11 de mai. de 2016

Prata, terra & lua cheia (Felipe Castilho) – DL 2016


Título: Prata, terra & lua cheia
Autor: Felipe Castilho
Mês: Maio
Tema: Capa azul
Editora Gutenberg, 270p.

Anderson voltou a sua vida normal. Após um dia de rotina escolar, ele chega em casa e recebe a notícia de que seu pai recebeu uma oferta de trabalho que poderia ser muito boa para a família, que está passando por uma fase de vacas magras, se não fosse pelo fato do futuro chefe ser Wagner Rios. Irritados com a tentativa de Anderson em convencê-los que aceitar essa oferta não é uma boa idéia, seus pais resolvem enviá-lo para um acampamento de correção para jovens problemáticos. O que Anderson logo percebe é que esse tal acampamento é, na verdade, um disfarce da Organização para que ele possa participar da competição entre organizações secretas que acontece de tempos em tempos na ilha mágica flutuante chamada Anistia, um pedaço de terra que foi separado do continente pelo Grande Caipora e por Iara, a senhora das águas, depois de um conflito sangrento entre nativos e invasores, muitos séculos atrás. O que eles ninguém sabe é que Wagner Rios também se encaminha para a ilha com objetivos bastante malignos. Agora Anderson e seus amigos terão que lidar não somente com seu inimigo declarado, mas também os problemas trazidos pela lua cheia...

Na verdade, eu não tenho muito o que falar sobre esse livro porque faltam palavras para descrever o quanto eu amei essa continuação, do mesmo jeito que amei o primeiro livro. Incrível que eu achei que somente o primeiro fosse me surpreender, mas não, o segundo também. O Felipe tem o dom de escrever certas cenas que fazem você imaginá-la acontecendo na sua frente, exatamente como se fosse uma cena de filme. Pensei que somente o primeiro livro conseguiria fazer isso, mas me enganei.


Essa história é fantástica. Ansiosa para ler terceiro livro da série.

9 de mai. de 2016

Príncipe William (Randi Reisfeld) – DL 2016


Título: Príncipe William: o garoto que será rei
Autora: Randi Reisfeld
Mês: Maio
Tema: Rosto humano na capa
Editora Manole, 138p.

O solteiro mais cobiçado do mundo (ou ao menos era até se casar com Kate Middleton em 2011), Príncipe William de Gales, filho do Príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra, e da Princesa Diana, a mulher mais fotografada do mundo. Aos 16 anos, William era como qualquer outro jovem de sua idade, tirando o fato de seus pais serem famosos: gostava de rock, de ir ao cinema, de fast food, e acima de tudo, gosta de privacidade. Ele e seu irmão, Harry, tiveram (e ainda tem) que lidar com a fama indesejada de várias formas. No entanto, William é mais cobrado, pois um dia ele será rei.

Eu achei sinceramente que essa biografia não seria muito diferente das que eu já li sobre o príncipe William. De certa forma, não tem muito fato novo, o que eu espantei foi o fato de ser uma biografia lançada logo depois do falecimento de sua mãe. Diferente das biografias e documentários mais atuais, em que os autores focam no seu relacionamento com sua mulher, a duquesa Catherine, esse livro é legal porque foca na infância e adolescência de William. Um livro pequeno que proporciona uma leitura rápida. Recomendo para quem gosta de biografia sobre a realeza inglesa.

6 de mai. de 2016

A estrela que nunca vai se apagar (Esther Earl, Lori Earl, Wayne Earl) – DL 2016


Título: A estrela que nunca vai se apagar
Autores: Esther Earl, Lori Earl, Wayne Earl
Mês: Maio
Tema: Drama
Editora Intrínseca, 448p.

Esther Grace Earl tinha doze anos quando foi diagnosticada com câncer de tireóide. Lutando por quatro anos, ela falece aos 16 anos, em 2010, mas sua mensagem de força e coragem permanece até hoje. Generosa e alto astral mesmo nos piores momentos de desgaste que a doença lhe causava, Esther conseguiu servir de inspiração para os seguidores de seu vlog e dos grupos online dos quais fazia parte. Seus desenhos, cartas e textos mostram uma menina cheia de vida e esperança, que não desistiu de viver até o fim.

Emocionante. Não dá pra definir de outro jeito. Eu soube desse livro na onde do lançamento do filme A culpa é das estrelas, e quando soube desse livro, fiquei com vontade de ler, mesmo sabendo que iria me emocionar e chorar. Mas acabei deixando pra depois e depois e depois... E aí surgiu a chance de ler agora para o desafio. Uma biografia maravilhosa, rica em sentimentos, da própria Esther e dos que estiveram do lado dela durante sua vida. Amei e recomendo.

5 de mai. de 2016

Capitão América: Guerra Civil (2016)


Com certeza um dos melhores filmes do ano!
Capitão América: Guerra Civil mostra o super-herói favorito de todos (e digo isso por causa da quantidade de gente que vi sendo #TeamCap) na liderança dos Vingadores para proteger a humanidade. Mas um sério incidente faz com que a pressão política para que exista um maior controle do grupo de super-heróis cresça, e assim eles se dividem entre os que aceitam, como O Homem de Ferro, e os que não querem perder a chance de fazer suas próprias escolhas, como o Capitão América. O aparecimento de Bucky Barnes leva a uma ruptura ainda mais séria entre os dois amigos.

Para começo de conversa, eu não consigo mais ver esses filmes da Marvel como meros filmes para entreter. Chega a ser irritante sair do cinema depois de ver um filme com uma carga emocional tão forte como esse ser reduzido a “um bom filme de super herói” e só, como ouvi gente falando. Não dá para pensar isso, seja fã dos quadrinhos ou não. Simplesmente não dá.
Claro, o filme tem muita ação e pancadaria, efeitos visuais e humor também. Mas a reflexão que impõe (porquê impõe sim!) sobre a realidade que nós vivemos é muito forte. Tanto sobre política quanto sobre questões éticas e morais, família e amizade.

“A nossa própria força incita desafio. Desafio incita conflito. E conflito ... gera catástrofe. Supervisão não é algo a ser descartado de cara.”

Outra coisa que eu não entendo de jeito nenhum é como as pessoas conseguiram escolher entre #TeamCap e #TeamStark. Confesso que, no início do filme, quando pela ótica do político dava para se ter uma perspectiva da destruição que os Vingadores causam mesmo tentando salvar vidas, achei que assinar o tal tratado seria uma boa, e me irritei com Steve por se recusar em aceitar o documento (mesmo concordando com o fato de que “todos tem direito de fazer escolhas, mesmo quando erradas ou causem desgraças”). Mais tarde, fiquei com raiva do Stark, que mesmo aceitando assinar o acordo, acabou prejudicando os amigos e por ter feito o que fez com Wanda (mesmo com a desculpa de que era para protegê-la dos outros e os outros dela). Depois de ficar com raiva dos dois e mais tarde perceber que ambos tinham suas razões, foi que me toquei de que não faz sentido ser #team nenhum. E é isso que eu estou gostando nestes filmes. Além das frases para reflexão (“Quando você consegue fazer as coisas que consigo e você nada faz, a culpa é sua” – essa veio do Homem-Aranha), as motivações dos personagens fazem com que você acabe olhando para eles de outra forma, até mesmo justificando suas ações (sim, eu fiz isso com Zemo, como faço nos livros de George R.R. Martin, onde a complexidade de caráter é tão grande que você simplesmente não consegue só odiar ou só amar um personagem).

“O império derrubado por inimigos pode se reerguer. Mas o império que desmorona de dentro pra fora, não.”

O que dizer dessa frase? Se você quer acabar com alguma coisa, tem que começar por dentro. Isso pode acontecer em todos os aspectos da vida de uma pessoa que não dá nem pra se aprofundar muito se não eu não termino essa resenha :P
Adorei a volta de Bucky, e apesar da parte final ter conseguido me surpreender, lá no início, com aquela missão de 1991, a semente da certeza já tinha sido plantada. Só aí fui entender a divisão entre Steve e Tony e, novamente, a complexidade de Bucky (por ter sido transformado em uma máquina de matar, mesmo sem querer) chama atenção para as reflexões do filme. Um fato interessante: apesar do filme centrar sua atenção em Tony cada vez mais culpado (o que dá pra entender), Steve sempre sendo o herói (o que acaba sendo meio irritante, mas a motivação de tentar salvar o amigo, sua única ligação viva com sua vida anterior acaba diminuindo a irritação),e Bucky (talvez tenha começado seu caminho redentor, não sei, não li os quadrinhos), os outros não desapontam: Viúva Negra, Homem-Formiga, Homem-Aranha (a cena do “Pirralho!”, uma das melhores), Wanda e Visão (que eu já estava querendo shippar), Pantera Negra, Gavião, Máquina de Combate, Falcão e... Pantera Negra (eu o considero o “ladrão de cena”), que conseguiu ter seu próprio arco narrativo.


Uma coisa muito legal é que na hora da luta mesmo, cada um deles tem em seu oponente aquele que com quem tem uma “ligação” mais forte, o que fez todo o sentido e mostra o significado entre se virar contra alguém contra quem se tem muito em comum (Wanda contra Visão, Pantera Negra contra Bucky, etc). Claro, o filme não é perfeito, mas consegue mostrar tudo sem correr com nada, ele estabelece a história e continua com ela fazendo sentido do início ao fim, o que é difícil em franquias cinematográficas. Capitão América: Guerra Civil, mais do que um blockbuster, é um filme que convida o debate sobre terrorismo, focando na família, na amizade, na solidão, e acima de tudo, na fina divisão entre justiça e vingança.

4 de mai. de 2016

Feitiço (Sarah Pinborough) – DL 2016


Título: Feitiço
Autora: Sarah Pinborough
Mês: Maio
Tema: Baseado em contos de fadas
Editora Única, 243p.

Cinderela é órfã de mãe e sua madrasta só tem olhos para as filhas. Seu pai não vê a situação injusta em que sua filha vive. Enquanto Rose, sua meia irmã sempre vai para as festas, Cinderela nunca pode, pois a renda familiar não permite gastos excessivos. Quando o rei anuncia dois dias de bailes para o qual todas as jovens são convidadas, pois o príncipe precisa escolher uma noiva, Cinderela mais uma vez se ressente de não poder ir. Então sua fada madrinha aparece e lhe concede o desejo de ir aos bailes, garantindo que ela irá se casar com o príncipe, mas pedindo algo em troca. Depois que estiver no palácio, ela deve procurar nos quartos e relatar ao cocheiro, que é o empregado da fada, o que encontrar. E assim acontece. A jovem conquista o príncipe, ao mesmo tempo em que prejudica Rose. Arrependida mas também feliz, sua fantasia logo começa a ruir, pois Cinderela logo percebe que seu príncipe não é tão encantado assim, e que nem sempre vale a pena passar por cima dos sentimentos alheios e viver de sonhos.

Adorei. Li em uma tarde, de tão agoniada que fiquei esperando que final teria essa versão da Cinderela. A surpresa se deveu ao fato de que eu não imaginava que seria uma continuação de Veneno. Não que comece exatamente de onde parou, para o leitor atento (que não foi o meu caso rsrsrs), dá para perceber quem é quem do meio do livro. Eu só fui notar quem era o príncipe da Cinderela quando ele se trancou no quarto misterioso, aí consegui perceber o que a fada madrinha queria tanto que Cinderela encontrasse no palácio. A junção de contos de fadas e a nova caracterização de alguns personagens clássicos, como a Branca de Neve, a Rainha Má e a própria Madrasta da Cinderela são os grandes trunfos dessa série. Não vejo a hora de ler o terceiro.