26 de fev de 2011

O Diário de Anne Frank de Otto H. Frank e Mirjam Pressler – DL 2011


Tema: Biografia e/ou Memórias

Mês: Fevereiro de 2011 (Livro I)

Título: O diário de Anne Frank

Autor do livro: Otto H. Frank e Mirjam Pressler

Editora: Record

Nº de páginas: 349

Sinopse: Este livro é uma edição que traz na íntegra o diário de Anne Frank, com todos os trechos que seu pai cortou para a publicação de 1947, já tão conhecida e lida. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Anne Frank registrou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… olha... não foi a capa do livro que me chamou a atenção. Na verdade, a capa da edição que li não tem nada de especial. Não sei sobre outras edições.

Eu escolhi este livro porque… sempre quis ler esse livro, apesar de não ser muito afeita a livros e histórias sobre os acontecimentos da Segunda Guerra, principalmente aqueles relacionados aos horrores sofridos pelos judeus. Nunca li o livro, mas vi o filme Olga. E me acabei de chorar, acho que por isso não vou ler o livro. Diferentemente desse, eu pretendo ver a série sobre Anne Frank. Acho que é porque quando leio livros desse tipo antes de ver alguma adaptação, a minha mente fica muito presa na história e eu não imagino nada (diferentemente de quando leio fantasia, por exemplo), mas se eu vejo o filme ou série, só falto morrer de tristeza. A capa não influenciou em nada, a não ser pelo fato de anunciar que era a edição definitiva.

A leitura foi… acessível, acho que por causa da linguagem da Anne, muito nova, tinha 14 anos quando começou a escrever. O legal nesse livro é que essa é a edição final. Como eles explicam no prefácio, as edições anteriores eram edições que não continham tudo que Anne escreveu. Miep Giles e Bep Voskuijl encontraram os diários dela e entregaram sem ler para o pai da menina depois que a guerra acabou (eram 8 pessoas escondidas, mas só o pai dela sobreviveu. Não deveria ser inacreditável, mas é, considerando que no final do livro eles explicam que algumas pessoas morreram poucos dias antes de determinado campo de extermínio ser desativado. Quanta diferença não faz um simples segundo, não é?). Voltando. Aí ele precisou considerar algumas coisas antes de publicar. Deixa eu explicar melhor. Em um dia de 1944, um membro do governo holandês anunciou pelo rádio que depois da guerra esperava recolher testemunhos ocultos do sofrimento do povo holandês sob a ocupação alemã e que pudessem ser disponibilizados para o público, mencionando cartas e diários. Anne ouviu, se impressionou (ela relata esse acontecimento) e decidiu reescrever e organizar seu diário, que ela pretendia publicar, omitindo e acrescentando memórias. Ao mesmo tempo ela continuava escrevendo seu diário original. O primeiro diário publicado é aquele sem cortes (versão a), o segundo é modificado (versão b). Quando o pai dela pegou todas as anotações, organizou numa versão curta (versão c). Ele precisava considerar as passagens sobre a sexualidade da filha, por respeito aos mortos precisava considerar se publicava ou não determinadas partes. Anne escreveu de tudo, sobre ela e sobre todos, É realmente um diário. As versões “a” e “b” foram escritas por Anne, a “c” foi organizada por seu pai e a edição que li, apesar de se basear mais na “b”, é um conjunto das três versões. O bom é isso. Fico feliz de ter lido essa edição por ser a mais completa. Adorei a linguagem, me diverti (porque apesar dos acontecimentos serem obscuros, ela relata acontecimentos divertidos). Sua relação com os pais, a irmã, Peter... Adorei o livro todo.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado de todas as formas possíveis é a própria Anne, sua família, todas as pessoas no Anexo. Por quê? Depois que você lê o livro, descobre porquê. Além do óbvio, claro (judeus na Segunda Guerra). Juro, não entendo como alguém nunca conseguiu (porque alguém tentou, mas falhou) assassinar Hitler. Como???????? O diabo vivia cercado de militares, como assim só um tentou e ainda falhou?????? Aliás, minha mente se nega a entender COMO ele conseguiu arrebanhar TANTA gente pra essa causa louca. Bastava um tiro bem dado e acabou-se. No cérebro, no coração. Em algum ponto vital e pronto. Acredito que muitas vidas seriam poupadas da demência desse louco.

O trecho do livro que merece destaque: todo o livro merece destaque. Não consigo pensar em uma única citação que ampare todo o conteúdo do livro.

A nota que eu dou para o livro: 5

4 comentários:

  1. Ai, gente, porque não escolhi essa livro? Todos que o resenharam teceram elogios. Deve ser mesmo um livro inspirador...bjs

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  2. Uma das resenhas mais sinceras que já li neste DL. Não contive o riso quando li seu questionamento sobre o porquê de ninguém ousar matar o carrasco Hitler. Confesso que não seria má idéia. Um ser humano desprezível.
    Bom, mas vamos ao que interessa: Parabéns pela resenha e até o próximo mês!
    Abs, Rê

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  3. Ah que bom que tu escolhestes esta edição, eu já li essa e uma com cortes e sem dúvida compreendemos muito melhor a complexidade da situação vivida pelas pessoas no anexo lendo o diário na íntegra. Parabéns pela tua resenha.
    estrelinhas coloridas...

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