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13 de set. de 2019

Frankenstein (Mary Shelley) – DLS 2019


Título: Frankenstein
Autora: Mary Shelley
Mês: Setembro
Tema: Um livro do gênero que você menos gosta
Editora Martin Claret, 220p.

Em uma viagem cujo destino era o Pólo Norte, o capitão Walton resgata Vitor Frankenstein. Durante sua recuperação, o homem estranho conta sua história para seu salvador. Vitor foi um jovem de boa família, que teve boa educação e pais amorosos. Quando jovem, ele decide se dedicar aos estudos das ciências naturais e tem a idéia de criar um homem. Ele era obcecado com o segredo da vida em si mesma. O jovem leva dois anos nesse “projeto” e quando sua criação fica pronta, ele percebe que o homem que criou não é aquilo que imaginou. Horrorizado, ele foge e não conta para ninguém o que fez. O que Vitor não imagina é que sua vida irá mudar completamente, pois a criatura se julga abandonada e, devido ao terror que inspira nos homens, se dedica a perturbar e matar todos aqueles que Vitor considera caros, pois a criatura julga Vitor culpado.

Eu sempre quis ler esse livro, mas nunca tinha conseguido uma boa edição. Felizmente, achei uma tradução boa na biblioteca da escola onde trabalho e li durante o meu intervalo. Gostei bastante. Não sei se Frankenstein e Drácula fazem parte do mesmo gênero literário (ambos tem aquele toque de terror e mistério), só sei que prefiro Frankenstein. Além de finalmente poder matar minha curiosidade sobre a história (e finalmente perceber que Frankenstein é o nome do cientista, e não da criatura), gostei do estilo de escrita de Mary Shelley. Um clássico recomendado.

21 de dez. de 2018

198 livros: ALEMANHA – Os sofrimentos do jovem Werther (Johann Wolfgang Von Goethe)

Werther viaja para uma pequena cidade com o objetivo de cuidar dos negócios da família. Encantado com o lugar e com as pessoas, ele relata em suas cartas sua alegria e esperança para seu amigo Guilherme. No entanto, quando conhece Carlota, uma jovem prometida em casamento a Alberto, tudo muda. O tom de suas cartas, agora, passa a ser lúgubre, cheio de tristeza e desilusão por não poder ter Carlota para si. Seu amor vira uma obsessão, e o casamento da jovem o transforma em um homem mais frágil ainda.


Um dos livros mais difíceis que já li no ano todo. E sinceramente, achei que fosse gostar, porque romances epistolares sempre são interessantes, já que temos uma visão em primeira mão dos pensamentos dos personagens. Quando tive que escolher um autor alemão para o desafio, Goethe não foi nem de longe um dos primeiros que eu pré-selecionei (porque eu sempre tento manter várias opções para cada mês até escolher e ler). Eu queria uma leitura mais leve, mas acabei encontrando este livro em uma promoção e comprei.

Depois que terminei de ler, fiquei tentando imaginar qual era o meu problema com a história, já que eu não tenho tanta dificuldade lendo clássicos, até gosto da maioria. Achei que esse livro era só mais um romance cheio de drama e tragicidade. Então fui pesquisar o movimento literário do qual o livro faz parte e entendi porque tive dificuldade em lidar com a história em si.

Chamado Sturm und Drang (tempestade e ímpeto), este movimento surgiu opondo-se aos movimentos iluminista e racionalista. Seus adeptos postulam que o homem é um ser dominado pelas emoções e pelo tormento de seus sentimentos, e as obras que foram produzidas nesse período foram responsáveis para solidificar os ideais românticos.

De qualquer forma, valeu a pena. Não só porque eu aumentei a minha lista de clássicos lidos como consegui completar a “primeira parte” do 198 livros. Recomendo.

Editora Martin Claret.
148 páginas.

6 de nov. de 2017

O amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence) – IDY 2017


Título: O amante de Lady Chatterley
Autor: D.H. Lawrence
Mês: Novembro
Tema: Virou série
Editora Martin Claret, 304p.

Constance Chatterley é uma mulher liberal que teve a primeira experiência sexual antes do casamento. Seu marico, Clifford, é um aristocrata conservador. Um mês após seu casamento, ele parte para a guerra, mas volta paraplégico. Eles vão morar na mansão da família do marido, Wragby Hall, mas Constance se deprime com a rotina monótona de sua vida. Ela acaba se envolvendo com o escritor Michaelis, mas não dura muito. Ao se adoentar, ela vai para Londres em busca de tratamento, e quando volta, seu marido propõe que ela tenha um amante, para que ela engravide e eles possam ter uma criança. Num passeio, ela conhece Oliver Mellors, guarda-caça de Clifford, e o escolhe para seu amante.

Eu esperava mais dessa história. Juro. Porque é um clássico, porque vi uma boa propaganda da série da BBC (e por causa das diferenças entre ambas as mídias também), porque eu gosto de romances, e por causa do linguajar dos personagens. Me desiludi muito. O livro é bom, a história é boa, e a polêmica em torno do autor e do tema chama atenção e deixa curioso para ler, mas é só isso. Não consegui me sentir fisgada pela história, teve um ponto que eu já estava arrastando a leitura. O final não foi NADA do que eu esperava, fiquei decepcionada porque pareceu uma história inacabada. Vale a pena por ser clássico, nada mais.

3 de mai. de 2017

O paraíso perdido (John Milton) – IDY 2017


Título: O paraíso perdido
Autor: John Milton
Mês: Maio
Tema: Gênero que menos gosta
Editora Martin Claret, 485p.

Sinopse: Um dos pilares da cultura de língua inglesa, John Milton é um clássico em que a erudição épica renascentista se associa à sonoridade retórica e religiosa do barroco. Sua obra-prima é a epopéia Paraíso Perdido (1667), em que recria o conflito entre Lúcifer e Deus com uma metafísica monista e uma espécie de materialismo cristão. Composta de 12 livros e escrita em pentâmetros ingleses, a obra apresenta a inovação dos versos bancos (sem rima), com extraordinário senso de ritmo e sonoridade.

Todo mundo sabe que eu sou uma negação na leitura de poesias. Simplesmente me cansa e me enjoa rápido então é muito difícil eu ler livros do tipo. Tive que abrir uma exceção dessa vez, e não me arrependi. Na verdade, eu queria ter lido esse livro faz mais tempo, desde que comecei a estudar Tolkien e suas influências, e não me arrependi. Tem alguns livros na literatura atual que tratam dessa temática, dos anjos decaídos, e eu nunca consegui ler, mas Milton escreve de um jeito que é impossível não ficar presa na leitura. Enquanto lê, parece que você está vendo cada uma das cenas (a serpente tentando Adão e Eva, eles sucumbindo ao proibido, Gabriel tentando impedir Satã de seduzir Eva…), devido a força das palavras. Eu juro que fiquei arrepiada em vários momentos. Completamente indicado.

10 de abr. de 2017

As aventuras de Tom Sawyer (Mark Twain) – IDY 2017


Título: As aventuras de Tom Sawyer
Autor: Mark Twain
Mês: Abril
Tema: Clássico
Editora Martin Claret, 270p.

Tom é órfão e vive com a sua tia Polly e com os seus primos. Ele adora faltar a escola, e sua tia acha que arrastá-lo para a Igreja vai corrigi-lo. Ele se apaixona pela sua nova colega, Becky Thatcher, e seu pequeno romance parece estar indo bem até que Becky se zanga com ele. Na mesma noite, ele foge de casa acompanhado de Huckleberry Finn. Os garotos vão para o cemitério e acabam testemunhado o roubo de sepulturas por parte do índio Joe, o Dr. Robinson e Muff Potter. Acontece uma discussão e Joe mata o doutor, aproveitando para incriminar Potter, que estava desmaido de bêbado. Quando acorda, ele acha que realmente cometeu o crime e foge. Huck e Tom decidem ficar quietos, mas o corpo e a arma do crime são encontrados, levando a Potter. No dia seguinte, os dois meninos percebem que a cidade inteira os procura e crê que eles morreram afogados. Eles levam a farsa adiante, mas depois se arrependem e resolvem voltar para casa. O julgamento de Potter se aproxima e Tom resolve contar a verdade, mas Joe foge. Ele é encontrado morto e Huck e Tom se tornam heróis da sua cidade.

Uma história bem divertida que eu li bem rápido. Devia ter lido primeiro este livro e depois As aventuras de Huckleberry Finn (que eu li ano passado), mas essa mudança não influenciou em nada na minha leitura. Na verdade, pareceu até que a história já me era familiar. Não tenho muito mais o que falar, só que eu gostei bastante. Indico.

14 de set. de 2016

Madame Bovary (Gustave Flaubert) – RC 2016


Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Mês: Setembro
Tema: Desafio da Rory Gilmore
Editora Martin Claret, 210p.

Charles Bovary é um jovem médico, casado com uma mulher mais velha e viúva. Quando ele recebe um chamado para um atendimento, conhece Emma, filha do paciente, e se apaixona. Sua mulher fica com ciúmes, mas falece pouco tempo depois. Ele então pede Emma em casamento e ela aceita. Nascida e criada em uma fazenda, Emma sempre desejou viver em uma cidade grande. Mas o casamento com Charles, um homem sem ambições, a entendia rapidamente e assim Emma procura viver suas aventuras sonhadas quando adolescente ao se envolver com outros homens.

Mais uma categoria do desafio que me fez ficar louca atrás de um livro que soubesse de uma tradução em português que ainda NÃO tivesse livro. Esse desafio, que em inglês chama-se The Rory Gilmore Book Club, engloba todos os livros lidos por Rory Gilmore, protagonista da saudosa série Gilmore Girls. Enquanto eu li poucos da lista dela, o resto que eu tenho vontade de ler não encontro edições em português. Então tive que escolher entre Madame Bovary e Anna Karenina, o qual ate hoje não consegui ler. Escolhi Madame Bovary e surpresa, consegui gostar do livro. O fato de que cada cena ser descrita por um personagem diferente ajudou, pois assim dá para se ter uma noção do que acontece através do ponto de vista de cada personagem, ao invés do narrador. Apesar de ser mais um livro que eu tenho certeza que não irei reler tão cedo, eu recomendo só pelo fato de ser um clássico.

11 de jul. de 2016

Ben-Hur (Lewis Wallace) – DL 2016



Título: Ben-Hur
Autor: Lewis Wallace
Mês: Julho
Tema: Adaptação literária em 2016
Editora Martin Claret, 528p.

Jerusalém, início do século I, momento em que a humanidade está para ser transformada para sempre. Judah Ben-Hur é um judeu de família abastada. Messala, seu amigo de infância, era romano por nascimento, mas se criou na Judéia. Após anos afastados um do outro, o reencontro entre os dois amigos não ocorre como Judah esperava, pois Messala agora era um homem modificado pela grandiosidade e seduzido pela corrupção de Roma. Um acidente e Judah, junto com sua mãe e irmã são presos e a fortuna da família é confiscada. Condenado a servir nas galés, Judah passa anos longe e por um ato de bondade para com um romano, consegue voltar para casa e descobrir a origem dos infortúnios que caíram sobre sua família. Os desaparecimentos da mãe e da irmã aumentam seu ódio por Messala, e ele vê em uma famosa corrida de bigas a chance de fazer o ex-amigo pagar por tudo que lhe fez.

Me lembro de quando peguei esse livro para ler pela primeira vez. O engraçado é que, pensando nisso agora, não sei porque escolhi justamente este, dentre tantos outros que eu considerava na época mais legais (fosse pela capa, fosse pelo título). Eu tinha entre 10 e 13 anos, era encantada pela coleção colorida de 50 volumes publicados pela editora Abril que o meu avô tinha na biblioteca dele. Eu não cheguei a ler os cinco, li a maioria e Ben-Hur faz parte desse grupo. O único motivo que eu agora consigo imaginar para ter escolhido este livro dentre os outros foi por causa da ilustração da capa, uma biga romana. Na época, eu era fascinada por mitologia e história Greco-romana, e já tinha ouvido falar do filme com um tal de um antigo ator famoso Charlton Heston (que eu conheci através dos gibis do Pato Donald), então não foi difícil gostar da história. Outra coisa que me lembro é de ter ficado surpresa com o contexto que o autor resolveu escolher para centralizar o enredo de sua história, e acabei gostando mais do livro por isso. A leitura dessa vez me ajudou a lembrar muito da história, o que foi bom, porque vai sair o filme esse ano. Um verdadeiro clássico da literatura que eu recomendo.

17 de mai. de 2016

Lançamentos: C.S. Lewis e Charlotte Brontë

Esse mês foram anunciados dois lançamentos ótimos: The Chronicles of Narnia official colouring book, o livro de colorir do mundo fantástico de Nárnia, criado por C.S. Lewis, que está chegando pela editora WMF Martins Fontes.


O segundo livro é Villette, de Charlotte Brontë, pela editora Martin Claret. Em formato brochura, previsto para sair no segundo semestre de 2016. Quem se recorda, eu já li e fiz a resenha da edição publicada pela editora Pedrazul.

14 de mar. de 2016

Tristão e Isolda (Fernandel Abrantes) – DL 2016



Título: Tristão e Isolda
Autor: Fernandel Abrantes
Mês: Março
Tema: Medieval
Editora Martin Claret, 144p.

Tristão ficou órfão muito cedo. Criado por um amigo de seu pai para se tornar um cavaleiro, aos 12 anos se mete em um grande problema e acaba indo parar nas terras que mais tarde descobre serem do seu tio, o rei Marcos da Cornualha. Ele acaba ganhando o afeto e confiança do tio e se torna seu provável herdeiro, pois Marcos não era casado nem tinha filhos. Ferido mortalmente em uma luta para salvar Marc, ele pede ao tio para ser colocado em um barco e morrer em mar aberto. O barco é encontrado em Weisefort, terra de Morholt, onde Isolda, a Loura, o cura. Tristão estava irreconhecível devido ao ferimento que recebeu e volta para o reino de Marc antes que alguém saiba quem ele é. Os barões da corte de Marcos odeiam Tristão e aconselham o rei a casar com uma princesa que lhe desse herdeiros, ou então, os barões declarariam guerra a ele. Certo dia, algumas andorinhas entraram pela janela do quarto do rei e deixam cair um fio de cabelo loiro e fino. Assim, Marcos decide que é a dona deste fio de cabelo que ele irá desposar. A moça é Isolda. Ela cura Tristão novamente quando o jovem é envenenado por um dragão que atacava o reino de Weisefort. Quem o matasse se casaria com Isolda. Tristão mata o animal e recebe Isolda como noiva de Marc. Os dois, a caminho da Cornualha, tomam uma poção que faz com se apaixonem um pelo outro. Isolda e Marc se casam, mas a rainha e o cavaleiro se tornam amantes. Desconfianças, inveja e armações levam a um final trágico e emocionante.

Faz muito tempo que eu vi o filme baseado nessa história. Na época achei meio fraco, mas agora depois de ler o livro, vejo que não tem nem comparação. Comparado ao filme, o livro é bem melhor. Apesar de a história ser meio trágica, adorei a leitura, e como eu adoro mitologia celta, amei as menções ao rei Arthur e a Avalon. O livro é fininho, dá pra ler em uma tarde. São muitas reviravoltas e desencontros que fazem você ficar grudado na leitura até terminar. E o final, apesar de achar bem previsível (fiquei com essa sensação mesmo antes de ver o filme), vale a pena. Recomendadíssimo.

17 de fev. de 2016

As Aventuras de Huckleberry Finn (Mark Twain) – RC 2016


Título: As Aventuras de Huckleberry Finn
Autor: Mark Twain
Mês: Fevereiro
Tema: Mencionado em outro livro
Editora Martin Claret, 363p.

Huck Finn é só um garoto, mas já passou por muita coisa em sua vida curta. Seu pai, um alcoólatra inveterado, não o deixava em paz. Depois de ganhar notoriedade ao se aliar a Tom Sawyer, ele é adotado pela viúva Douglas, que vai tentar civilizá-lo junto com Miss Watson. Mas Finn é um espírito livro e não aceita as regras da viúva. Mas o pai aparece e o leva de volta. Ele queria fugir, mas lembra que a alternativa seria voltar a viver com a viúva, o que Finn não quer. Então ele forja a própria morte e escapa. Subindo o rio Mississipi numa jangada em busca de liberdade, ele atraca em uma ilha e encontra Jim, escravo de Miss Watson, e quase o mata do coração, já que era tido como morto. Ele convence o escravo, que também está fugindo, de que não é um fantasma e assim, os dois se unem, acabam se tornando amigos e vivem situações tanto engraçadas quanto perigosas.

Livrinho surpreendente. Gostei não só porque é um clássico da literatura norte-americana, mas porque o livro é baseado nas lembranças da infância do autor, Mark Twain, e eu adoro livros desse tipo. A surpresa foi descobrir que o livro é continuação de As aventuras de Tom Sawyer, que eu ainda não li. Uma coisa que eu achei legal é o quanto Finn se julga por estar ajudando um escravo fugido. Menino branco que nasceu e cresceu pensando que todo negro tem dono, ele acha que queimará no inferno por ajudar Jim a fugir. Esse debate de consciência é o ponto alto do livro, na minha opinião, ainda mais porque se trata da consciência de um garoto. Vale muito a pena.

14 de set. de 2015

Mulherzinhas (Louise May Alcott) – RC 2015


Título: Mulherzinhas
Autora: Louise May Alcott
Mês: Setembro
Tema: Romance clássico
Editora Martin Claret, 258p.

Durante a Guerra Civil, uma família norte-americana humilde tem que se manter enquanto seu pai foi chamado para lutar. A Sra. March e suas quatro filhas Meg, Jo, Beth e Amy vivem como podem, com suas tarefas domésticas diárias e tentando lidar com a falta do pai. Cada uma das irmãs tem uma característica que as define: Meg gosta de luxo, Jo adora ler, Beth é a mais bondosa e Amy gosta de arte. As mulherzinhas fazem amizade com Laurie e seu avô, o Sr. Lawrence, e tem o tempo dividido entre o cuidado com a casa e o aprendizado de valores morais importantes. A Sra. March faz questão de ensinar as filhas, de um jeito bastante eficaz, sobre bondade, retidão de caráter e o amor à pátria. Um grande amigo das quatro, Laurie se apaixona por Jo, mas ela não pensa nesses assuntos. Alguns problemas e uma grave doença lançam uma sombra sobre a quietude da família, mas a união e boa vontade que a mãe incutiu nas suas mulherzinhas as ajudam a suportar tudo.

Eu sempre tive curiosidade sobre essa história. Quando vi um episódio da série Friends onde Rachel recomendava o livro para Joey (veja um trecho do episódio aqui), fiquei com mais vontade de ler (e fiquei com muita raiva quando, no final do mesmo episódio, Rachel praticamente dá um spoiler do livro. Já fui ler esperando essa parte, mas graças a Deus era spoiler falso \o/ O que me levou a perceber que, apesar da edição da Martin Claret anunciar ser o texto integral, existe uma continuação porque a história original é dividida em dois volumes (e a Martin Claret traduziu só o primeiro). A história é cativante e de uma simplicidade ímpar, e mesmo sendo delicada e talvez até ingênua para os padrões atuais, serve de exemplo para nossa conduta. Completamente indicado.

23 de fev. de 2015

As pupilas do senhor reitor (Júlio Dinis) – RC 2015


Título: As pupilas do senhor reitor
Autor: Júlio Diniz
Mês: Fevereiro
Tema: Livro que sua mãe ama
Editora Martin Claret, 310p.

Clara e Guida são duas irmãs, órfãs, que vivem em uma aldeia portuguesa do século XIX, e seu tutor é o reitor. Guida ou Margarida namora Daniel das Dornas, mas quando o relacionamento é descoberto pelo pai dele, José das Dornas, o jovem é enviado ao Porto para estudar medicina. 10 anos depois, Daniel volta já médico para a aldeia. Margarida agora é professora e Pedro, irmão de Daniel é noivo de Clara. Margarida continua apaixonada, mas Daniel esqueceu o amor de juventude graças aos costumes viciosos da cidade. Encantado por Clara, ele começa a tentar conquistá-la e a moça o estimula, até perceber que a situação não terá um final feliz. Quando ela resolve dar um basta, Pedro os surpreende, mas Margarida salva a pele da irmã e acarreta para si um escândalo. Mas Daniel, vendo sua atitude abnegada, se recorda do antigo sentimento e tenta conquistá-la novamente.

Esse foi um dos poucos livros que bateram com a descrição do tema, porque eu e minha mãe não temos o mesmo gosto para leituras (ela ama Shakespeare, as únicas obras dele que gosto já li para desafios passados; ela adora Morro dos Ventos Uivantes e apesar de não suportar essa história, também já li ano passado) Nem sei como lembrei desse livro, acho que foi por falta de opção. Então, lembrei que a novela (homônima de 1994) havia se baseado em um livro, aí fui buscar e achei essa publicação da Martin Claret. Como eu vi a novela antes de ler o livro, sei como tudo acontece e como termina, não tive nenhuma surpresa. A leitura foi meio arrastada porque sou meio traumatizada com romances portugueses, mas gostei.

13 de out. de 2014

O médico e o monstro (Robert Louis Stenvenson) – DL 2014



Título: O médico e o monstro
Autor: Robert Louis Stenvenson
Mês: Outubro
Tema: Terror
Martin Claret, 135p.

Mr. Utterson, advogado, descobre um episódio envolvendo um sujeito chamado Hyde. O mesmo Hyde que tornou beneficiário do testamento de um grande amigo seu, Henry Jekyll. Utterson sai em busca de explicações sobre o tal homem com outro amigo e também conhecido de Jekyll, o médico Lanyon. Ele descobre quem é o homem, mas não entende de onde surgiu a repulsa instantânea provocada pela aparência dele. Utterson tenta descobrir também porque Jekyll confia tanto em Hyde, mas o amigo não explica. Até um crime cruel ter Hyde como suspeito, o que faz Jekyll cortar qualquer que fosse a relação com o misterioso homem e começar a viver bem novamente. Quando Lanyon se diz não mais amigo de Jekyll e morre, Utterson percebe que o amigo começou a agir de modo estranho de novo. No dia em que Poole, mordomo de Jekyll, aparece com um pedido de ajuda, o advogado percebe que está na hora de esclarecer aquela situação de uma vez por todas. Mas o que ele descobre não chega perto de suas suspeitas mais loucas.

Eu conhecia essa história, mas nunca havia pensado em ler o livro porque não faz meu estilo. Mais uma vez, me surpreendi gostando da leitura. Mesmo quem não curte terror psicológico, não consegue largar o livro porque também fica absorvido pelo mistério de Hyde (eu fiquei, totalmente). Muito recomendado.

13 de ago. de 2013

Moby Dick (Herman Melville) – DL 2013


Tema: Vingança
Mês: Agosto
Título: Moby Dick
Autor: Herman Melville
Ed. Martin Claret, 583p.

Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas. (Sinopse: Skoob)

Uma história intensa do início ao fim. O autor é preciso quando narra o funcionamento da caça as baleias no início do século XIX. O fato de o livro ser muito descritivo no começo da história pode ser um fator que não conte muito a seu favor para quem detesta longas descrições, mas para o leitor atual é válido porque nos apresenta detalhes do mundo baleeiro. A obsessão de um homem por uma baleia que ele nunca conseguiu matar foi o que sempre me intimidou nessa história (eu vi o filme antes de ler o livro, e também já havia lido uma versão infantil), e, confesso, como alguém que é contra a caça a esses animais, meu lado ativista fala alto e eu fiquei muito feliz com o fato da baleia não ser pelo homem. Uma história visceral, que apresenta nos dois protagonistas (o animal e o homem) a simbologia entre o bem e o mal, vale muito a pena ser lido.

29 de jul. de 2013

Caninos brancos (Jack London) - DL 2013



Tema: Cor no título
Mês: Julho
Título: Caninos brancos
Autor: Jack London
Ed. Martin Claret, 196p.

Parte lobo, parte cão, Caninos Brancos é vendido por seu dono índio ao perverso Beleza Smith. Sofrendo mil tormentos, o animal aprende que para sobreviver é preciso adaptar-se sempre e sempre. Nesta aventura clássica, Jack London mais uma vez traça um empolgante paralelo entre bicho e homem, natureza e civilização. (Sinopse: Skoob)

Esse livro é diferente do que eu esperava, de várias maneiras. Jack London faz mais do que traçar um paralelo entre homem e animal, sua história é uma descrição visceral do homem e do animal enfrentando-se na natureza, cada um seguindo o instinto de sua própria espécie, sem considerar o outro. Confesso que em algumas partes fiquei chocada e tive vontade de chorar (parecia que eu estava assistindo um daqueles documentários sobre animais selvagens, que sempre me fazem cair no choro). Um clássico, realmente, que merece várias leituras.

29 de abr. de 2013

Sonho de uma noite de verão (William Shakespeare) - DL 2013


Tema: Uma ou mais das quatro estações no título
Mês: Abril – livro 2
Título: Sonho de uma noite de
Autor: William Shakespeare
Ed. Martin Claret, 143p.

Hérmia e Helena grandes amigas, mas Demétrio, por quem Helena está apaixonada, ama Hérmia. Esta, por sua vez, ama Lisandro. Outro “fator” contra o romance de Hérmia e Lisandro é o pai dela, que não aprova. Ele queria que ela casasse com Demétrio. Lisandro quer viver o romance, então sugere que eles fujam, mas Hérnia acaba contando sobre sua fuga para Helena, que conta para Demétrio. Assim, os quatro jovens, de maneira tortuosa, acabam se encontrando na floresta, onde habitam seres encantados. Mas a hora é péssima, pois as fadas e os duendes estão em discórdia, e os jovens acabam sofrendo as conseqüências disso. O rei dos Duendes, vendo o amor não correspondido de Helena por Demétrio, manda seu servo usasse nele a essência do Amor-Perfeito, uma flor que tinha o poder de fazer a pessoa se apaixonar pela primeira criatura que visse. A confusão começa quando o servo coloca a essência nos olhos da pessoa errada...

Nunca fui fã de Shakespeare. Todas as resenhas de livros do autor que fiz até hoje foram para desafios literários, ou seja, leitura obrigatória. No entanto, sempre tive curiosidade sobre essa história. Nunca havia lido, então foi uma bela surpresa. Na verdade, a primeira vez que soube sobre essa história foi quando lia uma versão dela adaptada para um gibi do Tio Patinhas (Brigitte, apaixonada pelo pão-duro, estava cansada de tentar conquistá-lo. Até Maga Patológica aparecer no caminho dela para lhe entregar a flor poderosa, tudo em um plano para conseguir pegar a moeda número Um do pato milionário). Como tudo relacionado a Disney, eu adorei e procurei saber mais sobre a história. Então adorei o livro. Apesar de estar enjoada de livros com confusões sentimentais, esse estranho triângulo amoroso faz com que o leitor acabe torcendo para todo mundo ficar feliz (o que não é comum em situações como essa...) Recomendo.

1 de ago. de 2012

Drácula de Bram Stoker – DL 2012


Tema: Terror
Mês: Agosto de 2012
Leitura do mês: Drácula
Autor: Bram Stoker
Editora Martin Claret, 438 p.

Um corretor de imóveis chamado Jonathan Harker viaja para a Europa central para negociar com um nobre romeno, Conde Drácula, interessado em adquirir uma propriedade na Inglaterra. Apesar de alguns fatos estranhos, o negócio se concretiza. Mas o corretor começa a ficar apavorado. De volta a Londres, o rapaz começa a perceber a relação entre acontecimentos noticiados pela imprensa local, ocorrências no seu círculo de amizades, com destaque para o médico Seward e Van Helsing, e a chegada do nobre à cidade. Eles se organizam para desarticular o plano de Dracula, interessado em reproduzir na maior cidade de então o mesmo domínio que exerce sobre os habitantes da Transilvânia. Jonathan e sua noiva Mina também agem. Mas um triste acontecimento frustra os planos do grupo por um tempo até a caçada se reiniciar. 

Um livro difícil de ler. As descrições no início são exaustivas, mas mesmo para alguém que não é fã de terror como eu o livro vale a pena. Estava com saudade do vampiro “normal”, que morre com uma estaca no coração e bebe sangue humano. Apesar de ter certeza de que não vou ler esse livro de novo, recomendo.

5 de ago. de 2011

O Guarani de José de Alencar – DL 2011



Tema: Clássicos da literatura brasileira

Mês: Agosto de 2011 (Livro I)

Título: O Guarani

Autor do livro: José de Alencar

Editora: Martin Claret

Nº de páginas: 280

Sinopse: Este romance indianista conta a história de amor entre o Índio Peri e a moça branca Ceci, tendo como cenário o Brasil do século XVII. Alencar foi um escritor romântico que enfocou os mais importantes aspectos da nossa realidade: o índio e o branco, a cidade e o campo, o sertão e o litoral.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… nada, apesar de ter uma das ilustrações mais bonitas do livro.

Eu escolhi este livro porque… há muito tempo queria ler essa história.

A leitura foi… ótima, apesar da linguagem. Eu sou apaixonada pela história do índio heróico e da mocinha indefesa desde a minha primeira aula de literatura do Ensino Médio. Peri se tornou meu ideal de herói romântico brasileiro. Ceci, com aquele jeitinho de menininha jovem e inocente me irritou, confesso, mas Peri supriu toda minha irritação com tanta força e heroísmo. Quando vi o índio Apoena da novela Araguaia, achei que o ator seria perfeito para uma possível adaptação para a televisão da história. Ridículo, eu sei, mas não pude evitar. Eu literalmente adoro Peri.

Os personagem que eu gostaria de ter ajudado foram o casal principal no momento da fuga.

O trecho do livro que merece destaque: a parte da fuga, quando narra-se que de Peri e Ceci nasceria o novo povo brasileiro. Essa descrição é tão... tem um tom bastante forte de nacionalismo, patriotismo, que dá um gosto enorme em ler.

A nota que eu dou para o livro: 5

6 de jul. de 2011

Pollyanna e Pollyanna Moça (Eleanor H. Porter)



Pollyanna é um romance de Eleanor H. Porter, publicado em 1913 e considerado um clássico da literatura infanto-juvenil.
A história gira em torno de Pollyanna Whittier, uma jovem órfã que vai viver em Beldingsville, Vermont com sua única tia viva, tia Polly. A filosofia de vida de Pollyanna é centrada no que ela chama de "o Jogo do Contente", uma atitude otimista que aprendeu com o pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por que passemos. Com essa filosofia, aliada a uma personalidade radiante e uma alma sincera, Pollyanna leva muita alegria e contentamento à sombria e triste propriedade da tia. O "jogo do contente" protege-a também das atitudes severas e desaprovadoras de sua tia. Em breve, Pollyanna ensina a alguns dos mais problemáticos habitantes de Beldingsville a 'jogar o jogo do contente'. Até sua tia, achando-se sem saída diante da animada recusa de Pollyanna de ficar triste começa a se tornar mais simpática e amigável, muito embora resista ao jogo do contente mais tempo do que qualquer outra pessoa. Mas um sério acontecimento balança o forte otimismo de Pollyana; nesse instante, todas as pessoas que a menina ajudou agora aparecem em seu socorro e a ajudam a não desistir de seu famoso jogo.
O livro fez tanto sucesso que Eleanor lançou uma sequência, Pollyanna Moça, em 1915. Nesse novo livro, Pollyanna se transformou em uma encantadora jovem, amada por todos os que com ela aprenderam o famoso "Jogo do Contente". Sua fama de pessoa especial vai além dos limites de Beldingsville, a cidadezinha onde vive com Tia Polly. Pollyanna recebe um convite especial para passar uma temporada em Boston. Alguém de lá precisa muito dela... Mas ela não irá apenas conquistar novas amizades, irá também encontrar o amor e com ele as dúvidas e emoções de todos os apaixonados.
O livro foi marcante, não somente por ter sido o primeiro dos clássicos da literatura que eu li, mas pelos ensinamentos implícitos. No começo, me irritava a mania de não se irritar da protagonista, eu pensava “caramba, essa menina só pode ser retardada, não tem como uma pessoa viver contente”. Irritou tanto ela falar do jogo do contente, que eu queria continuar lendo, só para ver até onde ela agüentaria jogar. No momento em que ela pára de jogar, me arrependi e torci para ela voltar logo ao seu jogo do contente. Porque, na verdade, esse jogo mostra o que há de melhor no ser humano. É uma leitura cativante, que mostra como uma criança determinada e seu jogo infantil podem fazer bem a mais carrancuda das pessoas.