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28 de dez. de 2020

Lendo o Brasil: RONDÔNIA - Viva apaixonadamente (Augusto Branco)


Este livro reúne uma coleção de textos que são verdadeiras pérolas de sabedoria para os mais significantes momentos da vida. Uma leitura inspiradora que motiva todos a viverem mais, melhor. O livro é pequeno, e na verdade foi uma sorte encontrar ele enquanto navegava pelo site do Clube de autores. Como a última leitura de um desafio que me fez dar de cara com autores que nunca tinha ouvido falar, achei o livro apropriado para fechar o ano e a lista de leituras do Lendo o Brasil. Indico também.

Editora Clube de autores.
72 páginas.

25 de dez. de 2020

Lendo o Brasil: AMAPÁ - Desapaixonante (Marvin Cross)

Sinopse: Desapaixonante-1a temporada é o primeiro volume de uma série literária sobre o casal de amigos Sávio e Milena que comandam uma agência especializada em ajudar as pessoas a se desapaixonarem. Sempre narrados de acordo com os pontos de vista de um dos protagonistas, os episódios são sempre repletos de humor, sarcasmo, críticas à sociedade moderna e muitas referências a músicas e cultura pop. Uma história para rir e desestressar.


No que diz respeito a esse desafio, Desapaixonante foi a surpresa do ano. A leitura foi simples e cativante, e sim, mesmo tendo gostado do livro, não sei se iria continuar a leitura da série. Talvez leia por simples curiosidade, porque logo que percebi qual era o tema, tive aquela sensação de que “esse livro vai ser divertido”. E foi mesmo, ainda mais porque a história é narrada pelo ponto de vista de cada um dos protagonistas. Vale muito a pena, recomendado.

Editora Skull.
132 páginas.

20 de nov. de 2020

Lendo o Brasil: TOCANTINS - O cara certo (Ariela Pereira)

Cariel Miller é um playboy. Bonito, rico e jovem, ele tem tudo que o dinheiro pode comprar e vive a vida nesse estilo, até que sua irmã mais nova descobre que tem câncer de pulmão. Ele, então, tenta todas as formas de encontrar uma cura, mas os tratamentos não dão resultado. Quando ele descobre rumores sobre uma suposta cura definitiva que ainda não está a venda, Cariel resolve que fará de tudo para consegui-la. A vida de Aby Willis, no entanto, não poderia ser mais diferente. Depois de conseguir se formar (sem o apoio da família), a jovem recém-formada é convidada por um de seus professores para trabalhar com ele em uma pesquisa experimental que pode ajudar aqueles que sofrem de câncer. A partir daí, as vidas de Cariel e Aby começam a se entrelaçar...


A primeira vista, achei que esse seria um livro chick-lit. Quando vi o nível de insegurança da protagonista em relação a sua vida amorosa, comecei a ficar arrependida de ter escolhido esse livro (além do próprio Cariel, a imagem do cara rico e sacana, sim, eu sei porque ele faz o que faz, mas não está certo de qualquer jeito). Mas... resolvi deixar de lado algumas insatisfações e continuei e me vi gostando da história. Fiquei imaginando de que forma Cariel e Abby se encontrariam e acabei sendo surpreendida (no bom sentido). Gostei muito, recomendo.

Editora Amazon.
266 páginas.

26 de out. de 2020

Lendo o Brasil: PARANÁ – Canção das estrelas (Karen Soarele)

Sebastian vive de cidade em cidade, trabalhando em um navio, enquanto procura decifrar uma mensagem oculta que ele acredita existir no livro A canção das estrelas, relacionada a uma irmandade secreta chamada Sétima Ordem. Mesmo com todo mundo rindo de suas ideias, ele persiste nessa busca, e seu caminho se cruza com o de Neve, uma garota que tem o poder de se transformar no animal que quiser. Ela também busca o conhecimento das histórias do passado e tem vontade de se aventurar, como Sebastian...


Esse livro é um spin-off da série Crônicas de Myríade, e faz parte da coleção Pergaminhos Perdidos de Myríade (o primeiro volume dessa coleção é Rainha da Primavera). Muito curtinho, mas com uma narrativa fluida e que envolve do início ao fim. Karen sabe manter a atenção presa a história, que é rica em tudo. Sem falar na diagramação que é outro chamariz. Valeu cada minuto, indicado.

Editora Cubo Mágico.
156 Páginas.

25 de set. de 2020

Lendo o Brasil: RORAIMA - Livrinho da silva (Aldenor Pimentel)

Um livro bem curtinho, que traz 24 contos, alguns tendo sido premiados em concursos literários. Li em uma poucas horas, vale a pena, valeu a pena para dar uma desestressada das outras leituras mais “pesadas” dos outros desafios. Recomendo.


Sinopse: Livrinho da Silva traz mais de vinte contos que se desenvolvem em torno do universo da leitura, do livro, da figura do escritor, da experiência da escrita, etc. Podem ser histórias de vidas transformadas a partir do contato com o livro e da experiência da leitura ou que lancem novos olhares sobre a presença do ler e do escrever na nossa vida.

Editora Catarse.
72 páginas.

24 de ago. de 2020

Lendo o Brasil: PERNAMBUCO - A garota no ônibus (Dayana Araújo)

Maria Elisa tem 19 anos e acaba de terminar o ensino médio. Filha de pais humildes (eles são catadores de lixo recicláveis), ela não tem planos para o futuro e também não quer se sentir um peso, então decide arrumar um emprego. A chefa dos pais a indica para trabalhar em um salão de beleza, onde ela fica encarregada de unha e maquiagem. Elisa tem amigos que acredita serem verdadeiros, até que um dia eles a sacaneiam e a amizade acaba. Ela faz novas amizades no salão e também no ônibus, pois todo mundo dentro dele se conhece e sabe da vida de todo mundo. É a partir daí que Elisa vira a Miss Busão.


Aí está mais uma surpresa desse desafio. A protagonista é ótima, adorei o jeito barraqueiro e sem pudor, ela faz escândalo mesmo e não está nem aí. A história flui, é simples e as situações pelas quais Elisa passa são bem reais, então isso foi mais um chamariz. O livro diverte e pode ser finalizado em um dia, praticamente. Gostei bastante e recomendo.

Editora Sollo Editorial.
214 páginas.

21 de ago. de 2020

Lendo o Brasil: CEARÁ - Poesia que transforma (Bráulio Bessa)

Sinopse: Este livro é uma homenagem à poesia e a tudo o que ela é capaz de proporcionar. Com mais de 30 de seus emocionantes poemas, alguns deles inéditos, Bráulio Bessa nos conta um pouco das histórias do menino de Alto Santo, no interior do Ceará, que se tornou poeta e ativista cultural. Desde o primeiro encontro com a obra de Patativa do Assaré, aos 14 anos, até a fama na televisão, ele mostra como a poesia transformou sua vida. Com ilustrações do artista baiano Elano Passos, o livro traz ainda depoimentos de fãs de todos os cantos do Brasil, revelando como as palavras de Bráulio são capazes de inspirar pequenas e grandes mudanças.


Eu já tinha parado algumas vezes para escutar o Braúlio Bessa no programa da Fátima Bernardes. Sim, os poemas dele são inspiradores, passam uma sensação de calma, são escritos de forma simples. Eu já disse várias vezes que não sou chegada em livro de poesia, mas esse me fez parar e ler com calma, porque é o tipo de livro que merece ser apreciado, justamente pela sua simplicidade. Recomendo.

Editora Sextante.
192 páginas.

24 de jul. de 2020

Lendo o Brasil: MATO GROSSO – Memórias inventadas – A infância (Manoel de Barros)

Sinopse: Em Memórias Inventadas - A Infância, Manoel de Barros opta, pela primeira vez, quase que totalmente pela prosa para falar de sua infância ou, melhor dizendo, reinventá-la. Seus pequenos contos nos transportam para o tempo em que as crianças construíam seus próprios brinquedos; apresentam-nos personagens que o ajudaram a ver o mundo de uma forma diferente; revelam-nos como o poeta foi sendo forjado nas histórias que viveu com seus pais, avós e amigos e na sua singular relação com a palavra.
O livro traz um outro ingrediente que o torna ainda mais especial: a prosa de Manoel de Barros tem como companhia as iluminuras de Martha Barros, pintora e filha do poeta.
Texto e imagem se completam, compondo um cenário único e surpreendente.


Não achei que este desafio acabaria fazendo jus ao nome: desafio. Acho que isso acontece porque, incrivelmente (ou não), obras brasileiras estão sendo mais difíceis de encontrar. Se não forem autores nacionais mais “atuais” (os quais geralmente são da região sudeste do país e que acabam sendo mais divulgados – mas nem isso é regra), fica muito complicado encontrar algum de estado que eu não tenha lido ainda. Para o Mato Grosso, foi a mesma coisa. Encontrei o livro através de uma indicação e não fiquei surpresa por ser um livro de contos, até gostei, facilitou a leitura (para um autor que eu não conhecia, uma leitura leve é sempre uma boa pedida). As iluminuras feitas pela filhado autor são uma graça e um chamariz para o livro. Conclusão: surpresa, curti a leitura e indico.

Editora Planeta do Brasil.
160 páginas.

24 de jun. de 2020

Lendo o Brasil: PIAUÍ - O homem e sua hora (Mario Faustino)

Sinopse: Mário Faustino foi um poeta-crítico e um crítico-poeta. Foi um poeta-crítico porque uniu a reflexão à consciência da linguagem, sem nunca ter perdido de vista a matéria da poesia e o ato de fazê-la.


Ás vezes, a obra de um autor se torna muito mais interessante justamente porque ele não está mais vivo. É o caso deste livro. Mário Faustino morreu muito cedo, em um acidente aéreo, mas antes ele escreveu poemas que chamou de experimentais e publicou-os em jornais. Este é o único livro que ele publicou em vida, e a despeito das minhas tentativas loucas de encontrar autores do Piauí, esse foi o que mais me chamou atenção. Recomendado.

Editora Companhia das Letras.
232 páginas.

25 de mai. de 2020

Lendo o Brasil: ACRE – Varanda de pássaros (Jorge Tufic)


Livro de estreia do poeta e o primeiro título publicado pela geração Madrugada. O autor busca marcar, com este livro, o conteúdo existencial e reflexivo em sua poesia. Um livro muito pequeno, li em uma hora. Não tenho muito o que falar, somente que valeu a pena para conhecer o estilo de escrita de um autor que eu desconhecia.

Editora Valer.
64 páginas.

27 de abr. de 2020

Lendo o Brasil: ESPÍRITO SANTO – Os melhores contos (Rubem Braga)


São 39 contos, mais ou menos curtos, que abordam temas variados, mas principalmente do cotidiano. O livro é um dos menores que já li para esse desafio, então só o que tenho para falar é que eu curti. Os contos não tem grandes problematizações ou reviravoltas, e os contos são bem curtinhos. Nunca fui fã do autor, e mesmo já tendo visto obras deles nas bibliotecas onde trabalhei, ainda não havia me interessado em ler. Valeu a pena para conhecer.

Editora Global.
162 páginas.

24 de abr. de 2020

Lendo o Brasil: SANTA CATARINA – Diário de classe (Isadora Faber)

Sinopse: Aos 13 anos, Isadora Faber, uma estudante de escola pública de Florianópolis (SC), indignada com os problemas de ensino e infraestrutura de seu colégio resolveu criar uma página no Facebook, o Diário de Classe, para denunciá-los. Chamou a atenção da imprensa nacional e internacional, mobilizou milhares de seguidores e conseguiu as mudanças que reivindicou. Sua jornada, no entanto, foi árdua: sofreu críticas, ameaças, represálias, agressões e processos. Porém, não desistiu, e hoje tem mais de 625 mil seguidores, inspirou a criação de mais de cem Diários de Classe, já participou de inúmeras palestras e eventos, ganhou prêmios e fundou a ONG Isadora Faber, com a qual continua seu trabalho por uma educação pública de qualidade no Brasil. Mais que um relato de coragem e do poder do webativismo, este livro é um retrato perturbador da situação da educação e dos serviços públicos brasileiros, que grita por cidadania e por transformações urgentes.


Encontrei esse literalmente por pura sorte. Eu já tinha outros autores em mente de indicações que peguei, mas encontrei esse e tive que deixar os outros de lado. Depois que vi que ele tinha uma boa pontuação no skoob, fiquei mais curiosa ainda. Achei o máximo uma garota de 13 anos simplesmente colocar a boca no trombone sobre tudo que via de errado em sua escola. Melhor ainda quando conseguiu visualização tanto aqui dentro quanto lá fora (porque parece que a coisa só toma jeito depois que cai nas mãos da imprensa, isso é triste). Também achei muito bacana o posicionamento dos pais dela, que a apoiaram em tudo. Valeu muito a pena essa leitura, serve como reflexão para o que nós andamos fazendo (nos acomodamos ou nos mexemos para conseguir as mudanças que queremos?). Completamente indicado.

Editora Gutenberg.
272 páginas.

23 de mar. de 2020

Lendo o Brasil: PARAÍBA - O auto da compadecida (Ariano Suassuna)

A peça, dividida em duas partes, traz de volta elementos do teatro popular e da literatura de cordel para exaltar o povo humilde e satirizar os poderosos e os religiosos. A história se desenvolve em torno das trapaças de João Grilo (que engana até o diabo) e Chicó.


Não dá para falar muita coisa sobre as loucuras de João Grilo sem dar spoiler, então o que dá para falar é que este é um livro fino e agradável de ler, apesar da dificuldade absurda que eu tenho em ler esse tipo de livro, mas valeu. Já tinha ouvido falar muito, vi a adaptação para o cinema (que eu adorei), então só me faltava ler o livro. As alfinetadas que o autor dá nos poderosos são ótimas e a forma como ele fala das misérias humanas é muito real. Valeu a pena.

Editora Nova Fronteira.
192 páginas.

24 de fev. de 2020

Lendo o Brasil: SERGIPE – Os desvalidos (Francisco Dantas)

Sinopse: Os desvalidos dá voz aos pobres-diabos, aos rejeitados, que sobrevivem na periferia entre o nascente capitalismo da década de 1930 e o ancestral mundo latifundiário. Anti-heróis que abrem seu caminho com as próprias mãos: Coriolano, Tio Filipe, Maria Melona, Zerramo e o lendário Lampião se ancoram no único lema capaz de lhes dar orgulho e dignidade: o de ser patrões de si mesmos. Lançado originalmente em 1993, Os desvalidos é considerado um retorno de qualidade à linguagem regionalista do sertão nordestino. Com a capacidade de Dantas em trabalhar as temáticas de sofrimento e rusticidade com a linguagem apurada que se assemelha a de clássicos como Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, a obra demonstra a vida sertaneja sob o cangaço, a miséria e o esquecimento, através de personagens notáveis.


Não sei bem o que pensar desse livro. Pelo título, agora que já li, percebo que já devia imaginar como terminaria a história. Nenhum dos personagens termina conseguindo alguma coisa, todos eles sofrem fracassos o tempo inteiro. Mesmo que o início comece do jeito que começa (Lampião invadindo a casa de Coriolano e fazendo com que ele fuja), ainda fiquei esperando alguma reviravolta em que o personagem conseguisse melhorar de vida, mas... De qualquer forma, achei uma leitura interessante.

Editora Alfaguara.
256 páginas.

27 de jan. de 2020

Lendo o Brasil: MATO GROSSO DO SUL - O Ritual dos Chrysântemos (Celso Kallarrari)

Eurico é filho de pai sírio e mãe índia (guarani). Poliana é filha de um japonês com uma paraguaia. Os dois fizeram um pacto de fidelidade até o casamento, e concretizam esse pacto num rito onde fazem uma inscrição num pé de erva mate. Quando Poliana morre no apartamento onde o namorado Eurico morava, ninguém consegue descobrir se foi por assassinato ou suicídio. Tudo que cerca sua morte é um mistério, cercada pela simbologia dos crisântemos (uma planta ligada a vida do casal), que foram despetalados e semeados em seu corpo. A coisa fica mais estranha porque esse mesmo “ritual” ligada ao crisântemo também se repete nos corpos de outras vítimas depois de Poliana.


Aí está a primeira surpresa do desafio esse ano. O mistério que cerca a morte de Poliana e das outras jovens virgens e a ligação com o crisântemo prende a atenção, e a história fica melhor quando você percebe que não consegue decidir quem é o assassino, mesmo que Eurico seja um suspeito. O livro é curto, o que é bom, porque a leitura não fica cansativa. Recomendo.

Editora Reflexão.
281 páginas.

6 de jan. de 2020

Feliz 2020!


Depois que eu descobri que os desafios literários são excelentes maneiras de se esvaziar uma lista de leitura, então lá vou eu continuar com o Desafio Literário Livreando 2020, do blog Livreando;


o Desafio Literário Skoob 2020, pelo facebook;


o Desafio Literário Livraria Cultura, esse ano com o marcador azul;


os Desafio A volta ao mundo em 198 livros e Desafio Lendo o Brasil. Esse ano consegui encaixar nos desafios mais livros da minha estante, só tive que correr atrás de uns poucos, então considerando a quantidade de livros não lidos que eu tenho, consegui sair no lucro rsrsrsrs

18 de dez. de 2019

Lendo o Brasil: DISTRITO FEDERAL - A retomada da união (Bárbara Morais)

Depois do Massacre Amarelo, a situação na União está crítica e Sybil Varuna, para todos os efeitos, está morta. Ela agora se encontra refugiada com amigos em um lugar onde não será encontra. A tensão entre anômalos e humanos chegou a um ponto insustentável, e Fenrir se aproveita disso para se declarar herói da revolução. Sybil já sabe de quem é filha, e sabe também que irão se aproveitar desse fato para usá-la. Presa em um jogo político lotado de intrigas, a garota símbolo dos anômalos agora terá que usar de sua recém-descoberta familiar para tentar construir um mundo melhor para os seus iguais.


Eu levei uma eternidade para terminar esse livro justamente por causa do aspecto político da história. Cada hora era uma estratégia nova, uma situação diferente, e me deu cansaço de ler essas partes. Apesar disso, eu gostei mais das partes em que Fenrir aparecia. O romance e a ação não são deixados de lado e serviram para me respirar um pouco longe das partes políticas da história. Um final excelente para uma trilogia que te prende desde o início.

Editora Gutenberg.
320 páginas.

18 de nov. de 2019

Lendo o Brasil: PARÁ – A torre acima do véu (Roberta Spindler)

Uma névoa estranha e assassina tomou conta da superfície do planeta. As pessoas sufocam, a pele arde e logo as ruas e todos os lugares ficam atulhados de cadáveres. Até mesmo os animais são afetados. Somente as pessoas que moram ou conseguiram se refugiar nos arranha-céus sobreviveram a isso. Décadas depois, Becca é uma dessas sobreviventes, mora em Rio-Aires, cidade controlada pela Torre. Ela, seu pai e seu irmão fazem trabalhos tanto para a Torre quanto para contratantes independentes. Numa dessas missões, o irmão de Becca é dado como morto. Para resgatá-lo, a jovem vai contar com a ajuda de Leon e vai acabar descobrindo mais do que imaginava.


Desde que li Contos de Meigan, me apaixonei pela narrativa da Roberta Spindler, mas confesso que quando ela anunciou o lançamento dessa distopia, não fiquei ansiosa para ler, por dois motivos: 1- em toda distopia que eu já li, tem que acontecer alguma coisa no final para me fazer odiar a história; 2- nem todas conseguem prender atenção, algumas eu terminei só por terminar mesmo e não queria que isso acontecesse com um livro da Roberta. Mesmo assim, li... e adorei.
A história é muito bem construída, prende a atenção do início ao fim sem que se fique “olhando para os lados”. Eu só achei que o final deixou pontas soltas, foi o tipo de história que se sabe que não vai ter continuação, mas que deveria.

Editora Giz Editorial.
288 páginas.

28 de out. de 2019

Lendo o Brasil: BAHIA – Chiquinha Gonzaga (Edinha Diniz)

Sinopse: Ó abre alas, que eu quero passar…” A música mais popular de Chiquinha Gonzaga bem poderia servir como lema para sua vida. Compositora e maestrina de sucesso, numa época em que mulher não tinha profissão, ela abriu caminhos e ajudou a definir os rumos da música brasileira. Deixou uma obra estimada em cerca de duas mil canções e 77 partituras para peças teatrais, maior do que qualquer compositor de seu tempo. O livro traz cerca de 90 imagens que convidam o leitor a conhecer o Rio de Janeiro da virada do século pelo olhar de grandes fotógrafos, além de fotos do acervo da família. Com uma pesquisa continuada da autora sobre detalhes da vida de Chiquinha, essa edição comemorativa dos 25 anos da obra torna-se imprescindível.


Que biografia! Lembro de ficar fascinada com a história de Chiquinha Gonzaga depois de assistir a série produzida pela Globo em 1999. As fotos, que fazem parte do acervo da família, são mais um chamariz para o livro. Só para constar: este não é o livro que inspirou a série: o livro em questão é de autoria de Dalva Lazaroni de Moraes, Chiquinha Gonzaga: Sofri e Chorei: Tive Muito Amor (a autora moveu um processo contra a Globo porque a emissora não lhe deu os devidos créditos, mas acabou falecendo antes do resultado do julgamento. Para saber mais sobre essa história, basta clicar aqui). Uma leitora prazerosa, como poucas. Livro indicado.

Editora Zahar.
316 páginas.

20 de set. de 2019

Lendo o Brasil: ALAGOAS – A volta de Alice ao País das Maravilhas (Ben Rogers)

Alice quer muito voltar ao País das Maravilhas, e acaba fazendo esse desejo ao soprar as velas de seu bolo de aniversário. De sua irmã Lorina, ela ganha um Coelho Branco, que faz Alice lembras do que viveu. O que a menina não imaginava era que durante a noite, o coelho ganharia vida e sua gata começa a caçá-lo. Ela vai atrás e cai novamente na toca do Coelho, onde encontra um corredor cheio de portas. O Gato de Cheshire aparece para ajudar a menina a desvendar o que cada porta esconde, e onde ela encontra velhos conhecidos...


Eu achei esse ebook na sorte, quando estava na moda a leitura de releituras de clássicos. Comprei, guardei para ler num momento oportuno (de tema para um desafio literário, por exemplo) e li agora, não só porque estava atrás de uma leitura mais leve. Tá certo que Alice nunca foi meu clássico favorito, mas estou gostando de ver vários autores atuais reescrevendo a história ou dando continuidade aos personagens (ao fazer Alice ter descendentes).

Editora Garcia Edizioni.
210 páginas.