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6 de abr. de 2015

Horas noturnas, de Bianca Carvalho – DL do Tigre 2015


Tema: Suspense
Mês: Abril
Leitura do mês: Horas noturnas
Autora: Bianca Carvalho
Editora EraEclipse, 200p.

O ex-inspetor, agora detetive particular, Joseph Lestrange está investigando a morte de uma jovem, assassinada a sangue frio por um assassino impiedoso em Sorenhill, Inglaterra. Ele encontra junto ao corpo um papel com uma citação de Edgar Allan Poe:

“A perversidade é um dos impulsos mais primitivos do coração humano.”

Prometendo ajudar no caso, ele volta para casa e encontra a filha, Maryanne, ansiosa para saber o motivo de ter sido chamado tão cedo, já imaginando se tratar de um caso grave. Apesar de abalada ao saber que o cadáver era de uma amiga, Maryanne se interessa em ajudar o pai, só que dessa vez Lestrange não está interessado na ajuda. Magoada, ela vê o pai saindo de casa de um jeito que Maryanne percebe ser furtivo, acompanhado de um homem misterioso que ela nunca havia visto antes. Ao revistar o casaco, ela encontra o bilhete do assassino e uma nova mensagem escapou a atenção do seu pai. Ela fala com ele sobre suas deduções, mas novamente o pai a desacredita. No dia seguinte, Maryanne lê no jornal que um justiceiro denominado Caçador está de volta, a procura do assassino com um gosto peculiar por Poe, para fazer justiça com as próprias mãos. Com essa busca em comum, a vida de Lestrange, Maryanne e do Caçador se entrelaçam, e por mais que Maryanne tente, ela não consegue resistir ao mistério do justiceiro, ao mesmo tempo em que precisa afastar pretendentes com o lindo e arrogante Duque de Wallfair, Darren Carmichael... A busca pelo assassino continua, e o que Maryanne vai encontrar no final é mais do que ela jamais poderia imaginar.

Devo confessar que, no início, os dois únicos motivos de eu ter aceitado ler este livro foram: um, porque a própria autora mandou para a Equipe do Carpe Libri no intuito de divulgação (nada contra a Bianca Carvalho, só que eu não sou fã do gênero, não sou chegada a livros policiais); dois, a história se passa na Inglaterra do século XIX (eu adoro histórias ambientadas nesse período da História). Demorei um pouco para começar a ler, mas depois que comecei não consegui largar. Outra coisa que tenho que dizer é que estou começando a gostar da editora EraEclipse, em suas capas o personagem fica em primeiro plano com a imagem ao fundo retratando o clima da história. Li em uma tarde, direto, sem pausa. Além de adorar o clima de sedução entre o Caçador e Maryanne, fiquei louca tentando descobrir quem era o assassino. Uma coisa bem legal deste livro é que tudo, TUDO, é descoberto somente no final, mas no final MESMO (diferente daqueles livros onde tudo de resolve saindo da metade do livro e os capítulos restantes ficam na enrolação pura). Apesar disso, Bianca soube conduzir bem o enredo, não é uma trama corrida, o ritmo é constante, todos os acontecimentos são entrelaçados de forma que você vai chegando até a descoberta principal, quando a causa para o verdadeiro mistério aparece. Aí, quando você pensa que já sabe de tudo, mais uma surpresa (nessas alturas eu já estava roendo as unhas de antecipação porque sabia que não ia ficar daquele jeito mesmo). Não achei que seria o caso, mas eu adorei essa mistura de romance e suspense. Recomendo ler e reler quantas vezes puder.

10 de nov. de 2014

Tenshi (Luciane Rangel e Ana Cláudia Coelho)


Título: Tenshi: um anjo sem asas
Autora e Ilustradora: Luciane Rangel e Ana Cláudia Coelho
Editora EraEclipse, 287 p.

Era sete de julho, dia do tanabata Matsuri, Festival das Estrelas. Umi, Kaori e Natsu foram comemorar um dos festivais mais importantes do Japão, mas a alegria acaba quando algumas colegas aparecem e começam a atormentar Umi. Ela foge correndo, enquanto Kaori dá uma lição nas colegas maldosas. Na fuga, Umi encontra um rapaz aparentemente machucado caído no meio da rua. Ela tenta ajudá-lo e descobre que além da aparência incomum (ele é chinês e tem olhos verdes), o menino não sabe quem é nem de onde veio. Como forma de ajudá-lo, o professor Hinoki, irmão de Kaori, aceita após muita insistência abrigá-lo em sua casa. Umi dá um nome para ele, Aki, e tenta de todas as formas descobrir que ele é, de onde veio, o que gosta e o que não gosta (ela chega ao cúmulo de achar que ele é um anjo e o põe a prova algumas vezes, na certeza de que suas asas aparecerão do nada), mas é tudo em vão. À medida que a convivência entre eles aumenta, Umi vai percebendo que gosta dele. E sente muito ciúme quando vê certa intimidade entre ele e a nova professora de história. Enquanto ela tenta entender isso, descobre que a verdade sobre o pai de Natsuo, e tenta ajudar a amiga. O que ela não conta para Natsuo é o verdadeiro caráter de Ken, paixonite da amiga. Só quando ele é pego agarrando Kaori a força, Natsuo percebe tudo. Na mesma noite, outra revelação é feita, e Umi descobre tudo a respeito de Aki, mas não tem mais certeza se gosta da “nova versão” (ou verdadeira identidade) do rapaz.

Eu comprei esse livro assim que a Luciane Rangel anunciou a pré-venda por um simples motivo: ele viria autografado por ela e pela Ana Cláudia Coelho, que a (talentosa) ilustradora. Desde que terminei a trilogia Guardians, da Luciane, andava querendo saber o que ela andava aprontando, então quando ela anunciou Tenshi pela editora EraEclipse, nós, seus fãs, ficamos loucos pra saber mais. E a história não decepcionou. A protagonista é muito bobinha, tanto que chega a ser hilária (como assim, fazer o coitado do menino pular da árvore achando que ele era um anjo? Ri alto). Além das ilustrações, o livro traz também as fichinhas dos personagens principais, com as opiniões da Lu (olha a intimidade rsrsrs) e da Ana sobre cada um deles, além de informações sobre os termos e nomes de lugares japoneses para os leitores, o que eu achei muito considerado da parte dela. Amei demais a história, como sempre Luciane prendendo o leitor, tanto com a história central, quando com as tramas paralelas (a história pessoal de Kaori me emocionou bastante). Recomendadíssimo.