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14 de nov. de 2025

Pantera Negra (Jesse J. Holand) - DLL 2025


 

Título: Pantera Negra: quem é o Pantera Negra?
Autor: Jessé J. Holand
Mês: Novembro
Tema: Um livro de autor negro
Editora Novo Século, 272p.

Por muitos e muitos anos, enquanto o restante do continente africano era devastado por vários desgraças e o povo era capturado para ser escravizado, o reino de Wakanda sobreviveu escondido, protegido por uma sucessão de reis-guerreiros abençoados pela deusa Pantera. T’Challa é o último desses reis. Um homem aberto ao que acontece no mundo de fora mas que tem a proteção de Wakanda como sua máxima obrigação, T’Challa agora deve fazer de tudo para proteger seu reino de invasores que estão atrás de suas riquezas, ao mesmo tempo em que presta contas ao seu passado ficando frente a frente com o assassino de seu pai.

Eu amei esse livro. Adorei como o Pantera Negra corresponde exatamente ao papel de herói e rei, preocupado com sua família, com os cidadãos de Wakanda, ao mesmo tempo em que põe em prática o seu conhecimento científico (sim, ele é um nerd). A história sobre o assassinato do rei adquire muito mais camadas do que o que vimos no filme e as aparições da Pantera foram o que mais me fez desejar ver esse livro como filme. Um livro que prende do início ao fim.

10 de ago. de 2020

A morte do Capitão América (Larry Hama) – DLL 2020


Título: A morte do Capitão América
Autor: Larry Hama
Mês: Agosto
Tema: Um livro de super-herói
Editora Novo Século, 287p.

Depois da Guerra Civil, Steve Rogers se rende e o Homem de Ferro vence a briga sobre o tratado que regulariza a situação dos super-heróis. Infelizmente, não fica só nisso, e no dia do julgamento do Capitão América, o impensável acontece. Agora todos os seus amigos tem que aprender a lidar com o luto. Enquanto Buck Barnes, a Viúva Negra e o Falcão caçam o responsável pelo assassinato, Tony Stark busca recuperar o corpo de Steve, e a agente Sharon precisa lidar com um novo acontecimento sério em sua vida ao mesmo tempo em que luta contra sua própria mente.

Esse livro é muito bom. Pelo título, passa a impressão de ser uma coisa final, mas está longe de ser. Pelo contrário. Você pode pensar que pelo título não vai ter nenhuma surpresa, mas isso é um senhor engano. A história não tem pausa, é ação direto, e o fato de ter vários pontos de vista pode confundir um pouco, mas o autor não fica de enrolação, então não fica difícil se situar depois dos primeiros capítulos. A minha surpresa ficou mesmo por conta de quem o mata, eu nunca imaginei isso, e até mesmo depois que li e reli para confirmar que não tinha lido errado, foi difícil aceitar. Até mesmo os personagens secundários causaram surpresa (Sharon Carter, principalmente ela!). Adorei ver novamente Buck Barnes e seu romance com a Viúva Negra, uma coisa que eu só ouvia falar de quem conhece as Hqs. Livro excelente, completamente recomendado.

14 de ago. de 2017

Guerra civil (Stuart Moore) – IDY 2017


Título: Guerra civil
Autor: Stuart Moore
Mês: Agosto
Tema: Autor que você nunca leu
Editora Novo Século, 318p.

Thor está morto. Nick Fury também. No lugar do líder da S.H.I.E.L.D, está Maria Hill, mais determinada que nunca em capturar e prender os superhumanos que não se cadastraram pela nova lei do governo. Tony Stark e Steve Rogers sentem uma espécie de culpa por ambas as coisas, pois eles se questionam se poderiam ter impedido a morte de Fury, já que agora os heróis não tem mais seu “líder” ou “mentor”. A morte de Thor também pesa na consciência de ambos: enquanto Stark acha que os Vingadores poderiam ter ajudado o deus do trovão no Ragnarok, Rogers pensa que se Thor estivesse com eles, de alguma forma a morte de Golias teria sido impedida. De um lado, o Homem de Ferro afirma que os heróis devem ser registrados e regulamentados, do outro, o Capitão América se recusa a tomar uma atitude que, a seu ver, só irá tolher a liberdade dos heróis. As discordâncias entre eles só fazem crescer, enquanto tentam recrutar aliados para suas respectivas causas. Famílias viram alvos dos inimigos, casais se separam por questões ideológicas, amigos viram inimigos, mortes com as quais ninguém sabe lidar muito bem, tudo isso vai fazendo com que os heróis percebam que a verdadeira guerra deve ser travada para proteger vidas humanas, não para destruí-las.

Ok. Sobre esse livro. A primeira coisa a falar dele é que eu arrastei demais a parte 1. Não sei porque, afinal, livros que são como este, onde a ação ocupa início, meio e fim da história, eu geralmente não consigo largar até terminar, de preferência no mesmo dia. Mas, nossa, como eu arrastei a leitura. Cheguei na parte 2 com muita força de vontade e só fui me interessar mesmo na parte seguinte. Sobre a história, é difícil falar além do óbvio (que tem muita ação, muita pancadaria, e morte que eu nem imaginava, já que estava com o filme na cabeça). Não li os quadrinhos, então até isso fica difícil de comparar, e não quero traçar paralelos com o filme também. Acho que o fator principal atraente deste livro (para mim) foi que, além de mostrar e me fazer lembrar de alguns super-heróis que até agora não apareceram nas adaptações, eu pude entender o porque de tanta gente tomando partido na briga entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Finalmente me toquei que, como todo filme, a história é suavizada, tanto no caráter dos personagens quanto na questão da violência. Na época do filme, eu não escolhi lados e não entendia como as pessoas podiam preferir um ao outro, porque na minha visão limitada, ambos tinham bons motivos para agir como agiam. Agora, depois de ler esse livro, fiquei encucada e simplesmente não consigo tomar partido porque acho que estão ambos errados (percebam a visão lesada da pessoa). Minha percepção: Tony Stark é um sacana arrogante (me deu uma raiva imensa dele usando o Homem-Aranha, quando pelo que já foi mostrado no cinema, dá a impressão de que Tony realmente se importa com o menino, e com aquele Clor – WTF!!!) e o Capitão América, longe de ser aquele cara compreensivo dos filmes, é um cara ignorante que não está nem aí para quem vai machucar. Terminei o livro com uma raiva imensa de ambos os personagens. Um tema que eu gostei: a responsabilidade moral dos dois personagens líderes está mais forte e atuante que nos filmes, e isso, depois que você pega o embalo, te mantém pregado na leitura só para ver qual vai ser o fim de tanta desgraça.

18 de mai. de 2016

Lua, lobos e cerrado (André Tressoldi) – RC 2016



Título: Lua, lobos e cerrado
Autor: André Tressoldi
Mês: Maio
Tema: Autor que descobriu em 2015
Editora Novo Século, 327p.

Jobster está acompanhando um grupo de estudiosos pelo cerrado mato-grossense. Eduardo, o doutorando a quem a pesquisa sobre marsupiais pertence,a professora Olga, o motorista Otávio e Madeleine, que parece mais ser uma acompanhante de Eduardo do que outra coisa, se embrenham no cerrado a trabalho, mas logo na primeira noite são atacados por criaturas estranhas que eles só conseguem definir como sendo lobisomens. Toda noite eles são atacados e quase mortos, até receberem uma ajuda inesperada e, na trilha de fuga, acabam indo parar em uma cidade mágica e escondida pelo tempo, e descobrem a verdade por trás dos lobisomens do cerrado e seus guardiões.

Esse livro não é nada do que eu pensei que seria, o que foi bom, porque quando eu comecei a ler, achei a história meio arrastada. A partir do capítulo 6, a história começa a melhorar porque tem mais ação. Gostei do modo como o autor apresenta os lobisomens, gostei de ter um “tipo” de lobisomem para cada fase da lua. Também curti bastante a criação de uma cidade escondida com ares de cidade do século XVIII. História muito boa, recomendo.

23 de jan. de 2015

Sereias (Mirella Ferraz) – RC 2015


Título: Sereias: o segredo das águas
Autora: Mirella Ferraz
Mês: Janeiro
Tema: Escrito por uma mulher
Editora Novo Século, 239p.

Marina não pode ter filhos. Todos os médicos a quem consultou sempre lhe disseram a mesma coisa, mesmo assim ela sempre teve esperanças de poder um dia ser mãe. Cansado de ver a esposa se submeter a tratamentos sem resultados, marca uma viagem para o nordeste do Brasil. Na praia, em uma bela noite, o casal encontra uma senhora que entrega a Marina uma rosa branca e diz para ela jogar no mar fazendo um pedido. Ela pede para ter um bebê. Um mês depois, descobre que seu desejo foi realizado e ela está grávida. Só que a gravidez não é tranqüila, pois Marina começa a ter pesadelos onde uma sereia diz que, quando a hora chegar, ela irá buscar a criança. A menina nasce e recebe o nome de Coral devido cor de seu cabelo. A possessividade de Marina em relação à filha é grande, ao passo que a menina desde cedo se mostra voluntariosa. Apesar dos pais aceitarem a personalidade única da filha, eles não realizam o grande desejo de Coral de conhecer o mar devido à lembrança constante da sereia na mente de Marina. Coral cresce e a paixão pelo mar e por tudo ligado a ele aumenta, ao ponto de Marcelo, seu namorado, levá-la para conhecer o mar, sem o conhecimento e permissão de sua família. Quando o grande sonho de Coral é realizado, ela também descobre sua verdadeira natureza...

A primeira coisa que me chamou atenção neste livro foi a capa, depois o título e depois saber que foi escrito por uma escritora brasileira que eu não conhecia. Fiquei curiosa, até porque adoro sereias, então fui logo atrás. Consegui o livro em uma troca e demorei um pouco para ler porque, apesar de gostar do tema, não sabia o que iria encontrar. Relutância infundada. Valeu cada momento de leitura, porque a Mirella sabe chamar a atenção desde o início da história. A questão toda gira em torno de se e quando Coral irá descobrir o que ela é e do medo da mãe dela. Além disso, são apresentados também, através de Marcelo, algumas lendas e mitos referentes às sereias que eu nunca tinha ouvido falar (e que já fui pesquisar pra sabe mais), o que mostra o nível de conhecimento da autora sobre o assunto. Um livro envolvente, completamente recomendado.

8 de dez. de 2014

A garota do outro lado da rua (Lycia Barros)


Título: A garota do outro lado da rua 
Autora: Lycia Barros 
Editora Novo Século, 119p. 

Enzo é o menino que adora as aulas de biologia, é o nerd ridicularizado pelos colegas. Rafaela é a menina super popular, que sai com os caras mais sarados e igualmente populares da escola. Eles são vizinhos, e desde que se lembra, Enzo é apaixonado por Rafaela. Sempre observando de sua casa a jovem, seus hábitos, costumes e namorados. Em um passeio da escola, a turma deles é assaltada e um dos ladrões perde o controle, a coisa desanda, o grupo se dispersa e Enzo foge, levando com ele Rafaela. Os dois, que mal se falavam, começam a ter que cooperar um com o outro para sobreviver. Ao mesmo tempo em que vão conhecendo-se reciprocamente, eles também passam a entender os próprios desejos melhor. Enzo descobre na real Rafaela alguém muito longe do que ele idealizou desde criança, enquanto ela vai descobrindo os novos sentimentos que o vizinho desperta nela. Quando eles são encontrados, Enzo descobre que realmente esteve cego para as coisas ao seu redor. 

Fazia muito tempo que eu queria ler esse livro, estava na pilha dos livros “para ler”, aí resolvi pegar esta semana. Li bem rápido, porque a leitura não é cansativa, pelo contrário. A história é uma delícia, prende a atenção porque você fica querendo saber no que vai dar a relação entre Enzo e Rafaela. Me surpreendi com o final, não esperava de jeito nenhum, mas gostei, achei até bem merecido. Esse livro parece o tipo de livro que os professores, nas séries fundamentais, indicam como leitura extra-classe, com um caderninho de atividades interpretativas no final. Super indicado.

23 de fev. de 2014

Lágrima de fogo (Ana Macedo)


Título: Lágrima de fogo: mundo de sombras
Autora: Ana Macedo
Editora Novo Século, 311p.

No mundo paralelo de Agnitellure, existem várias criaturas mágicas, todas vivendo em paz. Até o momento em que os humanos chegaram.Quando dragões e anjos caídos resolvem invadir o terceiro mundo, a Terra, aqueles responsáveis por manter a paz recebem ordens de levar ao seu mundo a mais perigosa criatura... Quando a tia de Annabelle lhe entrega uma carta de sua mãe, ela acaba descobrindo mais do que gostaria. O choque faz com que ela perca a cabeça e vá parar em um descampado conhecido. O que ela não esperava era encontrar um dragão pronto para atacá-la. E a chegada de outro dragão a surpreende muito mais, até porque o monstro azul veio salvá-la. Ao mesmo tempo, um belo jovem chamado Draco aparece em sua vida e a vira de cabeça para baixo. Agora Anne precisa avaliar seus conceitos sobre as lendas e mitos que passou a vida escutando, mas esse belo estranho, com seu sorriso cínico, não está ajudando muito. Ainda mais quando ele se aproxima muito dela... À medida que a convivência com Draco se estreita, sua relação com Daniel piora. Porque sua vida agora corre mais perigo que antes, Anne é levada para Askrácën. Enquanto Draco precisa entender o que sente de verdade por sua protegida, seu irmão Desmond quer se casar com ela, tudo levando em conta a profecia sobre a criança que unirá os povos novamente.

Esse livro é de uma das minhas autoras parceiras, Ana Macedo. Lembro exatamente do dia em que dei de cara com o livro dela, bem antes do lançamento. Entrei em contato e firmamos a parceria, mas demorei um tempão pra adquirir o livro. Quando consegui, comecei a ler, mas parei a leitura por conta de algumas obrigações. Resultado: tive que ler desde o começo de novo.
Não me critiquem, eu adorei esse livro, mas posso falar uma coisa? Adorei o Desmond. Ele pode ser sanguinário e perverso e tudo, mas eu tenho um fraco por dragões vermelhos rsrsrs Além disso, prefiro-o também porque ele mostra logo o que realmente é. Draco me irritou terrivelmente, com aquele papo de querer proteger Anne sem ser honesto, toda hora jogando charme ao mesmo tempo em que tratava a menina com ironia. Já estava me cansando dele, realmente. A própria protagonista testou bastante a minha paciência, sempre parecendo uma garotinha mimada, mas creio que isso se devia a total ignorância dos acontecimentos nos quais ela estava envolvida.
Outra coisa: o livro é muito CURTO!!!! Como assim, Ana Macedo??? Como você me cria uma história fantástica em apenas 300 e poucas páginas? É muita maldade com o seu leitor :P E que final foi aquele???? Me mate de ansiedade só mais um pouquinho. Mas eu confesso, isso tudo só me fez ficar mais louca para ler a continuação dessa história. Recomendo completamente.

13 de jun. de 2013

A última nota (Felipe Colbert e Lu Piras)


Título: A última nota
Autores: Felipe Colbert e Lu Piras
Editora Novo Século, 260p.

“Sebastian é o mistério em pessoa. Ele só se lembra de acordar chamando pelo nome de uma garota que não sabe quem é. Para este desconhecido de fascinantes olhos azuis, tudo que vê é como se visse pela primeira vez. Exceto Alícia.”

Alícia Mastropoulos é a primeira violinista da orquestra de sua universidade. Em sua primeira apresentação, ela resolve tocar uma composição inédita de seu avô, um violinista talentoso de quem a moça puxou a paixão pela música e pelo instrumento. Mas ela erra a última nota. No dia seguinte, ela recebe uma ligação de que um jovem encontrado no coreto próximo ao local de sua apresentação chama pelo nome dela. Ele não tem memória, a única coisa que se lembra é do nome de Alícia. Sem entender nada, ela vai embora. Quando descobre que sua avó está hospedando o misterioso e belo rapaz, Alícia não sabe o que pensar. A convivência com ele, Sebastian, faz com que ela sinta um misto de emoções, as quais ela não sabe se realmente deseja sentir. Pois Alícia está noiva de Theo, um rapaz que pertence a uma das famílias gregas mais tradicionais de sua cidade. Como descendente de gregos, a jovem deve começar a querer assumir seu lugar nas tradições da família. O problema é que Alícia nunca quis isso para a vida dela, seu objetivo é sua música. Tentando não ir de encontro ao desejo dos pais, ela deixa que eles decidam seu futuro. Só que Sebastian e o mistério que o envolvem fazem com que ela resolva ser mais senhora de si mesma. Assim, ela acaba entendendo o mistério que cerca o romance de seus avós e tome as rédeas de sua própria vida.

Ok. Sem palavras e ao mesmo tempo eu tenho tanta coisa para falar desse livro... Vou tentar ser objetiva, como a história. Desde que eu soube do lançamento deste livro, fiquei com muita vontade de ler, por vários motivos: Lu Piras é parceira do blog, a capa é bonita, a sinopse chamou minha atenção e despertou minha curiosidade. Então, assim que pus minhas mãos nele, não consegui agüentar, li logo. Eu sabia que não demoraria tanto para ler, porque o livro é relativamente pequeno, mas não foi nem por isso que eu acabei tão rápido. Foi porque eu simplesmente não conseguir largá-lo! O mistério de Sebastian irritou Alícia e me deixou louca de curiosidade na mesma proporção. O romance é simplesmente perfeito. Sem pieguices, romântico e dramático na medida certa (o que é muito raro, mas a Lu e o Felipe conseguiram dosar isso direitinho), com uns toques divertidos (os momentos em que Alicia se irritava eram muito bons) e com uma playlist excelente (as músicas que Alicia escutava e tocava... que maravilha). Esse é o tipo de livro que desperta várias emoções no leitor, e a história é contada de uma forma tão objetiva que eu de repente me vi querendo mais detalhes. Claro, o mistério é resolvido, mas deixa um gosto de quero muuuuito mais. Uma leitura maravilhosa e tocante é como eu classifico A última nota. E recomendo para todos.

11 de jun. de 2012

Manual prático de Nárnia (Colin Duriez)


Título: Manual prático de Nárnia
Autor: Colin Duriez
Editora Novo Século, 269 p.

Após uma breve biografia de C.S. Lewis, o cenário e as características literárias de As Crônicas de Nárnia, a relação entre Aslam, Nárnia e a ortodoxia, informações sobre a história e geografia de Nárnia, as pessoas que influenciaram a criação de Nárnia são alguns tópicos abordados pelo autor neste guia excelente sobre o fantástico mundo criado por Lewis. Duriez descreve os habitantes e lugares, além de mostrar como Nárnia se relacionado com outros mundos imaginários. O livro também conta com um resumo cronológico das obras de C.S. Lewis. Uma leitura muito recomendada para todos aqueles que quiserem saber mais sobre o mundo de Aslam.

23 de jul. de 2011

Sementes no gelo de André Vianco – DL 2011



Tema: Novos autores

Mês: Julho de 2011 (Livro II)

Título: Sementes no gelo

Autor do livro: André Vianco

Editora: Novo Século

Nº de páginas: 176

Sinopse: Neste novo romance, André Vianco volta a explorar o sobrenatural. Em "Sementes no Gelo", o leitor ingressa no mundo de espíritos atormentados, impedidos de reencarnar. Muitos se enraivecem e lançam sua fúria sobre todos que lhe chamam atenção e interpõe seus caminhos. Um detetive desvenda os mistérios em torno destes espíritos, tornando-se o inimigo número um das perigosas entidades.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… na realidade, nada. Mas agora que li a história, a capa diz TUDO.

Eu escolhi este livro porque… tinha que escolher um adequado ao tema E esse livro era um dos mais comentados do autor.

A leitura foi… muito boa. Na verdade, acabei de ler. Levei uma manhã inteira, não consegui parar. Como o livro anterior, esse também me surpreendeu bastante. A história é muito boa, e a temática pede a reflexão do leitor sobre certos assuntos que, à primeira vista, podem dizer respeito somente a ciência, mas também a religião. A leitura também foi oportuna, porque estou assistindo a reprise da novela O Clone, que foca em assuntos que também dizem respeito à ciência e à religião.
No começo, fiquei meio receosa com o livro porque primeiro, era ebook (que cansativo que é ler um), segundo, sempre fico com um pé atrás quando a palavra “sobrenatural” é mencionada (apesar de ter gostado da temática do vampiro no livro O Senhor da Chuva).
O detetive Tânio Esperança, no início, parece o “bom” personagem principal, aquele que persegue os bandidos. Ao longo da história, percebe-se que não é bem assim. Não que ele seja “mau”, mas como humano errou bastante e feio quando criança (realmente, crianças, como humanas que são, podem ser bastante cruéis). Ele consegue desvendar o mistério, mas a custa de muitas dores. Não vou negar que não tenha gostado do fim que tiveram os maus na história (exploradores de crianças, estupradores... Aliás, agora acaba de me ocorrer que o que eram as primeiras crianças que aparecem na história. Não vou dizer o que eram, só digo o que NÃO eram: vampiros.).
De modo geral, gostei bastante. Uma temática envolvente, que chama a atenção para assuntos polêmicos, como o da fertilização. E mantenho a minha visão sobre o assunto. Não há nada de errado em apelar para uma clínica se o casal quer tanto um filho, mas tem dificuldades. O problema é: o que fazer com um embrião fecundado que já foi descartado? No livro, afirma-se que os pais devem dar permissão para que o embrião seja destruído. Mas é vida. Já existe uma vida ali. Quem destruir esse embrião não será um assassino também (mas legalizado)? E se não destruir, essa vida ficará congelada para sempre? Sou espírita. Li uma vez que, a partir do momento em que o embrião existe, um espírito já está vinculado a ele. Não é só matéria, não é só o corpo de carne que está se formando, mas o espírito também. Com o embrião congelado, é como se desse uma “pausa” no seu desenvolvimento, consequentemente no desenvolvimento espiritual. Qual será esse sofrimento? É válido? Acho que são questões sem respostas, como a maioria das questões religiosas e científicas são. Mas uma coisa é certa: somos humanos, só isso. Já basta de brincar de ser Deus.

Os personagens que eu gostaria de ter ajudado, realmente ajudado foram todos os espíritos das crianças presos naquele início de vida e encarcerados em tambores de vidro da clínica de fertilização.

O trecho do livro que merece destaque: O primeiro trecho é até covardia eu colocar aqui porque pode tirar um pouco do mistério da história, mas eu vou colocar porque é achei um dos trechos mais esclarecedores da história (e que fornece motivo para reflexão da realidade, principalmente no mundo em que vivemos, tão carente de amor e respeito à vida humana):
“Olho por olho, dente por dente. Eles estavam presos, detetive, presos em corpos de gelo, corpos imutáveis, que não os ajudariam na aprimoração terrena. Sua existência seria desperdiçada. Cada dia, mais e mais crianças despertavam do sono gelado, detetive. Despertavam endurecidas. Algumas, como seu amigo Simão, lembravam-se de suas últimas vidas. E, acredite, não haviam sido vidas muito boas. A maioria havia sido molestada sexualmente por adultos estúpidos, detetive. Haviam sido molestadas psicologicamente por amigos cruéis. Essas almas perturbadas tornaram-se incontroláveis, queriam reparação. Existe um time muito pior... as sombras, as sombras de crianças que seriam, mas não foram... As sombras dos abortados, detetive. Você já obrigou alguma namorada sua a fazer um aborto, detetive? Conhece alguma mulher que já abortou por livre e espontânea vontade? Sem se preocupar com a alma que habitava o pequeno recipiente, que germinava em seu útero? Pode apostar, detetive, se essas almas estão aqui... e se são sementes no gelo... se tiverem uma vaga idéia do que lhes aconteceu na última "quase vida", pode apostar, detetive Esperança, essas mulheres e homens vão se arrepender amargamente. Essas almas querem reparação... estão cansadas do exílio e, principalmente, da injustiça. Estão cansadas dos estupradores, dos aproveitadores de crianças....”
O segundo trecho é um mero questionamento, mas que resume toda a temática da história (e da realidade também):
“Até onde ia o direito do homem? Tínhamos o direito de conservar vidas no gelo? Existiria de fato um "plano maior"? Não se brinca com a mãe natureza.”

A nota que eu dou para o livro: 5

O senhor da chuva de André Vianco – DL 2011



Tema: Novos autores

Mês: Julho de 2011 (Livro I)

Título: O senhor da chuva

Autor do livro: André Vianco

Editora: Novo Século

Nº de páginas: 268

Sinopse: Um anjo perseguido, para não ser destruído, possui o corpo de um ser humano igualmente agonizante. Assim, o anjo quebra uma regra sagrada que dá direito aos demônios de evocarem uma guerra desigual que poderá desencadear a destruição de todos os anjos de luz da terra. Agora, os dois exércitos estão furiosos, transformando as tranqüilas pastagens de Belo Verde num funesto campo de batalhas onde espadas que parecem chamas, e olhos que parecem brasas, darão o tom nesta misteriosa aventura sobrenatural, repleta de batalhas mergulhadas no mundo dos anjos, dos vampiros... e dos demônios. Anjos enfrentam as criaturas do mal em combates corpo a corpo, empurrando espadas e evitando dentadas a todo custo. Os anjos estão em menor número, mas têm esperança... A Chuva.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… na realidade, nada. Mas a capa, apesar de não identificar isso à primeira vista, indica bastante coisa da história.

Eu escolhi este livro porque… tinha que escolher um adequado ao tema. E todo mundo só falava em André Vianco.

A leitura foi… uma tortura, não pela história, mas pelo fato de ter lido em ebook (não adianta, existem certas modernidades com as quais eu nunca vou me acostumar). A história é muuiuto boa, li o livro em dois dias, não conseguia parar, apesar de já estar cansada de histórias de vampiros (só para ter noção, nunca consegui terminar Drácula de Bram Stoker e a saga Crepúsculo, por terminar do jeito que terminou, me traumatizou).
A história está recheada de clichês e estereótipos: vampiros são filhos do demônio, bebem sangue de gente viva, não tem misericórdia alguma, fogem do sol, dormem dentro de caixões. Mas o autor consegue reunir todos esses clichês (com os quais eu estava desacostumada depois de ler Crepúsculo) de uma forma nova, ainda imprimindo na história um tema que, desde O Silmarillion, eu passei a adorar: a guerra entre anjos e demônios. Não sei por quê, já que nunca li A Batalha do Apocalipse, O Senhor da Chuva me pareceu semelhante ao que se encontra no livro de Eduardo Spohr. A narrativa de Vianco várias vezes me fez esquecer de que a história se passa no Brasil. Acho que porque não é o gênero literário que predomine no país.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado foi Samuel. Transformado em vampiro sem saber, condenado a vagar pela eternidade sem paz. Muito triste, apesar de seu feito na guerra entre os anjos e os demônios.

O trecho do livro que merece destaque: ”Para onde vai a consciência de um vampiro sem alma? Para onde vão as lembranças? São finitas? São. Porque não vão para os santos no Céu. Não vão para os demônios no Inferno. Não vão vagar, jogadas ao rio. Não vão chorar nofundo dos mares. Não serão devoradas por uma truta faminta. Não serão encontradas por um pescador. Não serão soldado de chumbo nem serão enterradas por uma tribo indígena brasileira. Não se tornarão manioca. Sem critérios. Um vampiro não é mais nada do que o agora. Um vampiro é o sangue que ele bebe durante devaneio alucinado. Um vampiro é a sombra que ele toma. E o gato que ele mata por nada. É o pensamento que ele lê e arranca sem permissão. E o grito que provoca. E o sangue que ele gela. E o minuto-segundo que suspira, imaginando sentir o coração pulsar. E a lágrima que cai quando o fim nos parece certo. Um vampiro é exatamente isso. É toda magnífica ação, ou sensação, que cabe dentro de uma fração de segundos. Portanto, não tenham medo do vampiro. Ele não é nada quando o Sol chega. Ele não é nada na ponta da estaca. Não tenha medo do vampiro; ele não é nada.”

A nota que eu dou para o livro: 5