Mostrando postagens com marcador Desafio Literário Skoob 2020. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desafio Literário Skoob 2020. Mostrar todas as postagens

18 de dez. de 2020

Neruda para jovens (Pablo Neruda) – DLS 2020


Título: Neruda para jovens
Autor: Pablo Neruda
Mês: Dezembro
Tema: Um livro de poesias
Editora José Olympio, 155p.

Sinopse: "Gosto quando tu calas porque estás como ausente, e me ouves desde longe, e minha voz não te toca. Parece como se teus olhos houvessem voado e parece que um beijo te fechara a boca. [...]
Deixa-me que te fale também com teu silêncio claro como uma lâmpada, simples como um anel! És como uma noite mais calada e constelada. Teu silêncio é de estrela, simples, longe do céu."
Vinte poemas de amor e uma canção desesperada.

Dentre os escritores chilenos que eu encontrei, Pablo Neruda foi o melhor indicado. Durante as buscas por algum livro dele que me chamasse atenção, encontrei alguns de poesia mas como o estilo não é meu forte continuei procurando... E acabei escolhendo esse (ironia). Acho que o que acabou me convencendo a escolher esse foi o fato da edição ser bilíngue, o tipo de livro que eu adoro. Sobre os poemas, são carregados de melancolia e uma ternura muito fortes. Recomendo.

16 de nov. de 2020

Os arquivos perdidos (Pittacus Lore) – DLS 2020


Título: Os arquivos perdidos: a última defesa
Autor: Pittacus Lore
Mês: Novembro
Tema: Um livro assinado por um pseudônimo
Editora Intrínseca, 104p.

Malcom, Sam e John estão planejando o próximo passo contra Setrákus Ra. Enquanto os jovens e os agentes federais viajam para Nova York, Malcom fica na casa de Adam, o mogadoriano traidor, para tentar descobrir mais coisas sobre os mogs. Quando tudo dá errado em Nova York, os mogs se encaminham para Ashwood, enquanto agentes do FBI tentam resgatar Malcom e leva-lo ao encontro do presidente, onde Malcom relata tudo que sabe. Mas a situação complica quando a filha do presidente começa a manifestar os mesmos poderes que os lorienos...

Achei que estava faltando mesmo um ponto de vista de Malcom sobre essa história. Para a conclusão da história, falta só mais um ebook e o último livro da série sobre Lórien, e eu estou muito ansiosa para saber como isso tudo termina, considerando tudo que já aconteceu até agora (e que me surpreendeu até demais). Como falei sobre o ebook anterior, novamente é introduzido um novo personagem que desenvolveu os mesmos poderes dos jovens de Lórien, e se isso vai trazer algum diferencial para o fim da história, ainda falta ver. Recomendo.

19 de out. de 2020

Sombras e segredos (Kieron Gillen) – DLS 2020


Título: Sombras e segredos
Autor: Kieron Gillen
Mês: Outubro
Tema: Um livro recomendado por um booktuber
Editora Panini, 164p.

Depois de descobrir a identidade do piloto responsável pela destruição da Estrela da Morte e que o imperador mentiu para ele, a caçada a Luke Skywalker se transforma em algo pessoal para Darth Vader. Para isso, ele conta com os serviços do caçador de recompensa Boba Fett e da arqueóloga Doutora Aphra. No meio do caminho, Darth Vader precisa lidar com seus rivais, escolhidos pelo imperador para duelar pela posição de seu aprendiz.

Esse é o Livro 2 que engloba os volumes 7 a 12 das HQs de Darth Vader. Eu já tinha visto muitos canais no youtube falando das Hqs de Star Wars, alguns utilizam as hqs para falar das teorias, outras são resenhas, mas eu escolhi esse canal do Comicstorian porque esse faz uma leitura dramática da história em questão, o Livro 2 da Hq de Vader, que fala dos acontecimentos entre os episódios IV e V.



E foi por isso que me animei a comprar as Hqs de Vader, porque depois das prequels e de toda a crítica e do ódio gratuito contra os filmes, eu me afastei de tudo relacionado a saga. Completamente indicados, tanto a Hq quanto o canal.

21 de set. de 2020

O homem que buscava sua sombra (David Lagercrantz) – DLS 2020



Título: O homem que buscava sua sombra
Autor: David Lagercrantz 
Mês: Setembro 
Tema: Um livro muito criticado 
Editora Companhia das Letras, 360p. 

Por seu envolvimento nos acontecimentos sobre o assassinato do professor Frans Balder, Lisbeth Salander tem que cumprir dois meses de prisão e vai parar na cadeia com as prisioneiras mais perigosas do país. Depois de falar com seu antigo guardião, Palgrem, ela acaba ficando desconfiada sobre antigos documentos que falavam de um tipo de experimento realizado com gêmeos (que tem a ver com ela e sua irmã e muitos dos seus traumas de infância). Ao mesmo tempo em que Lisbeth tenta libertar uma jovem detenta que sobre abusos e violência na cadeia, ela entra em contato com Mikael Blomkvist para tentar desvendar mais mistérios de seu passado. E é aí que entra o nome de Leo Mannheimer, cuja própria história é um caso à parte... 

Eu não fazia muita ideia de qual livro escolher para esse tema do desafio, porque na minha cabeça, “livro muito criticado” era “livro proibido ou banido”, e das várias listas sobre esse tema eu já tinha lido alguns e não queria ler outros por falta de afinidade. Então fui atrás das séries que me faltam terminar e de resenhas sobre os livros e vi que esse quinto da série Millennium (e segundo escrito por David Lagercrantz, que “substituiu” Stieg Larsson na continuação da série) foi um livro bastante criticado. 
Na verdade, as críticas sobre a história não focar mais em Lisbeth e Mikael já vem do quarto livro (e primeiro de Lagercrantz), e comparando com o último livro da série, este me pareceu o segundo mais criticado. E as resenhas sempre falando a mesma coisa: seja achando a história boa ou ruim, o foco está sempre no fato de que o enredo pode até girar em torno de acontecimentos relacionados a Lisbeth e Mikael, mas eles mesmos acabam não aparecendo muito na ação da história. 
Agora, sobre a história. Sim, o livro começa com Lisbeth, Mikael se envolve na investigação, ambos tem papéis que “movimentam” a história, mas eu comecei a entender as críticas, porque mesmo que tudo comece com Lisbeth e uma parte central do enredo seja sobre ela, o autor acaba dando mais destaque as pessoas que fazem parte dos segredos a serem desvendados, e a ação é pouca, mesmo Lisbeth estando envolvida nela. Além disso, eles adicionaram uma história à parte (do Leo Mannheimer) que mesmo tendo ligação com a história de Lisbeth, ainda assim se transformou em uma história separada, digamos assim. 
O que me deixou surpresa foi que existem manuscritos deixados por Larsson que Lagercrantz escolheu não utilizar (e saber disso me lembrou tanto Star Wars e o fato de que não utilizaram as ideias do Lucas pra trilogia sequel, e agora até rumor que essa trilogia deixaria de ser cânone surgiu, o que me enlouqueceu, mas voltando...) e isso acaba sendo decepcionante, porque não tem problema o novo autor querer colocar suas próprias ideias, mas precisa ter consciência de que tudo começou com outra pessoa. Enfim. Não achei o livro decepcionante, mas concordo que Lisbeth está bem diferente da trilogia original; não desmerece a história, mas se entende as críticas. Mesmo assim, recomendo.

14 de ago. de 2020

Piloto de guerra (Antoine de Saint-Exupéry) – DLS 2020


Título: Piloto de guerra
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Mês: Agosto
Tema: Um livro de um autor russo ou francês
Editora Penguin, 192p.

Sinopse: Livro sobre a Segunda Guerra traz faceta menos conhecida do autor de O Pequeno Príncipe O francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) consagrou-se como autor de O Pequeno Príncipe, um dos romances mais lidos do século xx, mas seus demais livros deixam ver uma obra multifacetada e de alcance reflexivo surpreendente. É o caso de Piloto de guerra. Durante a Segunda Guerra Mundial, Saint- Exupéry serviu como piloto nas forças armadas francesas. Em 1940, foi designado para um sobrevoo da região de Arras, ao norte da França, numa missão de alto risco. Em parte relato dessa expedição, em parte indagação sobre o sentido da guerra — o conflito não é uma aventura, mas uma doença, afirma o narrador —, Piloto de guerra é um clássico a ser redescoberto por todas as gerações de leitores.

Eu gostei muito desse livro. Como piloto durante a Segunda Guerra Mundial, ele testemunhou a tragédia da vida dos cidadãos: a fome que se abateu sobre as pessoas, a tristeza por não poder fazer muita coisa frente a destruição de seu país. O relato deste livro se centra em um único acontecimento: um vôo de reconhecimento para descobrir tropas alemãs na França. Escrito antes do Pequeno Príncipe, pode-se pensar à primeira vista que devido ao tema, o autor utiliza uma linguagem não muito acessível, mas não é isso que acontece: a linguagem é agradável devido as metáforas que ele utiliza a todo momento. Uma das surpresas desse ano, recomendo.

17 de jul. de 2020

Marcas da guerra (Chuck Wendig) – DLS 2020


Título: Marcas da guerra
Autor: Chuck Wendig
Mês: Julho
Tema: Um livro que contenha violência ou abuso
Editora Aleph, 408p.

Meses depois da destruição da segunda Estrela da Morte e do fim do império, o piloto Wedge Antilles está viajando pelos planetas da orla exterior para tentar descobrir de onde saem os suprimentos que estão sustentando os imperiais remanescentes. A ponto de desistir, ele se depara com uma reunião de um grupo de imperiais no planeta Akiva, sob a “direção” de Rae Sloane, que quer organizar a situação do império, mas a almirante descobre que isso vai ser difícil, pois os oficiais agora só visam os próprios objetivos. Ao tentar descobrir mais, Antilles acaba sendo sequestrado. Enquanto isso, Norra, uma piloto rebelde, quer voltar para casa em Akiva para pegar o filho e sumir do planeta, mas Temmin não quer muito saber da mãe que o abandonou para lutar na guerra. Ao descobrir da prisão de Antilles, Norra tenta resgatá-lo enquanto busca ganhar a confiança do filho, e acaba se unindo ao ex-agente de lealdade imperial Sinjir Rath Velus e a caçadora de recompensas Jas Emari.

Este é o primeiro livro do cânone oficial e da trilogia Afternath que mostra o que aconteceu entre os episódios VI e VII da saga de Star Wars. No início, fiquei confusa, mas no decorrer da leitura, percebe-se que essa é a intenção, já que a história retrata o momento de transição do império para a nova república. Além disso, eu esperava ver algum dos personagens principais dos filmes (dito Leia, Luke e Han), mas eles são somente mencionados e por isso tive dificuldade de me ambientar. Mas depois que a história foi fluindo, consegui aproveitar a leitura. Esse livro é bem diferente dos outros já lançados porque foca no outro lado da guerra: nas pessoas reais, não nos heróis, mostrando de que forma as pessoas sofreram durante a guerra e o que ainda estão passando nesse momento de transição. Esse tipo de história sempre é uma boa pedida para se perceber que só porque o inimigo foi derrotado, a vida da população não vai voltar ás mil maravilhas como num passe de mágica. Aquele tipo de livro que você não se contenta em dar somente cinco estrelas, muito mais que indicado.

19 de jun. de 2020

Fazendo meu filme 10 anos (Paula Pimenta) – DLS 2020


Título: Fazendo meu filme 10 anos: os bastidores da história da Fani
Autora: Paula Pimenta
Mês: Junho
Tema: Um livro que a trama se passe no Brasil
Editora Gutenberg, 95p.

Sinopse: "Hoje eu sei que nenhum filme é melhor do que a própria vida." (Fani) Que adolescente nunca sonhou com o primeiro amor, a primeira viagem internacional e a descoberta da profissão perfeita? Ou que nunca teve conflitos com amigos e passou por descobertas e anseios? Assim é Fazendo meu filme, da autora best-seller Paula Pimenta. Uma história tão parecida com a de tantos outros jovens, mas ao mesmo tempo tão singular. Nessa edição comemorativa pelos 10 anos do início da série, você verá curiosidades, entrevista inédita com a autora, pôsteres, playlists das músicas, quiz. Tudo sobre os bastidores dessa história de amor e de amadurecimento que conquistou - e continua conquistando - milhares de pessoas. Descubra todos os detalhes da série juvenil nacional mais vendida dos últimos tempos.

Um livro delicioso. Eu cheguei nos livros da Paula Pimenta por pura curiosidade sobre escritores brasileiros, comecei a ler e me apaixonei. Então, ter em mãos esse livro, que conta a história da Paula, sua vida em Belo Horizonte e como sua carreira de escritora começou com Fani foi muito bom. O livro traz muitas fotos da escritora e da família dela, das fãs, relatos de pessoas próximas que viram a história de Fani tomar forma, além de curiosidades para os leitores. Recomendo.

18 de mai. de 2020

We can be mended (Veronica Roth) – DLS 2020


Título: We can be mended
Autora: Veronica Roth
Mês: Maio
Tema: Um livro com enredo futurista
Editora Katherine Tegen Books, 29p.

Cinco anos depois do fim da guerra, Tobias ainda luta para entender e superar seus medos. No mundo atual agora convivem juntos moradores periféricos, ex-membros da facção, exilados e migrantes. É um mundo novo e melhor - um mundo em que ele não sabe ao certo como pertencer. Como todo mundo parece seguir em frente, Tobias ainda é assombrado por aqueles que não puderam. Mas novas conexões de velhos amigos o ajudam a começar a curar - e a consertar.

Interessante o que acontece com Tobias. Achei bom a autora não deixar com que ele ficasse eternamente de luto pela Tris, e logo de início se percebe o que acontece com ele e Cristina. Mesmo assim, a história ainda deixa algo a se imaginar entre eles, por isso eu curti. Gostaria que fosse um ebook maior só um pouco (ele tem só 29 páginas). Recomendado.

20 de abr. de 2020

A guerra não tem rosto de mulher (Svetlana Alexievich) – DLS 2020


Título: A guerra não tem rosto de mulher
Autora: Svetlana Alexievich
Mês: Abril
Tema: Um livro de um autor vencedor ao nobel de literatura
Editora Companhia da Letras, 392p.

Vou dizer o seguinte: sem ser mulher não dá para sobreviver na guerra.

Elas foram atiradoras de elite e enfermeiras. Desarmaram minas terrestres e bombas. Foram pilotas, médicas de campo, oficiais de comunicação. Estas mulheres combateram com os filhos nas costas. Em relatos curtos e médios (às vezes contidos e não tão honestos), a autora fala que as mulheres tiveram que lidar com piolhos, lama e sangue, que endurecia e causava bolhas (já que elas não tinham como trocar de roupa). Esses relatos dão voz a história das mulheres que lutaram no exército vermelho durante a Segunda Guerra Mundial.

A vila da minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram.

OMG! Depois de ler Vozes de Tchernóbil, achei que estava preparada para mais um livro desta autora. Até porque não é a primeira vez que leio um livro sobre guerra. Não achei que fosse possível, mas esse livro conseguiu me chocar mais do que o primeiro. Foi difícil até resenhar, dada a quantidade de questionamento que ficou na minha cabeça depois que terminei de ler. O relato é brusco, fala com uma franqueza absoluta sobre o efeito da guerra na vida dessas mulheres. Mesmo assim, não se ignora o lado feminino delas (elas queriam estar bonitas). Um livro completamente arrebatador, muito recomendado.

16 de mar. de 2020

Caçadores de obras-primas (Robert M. Edsel) – DLS 2020


Título: Caçadores de obras-primas
Autor: Robert M. Edsel
Mês: Março
Tema: Um livro que virou filme ou série de TV
Editora Rocco, 524p.

[...] Para a maioria dos soldados, guerra era uma circunstância. Mas para alguém como James Rorimer, era a missão de toda uma vida. Hitler tinha dado o tiro de advertência no mundo das artes em 1939, quando a blitzkrieg da Polônia incluiu unidades encarregadas do roubo deliberado de peças de arte e da destruição dos monumentos culturais daquele país. O evento divisor de águas veio logo depois, quando os nazistas capturaram o retábulo Veit Stoss – um tesouro nacional polonês – e o levaram para Nuremberg, na Alemanha. [...]

Durante a Segunda Guerra Mundial existiu um grupo de soldados chamados Monuments Man responsáveis por dificultar ou impedir que os nazistas comandados por Hitler roubassem ou destruíssem obras de artes e monumentos históricos espalhados pela Europa. A estimativa é que em sua campanha para transformar a Alemanha no centro no novo reich, os nazistas tenham se apossado de mais de 5 milhões de objetos de vital importância para a cultura mundial.
Obras famosíssimas foram roubadas de museus e colecionadores particulares, principalmente judeus. No início, o trabalho dos Monuments Man era diminuir os dados causados as bibliotecas, museus e arquivos, mas o avanço das tropas de Hitler levaram esses homens a localizarem os objetos perdidos ou roubados, e no fim da guerra, a devolvê-los.

Eu já havia lido um livro sobre esse tema, Salvando a Itália, para outro desafio esse ano, então já sabia como funcionava o trabalho dos MM. A diferença é que neste livro de agora, o foco não está focado em um país só. A pesquisa de Edsel engloba a ação desses soldados na França, Bélgica e a própria Alemanha. Novamente fiquei impressionada com o nível da pesquisa feita pelo autor, que mostra os nazistas como saqueadores que não tem a verdadeira noção do valor do seu saque, mas também como organizadores de obras de arte, que montaram relatórios sobre os objetos mais valiosos, com seus nomes e de que lugar haviam sido tirados, com o objetivo de facilitar aos oficiais que escolhessem para suas coleções particulares.

Em 1940, Hitler (por intermédio de Goebbels, seu ministro da propaganda) havia encomendando um inventário, mais tarde conhecido como o Relatório Kümmel – nome de seu principal copista, o Dr. Otto Kümmel, diretor geral dos Museus Estaduais de Berlim. O inventário relacionava todas as obras de arte do mundo ocidental – França, Países Baixos, Grã-Bretanha e até os Estados Unidos (que Kümmel disse possuir nove dessas obras) – que por direito pertenciam à Alemanha. Segundo a definição de Hitler, isso incluía todas as obras tiradas da Alemanha desde 1500, todas as obras de qualquer artista de ascendência alemã ou austríaca, todas as obras encomendadas ou terminadas na Alemanha, e todas as obras consideradas feitas em um estilo germânico. O Retábulo de Gand era nitidamente um modelo e emblema definidor da cultura belga, mas para os nazistas era de estilo “germânico” o suficiente para pertencer a eles.

A Adoração do cordeiro místico ou Retábulo de Grand (como é mais comumente conhecido), foi encomendado a Hubert van Eyck e terminado em 1432. Composto de 24 obras individuais com temas associados, a peça completa tem em seu painel central a origem de seu nome, mostrando o Espírito Santo na forma de uma pomba brilhando sobre ele e a multidão em torno.

JAN VAN EYCK, RETÁBULO DE GHENT (interior), 1432. Óleo sobre painel, 3,5 x 4,6 m. Catedral de Saint Bavo, Ghent, Bélgica. Reproductiefonds/photo Hugo Maertens)

Um dos tesouros artísticos mais importantes da Bélgica, seis dos painés do Retábulo haviam pertencido ao estado germânico até o fim da Primeira Guerra Mundal, quando o Tratado de Versalhes obrigou os alemães a entregarem a obra como indenização de guerra à Bélgica. Daí a fixação de Hitler.

Hitler sabia que era impossível roubar obras-primas famosas na escala do Retábulo de Gand sem atrair a condenação do mundo. Embora tivesse a mentalidade de um conquistador – ele acreditava que tinha direto aos espólios de guerra e estava determinado a tê-los –, Hitler e os nazistas tinham feito de tudo para estabelecer novas leis e procedimentos a fim de “legalizar” as atividades de pilhagem que se seguiriam. Isto incluía obrigar os países conquistados a lhes darem certas obras como termo de rendição. Países do Leste Europeu como a Polônia estavam destinados, segundo o plano de Hitler, a se tornarem desertos industriais e agrícolas, onde escravos eslavos produziriam bens de consumo para a raça dominante. A maior parte dos ícones culturais foi destruída; seus grandes prédios arrasados; suas estátuas derrubadas e derretidas para fazer balas e bombas de artilharia. Mas o Ocidente era a recompensa da Alemanha, um lugar para arianos desfrutarem os produtos de sua conquista. Não havia necessidade de privar esses países de seus tesouros artísticos – pelo menos não de imediato. O III Reich, afinal de contas, duraria mil anos. Hitler deixou intocadas obras de estatura comparável a do Retábulo de Gand, tais como Mona Lisa e A ronda noturna, mesmo sabendo exatamente onde estavam escondidas. Mas ele cobiçava o Cordeiro.

Tenho que dizer que duas coisas me impressionaram nesse livro: o fato de ter uma mulher fazendo de um tudo na França para evitar o roubo das artes, e quando isso não foi possível, para descobrir para onde os objetos roubados haviam sido levados. Seu nome era Rose Valland, que trabalhava no Jeu de Paume e serviu como espiã para Jacques Jaujard, diretor dos Museus Nacionais da França. Rose Valland, com vontade e coragem de ferro, se manteve no museu durante os vários saques, peitando oficiais nazistas e foi responsável por retardar a partida dos últimos trens alemães transportando valiosas obras de arte dos maiores colecionadores particulares franceses.
A segunda coisa foi descobrir que o castelo de Neuschwanstein, obra do rei bávaro Ludwig, construído no século XIX, serviu como ponto de guarda para, dentre outras, 20 mil obras roubadas que passaram pelo Jeu de Paume. Devido a sua localização (ele estava no alto de um afloramento rochoso nos Alpes Bávaros, isolado e quase inacessível aos veículos modernos), os Monuments Men levaram seis semanas para esvaziá-lo, utilizando os vários lances de escada (não existiam elevadores).

NEUSCHWANSTEIN, ALEMANHA: (National Archives and Records Administration, College Park, MD)

Por ser mais “completo” e dar um panorama mais geral, ao invés de focar em somente um país, eu aproveitei mais a leitura desse livro. Gostei muito de ver que uma mulher teve um papel ativo na proteção das obras, sem nunca abaixar a cabeça para os desmandos nazistas, mesmo quando sua vida estava em jogo. Também foi interessante ver o trabalho dos Monuments Men dentro da própria Alemanha, mesmo quando os horrores dos campos de concentração nazistas chegaram ao conhecimento dos oficiais aliados e fizeram com que o ódio pela Alemanha aumentasse. Como Salvando a Itália, esse livro é um verdadeiro tesouro para amantes de arte e história. Completamente indicado.

19 de fev. de 2020

O livro do feminismo – DLS 2020


Título: O livro do feminismo
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro polêmico
Editora Globo, 352p.

Sinopse: Nasce-se mulher ou torna-se uma? Homens podem ser feministas? Ainda precisamos do feminismo no século XXI? Este livro responde questões como essas e outras ao explorar a luta por igualdade ao longo da história. Escrito em linguagem clara e recheado de imagens, infográficos e boxes que vão direto ao ponto e explicam as teorias mais complexas, O livro do feminismo examina as ideias inovadoras e ações pioneiras que serviram de modelo para esse movimento tão fascinante e diverso. Quer você seja uma feminista desde sempre ou esteja buscando informações sobre o movimento, aqui você vai encontrar muito conteúdo para se inspirar e se engajar.

Desde que começaram a lançar em português os livros da série “As grandes idéias de todos os tempos”, eu passei a pesquisar sobre a coleção lá fora. Até entrei em contato com a editora para saber sobre os livros de Sherlock Holmes, Shakespeare, Arte e Star Trek (eu quero muito que lancem um sobre Star Wars) e do Feminismo. Até tinha conseguido em inglês, mas ficou guardado na estante, então quando vi que seria lançado em português, comemorei. O livro traz uma cronologia muito boa que ajuda a entender o movimento feminista desde o início, assim como as suas quatro ondas e suas variações. Questões polêmicas como aborto e controle de natalidade são muito bem abordadas e até me ajudaram a tirar algumas dúvidas que eu tinha (honestamente, foi a parte que mais gostei do livro). Completamente recomendado.

20 de jan. de 2020

Os arquivos perdidos (Pittacus Lore) – DLS 2020


Título: Os arquivos perdidos: o despertar dos legados
Autor: Pittacus Lore
Mês: Janeiro
Tema: Um livro escrito por mais de um autor
Editora Intrínseca, 89p.

Quando Harlem, o bairro onde Dani vive, começa a ser atacado pelos mogadorianos, a única preocupação da menina é ir buscar a mãe. Mas durante sua fuga, ela descobre que tem os mesmos poderes de John Smith, o et “bonzinho” que ela viu na tv. Ainda sem entender o que está acontecendo com si mesma, Dani vai derrubando mogadorianos pelo caminho e ajudando quem pode. Ela é salva por John e Sam, e passa a entender um pouco mais do que está acontecendo com ela, ao mesmo tempo em que a busca por sua mãe não está dando resultados...

Engraçado que mesmo com esses títulos que dão na cara o que vai acontecer nas histórias curtas desses ebooks, eu ainda consigo ficar na expectativa do tema principal, mesmo com a história já no final. Dessa vez não foi diferente. O interessante é que, como só falta um livro para terminar a série, inserir um personagem novo que tem os mesmos poderes do grupo principal pode ser que traga a morte de mais algum dos lorienos. Se isso vai acontecer, não sei, mas já imagino quem pode ser, dado o final do último livro. Como sempre, recomendo.

6 de jan. de 2020

Feliz 2020!


Depois que eu descobri que os desafios literários são excelentes maneiras de se esvaziar uma lista de leitura, então lá vou eu continuar com o Desafio Literário Livreando 2020, do blog Livreando;


o Desafio Literário Skoob 2020, pelo facebook;


o Desafio Literário Livraria Cultura, esse ano com o marcador azul;


os Desafio A volta ao mundo em 198 livros e Desafio Lendo o Brasil. Esse ano consegui encaixar nos desafios mais livros da minha estante, só tive que correr atrás de uns poucos, então considerando a quantidade de livros não lidos que eu tenho, consegui sair no lucro rsrsrsrs