20 de fev de 2015

A menina que não sabia ler (John Harding) – RC 2015


Título: A menina que não sabia ler
Autor: John Harding
Mês: Fevereiro
Tema: Livro que te assusta
Editora Leya, 282p.

Florence e Giles são irmãos por parte de pai. Desde muito cedo, ambos ficaram órfãos (a mãe de Florence morreu ao dar à luz e a mãe de Giles morreu em acidente). Desde então, estão aos cuidados de um tio negligente que, devido a um trauma do passado, é contra a alfabetização e educação das mulheres. Assim, eles vivem aos cuidados dos criados em uma propriedade interiorana da Inglaterra do final do século XIX. Florence é esperta, inteligente e se torna autodidata quando seu irmão vai para um colégio. Durante esse período, ela também conhece Theo Van Hoosier, menino asmático que acaba se tornando seu amigo. Quando o irmão volta para ser educado em casa, a nova e misteriosa preceptora, Srta. Taylor chega e transforma a vida de Florence, pois a menina sabe que tem alguma coisa estranha com a mulher. Em uma determinada noite, Florence tem seus medos confirmados, e a partir daí, as duas começam a travar uma “guerra” silenciosa na qual o pequeno e ingênuo Giles será o “prêmio” final.

Esse livro não foi nada, absolutamente nada, que eu pensei que seria. Devo dizer que ele se encaixa nesta categoria do desafio porque eu tive medo de ler e odiar. Na primeira vez que ouvi falar dele, o título me chamou um pouco atenção. Mesmo um pouco curiosa, foi uma aquisição que eu sempre deixava de lado. Depois que consegui, também não tive muita pressa para ler, sempre tinham outros mais importantes na lista. Até que surgiu a oportunidade. Repito, não foi nada do que eu esperava. A sinopse e o título escondem completamente a temática do livro, então a cada capítulo era uma surpresa, o que não me deixou largar até terminar. Você simplesmente fica preso, pensando no que Florence vai fazer, torcendo para ela não ser descoberta quando sai para espionar ou fazer coisas escondidos, nesses momentos parece que você É Florence e que é VOCÊ que corre o risco de ser descoberta (e aqui eu faço um paralelo com A abadia de Northanger, de Jane Austen, quando sua protagonista, Catherine Morland, está com a mente tão acesa enquanto espiona certos lugares da abadia que a impressão que fica é que ela será descoberta a cada passo). O clímax da história enlouquece e o final... Não acreditei, não conseguia acreditar no que Florence estava fazendo, cheguei até a ficar com raiva dela em alguns momentos. Livro excelente, completamente recomendado.

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