8 de abr. de 2026

Brontë parsonage museum – 52 BCRC 2026

 


Título: Brontë parsonage museum
Mês: Abril
Tema: Com marca diacritica na capa
Editora Scala Arts, 48p.

Sinopse: This new publication follows one of the great British literary shrines, the Brontë Parsonage Museum in Haworth, home to Charlotte, Emily and Anne Brontë and their brother Branwell. Here the sisters wrote their remarkable novels, including Jane Eyre,Wuthering Heights and The Tenant of Wildfell Hall and the parsonage became a focus of literary tourism even during Charlotte’s lifetime.
With na illuminating introduction by Professor Ann Sumner, Executive Director of The Brontë Society, this beautifully produced book follows a major refurbishment of the parsonage, based on historical research and scientific investigation to produce a historically accurate scheme.

Um livro curtinho com muita informação sobre as irmãs Brontë e sua família. O livro fala também um pouco sobre as obras das irmãs, mas a melhor parte foi sobre a criação da Brontë Society e a descrição do que aconteceu com os lugares ligados a família, a transformação do lugar para se tornar o museu. Eu adoro esse tipo de publicação, e sendo das irmãs Brontë que eu ainda não tinha encontrado nada, foi uma ótima leitura.

6 de abr. de 2026

Mamãe bruxa (Serena Valentino) – 52 BCRC 2026


 

Título: Mamãe bruxa: a história da vilã da Rapunzel
Autora: Serena Valentino
Mês: Abril 
Tema: Bookface
Editora Universo dos Livros, 336p.

Gothel vive com as irmãs na Floresta dos Mortos. Ansiosa pra assumir o lugar de sua mãe, ao mesmo tempo em que quer manter as irmãs do seu lado, Gothel acaba matando a mãe. Sem entender porque suas irmãs estão doentes, ela aceita a ajuda das Irmãs Esquisitas, sem saber do papel que as três desempenharam para destruir o lugar que ela sempre conheceu como lar. Quando a rainha está a beira da morte, o rei busca a flor dourada para salvar a esposa. Mas Gothel vai cobrar por isso e sequestra a princesa chamada Rapunzel, o nome da flor que salvou sua mãe. Sempre mantendo a moça presa por conta de seus cabelos de propriedades mágicas, a bruxa só pensa em trazer suas irmãs de volta e se manter jovem...

Quando eu li a sinopse desse livro, fiquei tentando me lembrar da primeira versão do conto da Rapunzel que li, e por mais que tente, não lembro se tinha alguma referência a flor dourada que salva da morte (mas isso eu tenho que pesquisar direito). De qualquer forma, eu gostei muito dessa história.
Acho que foi o livro dessa série que mais gostei até agora, apesar do filme não ser favorito. O bacana é que como existe o filme, a autora não perde tempo repetindo os acontecimentos, ela realmente foca em Gothel. Quero muito chegar no fim da série pra entender qual é o verdadeiro papel das Irmãs Esquisitas em toda a história. Livro muito bom.

3 de abr. de 2026

Aniversário de lançamento: O castelo animado

O início de uma história de fantasia começou a ser contada há 40 anos por Diana Wynne Jones, uma excelente escritora que foi aluna de ninguém mais, ninguém menos que C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien. Para comemorar, nada de palavra cruzada. Um jogo diferente e talvez mais fácil (se você já conhece a história).



27 de mar. de 2026

198 livros: PERU – Cartas a um jovem escritor (Mario Vargas Llosa)

Sinopse: Em uma série de reflexões em forma de cartas, Vargas Llosa responde às inquietações de quem deseja trilhar o caminho da escrita. Combinando experiências pessoais, análise de grandes obras e discussões sobre técnica narrativa, o autor reflete sobre elementos essenciais do romance ― como tempo, espaço, narrador e ritmo ― e oferece preciosos conselhos sobre os mais variados temas, como disciplina e vocação.
Ao revelar como a literatura pode ser uma forma de entender o mundo e a si mesmo, ele reafirma a importância da imaginação e da liberdade criativa. O resultado é uma aula magistral sobre o ofício da escrita para todos que partilham da paixão pelos livros.
Em primeiro lugar, eu tenho que dizer que esse livro não foi minha primeira opção. Pelo seu tipo, livro de cartas e livro de “recomendações” (ou dicas, apesar de que nenhuma dessas duas palavras defina muito bem o que quero dizer), eu fiquei muito na dúvida sobre ele, porque adoro livro de cartas mas não gosto muito do outro tipo. Li. Gostei. Principalmente porque o autor fala de suas próprias experiências pessoais.

Editora Alfaguara.
176 páginas.

25 de mar. de 2026

História universal da destruição de livros (Fernando Baéz) - DAL 2026




Título: História universal da destruição de livros
Autor: Fernando Baéz
Mês: Março
Tema: Letra F
Editora Ediouro, 438 p.

A queima e destruição de livros e bibliotecas ao longo da história da humanidade. Este é o foco de análise do livro de Báez. Através de um longo estudo, o autor mostra que o “extermínio” de livros começou há muito tempo. Seu livro traça uma rota pelas várias épocas da história mundial e mostra como a ignorância (e a também a genialidade), a intolerância a sede pelo poder e o medo foram responsáveis pela destruição dos livros, desde as tabletas de argila até os grandes centros de conhecimento (museus e bibliotecas).
Na região que hoje se conhece como Oriente Médio e onde encontrava-se os reinos da Assíria e Babilônia, escavações revelam a existência de grandes bibliotecas antigas. No Egito faraônico, o faraó monoteísta Akhnatón foi responsável pela destruição de textos no afã de consolidar seu culto ao deus único. Na Grécia, Hipócrates talvez tenha destruído os livros do Templo da Saúde de Cnido para evitar acusações de plágio. A grande biblioteca de Alexandria sofreu diversas destruições ao longo da história da cidade. Em Israel, a história afirma que existiram os profetas bibliófagos (que comiam livros). Na China, ocorreu uma perseguição aos textos budistas. O Império Romano também foi um grande responsável pela censura e destruição de papiros, o que só abriu a porta para a destruição maciça nos primórdios do cristianismo.
Na Idade Média, as bibliotecas ficaram fechadas como túmulos: as obras de Dante e o Talmude foram alguns dos livros proibidos. Em Bagdá, livros foram exterminados, enquanto o Corão foi destruído na Espanha da Reconquista. No México, índios conquistadores foram responsáveis pela destruição de textos e escritos da sociedade oposta. Até mesmo na época renascentista, momento de “iluminação” e “esclarecimento”, bibliotecas foram destruídas e desapareceram completamente. A Inquisição censurou, proibiu e queimou, Na Inglaterra, livros desapareceram graças a acidentes e desastres. As revoluções e guerras de independência também forma responsáveis pelo desaparecimento de milhares de livros.
Durante a Segunda Guerra Mundial, bibliotecas foram bombardeadas e os nazistas foram responsáveis pelo que se conhece como bibliocausto. Duas grandes bibliotecas, a de Los Angeles e Leningrado, sofreram incêndios dignos de nota. No Báltico, na China, Argentina, Cuba e Palestina, livros foram e continuam a ser destruídos devido a conflitos. O ódio étnico foi responsável pela destruição de livros na Chechênia. Os livros infantis sobre o garoto bruxo Harry Potter também serviu como desculpa para religiosos fundamentalistas afirmarem suas crenças ao queimarem exemplares. Além de tudo isso, os livros ainda precisam lidar com seus inimigos naturais. Finalmente, o terrorismo, responsável por ceifar muitas vidas humanas ao longo do tempo, foi responsável pela destruição do conhecimento, o que leva de volta ao lugar onde tudo começou: Oriente Médio, berço da escrita, também palco da destruição de sua memória.

A primeira vista, o livro de Báez parece ser um daqueles livros acadêmicos que só são lidos quando se está escrevendo um artigo ou tese. Mas quando se começa a leitura, existe certa dificuldade em parar, talvez porque a abordagem sobre a destruição de determinado aspecto da história humanidade chame tanto a atenção. E o livro não é, desde sua forma mais primitiva, um importante aspecto desta história? A cada capítulo, percebe-se a quantidade de erros cometidos pelos homens para se livrar de um povo, uma doutrina (religiosa e/ou política), uma raça, uma história. Porém, ao mesmo tempo em que a destruição de livros serviu para eliminar uma cultura, também serviu para estabelecer outra. 
Vale ressaltar que, quando se fala em destruição de livros, também está sendo abordada a destruição de grandes bibliotecas, museus e de vários tipos de documentos. O livro de Báez traça um excelente panorama histórico para mostrar um dos maiores crimes da humanidade. Definitivamente, umas das melhores leituras do ano.