3 de fev de 2016

A fúria dos reis (George R.R. Martin)


Título: A fúria dos reis
Autor: George R.R. Martin
Editora Leya, 653p.

A última Mão do Rei, Lorde Eddard Stark, foi executado por traição aos pés do septo, e isso deflagrou a guerra dos cinco reis. No norte, seu filho Robb foi coroado como Rei do Norte e começa a lutar para derrotar seus inimigos e responsáveis pela morte de seu pai. Nas Ilhas de Ferro, Theon faz parte do plano do pai de se vingar daqueles que o humilharam anos antes. Stannis e Reny, irmãos do falecido rei Robert, começam a disputar não somente o trono de ferro, mas a também o lar ancestral da família, Ponta Tempestade. Enquando Renly é querido de todos, Stannis se vale de feitiçaria para assegurar sua vitória sobre o irmão, além de soltar rumores sobre a verdadeira origem do novo rei, Joffrey Baratheon, que agora assume o trono em Porto real, enquanto a rainha regente Cersei “se une” ao irmão Tyrion, a nova Mão do Rei. Enquanto isso, Jon Snow acompanha o Lorde Comandante da Patrulha da Noite na sua primeira excursão em busca dos patrulheiros desaparecidos e de Mance Ryder, o patrulheiro perjuro que agora é o líder dos selvagens. Em Winterfell, Bran e Rickon acabam sofrendo um embuste traiçoeiro e se vêem sem família, enquanto sua mãe Catelyn pensa que estão mortos, Do outro lado do mar, Daenerys Targaryen, com seu pequeno khalazar, parte em busca de meios para retornar ao reino que gostaria de chamar de lar. A guerra pelo trono de ferro toma novos rumos, enquanto Sansa tenta sobreviver no covil dos assassinos do pai e Arya continua na estrada em busca do que restou de sua família.

Depois de terminar A guerra dos tronos meio traumatizada, eu li alguns livros mais leves para desanuviar a mente, tentando me controlar pra não pegar o livro seguinte. Não adiantou nada. Apesar de já ter visto todas as temporadas da série, não dá pra negar que tem diferença, claro, algumas até gritantes. Por isso fui logo começar a ler A fúria dos reis. Uma característica incrível do Martin (e de outros poucos autores) é que o leitor consegue sentir a atmosfera da história do livro anterior no livro seguinte. Sim, é uma série e o enredo é contínuo, logo, deveria ser exatamente assim, apesar de que em outros livros escritos da mesma forma isso não acontece. O sentimento que se experimenta, de revolta e raiva, pela morte injusta de Ned Stark acompanha todo o trajeto que se faz pela leitura e você se vê torcendo pelos Starks desesperadamente, se apavorando quando Lorde Tywin Lannister parece estar marchando para encontrar o exército de Robb, amaldiçoando a trairagem de Theon e se desesperando quando a desgraça cai sobre Winterfell. As sensações ao ler este livro são tão intensas quanto a história e isso faz um bom autor. Louca para ler o terceiro livro, mesmo tendo a certeza absoluta de que irei me desesperar muito mais.

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