. Como o primeiro que li dela, adorei esse também. As encrencas em que a protagonista se mete são engraçadas, as tentativas de se livrar dos problemas são hilários, a leitura é confortável, mesmo com um final meio que inusitado. Vale muito a pena a leitura. Mais um indicado.

Christmas at Pemberley (Regina Jeffers) - DL 2013


Tema: Natal
Mês: Dezembro
Título: Christmas at Pemberley
Autora: Regina Jeffers
Ed. Ulysses Press, 336p.

O Natal está chegando. Na tentativa de animar Elizabeth, abatida e melancólica por conta dos abortos que sofreu, Darcy convida os Bennet e os Bingley para comemorar a data em Pemberley. O que ele não esperava que acontecesse era ele e Lizzy ficarem praticamente presos em uma pousada no caminho para casa, devido a uma nevasca. Enquanto eles esperam uma oportunidade de continuar a viagem, Lizzy fica preocupada em ajudar Mrs. Joseph, grávida e prestes a entrar em trabalho de parto. Nesse meio tempo, os convidados começam a chegar em Pemberley e Georgiana precisa receber a todos, como boa anfitriã. O que ela não contava era com a chegada de visitantes inesperados, um deles sendo Lady Catherine, que até o momento não havia perdoado Darcy por trocar sua filha por Elizabeth. A jovem precisa deixar de lado sua insegurança para lidar com várias situações ao mesmo tempo: a tia intratável; a chegada do coronel Fitzwilliam e seus sentimentos por ele; a paixão de Caroline Bingley por um americano misterioso que ninguém, além de Mrs. Bennet, gostou (na verdade, ela quer mesmo é empurrar Kitty para o homem). Além de várias outras situações desagradáveis. O que será que se pode esperar de um Natal em Pemberley, com tantos conflitos sentimentais?

Esse livro foi, na verdade, uma leitura bem divertida. Eu não esperava que fosse ser assim. Mas é legal ver uma história com os meus personagens favoritos (e outros não tão favoritos assim), tendo como pano de fundo uma época como o Natal. Lady Catherine sempre é bem-vinda, não só porque sua presença é marcante, mas porque Darcy faz com que ela engula alguns de seus preconceitos só pela simples presença de Elizabeth como senhora de Pemberley. Gostei muito de Anne e Georgiana nessa história, elas estão mais seguras. No conjunto, adorei a história e super recomendo.

12 de nov. de 2013

Filme Tolkien & Lewis


Mais uma excelente indicação do site Tolkien Brasil.
Está em produção o filme Tolkien & Lewis, que irá abordar a história de ambos os escritores. O projeto conta com uma equipe que, em sua maior parte, já têm nome. Responsáveis pela produção executiva são Mark Cooper (dentre seus outros trabalhos estão Shakespeare apaixonado e A outra), Joan Lane (O discurso do rei).
O roteiro está a cargo de Jacqueline Cook e Paul Bryan. Quanto ao elenco, ainda não foram escolhidos os atores principais (nesse quesito, eles precisam ser bastante cuidadosos, já que, no mínimo, interpretar Tolkien e Lewis não é para qualquer um). No entanto, já foi divulgado o pôster oficial (acima).
Ainda não tem uma data especifica para o lançamento do filme, mas pode acontecer em algum momento de 2014 (ano que vem!!!!!!!) Agora só nos resta esperar.

Uma prova de amor (Emily Griffin)


Título: Uma prova de amor
Autora: Emily Griffin
Novo Conceito, 432p.

Claudia e Ben se conhecem num encontro às cegas armados por amigos em comum. Ela sempre disse que não queria ter filhos, desde pequena, e isso nunca mudou. Talvez esse tenha sido um dos fatores que acabaram com os seus antigos relacionamentos. Claudia, aos 31 anos, nem sabia mais se ainda conheceria um cara que tivesse o mesmo objetivo de vida que ela, ou seja, que também não quisesse ter filhos. Até Ben aparecer. Eles tem uma vida semelhante: adoram seus respectivos trabalhos, gostam de viajar, comer coisas exóticas e beber além da conta, eram bagunceiros e organizados, românticos e pragmáticos na mesma medida. Acima de tudo, os dois concordavam sobre um assunto que, na idade deles, virou tabu: ter filhos. Nenhum dos dois quer. Ela, acima de tudo, não sente essa necessidade que a maioria das mulheres na idade dele tem. Ele não vê isso como num defeito. Então, o relacionamento dá certo. Alguns meses depois do primeiro encontro, eles fogem e se casam, sem pompa nem circunstância, e sem suas famílias. A conversa em torno de filhos aparece com mais freqüência, e nenhum dos dois mudou de idéia, o que está tudo bem para ambos. Até que uma viagem com amigos muda tudo. Porque Annie estava grávida, e Ben começa a se interessar demais pelo progresso da gestação da amiga, chegando até mesmo a grudar uma foto do ultrassom na geladeira de casa. Ben resolve ser claro e dizer que quer ter filhos. Em um primeiro momento, Claudia leva na brincadeira, achando que o desejo do marido é momentâneo. Mas não é. A idéia começa a tomar forma na cabeça dele, enquanto ela continua nem querendo ouvir sobre o assunto. Em uma noite, sua maneira de falar deixa claro que ela realmente, completamente não quer ter filhos nunca muda algo em sua vida. Uma briga feia com o marido faz com que seu casamento acabe. Agora, Claudia precisa lidar com sua escolha, mesmo que isso custe o amor de sua vida. Será que ela vai mudar de idéia?

De várias formas, esse livro foi uma surpresa. Primeiro, porque já havia lido algumas resenhas, que não me chamaram nenhuma atenção. Segundo, porque como já disse, não sou chegada a romances desse tipo. Só precisei ler a sinopse com um pouco mais de atenção pra perceber que talvez ler esse livro não fosse uma má idéia, principalmente porque a protagonista fala de certas coisas nas quais eu também acredito ou também aprovo. Algumas partes são até engraçadas, porque fazem parte da realidade. Por exemplo, quando Ben e Claudia respondiam as perguntas de quando eles teriam filhos. As pessoas objetando convencê-los de que ter filhos é uma coisa boa, eles precisando aturar tudo, achei engraçado. Até porque me lembrou de certas coisas e pessoas e situações... Enfim. A linguagem não é formal, o que dá a narrativa um tom leve e bem, digamos objetivo, coisa que não espero encontrar em livros desse tipo. Gostei muito e recomendo.