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25 de fev. de 2026

Mona Lisa (Donald Sassoon) - DAL 2026


 

Título: Mona Lisa: a história da pintura mais famosa do mundo
Autor: Donald Sassoon
Mês: Fevereiro
Tema: Letra D
Editora Record, 364p.

A Mona Lisa é uma das maiores obras de arte da civilização ocidental. A única a ter sua própria sala. Donald Sassoon explica a origem do quadro e quais os caminhos de Leonardo da Vinci para que o quadro terminasse no Louvre, quem é a mulher por trás a pintura, como começou o fascínio pela obra até se tornar o que é: um ícone global.

Um livro excelente, não só para quem gosta de história da arte mas também para aqueles que tem curiosidade somente sobre a Mona Lisa. O autor, mesmo quando explica as variadas sugestões de mulheres que foram consideradas as “verdadeiras” modelos para Leonardo, não se perde, ele é sucinto. Foram as melhores partes do livro, foi quase uma viagem feita junto com o quadro, desde a Itália até a França. Ele também a aborda o roubo do quadro e a maior popularização resultante da Mona Lisa. Muito recomendado.

28 de jan. de 2026

198 livros: ZIMBÁBUE – A garota no trem (Paula Hawkins)

Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio por galpões, caixas d’água, pontes, casebres e aconchegantes casas vitorianas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal.
Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.
A primeira vez que eu vi o filme baseado nesse livro foi sem pretensão. Fiquei surpresa de gostar, e tendo finalmente lido o livro, deu pra notar que um não deixa nada a dever ao outro. Eu li com os atores na cabeça, então acho que isso foi mais um fato que me levou a gostar do livro também. Recomendo.

Editora Record.
378 páginas.

6 de set. de 2023

Asiáticos podres de ricos (Kevin Kwan) – DLL 2023


 

Título: Asiáticos podres de ricos 
Autor: Kevin Kwan 
Mês: Setembro 
Tema: Histórias de gerações familiares 
Editora Record, 490p. 

Rachel Chu e Nick Young namoram faz dois anos. Ambos são professores universitários (ela de economia, ele de história) e vivem muito bem juntos. Sem tocar no assunto casamento, mas tendo certeza que alguma hora esse passo vai ser dado, Rachel não pensa muito quando Nick a convida para o casamento de seu melhor amigo, quando ela vai também poder conhecer a família dele. Só que a moça, de origem chinesa mas de formação americana, vai encontrar um mundo totalmente diferente do que está acostumada, quando a notícia corre de que o herdeiro dos Young está voltando pra casa com uma garota... Um mundo de gente podre de rica e esnobe, que quer muito ver Rachel pelas costas, enquanto Nick não vê seu futuro sem ela. Agora o jovem vai precisar conseguir escolher entre a noiva e sua família. E Rachel vai ter que decidir que tipo de vida ela quer pra si mesma. 

Essa foi uma história que me pegou totalmente de surpresa. Eu vi o filme primeiro, gostei muito e fui atrás do livro. Pelos comentários, sabia que teria uma diferença grande entre um e outro, mas não imaginava que seria tanta. O livro é mais detalhado, faz um panorama maior sobre a sociedade cingapuriana e as famílias mais importantes, e isso foi uma coisa que me chamou a atenção porque o autor é descritivo sem ser chato. O final do filme não deixou margem para uma continuação (pelo menos eu não enxergo), enquanto essa série tem mais dois livros. Li em dois dias, adorando. Recomendo. O livro e o filme.

9 de set. de 2022

O último duelo (Eric Jager) – DLL 2022



Título: O último duelo 
Autor: Eric Jager 
Mês: Setembro 
Tema: Um livro histórico 
Editora Record, 287p. 

Uma mulher casada tem a visita inesperada do amigo do seu marido em sua casa. A visita se torna inconveniente e depois agressiva, resultando em um estupro. Ela é aconselhada pelo agressor a não abrir a boca, porque as consequências para ela seriam muito ruins. No entanto, Marguerite se recusa a engolir a humilhação e conta tudo para o marido. O resultado disso é o último julgamento por combate realizado na França durante a Idade Média. 

Eu fiquei curiosa sobre esse livro assim que saiu a notícia sobre o lançamento do filme com o Adam Driver (aliás, um filme com um hype tão grande pelos fãs do ator que virou um desastre de bilheteria). Não me decepcionou em nada a leitura. O autor é bem objetivo, ele não perde tempo tentando preencher as lacunas com cenários e acontecimentos muito imaginativos, o que acaba acontecendo quando se conta um fato histórico em que as fontes são muito escassas. Dá para perceber o nível da pesquisa que foi feita para que o livro pudesse ser escrito, os detalhes sobre cada lado da história acabam sendo fascinantes. Leitura que vale a pena.

18 de mar. de 2022

Os diários secretos de Charlotte Brontë (Syrie James) – DLL 2022


 

Título: Os diários secretos de Jane Eyre 
Autora: Syrie James 
Mês: Março
Tema: Um livro do seu gênero favorito 
Editora Record, 525p. 

Charlotte Brontë é uma mulher solteira de 29 anos de idade. Longe de seu prime e não se considerando uma mulher bonita, não se casou, vive com o pai e as irmãs Emily e Anne na casa paroquial em Yorkshire. Com os sonhos de se tornarem escritores tendo sido deixado de lado, Charlotte, suas irmãs e seu irmão Branwell precisaram procurar emprego para se manter. Como os trabalhos aceitáveis para mulheres eram de governanta (trabalho que Charlotte menosprezava) ou professora, as três estudaram em Bruxelas buscando mais conhecimentos para abrir uma escola, mas tal empreendimento não deu certo. No entanto, tudo muda quando as três irmãs começam a amadurecer a ideia de escrever e publicar seus livros. Com níveis moderados de sucesso alcançados, a vida de Charlotte sofre certas mudanças muito sérias, trazendo algo que ela não esperava mais para sua vida... 

Caro leitor, Imagine, se puder, que uma incrível descoberta acaba de ser feita, provocando uma enorme agitação no mundo literário: uma série de diários, que haviam ficado enterrados e esquecidos por mais de um século no porão de uma fazenda nas Ilhas Virgens britânicas, foram oficialmente autenticados como sendo os diários de Charlotte Brontë. O que tais diários revelariam? 

E é assim que Syrie James inicia esse livro. Baseado nesses diários encontrados, a autora romantizada a vida de Charlotte e suas irmãs, Emily e Anne. Não é uma biografia que narre desde seus nascimentos, mas aborda os acontecimentos principais de suas vidas (ela também escreveu Os diários secretos de Jane Austen, então quem já leu, sabe o estilo de escrita da autora). Valeu a pena cada minuto da leitura, a história flui de forma nem lenta nem rápida, na medida certa. Apesar de saber que é um romance e não uma biografia por sim, o que se tem impressão é que é mesmo a voz de Charlotte que estamos ouvindo através desse livro. Completamente indicado.

16 de dez. de 2020

A história da família de Anne Frank (Mirjam Pressler) – DLL 2020

 


Título: A história da família de Anne Frank 
Autora: Mirjam Pressler 
Mês: Dezembro 
Tema: Um livro de autor alemão 
Editora Record, 404p. 

O diário de Anne Frank é um dos livros mais conhecidos e marcantes do século XX. O relato de uma menina judia sobre o tempo em que ficou com sua família e alguns desconhecidos escondida em um anexo secreto durante alguns anos da Segunda Guerra Mundial ainda hoje emociona leitores mundo afora. Quase um século depois, no sótão da casa de um de seus primos, Buddy Elias, foram encontrados maços de documentos, cartas e fotos sobre a família Frank. Através desses papéis, traça-se um relato da vida de uma das famílias judaicas mais famosas que foram vitimadas pelo holocausto. 

"Quem poderia saber disso antes?", respondeu Otto em voz baixa. "Quem poderia imaginar uma coisa assim?" Então Erich falou que todos eles deveriam ter sabido disso, pois os nazistas nunca esconderam o ódio em relação aos judeus. "O mais tardar depois das leis de Nuremberg, teríamos de saber disso; o caminho para Auschwitz passava diretamente por Nuremberg. E, aliás, Hitler já havia formulado isso claramente em seu livro Mein Kampf. Antes mesmo da guerra, um cliente mostrou-me o parágrafo que até hoje ainda sei de cor. Dizia claramente: ‘Os alemães são uma raça de homens superiores, que foram eleitos para dominar, escravizar ou dizimar pessoas de raças inferiores.’” Erich calou-se e, em seguida, acrescentou: “Naturalmente, ele se referia sobretudo a nós, os judeus, isso estava claro. No entanto, ninguém poderia imaginar que urn povo, que tinha produzido um Goethe e um Schiller na literatura, fosse capaz de uma barbárie assim."

Tudo que é relacionado a Anne Frank me interessa. Fazia um tempo que eu andava louca para ler esse livro, e foi uma sorte poder encaixá-lo em um tema do desafio esse ano. Só posso dizer que esse livro foi uma verdadeiro achado! Quando se pensa em holocausto, impossível não pensar em Anne Frank e na sua família, vivendo por dois anos escondida em um anexo de uma empresa. O que nunca se pensa é na família que ficou fora desse esconderijo. Pois bem, esse livro, dividido em três partes, cada um correspondendo a uma pessoa da família (Alice Frank, mãe de Otto e avó de Anne; Helene Elias, irmã de Otto e tia de Anne; Buddy Elias, primo de Anne), faz uma volta ao tempo, falando da família Frank desde o tempo do tataravô de Anne até Buddy Elias, primo da menina e um dos poucos que sobraram da família até os dias atuais (Buddy faleceu em 2015). As partes que mais me tocaram foram as partes narradas por Helene (Leni), que pega a época em que eles ficaram desaparecidos (sim, desaparecidos, porque se esconderam e a comunicação com a família cessou) e mais tarde a volta de Otto Frank, com a notícia da morte de sua esposa e filhas: 

Otto Frank perguntava incansavelmente para todas as pessoas que retornavam dos campos de concentração se tinham alguma informação de suas filhas; lia todas as listas que eram publicadas nos jornais; buscava notícias regularmente na Cruz Vermelha, que mantinha um registro atualizado dos sobreviventes e compilava declarações de testemunhas sobre vítimas. Foi uma época terrível, na qual se ficava à espera para ver quem regressava, quem havia tido a sorte de se esquivar da morte e quem se supunha que não estaria mais vivo — um tempo de esperanças, de rumores, de suposições, de verdades atrozes. Finalmente, em 18 de julho de 1945, Otto Frank descobriu o que tinha acontecido com suas filhas. Nas listas da Cruz Vermelha, ele viu a funesta cruz ao lado dos nomes de Margot Betti Frank e Annelies Marie Frank. Ele solicitou o nome e o endereço da mulher que havia dado a informação. 
As suspeitas, que Otto, sem dúvida, já tinha, transformaram-se em certeza. Ele informou a sua família e enviou uma tradução da declaração de Lien Brilleslijper, uma mulher que estivera em Bergen-Belsen juntamente com sua irmã Jannie, onde conhecera Margot e Anne. 

Na parte de Buddy, o relato de Otto sobre a descoberta da morte da esposa, de Margot e Anne, sua decisão sobre publicar o diário e sobre sua vida depois de todo o trauma que sofreu são as partes que prendem muito a atenção. A surpresa do pai ao ler o diário da filha e sua sensação de que não chegou a conhece-la de verdade, isso me tocou de uma maneira forte demais. [

[...]"Anne era uma criança, sem dúvida, mas com uma maturidade intelectual que muitos adultos não têm e que talvez nunca venham a alcançar. Eu não conhecia a minha filha até ler os seus diários. Isto me dói. Eu nunca a conheci realmente, e você, Buddv, tampouco. Nenhum de nós sabia o que se passava em sua cabeça. Para mim, era uma criança que amei, como se ama um filho, embora tenha também frequentemente me irritado com ela. [...] Para mim, ela era uma criança espevitada e despreocupada; o seu lado interior eu não conhecia. Agora é tarde demais para demonstrar-lhe o meu reconhecimento, a minha admiração e o meu orgulho; e isso me dói muito. Ela era uma pessoa muito especial, mas eu só consegui enxergar a criança. Com o seu diário ocorreu algo semelhante: eu o via apenas como o diário íntimo de uma menina, e isso me perturbou muitíssimo, pois também vivi tudo aquilo e, de repente, eu tinha o seu ponto de vista sobre o esconderijo e a situação como um todo. Então, passei alguns fragmentos do diário a meu amigo Albert Cauvern e para o dr. Baschwitz, e também li alguns trechos para Werner e Jetty Cahn. Todos são pessoas que entendem do assunto. Ao ver suas reações, percebi que era muito, muito mais do que o diário ele uma menina em fase de crescimento. Anne equivocou-se muitas vezes; em outras, foi injusta e precipitada no seu julgamento, mas escreveu algo universalmente válido sobre a convivência de pessoas que se encontram em situações-limite e sobre a própria condição humana, a humanidade e a fé na vida. Sim, agora eu estou convencido de que foi acertado publicar o seu diário. E não sou o único."[...] 

E também a vida depois da descoberta e publicação do diário de Anne, e o consequente sucesso, explícito no artigo “Kinderstimme” (A voz das crianças), escrito para o jornal Het Paroot, pelo professor catedrático de história em Amsterdã, dr. Jan Romein:


Por casualidade, chegou às minhas mãos um diário escrito durante os anos de guerra. [...] Se os indícios estão corretos, esta menina, caso ainda estivesse viva, teria se tornado uma talentosa escritora. Ela veio da Alemanha com 4 anos e, dez anos mais tarde, já escrevia num holandês invejável, claro e objetivo. Ela faz uma análise sobre as deficiências da natureza humana — não excluindo as suas próprias de uma maneira tão exata que se viesse de um adulto já seria surpreendente, quanto mais se tratando de uma criança. Ela mostra ainda as infinitas facetas dessa mesma natureza humana, que se encontram no humor, na compaixão e no amor, as quais possivelmente surpreenderiam as pessoas e diante das quais, como ocorre com tudo aquilo que é extraordinário, elas sem dúvida se assustariam, caso essa rejeição e aceitação não fossem tão intimamente infantis. O fato de que esta menina foi sequestrada e morta é para mim uma prova de que nós perdemos a luta contra o nosso lado animal. E perdemos porque não contrapusemos nada de positivo. Nós seguiremos perdendo sempre, independente de que forma a desumanidade nos ameace, se nos mostramos incapazes de contrapor algo positivo. Não é suficiente a promessa de que nunca esqueceremos nem perdoaremos. Da mesma forma, também não basta manter essa promessa. A resistência passiva e negativa é insuficiente e não significa nada. Uma democracia "totalitária" ativa e positiva, no sentido político, social, econômico e cultural, é o único meio de salvação: a construção de uma sociedade em que o talento não seja destruído, reprimido e ocultado, mas sim descoberto, favorecido e promovido, independente de onde ele surja. Apesar de todas as nossas boas intenções, nós estamos tão distantes dessa democracia, quanto estávamos antes da guerra. 

Por vários motivos, A história da família de Anne Frank foi um dos melhores livros de 2020. Encerrei meu ano e o desafio com chave de ouro. Livro completamente recomendado.

6 de nov. de 2019

Uma real leitora (Alan Bennett) – DLL 2019


Título: Uma real leitora
Autor: Alan Bennett
Mês: Novembro
Tema: Com a capa azul
Editora Record, 112p.

Em um de seus passeios com seus cachorros, a rainha Elizabeth encontra um furgão estacionado nas dependências reais. Ao verificar e se desculpar pelos latidos dos cachorros, ela percebe que o furgão é uma biblioteca itinerante de Westminster. Ao emprestar um dos livros, começa sua paixão pela leitura. Mas esse novo interesse começa a se tornar um problema quando, ao observar com novos olhos seus compromissos reais, ela percebe que eles se tornaram desinteressantes. E isso não cai muito bem com seus servidores reais.

Um livrinho bem curto e muito fofo. Eu já admirava (admiro, no presente) a rainha Elizabeth II, então foi com boa vontade que peguei esse livro. Achei que seria uma história meio infantil, mas não. Despretensioso, o autor mostra como cresce o gosto da rainha pela leitura e que até mesmo ela sentiu que, depois de ler variados livros, sentiu a necessidade de colocar as próprias ideais no papel. Não acho que esse livro tenha algo de biográfico, mesmo assim vale a pena pensar que conhecemos um pouquinho do pensamento da rainha. Recomendo.

8 de mar. de 2019

O castelo no ar (Diana Wynne Jones) – DLLC 2019


Título: O castelo no ar
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Março
Tema: Um livro em que o protagonista foge
Editora Record, 304p.

Abdullah é um vendedor de tapetes em Zanzib. Em um dia comum, ele compra um tapete voador de um vendedor muito insistente. Com medo do tapete voltar para o dono, ele dorme em cima do objeto, e quando acorda, está no jardim de um palácio, onde mora a bela Flor da Noite. Abdullah é um jovem que sonhador, que quando acordado sonha que o filho sequestrado de um príncipe. Então, nesse belo jardim, ele acredita que seus sonhos viraram realidade. Ele se apaixona pela moça, mas ela é sequestrada por um djin, e o pai dela acha que Abdullah é o culpado. O jovem consegue fugir e se mete nas maiores confusões para resgatar Flor da Noite.

Continuando com os livros da série O castelo animado, esse livro é o segundo na minha lista de preferência da autora. Achei meio chata no início, mas depois do rapto de Flor da Noite, o ritmo muda e se torna mais intenso. As fugas loucas de Abdullah e as situações em que ele se mete são muito engraçadas. O final foi inesperado e por isso eu gostei. Recomendo.

12 de dez. de 2018

A livraria mágica de Paris (Nina George) – D12ML 2018


Título: A livraria mágica de Paris
Autora: Nina George
Mês: Dezembro
Tema: Um autor que você nunca tenha lido
Editora Record, 308p.

Sinopse: Uma história emocionante de amor, de perda, e do poder dos livros. O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, “A livraria mágica de Paris” é uma carta de amor aos livros — perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.

Esse livro não foi nada do que eu imaginava. Não sei por quê, mas toda vez que pego um livro onde o protagonista é masculino, é o narrador da história e está sofrendo por amor, eu não consigo gostar. Não sei se é preconceito ou o quê, só sei que não me apetece. A premissa da história é bonita, o ambiente onde ela se centra é uma livraria (que foi o que me levou a lê-lo), mas não me senti cativada. Sim, eu gostei das indicações de livros que o livreiro faz, e também curti que não demorou muito para que se revelasse o motivo do abandono que ele sofreu, coisa que me deixou em dúvida até o fim da história, mas isso foi bom, caso contrário eu teria (muito provavelmente) abandonado o livro. Apesar das minhas ressalvas pessoais, eu recomendo para quem curte um drama.

18 de jun. de 2018

A casa dos muitos caminhos (Diana Wynne Jones) – DLL 2018


Título: A casa dos muitos caminhos
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Junho
Tema: Um livro escrito de 2008 pra trás
Editora Record, 304p.

Charmain adora ler e tem muita vontade de trabalhar na Biblioteca Real, mas sua tia Semprônia sugere um dia que ela poderia ir cuidar da casa do William Norland, um mago que está doente, para que ele possa se tratar. Ela não reluta (muito) e vai, pois está acostumada a obedecer. Só que para quem nunca fez nenhuma tarefa doméstica na vida, cuidar de uma casa que tem vários caminhos e onde é fácil se perder não vai ser tarefa fácil. Mas o tio a ajuda através de mensagens, basta perguntar e ele responde. Tendo como companhia somente uma cachorrinha chamada Desamparada, e o aprendiz Peter, Chairman aprende a arrumar e lavar. Quando recebe uma carta dizendo que foi aceita para trabalhar na Biblioteca real, ela se empolga e vai, e acaba descobrindo segredos e vivendo aventuras para ajudar a família real.

Eu não esperava nada desse livro. Muito melhor do que O castelo animado, a história é bem mais envolvente e a protagonista me cativou mais. Eu li os livros dessa série fora de ordem, mas não foi nada que interferisse nos acontecimentos, porque os pontos de ligação entre as histórias são mencionados, mas não existe uma cronologia. Ainda estou me decidindo entre manter os livros ou trocá-los, mas mesmo que eu não vá lê-los de novo, valeu a pena conhecer mais o trabalho da aluna de Lewis e Tolkien e professora de Rowling.

17 de abr. de 2017

Uma pitada de amor (Katie Fforde) – IDY 2017


Título: Uma pitada de amor
Autora: Katie Fforde
Mês: Abril
Tema: Romance proibido
Editora Record, 400p.

Zoe Harper está na Inglaterra para participar de um reality show de culinária, cujo prêmio em dinheiro pode ajudar e fazer com que ela finalmente abra a sua própria delicatéssen. Mas a medida que o reality vai acontecendo, ela percebe que não vai ser fácil. Cher, sua concorrente, não conhece limites para chegar a final e levar o prêmio, mesmo que para isso ela precise ficar num jogo de conquista com os jurados. Tudo piora para Zoe quando ela percebe que está se apaixonando por um dos jurados, Gideon Irving. Mas óbvio que ela não pode se envolver com ele, mesmo quando tudo parece estar contribuindo para isso, os dois tem muito a perder. É quando Zoe percebe que tem muito mais coisa em jogo do receitas de doces e técnicas de corte.

Livros desse gênero (chick-lit) são sempre um desafio, porque apesar de me fazerem rir das confusões em que a protagonista se mete, eu não curto muito o romance nas histórias. Apesar disso, eu curti bastante a leitura deste livro por causa da competição culinária, acho bacana assistir algumas competições do tipo na TV (não é frequente que eu assista) e desde que li a série Chocólatras, comecei a apreciar livros com temáticas culinárias. Como todo chick-lit que eu começo a ler bem reticente, depois que pega o embalo, vale bem a pena.

5 de dez. de 2016

O leitor (Bernhard Schlink) – DL 2016


Título: O leitor
Autor: Bernhard Schlink
Mês: Dezembro
Tema: Clube de leitura da Oprah
Editora Record, 239p.

Alemanha pós Segunda Guerra Mundial. Michael Berg tem 15 anos quando conhece uma mulher enigmática e muito atraente, Hanna, vinte anos mais velha que ele. Eles acabam tendo um caso amoroso, marcado pela descoberta dos prazeres dos sexo e da leitura. O romance segue todo um ritual; eles se banham, Michael lê para Hanna Goethe, Dickens, dentre outros clássicos, e eles fazem amor. A mulher é um mistério para Michael e após um encontro particularmente inebriante, ela some e o jovem se convence de que jamais irá vê-la de novo. Anos depois, ela a encontra em um tribunal: ele como estudante de direito, ela como acusada de crimes de guerra. Enquanto ele acompanha o caso, lhe vêm a lembrança de seu antigo caso, e Michael finalmente descobre o segredo de Hanna. Segredo esse que ela prefere levar para o túmulo, mesmo que dele dependa sua absolvição.

Eu não dava absolutamente nada para esse livro, nada mesmo. Mais uma vez, engoli meu preconceito e me surpreendi com o enredo, com os personagens, com a forma de escrita do autor, e muito mais com a forma como ele coloca os dilemas de Michael sobre o romance, e de Hanna sobre o segredo que ela carrega. Achei a forma de escrita tão diferente da simplicidade com que estou acostumada que algumas vezes tive que reler o trecho para assimilar o significado. Não me canso de admirar o porquê de tantos livros sobre a Segunda Guerra serem tão atrativos ao público, sejam eles biografias (como O diário de Anne Frank), sejam romances (como O menino do pijama listrado). Livro excelente, completamente recomendado.

20 de jul. de 2016

A bibliotecária (Logan Belle) – RC 2016


Título: A bibliotecária
Autora: Logan Belle
Mês: Julho
Tema: Cujo personagem principal tem profissão que interessa
Editora Record, 283p.

Regina Finch acaba de chegar a Nova York para trabalhar na biblioteca pública, um lugar que ela adora desde pequena. Sem uma vida social ativa, pois passou a vida focada em planos concretos para o futuro que não incluíam namorados e baladas, ela divide o apartamento com Carly, seu exato oposto. Na biblioteca, ela convive com a chefe Sloan, seu ajudante Alan e Margaret. Em um dia corriqueiro, ela se depara com uma cena inusitada na biblioteca e acaba ficando encantada por Sebastian Barnes, um dos solteiros mais ricos e cobiçados da cidade. Sebastian também se sente atraído, e a partir desse momento, ele fará Regina experimentar emoções e situações muito distantes da vida monótona que ela leva.

Eu não sei exatamente o que falar. Vi várias resenhas sobre esse livro e várias opiniões, muita gente não gostou, mas eu quis arriscar, mesmo esse gênero não sendo o meu favorito. Não existe surpresa, porque o gênero hot gosta de apostar em histórias onde a garota tímida e insegura se sente atraída por um cara charmoso, rico e extremamente dominador (em todos os quesitos). Eu estava pronta pra implicar com essa história, por que mais uma vez uma bibliotecária é retratada como uma mulher introspectiva e silenciosa, que é a imagem que muitos fazem dessa profissional ainda hoje (eu sei bem do que estou falando). A diferença entre esse livro e os que eu li do tema está no fato de que os personagens são comuns, sem traumas, e isso se torna um bom chamariz para o livro. Mas é só isso também. Não vou ler de novo e recomendo a leitura sem grandes pretensões.

23 de dez. de 2015

O cavaleiro da morte (Bernard Cornwell)


Título: O cavaleiro da morte
Autor: Bernard Cornwell
Editora Record, 391p.

Os saxões enfrentam um grande problema, pois seu rei, Alfredo, acha que a paz entre dinamarqueses e saxões está selada. Quando os vikings conseguem que a tão antecipada invasão a Wessex seja bem sucedida, Alfredo e sua família conseguem fugir e se refugiam em Æthelingæ, de onde ele tenta reunir o seu exército novamente para marchar contra os invasores. Desta vez, Alfredo deve deixar seu lado de estudioso de lado e se tornar um verdadeiro comandante ao passo que Uhtred, que agora é um homem feito, casado e pai, navega entre os dois povos em busca de informações que possam levar a derrota dos dinamarqueses e a reconquista de Wessex, Uthred ainda não se esqueceu da Nortúmbria nem aquietou a vontade de se juntar novamente ao filho de seu pai adotivo, Ragnar. Exército agrupado, eles partem para a luta definitiva entre Alfredo e o líder viking Guthrum, conhecida como a Batalha de Ethandun, que aconteceu em 879 AD.

O destino é inexorável.

Aposto que essa fala, se estiver na série (e se ela fizer sucesso – cruzando os dedos) irá virar bordão :P O segundo livro das Crônicas saxônicas continua de onde parou o primeiro. A leitura dessa vez foi mais cansativa porque eu peguei o segundo livro para ler assim que terminei o primeiro. Claro que ajudou para eu não me perder do rumo dos acontecimentos, mas eu gostaria de ter tido um tempinho maior (até porque eu li rápido por causa do início da série, mas até agora não vi nem o primeiro episódio – as séries mal começaram e eu já estou atrasada com todas que acompanho). Como foi quando li o primeiro, este livro também não decepcionou. Mais uma aula de história sobre a vida de Alfredo o Grande e sobre os acontecimentos reais que moldaram a Inglaterra atual. Neste livro fica claro que a história toda é centrada em Alfredo e que Uthred, personagem fictício, é só uma invenção de Cornwell para explorar em forma de romance histórico mais sobre a vida do único monarca inglês a receber a alcunha de “o Grande”. Mais uma vez, recomendo.

21 de dez. de 2015

O último reino (Bernard Cornwell)


Título: O último reino
Autor: Bernard Cornwell
Editora Record, 362p.

Uthred, filho de Uthred da Nortúmbria, acompanha o pai em uma das batalhas contra os dinamarqueses e acaba se tornando órfão. Ao se tornar refém dos dinamarqueses. Uthred começa a aprender sobre as crenças pagãs e modos de lutar deste povo e praticamente se torna um deles. Este é o século IX, época em que viveu o rei Alfredo de Wessex, mais tarde Alfredo, o Grande, que luta para libertar o território da Grã-Bretanha dos vikings. Uthred, cuja herança foi roubada pelo tio quando da morte do seu pai, nunca esqueceu que seu lar era a Nortúmbria, no entanto, ele se afeiçoa aos dinamarqueses e é criado como um filho pelo carismático earl Ragnar. O tempo passa, os dinamarqueses avançam cada vez mais pelo interior da Inglaterra conquistando os reinos da Nortúmbria, Mércia e Ânglia Oriental, pilhando e deixando meros reis fantoches no comando de seus novos domínios. Somente Wessex ainda não caiu, e quando uma tragédia atinge Ragnar e sua família, Uthred decide que é hora de tentar recuperar sua herança por direito.

Nortumbriano ou dinamarquês? O que eu era? O que queria ser?

Eu já tinha ouvido falarem muito mais do que bem do Bernard Cornwell. Várias e várias vezes pesquisei livros dele, principalmente os que falavam sobre a vida do rei Artur, mas nunca me interessei realmente em comprar e ler. Sempre deixava pra depois, até começarem a anunciar a série The Last Kingdom. Na verdade, nem assim, eu sabia que a série se basearia nos livros dele, mas não fui correr atrás pra comprar. Consegui os dois primeiros livros através de uma troca com uma amiga (e tão fanática por séries quanto eu – valeu, Mireille!) e comecei a ler. Minha dificuldade com esse livro foi mais por causa dos capítulos do que outra coisa, fico meio agoniada com livros que tem poucos capítulos, parece que ao terminar um capítulo, você já está na metade do livro. Fora isso, só tenho elogios. A história é completamente envolvente, a narrativa é rica em detalhes sobre a cultura escandinava e a história da Inglaterra. Gostei da explicação sobre a diferença entre ser um viking e um dinamarquês. E, OMG!, esse homem sabe escrever como ninguém uma batalha, dá para se ver participando da luta (eu me via lutando ao lado dos dinamarqueses), além do que, ele consegue pegar os leitores de surpresa toda hora (jamais imaginava o que aconteceria com Ragnar :’( ). Pontos altos: os questionamentos de Uthred sobre o que ele não sabe ser, se dinamarquês ou saxão, e o tratamento imparcial que Cornwell dá a religiosidade pagã e cristã. Recomendadíssimo.

1 de dez. de 2013

Fiquei com seu numero (Sophie Kinsella) – Fuxicando sobre Chick-lits


Tema: Sophie Kinsella
Mês: Dezembro
Livro: Fiquei com seu número
Autora: Sophie Kinsella
Ed. Record, 464p.

Poppy Wyatt está de casamento marcado com Magnus, que pertence a uma família de grandes pesquisadores acadêmicos. Seu anel de noivado é herança de família, um dos motivos que fazem Poppy ficar louca da vida quando descobre que perdeu seu anel. Tentando recuperá-lo, ela distribui seu número de celular para receber noticias do paradeiro da jóia. Como desgraça pouca é bobagem, ela também perde o celular e fica sem ter como receber algum aviso sobre o anel. Ao encontrar um celular no lixo, ela volta a distribuir o numero, sem saber que esse celular é de uma ex-assistente de um executivo, que agora quer o aparelho de volta. Só que ela não quer devolvê-lo, mas se prontifica a encaminhar as ligações e emails que receber para o tal executivo. Só que isso só gera mais confusão ainda.

Mais um livro da Sophie Kinsella. Como o primeiro que li dela, adorei esse também. As encrencas em que a protagonista se mete são engraçadas, as tentativas de se livrar dos problemas são hilários, a leitura é confortável, mesmo com um final meio que inusitado. Vale muito a pena a leitura. Mais um indicado.

18 de jun. de 2013

Lembra de mim? (Sophie Kinsella) – Fuxicando sobre Chick-lits


Tema: Casal, coração, referência ao amor e ao estar apaixonado
Mês: Junho
Livro: Lembra de mim?
Autora: Sophie Kinsella
Ed. Record, 399p.

Lexi acorda em um hospital após sofrer um acidente que a deixa desacordada por três anos. Ela acha que ainda está em 2004, mas na verdade já é 2007. As surpresas não têm fim: Lexi descobre que está casada com um milionário, que tem um trabalho que paga muito bem e que tem uma aparência maravilhosa. Mas tudo tem um preço, e Lexi descobre quanto vale essa sua vida aparentemente maravilhosa. Ela não reconhece nada nessa sua nova vida, e quanto mais tenta lembrar de seu passado, mais as pessoas querem mantê-lo bem esquecido.

Mais um livro divertido da Sophie Kinsella. Não canso de me admirar em quanta confusão suas protagonistas são capazes de se meter para solucionar seus problemas. O leitor rola de rir ao mesmo tempo em que se irrita também. Suas protagonistas se enrolam tanto que as vezes dá vontade de esganá-las. Vale muito a pena ler. Recomendado.

7 de abr. de 2013

Os delírios de consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella) – Fuxicando sobre Chick-lits



Tema: Adaptação para o cinema
Mês: Abril
Livro: Os delírios de consumo de Becky Bloom
Autora: Sophie Kinsella
Ed. Record, 428p.

Rebecca Bloom, ou Becky, é jornalista especializada na área de finanças e uma consumista compulsiva assumida. Mesmo sendo jornalista financeira, ela não está nem aí para a forma como gasta seu dinheiro, só quer saber de comprar novas roupas e sapatos. Ela vive com sua melhor amiga Susi, que não percebe esse lado compulsivo da amiga. Quando seu chefe a manda assistir mais uma conferência financeira, no meio do caminho Becky dá de cara com mais uma promoção imperdível. O problema é que seu cartão Visa ficou no seu trabalho, então ela acaba pensando em pedir emprestado a uma amiga que vai estar na conferência. Esse pedido, no entanto, acaba sendo ouvido por todos, inclusive por Luke Brandon, um executivo bem sucedido, com QI alto e que sempre passa a impressão de saber a verdade sobre Becky (que ela não sabe nada de finanças, mesmo trabalhando na área). Ela o odeia, mas depois começa a desconfiar de tanto ódio... Como não podia deixar de ser, uma hora Becky se vê endividada, com todos os cartões de crédito cancelados e, pior, brigada com Susi. Assim, ela resolve voltar para a casa dos pais, só temporariamente. Lá, ela recebe uma chance de escrever um artigo para um jornal de circulação nacional e sair do buraco, só que o artigo será sobre algo que ela já provou que não entende: finanças. Será que ela conseguirá dar a volta por cima? E seus sentimentos por Luke são verdadeiros?

O primeiro livro que li de Sophie Kinsella. Agora entendo a quantidade de críticas boas que essa autora recebe de todos. Além de escrever de uma forma atrativa, a história é divertidíssima. Becky é muito louca, para dizer o mínimo. Seu vício em comprar, seu desespero em não perder uma liquidação que seja é completamente hilário. Mais engraçado ainda é seu estresse com Luke, já que ele sabe que ela não sabe bulhufas do próprio trabalho. Valeu muito a pena ler, não só para finalmente poder conhecer o estilo da Sophie, mas também porque a história vale a pena. Super indico.

24 de mar. de 2013

Os príncipes encantados de Libby Manson (Jane Green)– Fuxicando sobre Chick-lits


Tema: Mulher independente
Mês: Março
Livro: Os príncipes encantados de Libby Manson
Autora: Jane Green
Ed. Record, 462p.

Libby acabou de terminar com seu péssimo namorado Jon. Arrogante, sem dar o valor que a moça merecia, o relacionamento afunda. Depois de uma semana de fossa, Libby volta a circular. Seu interesse agora é outro: nada de se apaixonar, agora ela só quer sexo sem compromisso. Nick, um jovem escritor que não tem onde cair morto, aparece em seu caminho. O sexo é sempre ótimo, o que para Libby está perfeito, já que compromisso mesmo só com um cara rico que possa satisfazer seus gostos. O problema começa quando ela se envolve mais do que esperava, sendo que Nick não quer saber de um relacionamento sério. Aí aparece Ed, um cara rico, dono de uma bela mansão, que a presenteia com flores, chocolates e a trata da forma que ela sempre sonhou. O problema com ele é na cama... Horrível não é uma palavra adequada para descrever essa noite deles. E Libby fica furiosa com a “inexperiência” de Ed e consigo mesma por sentir falta de Nick. Agora, ela precisa escolher se casa com o banqueiro rico que irá satisfazer seus desejos caros ou se ficará com Nick, dando adeus a vida que sempre sonhou.

Um livro legal. No inicio a história é meio devagar. O relacionamento com Nick é descrito de forma não detalhista, mas lenta, o que me deixou meio cansada de ler. Até que ela termina com ele e conhece Ed. Um cara totalmente à moda antiga. Cavalheiro, mas péssimo de cama. A descrição da primeira noite deles é uma verdadeira piada, morri de rir com a raiva dela. Na verdade, morri de rir com tudo. O grande problema de Libby é sua indecisão. Ela tenta fazer dar certo com Ed, principalmente quando está cercada da riqueza e beleza que o dinheiro dele proporciona. E mesmo nessa parte ela se mostrando uma completa interesseira, acaba sendo divertido porque eu meio que já suspeitava sobre quem ela iria escolher... Uma leitura divertidíssima, um livro muito indicado.

22 de mai. de 2012

Cleópatra (Lucy Hughes-Hallett)




Título: Cleópatra: histórias, sonhos e distorções
Autor: Lucy Hughes-Hallett
Editora Record, 486 p.

Qual personagem feminina histórica antiga desperta tanto a imaginação até hoje? Neste livro, a autora aborda as variadas imagens criadas sobre Cleópatra, seja no cinema, na música, no teatro, nas artes plásticas, na literatura e, acima de tudo, no imaginário cultural ocidental. A autora mostra que, longe de ser a mulher ardilosa e vil que seduziu e dois grandes generais romanos, Cleópatra era uma hábil diplomata, governante capaz que falava nove idiomas, inteligente, sedutora e eficiente administradora. Um livro interessante e muito recomendado para aqueles que procuram desmistificar a visão femme fatale de uma das grandes rainhas orientais de todos os tempos.

Desde pequena, sempre fui apaixonada por mitologia. Como está na raiz da nossa cultura, comecei lendo a mitologia grego-romana. De mitologia para história foi um pulo, então comecei a me interessar por aquela parte da história romana que mencionava o Egito. Principalmente por uma rainha, a última da última dinastia de faraós do Egito. Foi a partir daí que minha fascinação por Cleópatra começou. Sempre me incomodou o fato de só verem a rainha como uma mulher perigosa, que se aproveitou de sua beleza e das “artes femininas orientais” para seduzir e corromper os dois maiores generais de Roma de seu tempo. Então, esse livro foi um bálsamo porque a autora desmistifica todas as versões “maldosas” da rainha e a demonstra bem perto de como ela deve ter realmente sido. Uma leitura esclarecedora e muito mais satisfatória.