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12 de ago. de 2020

Poder (Sarah Pinborough) – DLL 2020


Título: Poder
Autora: Sarah Pinborough
Mês: Agosto
Tema: Um livro de autor inglês
Editora Única, 224p.

O rei e rainha estão preocupados com seu filho. Irresponsável e vivendo desregradamente, o príncipe precisa aprender a ter responsabilidade e para isso, ele é mandado pelo pai para tentar desvendar os mistérios de uma terra que ninguém imagina que está amaldiçoada. Acompanhado de um caçador e a a jovem Petra, ele consegue entrar no reino e descobre o motivo de todos estarem adormecidos. Ao encontrar a rainha Bela, o príncipe se descobre atraído por ela e a beija, o que traz todos de volta a vida. Só que eles não fazem ideia do que esse ato pode trazer para o reino e todos que vivem nele. Eles só entendem que tipo de magia estranha domina o lugar quando encontram Rumpelstiltskin e escutam a horrenda história por trás do reinado da boa e e jovem rainha Bela…

O terceiro livro da saga "Encantadas" e o melhor dos três. Como existe uma ligação entre os dois primeiros livros, achei que esse terceiro iria fechar o ciclo com novas ligações entre personagens. Mas a história é muito melhor. A autora entrelaça os contos da Bela adormecida, do Rumpelstiltskin e da Chapeuzinho Vermelho de uma forma que prende completamente atenção, ao ponto de me fazer preferir essa história, por mais sombria que seja, aos contos originais que fui acostumada a ouvir desde pequena. Adorei e recomendo.

22 de mai. de 2017

A formatura (Joelle Charbonneau) – DL L&T 2017


Título: A formatura
Autora: Joelle Charbonneau
Mês: Maio
Tema: Distopia
Editora Única, 318p.

Entre Tomas, seus estudos, a preocupação com o irmão no meio dos rebeldes, o estágio e amizades inesperadas, Cia se vê as voltas com a verdade sobre a rebelião. O que ela não imaginava é que a presidente iria designá-la para uma missão muito séria: uma que irá acabar com as atrocidades do Teste de uma vez por todas. Ao aceitar, Cia precisa pensar em quem ela pode confiar para ajudá-la. Tomas está do seu lado, Raffe a ajudou e a acobertou, e ela gosta de Enzo, mas e o restante? E Stacia e Will? Será que ela confia neles? Seus questionamentos aumentam a medida que ela amadurece e ela se vê novamente não seguindo o conselho de seu pai: “Não confie em ninguém!” Porque ela não pode fazer tudo sozinha e precisa de ajuda, mesmo que venha daquele que menos se espera.

Confesso, não sei o que sentir depois de ler esse livro. Como toda distopia, a história começa cheia de ação, em seguida vem o terror (porque vamos combinar, distopia está virando sinônimo de “Não se apegue a nenhum personagem porque ele provavelmente vai morrer”), e depois vêm aquela sensação de “E agora? Acabou?”. É como se toda aquela ação diminuísse (até porque as coisas começam a ser resolvidas) até os personagens terem finalmente paz. Não sei lidar bem com o final de distopias desde Esperança, é como se eu não quisesse aceitar que tudo acaba, que os sobreviventes agora vão reconstruir seu mundo, as lutas acabaram, como se depois de tanta morte sem sentido (vide Prim, porque essa morte nunca vai fazer sentido para mim), ninguém merecesse tranqüilidade. Horrível isso, eu sei, mas é essa a sensação. O bom do livro é que as reflexões de Cia, que são uma constante na história, deixam o leitor analisando junto com ela o que é certo e errado, quem é mau ou bom. Novamente a autora consegue chamar a atenção para aquela questão: o líder que quer acabar com o terror mas que, quando você observa melhor, não se mostra tão simpatizante dos sofredores assim. Não que a presidente seja uma traíra, mas eu fiquei com o pé atrás com ela. Um final de prender a atenção do início ao fim.

16 de dez. de 2016

Melhor que chocolate (Laura Florand) – RC 2016


Título: Melhor que chocolate
Autora: Laura Florand
Mês: Dezembro
Tema: Com um tipo de comida ou bebida no título
Editora Única, 288p.

Cade Corey é herdeira de um dos maiores impérios do chocolate dos EUA. Apaixonada por chocolate, ela quer que a empresa passe a produzir algo mais sofisticado, mais com cara de Paris (sua família produz chocolate popular). Ela viaja em busca do melhor chocolatier de Paris, e o encontra, mas recebe um belo não na cara vindo de um cara completamente perfeito. Acostumada a ter tudo que o dinheiro pode comprar, Cade começa a se irritar com tanta resposta negativa que recebe, de todos e em todo lugar, Paris já não parece mais tão perfeita assim. Sylvain se sente ofendido com a presunção de Cade, mas também se sente atraído por ela (ele gosta de mulheres poderosas), e começa a querer fazê-la se apaixonar por ele, não só pelo seu chocolate.

Bom, de tudo que eu pensava desse livro, do romance que teria nele (claro, porque um livro que fala de chocolate e Paris tem que ter romance), acabei me surpreendendo. De uma forma positiva. Achei que seria um romance bem no estilo tuti-frutti, e me enganei, ainda bem. Gostei da autora tentar ambientar o leitor nesse mundo de chocolate com os cheiros, os sabores, sério, me dava água na boca o tempo todo. Além disso, o clima entre Cade e Sylvain é completamente envolvente, você tanto se apaixona pelos dois como se irrita e quer esganá-los quando eles começam com suas inseguranças. Adorei, li em um dia e estou curiosa para ler o livro seguinte da série. Recomendo.

13 de jul. de 2016

Estudo independente (Joelle Charbonneau) – DL 2016



Título: Estudo independente
Autora: Joelle Charbonneau
Mês: Julho
Tema: Distopia
Editora Única, 320p.

Cia agora está na faculdade. Sobrevivente do Teste, ela começa a estudar na universidade junto com Tomas, Will e todos os outros que, sem memória do que aconteceu e do que fizeram durante o Teste, começam os exames para saber em que carreira irão trabalhar no futuro. O problema é que Cia não esqueceu de nada, ela conseguiu gravar um relato dos acontecimentos e mais tarde acaba lembrando. Sem querer acreditar, mas tendo que permanecer em Tosu City, a moça começa a prestar mais atenção aos professores e a situação política ao seu redor. Durante as seleções dos alunos, ela começa a entender o mecanismo do Teste e se horroriza ao perceber que os que falham nessa nova etapa de provas também não voltam. Para deixá-la mais assustada, um rebelde a convida a fazer parte do grupo que quer acabar com o Teste de uma vez por todas. Ao ser selecionada para estagiar com a Presidente, Cia começa a entender mais sobre a verdadeira posição dos rebeldes, e uma forte perda leva a moça a se posicionar de forma decisiva contra o Teste.

Mais uma continuação de tirar o fôlego. A narrativa é contagiante, não diminuiu o ritmo em nenhum momento, o que é bom, porque se não o livro se tornaria uma chata repetição de lágrimas, choros engolidos e vontades reprimidas de vomitar de Cia. Isso foi o que mais achei chato nesse livro; por outro lado, a história te prende, a descrição da situação política – que é constantemente analisada – mantém o leitor pregado no livro. Tem muita ação, muita reviravolta, uma morte inesperada (e isso que é legal, porque apesar de Joelle, nesse segundo livro, seguir o mesmo parâmetro de outras escritoras de distopia como Marie Lu e Suzanne Collins – tem uma morte que ninguém espera, aquele personagem sacana é só uma vítima que acaba lidando com a perda da pior maneira, o aliado não é aliado coisa nenhuma, etc – a autora consegue surpreender a cada capítulo). Completamente indicado.

4 de mai. de 2016

Feitiço (Sarah Pinborough) – DL 2016


Título: Feitiço
Autora: Sarah Pinborough
Mês: Maio
Tema: Baseado em contos de fadas
Editora Única, 243p.

Cinderela é órfã de mãe e sua madrasta só tem olhos para as filhas. Seu pai não vê a situação injusta em que sua filha vive. Enquanto Rose, sua meia irmã sempre vai para as festas, Cinderela nunca pode, pois a renda familiar não permite gastos excessivos. Quando o rei anuncia dois dias de bailes para o qual todas as jovens são convidadas, pois o príncipe precisa escolher uma noiva, Cinderela mais uma vez se ressente de não poder ir. Então sua fada madrinha aparece e lhe concede o desejo de ir aos bailes, garantindo que ela irá se casar com o príncipe, mas pedindo algo em troca. Depois que estiver no palácio, ela deve procurar nos quartos e relatar ao cocheiro, que é o empregado da fada, o que encontrar. E assim acontece. A jovem conquista o príncipe, ao mesmo tempo em que prejudica Rose. Arrependida mas também feliz, sua fantasia logo começa a ruir, pois Cinderela logo percebe que seu príncipe não é tão encantado assim, e que nem sempre vale a pena passar por cima dos sentimentos alheios e viver de sonhos.

Adorei. Li em uma tarde, de tão agoniada que fiquei esperando que final teria essa versão da Cinderela. A surpresa se deveu ao fato de que eu não imaginava que seria uma continuação de Veneno. Não que comece exatamente de onde parou, para o leitor atento (que não foi o meu caso rsrsrs), dá para perceber quem é quem do meio do livro. Eu só fui notar quem era o príncipe da Cinderela quando ele se trancou no quarto misterioso, aí consegui perceber o que a fada madrinha queria tanto que Cinderela encontrasse no palácio. A junção de contos de fadas e a nova caracterização de alguns personagens clássicos, como a Branca de Neve, a Rainha Má e a própria Madrasta da Cinderela são os grandes trunfos dessa série. Não vejo a hora de ler o terceiro.

22 de jan. de 2016

O teste (Joelle Charbonneau) – RC 2016


Título: O teste: introdução
Autora: Joelle Charbonneau
Mês: Janeiro
Tema: Distopia
Editora Única, 11p.

Zeen, irmão mais velho de Cia, é considerado o aluno mais esperto e todo mundo diz que ele será chamado para fazer o Teste. Só que o dia da formatura chega e vai sem que isso aconteça. Zeen não quer saber de passar o resto da vida trabalhando para o pai, então ele tenta sair de casa na surdina, sem despedidas, até que uma conversa com o pai o faz desistir. A partir desse momento, é Cia quem começa a se preparar para ser chamada para fazer o Teste.

Livro fininho, leitura bem rápida. Esse ebook é somente um guia de introdução ao mundo distópico de Joelle Charbonneau. Nele fica claro o profundo laço que une Cia e seu irmão Zeen, coisa que é rapidamente mostrada no primeiro livro da série (foi o único que li até agora). Para quem gosta da série, esse ebook é obrigatório. Recomendo.

7 de ago. de 2015

Um milagre chamado Grace, de Kristin Von Kreisler – DL do Tigre 2015


Tema: Para fazer chorar
Mês: Agosto
Leitura do mês: Um milagre chamado Grace
Autora: Kristin Von Kreisler
Editora Única, 224p.

“Ah, obrigada, Grace. Obrigada.”

Lila trabalha em um escritório de relações públicas. Em um dia que parecia ser tão normal quanto qualquer outro, ela fica entre a vida e a morte quando um funcionário abre fogo, matando vários colegas. Traumatizada e sem poder se virar sozinha, ela se hospeda na casa da amiga Cristina. Com medo de tudo, ela acaba tendo que conviver com Grace, uma golden retriever meiga e carinhosa que passou por abusos. Cristina está hospedando a cachorra temporariamente até Adam, seu salvador, encontrar um lar definitivo para ela. Só que Lila tem pavor de cachorros e quando Cristina viaja, ela não tem como se recusar em cuidar da casa e de Grace, considerando a quantidade de favores que ela deve para a amiga. Ao mesmo tempo, ela tenta entender o que levou o ex-colega a tomar atitudes tão drásticas, mas sua busca não dá em nada. Enquanto tenta achar forças para superar seus traumas, ela também se sente forçada a cuidar de Grace, mesmo reconhecendo os benefícios para ambas da convivência mútua... Após tentar deixar Grace em um abrigo, Lila reconhece que a cachorra lhe pertence, assim como ela pertence a Grace. E uma bela amizade começa a tomar forma, ainda mais com a proximidade de Adam, pronto para mostrar pra Lila que a vida ainda tem coisas boas a serem aproveitadas.

Eu não sabia muito bem o que esperar desse livro. Claro, quando o escolhi para essa categoria do desafio, “Para fazer chorar”, já imaginava que iria chorar, de um jeito ou de outro, porque histórias sobre animais, não importa o final, eu já começo a ler chorando. Este livro, contudo, mesmo falando sobre uma cachorra que já havia sido sofrido maus tratos, confesso que demorei um pouquinho para me emocionar de verdade. Não que falte emoção, mas a infantilidade constante de Lila no que se referia a Adam e Grace deixou a desejar. De qualquer forma, valeu a pena porque mostra o poder que os animas tem de nos transformar e de nos fazer ver que, apesar das cicatrizes que possamos carregar, a vida ainda pode oferecer coisas boas, é só deixar o passado para trás e aproveitar o que vier pela frente. Adorei.

22 de jun. de 2015

O teste (Joelle Charbonneau) – RC 2015


Título: O teste
Autora: Joelle Charbonneau
Mês: Junho
Tema: Ambientado no futuro
Editora Ùnica, 318p.

- O teste nem sempre é justo, nem sempre é correto.

Chegou o dia em que Malencia Vale, ou Cia, e os jovens da Colônia Cinco se formam. Todos eles esperam ser escolhidos para o teste, um programa das Nações Unificadas que seleciona os melhores e mais aptos recém-formados para freqüentarem a Universidade e, no futuro, se tornarem líderes promissores na construção do mundo pós-guerra. Poucas pessoas selecionadas no passado têm quaisquer informações para dar para os novatos, então quando Cia é selecionada, seu pai a aconselha e confessa certos sonhos... Desconfiada, ela segue em frente, percebendo desde o início as tramas e armadilhas do teste. Cia e todos os outros devem passar por cada etapa e evitar concorrentes trapaceiros e perigosos. Acima de tudo, ela deve se preparar para o terror que a aguarda no final do teste, Afinal, ela não gostaria de ler de tudo que aconteceu. Ou gostaria?

Como eu estou na moda das distopias (parece que ainda não aprendi com Jogos Vorazes e Divergente, mas enfim), tive que pegar a trilogia de Joelle Charbonneau para ler. Ainda não me arrependi porque esse início, apesar de traumatizante (afinal, é uma distopia), é promissor. A narrativa é completamente envolvente, apesar de no início eu ter mais arrastado a leitura do que outra coisa. Antes de começar a ler, eu ainda não havia entendido o símbolo que aparece na capa, me parecia completamente estranho, depois tudo se encaixa. Devo dizer que estou gostando de ver que as autoras das distopias que li até agora criaram protagonistas fortes e independentes que encaram as provações sem pensar duas vezes. Em um mundo onde as mulheres conseguem conquistar certos objetivos que antes só eram permitidos aos homens almejar, a literatura atual está revelando um leque de belos exemplos femininos jovens. A editora Única está se tornando uma das minhas editoras favoritas, primeiro com uma trilogia de contos de fadas “subversiva” e agora essa distopia que, apesar de estar seguindo os mesmos moldes das outras, consegue surpreender com do início ao fim.

12 de jun. de 2015

Veneno, de Sarah Pinborough – DL do Tigre 2015


Tema: Capa linda
Mês: Junho
Leitura do mês: Veneno
Autora: Sarah Pinborough
Editora Única, 224p.

A rainha Lilith, bela e fria, é somente quatro anos mais velha que sua enteada, a doce Branca de Neve. Cansada do jeito da moça, que é a personificação de um conjunto de suavidade de comportamento, despreocupação com as regras e beleza arrebatadora, ela quer tirar Branca de Neve de sua vista. Quando o rei parte para a batalha, Lilith começa a por seu plano em prática, tentando de tudo para Branca de Neve se comportar como uma princesa, mas falha. Ela até mesmo tenta melhorar seu relacionamento com a enteada, mas tudo dá errado e ela começa a ser odiada. Ela então chama um caçador para matar a princesa, que não tem coragem de fazer de acordo com o que lhe foi ordenado e Branca de Neve foge e se refugia com seus amigos anões. Só que a avó de Lilith (a rainha vem de uma longa linhagem de bruxas) acaba conseguindo o que quer. E assim a princesa cai em sono profundo.

Repense seus vilões.

Quando eu vi esse livro pela primeira vez, a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa, que é muito linda. Aí comecei a ler e só o que tenho a dizer é que essa versão do conto da Branca de Neve é totalmente diferente de tudo que já se leu (ou pelo menos que eu li) por aí no que diz respeito aos detalhes da história. A autora segue a premissa principal do conto e transforma-o em uma história adulta, com cenas bem descritivas de sexo e palavrões. Aliás, devo afirmar que, apesar de odiar quando fazem versões mais eróticas de qualquer conto de fada (como fizeram na época do lançamento de Cinquenta tons de cinza), não ficou estranho no livro, porque você vê desde o início que a história é bem diferente da versão mais açucarada da Disney, a qual, querendo ou não, domina o nosso imaginário. Apesar de o lembrete estar bem claro, nunca imaginei o final que teve, o que eu acho que foi mera bobeira minha porque com uma princesa “porra-louca” como essa, não creio que poderia ser diferente. Outro ponto que eu gostei: existe referência a um ou dois outros contos clássicos (não vou dizer quais). Só achei a autora deixou algumas pontas soltas no final, não achei tenha sido um final propriamente dito. Valeu o dia que eu li e não vejo a hora de começar o segundo.