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17 de jul. de 2019

O pequeno príncipe (Antoine de Saint-Exupéry) – DLS 2019


Título: O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Mês: Julho
Tema: Um livro que foi considerado “modinha”
Editora Geração Editorial, 129p.

Sinopse: Livro de criança? Com certeza.
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar que ele seja lido sempre por tanto milhões e milhões de pessoas? Como explicar a atualidade deste livro traduzido em oitenta línguas diferentes?
Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas?
O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.

— Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração.

Um verdadeiro clássico, um dos livros que nunca vai sair de moda. Apesar de ser uma leitura de linguagem leve, apresenta várias questões filosóficas que podem ser complicadas para a mente infantil (mesmo que seja um livro classificado como tal). As ilustrações como sempre são muito lindas, e esta edição em questão foi a melhor de todas que vi até hoje porque traz um relato da vida de Saint-Exupéry, com fatos que eu, pessoalmente, desconhecia, e eu adoro livros desse tipo. Recomendadíssimo.

27 de mai. de 2019

198 livros: POLÔNIA – A lista de Schindler (Mietek Pemper)

Se Schindler não tivesse comprado a empresa processadora de metal, a "lista de Schindler" não teria sido possível.


Muito se fala da famosa lista de Schindler, que salvou mais de mil judeus de morrerem em campos de concentração nazista. Do que poucas pessoas falam ou sabem é do judeu “infiltrado” no escritório do temido Amon Göth que ajudou não só a redigir as listas (sim, foram mais de uma, e os judeus cujos nomes presentes nelas não foram escolhidos da forma como o filme de Steven Spielberg mostra) mas participou muito ativamente de todos os momentos de suas redações.
Mietek Pemper tinha 23 anos quando foi feito prisioneiro no campo de trabalho forçado e depois campo de concentração de Krakau-Plaszow. Ao serem descobertas suas habilidades como estenógrafo, ele passou a trabalhar diretamente com Amon Göth, vivendo o terror de saber que não sairia daquela situação com vida por saber demais. Além de ajudar Schindler a elaborar as listas que salvaram mais de 1200 judeus da morte certa, ele acaba descobrindo sobre as operações dos nazistas e sobre o andamento da guerra.
Ao aprender a reconhecer os humores de Göth, ele conseguia ajudar as pessoas no campo e até mesmo a salvar algumas; seu trabalho bem executado o levava a receber certos “agrados” (como a permissão de não precisar usar os uniformes que o destacariam como um dos homens do serviço de ordem, os judeus que se prejudicavam mutuamente na esperança de sairem vivos); ao ler os relatórios, ele descobria quais campos continuariam funcionando e quais seriam transferidos, e foi assim que descobriu que somente os campos de trabalho cuja produção fosse “decisivo para a vitória”. E assim foi dado o pontapé inicial para a redação das listas que salvaram muitos judeus e imortalizaram Schindler como salvador desse povo.

Hoje, é impossível mensurar os riscos que Schindler correu durante anos para nos ajudar. Assim, ele e eu, cada um no âmbito de suas possibilidades muito diferentes, conseguimos algo praticamente impossível: o campo de trabalhos forçados de Cracóvia-Płaszów, no qual por volta de oitenta por cento das empresas eram produções de costura e têxteis, não foi dissolvido prematuramente no final de 1943, mas preservado. No fim do outono de 1944, Schindler deu um golpe de mestre: conseguiu transferir todo seu pesado parque de máquinas e mil de seus trabalhadores judeus para Brünnlitz. Lá, nos deparamos com mais judeus de outros campos e prisões, que foram igualmente acolhidos por Schindler. A cada admissão, a lista dos detentos tinha de ser complementada com folhas adicionais. Essa lista, então, recebia a respectiva data e seguia para o campo de concentração matriz, de Gross Rosen, porque, de acordo com ela, se calculavam as tarifas diárias que Schindler tinha de pagar por cada trabalhador declarado para a Central de Administração Econômica da SS. Schindler protegeu e salvou não apenas os judeus de Płaszów, mas também aqueles que apareceram em Brünnlitz no inverno de 1944-1945 e que, sem ele, teriam morrido. Assim, a cifra final foi de mil e duzentos detentos. Toda a ação salvadora ficou conhecida como a “lista de Schindler”, apesar de não se poder falar de uma única lista, mas de várias que se referiam reciprocamente.

Muitas vezes neste livro Mietek Pemper fala de Oskar Schindler como um grande homem, dos riscos que ele correu em suas tentativas de salvar quantos judeus pudesse. Enquanto eu lia este livro, eu pensava “Mas e você mesmo, Mietek? Como você não pode ver a sua própria coragem e o seu próprio valor, enquanto fica tão perto do inimigo?” Porque é exatamente isso que acontece. Essa foi uma das perguntas que ele ouviu muito durante o tempo em que falava com as pessoas sobre a guerra:

“Como o senhor conseguiu suportar a pressão psicológica de trabalhar durante tanto tempo em contato tão próximo com Göth?”

E a resposta clara:

Nenhum outro detento deveria ser obrigado a correr o mesmo perigo diário que eu tinha de suportar. [...] Tudo o que podia fazer era atrasar o máximo possível a execução de minha sentença de morte, no interesse de meus familiares.


Mietek é escolhido para trabalhar diretamente com Göth por suas habilidades de escrivão (que ele deve ter considerado uma maldição, até perceber que podia usar em proveito próprio dessa condição), e isso também o leva a conhecer Oskar Schindler. Através de conversas sussurradas e escondidas, eles conseguem elaborar uma lista para salvar os judeus que pudessem, sem que Göth desconfiasse disso. A sua situação dúbia fica evidente quando Mietek descreve que o nazista matava a bel prazer, portanto, mesmo tendo conhecimento de muitas coisas que nenhum judeu deveria saber sobre a guerra, ele também corria um perigo indescritível. O mais interessante é ver no seu relato um homem desinteressado, cujo único objetivo era continuar vivo e manter vivo quantas pessoas fosse capaz. 
Uma coisa que eu sempre pensei que seria imediata: todo mundo saberia do papel de Schindler na salvação dos judeus, mas não foi assim que aconteceu. Somente algum tempo depois, e apesar da divulgação das pessoas salvas, que se teve uma dimensão do papel dele na guerra. Foi encontrada uma maleta com fotos e documentos de Schindler, incluindo algumas versões das listas na Alemanha. Quando de sua descoberta, Emilie Schindler tentou adquirir a posse do material legalmente, mas a Yad Vashem (organização encarregada por lei de conservar e estudar todos os documentos relacionados à história do Holocausto) já tinha sua posse.
A melhor parte do livro é quando ele descreve os julgamentos dos nazistas, em que por mais que os prisioneiros tentassem se safar de alguma acusação, Mietek sempre estava pronto pra comprovar o que eles negavam, causando até mesmo surpresa neles, pois como um judeu poderia saber de segredos que só o comando deveria conhecer? Esse livro é uma preciosidade, vale cada minuto de leitura.

Editora Geração Editorial.
277 páginas.

25 de ago. de 2017

Mil mágicas (Diana Wynne Jones) – 52 Weeks Project 2017


Título: Mil mágicas
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Agosto
Editora Geração Editorial, 168p.

Um feiticeiro ao volante conta a história do Feiticeiro Feliz, um azarado de nascença que perdeu seus poderes quando Crestomanci os tomou dele. A situação complicou porque os poderes também eram seu ganha pão. Quando um policial o flagra tentando arrombar a porta de um carro, ele foge ee vai pedir ajuda de uma bruxa sua amiga, que oferece uma nova vida em outro mundo onde ele poderia ter seus poderes de volta. Só que as coisas não acontecem exatamente como ele queria...
Em O ladrão de Almas, Eric Gato Chant não está muito feliz com a chegada de Antonio Montana, um menino italiano que despertou o interesse de todos na casa. Apesar de chamar a atenção de todos, Tonino não parece muito mais feliz do que quando chegou, e quando Janet, Roger e Júlia ficam doentes, Eric é quem sobra para fazer companhia para Tonino.
O centésimo sonho de Carol Oneir conta a a história de Carol, uma menina que vende sonhos, ela tem a capacidade de sonhar o que quiser. Só que uma noite isso não acontece. Sem que alguém consiga explicar o por quê disso, seus pais agora só esperam que Crestomanci possa ajudá-la.
Em O filósofo de Theare, alguns deuses acabam por se destruirem na tentativa de se protegerem de uma profecia. Eles sabem que profecias se cumprem e tentam acabar com ela, mas tudo dá errado, e o mundo continua a se dividir em dois.

Um livro pequeno que eu nem demorei para ler. Comecei meio devagar, mas a partir do segundo conto, já estava mais entusiasmada. Gostei por que o livro não trouxe personagens já conhecidos, somente, mas alguns novos. Recomendo.

17 de jul. de 2017

Hilda furacão (Roberto Drummond) – DL L&T 2017


Título: Hilda furacão
Autor: Roberto Drummond
Mês: Julho
Tema: Hot
Editora Geração Editorial, 295p.

Sinopse: Hilda Furacão passa-se em Belo Horizonte no início dos anos 60, Hilda, a Garota do Maiô Dourado, enfeitiçava os homens na beira da piscina em um dos mais tradicionais clubes, o Minas Tênis. Por algum motivo secreto muda-se para o quarto 304 do Maravilhoso Hotel, na zona boêmia da cidade. Transformada em Hilda Furacão, a musa erótica tira o sono da cidade. Sua vida de fada sexual cruza-se com os sonhos de três rapazes vindos do interior: um é inspirado no notório Frei Betto, que queria ser santo, mas se tornaria frade franciscano, líder político e escritor. Outro queria ser ator em Hollywood - torna-se dom juan de aluguel. O terceiro, aquele que queria ter sua Sierra Maestra, é o próprio Roberto, narrador da história. Hilda Furacão é o desafio que o santo tem que enfrentar. O romance foi transformado em minissérie de grande sucesso pela TV Globo, com Ana Paula Arósio no papel de Hilda.

Mais uma vez participando de um desafio literário que coloca um tema desse. Sempre, sem exceção e exagero, é uma luta escolher qualquer livro que seja. Das outras vezes eu escolhia por curiosidade (no caso de A bibliotecária) ou por ser um livro bem pequeno que não me tomaria muito tempo de leitura (no caso dos livros da Sylvia Day). Outro critério de seleção que utilizo é o fato de não ser série, porque eu não aguento ler nem um livro, que dirá mais. Então fui procurar no skoob e esse me chamou atenção não somente pelo fato de que já ter sido adaptado para a televisão (e eu só guardei essa lembrança porque assistia escondido, achava a Ana Paula Arósio uma mulher lindíssima, ela ficava maravilhosa com os figurinos, e a temática me deixou curiosa, mas na época não deixavam nem eu nem minhas primas vermos porque ia mostrar sexo), mas porque ele não tem nem 300 páginas. 
Como toda obra adaptada, tiveram aspectos mudados (principalmente no que tange as cenas de sexo, claro que a Globo aloprou na época, e eu posso dizer que preferi o livro à série. Li com a Ana Paula na cabeça, e infelizmente as passagens com Hilda são muito poucas para uma personagem que dá nome ao livro. Outra coisa boa: o livro não pesa a mão na sacanagem, eu até achei por uns momentos que o livro não ia servir para o tema, mas agora já foi, não vou mudar. Recomendo.

18 de jan. de 2017

As vidas de Christopher Chant (Diana Wynne Jones) – IDY 2017


Título: As vidas de Christopher Chant
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Janeiro
Tema: Fantasia
Editora Geração Editorial, 326p.

Christopher Chant é filho de dois poderosos praticantes de magia, mas pais omissos. Ele consegue viajar, em sonhos, para outros lugares. Quando ele volta dessas viagens, traz sempre algum objeto. Ao descobrir essas coisas no quarto do menino, a governanta logo comunica seu tio e responsável por sua educação. Tio Ralph conversa com Christopher e descobre de onde vêm esses objetos. Até o momento, sua vida era normal, ele gostava de se divertir como qualquer outro menino, em casa ou em seu internato, até que descobre que possui nove vidas e seu destino é ser o próximo Crestomanci. Quando um contrabandista ameaça os caminhos dos mundos paralelos, Christopher é obrigado a agir.

Esse livro conta a história de Christopher Chant, quando o Crestomanci que conhecemos em Vida encantada era uma criança, ainda aprendendo a lidar com seus poderes. Só para constar, eu li o primeiro livro dessa série e achando que estava na sequência, li o terceiro. Na verdade, este aqui é o segundo da série Os mundos de Crestomanci. Como os outros, é um livro bem infantil, só foi mais interessante porque mostra a infância de Christopher e como tudo o levou a ser o mago poderoso que conhecemos na primeira história. Gostei de todos os personagens, principalmente do enfezado Throgmorton, achei ele uma graça na verdade. Se você já começou a ler essa série, eu recomendo muito este livro, sempre é bom saber mais sobre a vida de magos poderosos.

29 de jul. de 2016

Os magos de Caprona (Diana Wynne Jones) – DL L&T 2016


Título: Os magos de Caprona
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Julho
Tema: Fantasia
Editora Geração Editorial, 263p.

Os Montana e os Petrocchi são duas famílias italianas importantes que controlam o negócio de feitiços em Caprona. Por motivos estranhos, as duas famílias são inimigas há anos, e isso se reflete em seus componentes mais jovens, Tonino Montana e Angélica Petrocchi. Eles somem depois de ler um livro sobre a história de uma criança que salvou seu país. Quem primeiro dá por falta de Tonino é Benvenuto, o gato da família, que alerta todos para o seu desaparecimento. Como não podia deixar de ser, eles culpam os Petrocchi, enquanto estes culpam os Montana pelo sumiço de Angélica. O que eles não sabem é que os dois se encontram presos pela Duquesa, quem eles descobrem estar por trás da ameaça ao Anjo de Caprona, estátua guardiã de ambas as casas.

Mais um livro da Diana. Cada vez que eu pego um dos livros dela para ler, tomo consciência de que a única motivação por trás de eu ter adquirido esses livros está no fato de que ela foi aluna de Tolkien e Lewis. A única. Apesar de ter gostado mais desse livro do que dos primeiros que li dela, ainda assim. Desta vez, a leitura foi mais prazerosa e conseguiu prender mais a minha atenção. Fiquei roendo as unhas em certos momentos e gostei mais da forma como a autora aborda a questão da magia em seu mundo. Recomendo.

12 de fev. de 2016

Vida encantada (Diana Wynne Jones) – DL 2016



Título: Vida encantada
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Fevereiro
Tema: Primeiro livro que chama a atenção em livraria
Editora Geração Editorial, 253p.

Eric Chant e sua irmã mais velha Gwendolen ficam órfãos quando os pais morrem em um acidente de navio. Eric, também conhecido como Gato, é um mago com nove vidas, e Gwen é uma bruxinha super dotada. Ambos são levados para o Castelo Crestomanci, e enquanto Eric não sente nenhum prazer neste fato, pois ele não conhece o próprio poder e não tem talento pra magia, Gwen fica radiante. Viver com a família do grande mago pode, no entanto, não ser exatamente o que a menina imagina, e as confusões começam a surgir...

Outra série que só me interessei mesmo porque foi escrita por Diana Wynne Jones, aluna de Tolkien e Lewis em seus tempos de faculdade (sortuda!). Levei um século para completar essa coleção e mais um tempo extra pra começar a ler, porque apesar de querer muito devido a autora ser Diana, a história não me pegou, como geralmente acontece com os livros de fantasia que leio (e isso me surpreendeu, porque existem vários elementos bem familiares, como as regras em torno da magia e a existência de uma escola de magia). Apesar disso, comecei uma série, então vou continuar. A história é legal, a capa é bonita e as ilustrações também. Curiosa agora para ler o livro seguinte.

2 de mai. de 2012

As memórias de Cleópatra 3 de Margaret George – DL 2012


Tema: Fatos Históricos
Mês: Maio de 2012 (Livro 3)
Leitura do mês: As memórias de Cleópatra: o beijo da serpente
Autora: Margaret George
Editora Geração Editorial, 414 p.

A situação política é uma bomba que está a um passo de explodir. Cleópatra tenta constantemente assegurar a Marco Antônio que ele é o homem certo para unir ocidente e oriente em um único império. Agora, ele e Otávio duelam pelo poder supremo. As intrigas políticas são cada vez mais constantes, um lado perde aliados enquanto outro os ganha. E tudo culmina na Batalha de Áccio, a qual Marco Antonio perde. Louco de pesar, ele se mata, enquanto Otávio entra em Alexandria para reclamar a cidade. Ele faz de Cleópatra prisioneira, mantendo a rainha em constante vigilância para que ela não se mate (ele queria levá-la como prisioneira para o desfile em seu Triunfo). No entanto, pela última vez, a sagacidade da rainha é maior do que a força do soldado. Percebendo que os pedidos de clemência para seu filho Cesarion (o qual já havia fugido) não vão resultar em nada, se tranca em sua câmara funerária e se mata com o veneno de uma serpente. Otávio chega tarde para evitar o acontecido, mas acaba levando para Roma os filhos pequenos de Cleópatra e Marco Antônio (mais tarde ele os incorpora a sua própria casa) e mata Cesarion. Assim, se finda a dinastia ptolemaica e o Egito passa a fazer parte do futuro império romano. Melhor frase: “De todas as coisas perdidas em todo o mundo, as coisas das quais jamais ficaremos sabendo, este filho perdido de César e Cleópatra deve ser a mais torturante. Que tipo de adulto ele teria sido, com os dons herdados de seus notáveis pais?”

O último livro da trilogia de Margaret George sobre a vida de Cleópatra fecha a história com chave de ouro. O mais interessante é ler no final e descobrir que a descendência dos filhos sobreviventes da rainha e Marco Antonio e que os filhos dos outros casamentos do general o transformaram em ancestral de reis e rainhas da Pequena Armênia (dentre outros reinos) e de imperadores como Calígula, Claudio e Nero. Uma excelente leitura para todos aqueles fascinados pela vida da mais famosa rainha do Egito.

As memórias de Cleópatra 2 de Margaret George – DL 2012


Tema: Fatos Históricos
Mês: Maio de 2012 (Livro 2)
Leitura do mês: As memórias de Cleópatra: sob o signo de Afrodite
Autora: Margaret George
Editora Geração Editorial, 398 p.

Cleópatra está de volta ao Egito após deixar Roma às pressas. A pressão na cidade era enorme, depois da morte de Júlio César. Após se recuperar da viagem, em sua primeira reunião ela começa a descobrir o rumo político do testamento de César, que havia nomeado seu sobrinho Otávio como herdeiro. Após Ptolomeu XIV, seu irmão mais novo e segundo marido, morrer de tuberculose, Cleópatra se inteira acerca da vida em Roma. O Triunvirato está formado com Lépido, Otávio e Marco Antonio dividindo o poder. Sua ajuda a Marco Antonio é adiada quando a rainha perde seus melhores barcos durante uma tempestade; os assassinos de César estão mortos. Decidida a se encontrar com Marco Antonio para de alguma forma garantir a vida de seu filho e seu trono, Cleópatra embarca em uma magnífica embarcação. Vestida de Vênus, com um belo séquito e destilando sensualidade, na mesma noite ela e Marco Antonio se tornam amantes. A partir desse momento, tem inicio um dos casos amorosos mais famosos da história. Com seus dois filhos, Cleópatra Selene e Alexandre Hélio, Cleópatra e Marco Antonio sonharam um império que ligaria o ocidente ao oriente. Mesmo que ambos se tornassem uma ameaça a Roma. Melhor frase: “Tenha cuidado com o homem que adota uma cultura estrangeira com naturalidade. Isso o arruína.”

Uma das coisas que eu mais gostei foi que a autora construiu a vida de Cleópatra bem longe dos estigmas conhecidos; Margaret George menciona a beleza como uma das qualidades da rainha, mas também menciona sua inteligência e astúcia política. Os casos mais famosos da história (entre a rainha e César e depois Marco Antonio) começaram do nada, a rainha não intencionava ser amante de nenhum deles. Uma continuação excelente.

1 de mai. de 2012

As memórias de Cleópatra 1 de Margaret George – DL 2012


Tema: Fatos Históricos
Mês: Maio de 2012 (Livro 1)
Leitura do mês: As memórias de Cleópatra: a filha de Ísis
Autora: Margaret George
Editora Geração Editorial, 486 p.

Lembranças da mãe morta, afogada nas águas do Nilo. Lembranças da primeira oferenda feita a Ísis, a deusa soberana do Egito e a qual se acreditava que Cleópatra era a própria encarnação. Após a morte da rainha Cleópatra (mãe da famosa homônima, elas tinham o mesmo nome), o faraó Ptolomeu se casou novamente e teve mais três filhos. Somando-os as três primeiras filhas, Cleópatra, Berenice e Cleópatra, eram seis. Na época em que Ptolomeu subiu ao trono, o Egito já havia perdido muito de sua grandeza e se encontrava nas mãos dos romanos. Em seu primeiro banquete, aos sete anos de idade, Cleópatra conhece Pompeu, o famoso general. Á medida que o banquete acontece, a situação política é descortinada: Ptolomeu Alexandre havia deixado o Egito em testamento para Roma e agora Júlio César intencionava transformar o país em província romana... Quando o faraó parte para Roma em busca de ajuda, Cleópatra VI e Berenice IV tomam o poder. Intrigas palacianas, assassinatos em família e o faraó retoma seu trono com ajuda de Roma, condenando Berenice a morte por traição. Assim, Cleópatra VII se torna a sucessora do trono. Ela e seu irmão Ptolomeu XIII são coroados novos governantes do Egito, mas não se casam. As brigas começam quando ela tenta tomar a frente do poder sem se casar, o que era visto como ameaça, já que seu irmão também era o governante. Ela começa a juntar partidários, mas certos acontecimentos viram o povo contra ela. Quando ela viaja para participar da cerimônia de sucessão do touro sagrado de Hermôntis, o conselho regente usurpa o poder em nome de Ptolomeu XIII e mata Pompeu (que chegara ao Egito em busca de ajuda, derrotado por César). Este chega ao Egito e se mostra descontente com a morte do rival (Pompeu tinha o direito de receber ajuda egípcia, já que era considerado seu “protetor”). O general manda chamar Cleópatra, então a rainha se esconde em um tapete e chega assim disfarçada até César. Na mesma noite eles se tornam amantes, enquanto César luta para derrotar Ptolomeu e seu exército. Ao mesmo tempo, Cleópatra descobre estar grávida. Ptolomeu César nasce e a rainha embarca para Roma, onde deverá testemunhar o Triunfo Alexandrino, o desfile com os espólios de guerra e prisioneiros da Guerra Alexandrina. Sua estada em Roma se estende por alguns anos, tempo em que Cleópatra avalia e vive as mais diversas intrigas políticas que culminam no assassinato de Júlio César. Melhor frase: “Rainhas que não se ocupam dos detalhes ordinários geralmente se acham ignorantes dos detalhes maiores.”

Sempre fui apaixonada pela história e mitologia egípcias. Fiquei louca quando vi pela primeira vez essa coleção de Margaret George, até mesmo por causa da capa. Comprei, li e adorei. Esse livro mostra, através de romance, a fascinante vida na corte egípcia na época de uma das mais famosas faraonas da história. Foi interessante descobrir que sua mãe também se chamava Cleópatra e que sua irmã mais velha também tinha o mesmo nome, assim como saber que a Cleópatra mais velha e Berenice também foram rainhas, mesmo por pouco tempo (já que o nome da rainha não figura em nenhuma genealogia egípcia dos Ptolomeu que eu tenha visto, assim como os nomes das filhas enquanto rainhas). A boa narrativa e a descrição excelente fazem deste livro uma ótima leitura.