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6 de dez. de 2019

Contos do esconderijo (Anne Frank) – DLL 2019


Título: Contos do esconderijo
Autora: Anne Frank
Mês: Dezembro
Tema: De autor que você ama
Editora BestBolso, 140p.

Sinopse: Anne Frank (1929-1945) nasceu na Alemanha. Aos quatro anos, foi obrigada a sair do país com sua família após a chegada de Adolf Hitler ao poder. Em 1942, o pai de Anne, Otto Frank, sua mulher e filhas unem-se a mais quatro pessoas e decidem se esconder dos invasores alemães. Por dois anos tiveram que viver limitados ao anexo do sótão do escritório de Otto Frank. No esconderijo, o diário era o único instrumento de liberdade de Anne; nele, relatou a vida no Anexo Secreto, as transformações e as angústias de cada um dos que ali residiam.
Organizada em 1982 e publicada de acordo com as instruções da Anne Frank Fonds, esta coletânea inclui textos originalmente excluídos de O diário de Anne Frank, e revela um pouco mais da jovem Anne. São relatos sobre o primeiro dia de aula, o primeiro beijo, o amor do pai, os sonhos de menina e o medo de ser denunciada e descoberta.

Esse livro é uma coletânea de fábulas, contos, histórias e ensaios escritos por Anne Frank. É impressionante como mesmo presa em um porão por anos, sem saber o que iria acontecer com ela e com sua família, ainda assim Anne conseguia falar sobre felicidade de uma maneira tão forte. Não importa quais os personagens de seus contos, se fantasiosos ou reais, as temáticas sempre envolviam caridade e amor. Eu li a edição vira-vira, que do outro lado é o famoso Diário de Anne Frank, mas como já tinha lido este livro, fiquei só nos contos mesmo. Indicado.

8 de jun. de 2018

Rainha Vitória (Lytton Strachey) – DLS 2018


Título: Rainha Vitória
Autor: Lytton Strachey
Mês: Junho
Tema: Um livro baseado em fatos reais
Editora BestBolso, 336p.

Sinopse: Herdando o trono aos 18 anos em uma época instável e violenta na Grã-Bretanha, Vitória foi uma das mais famosas e controversas soberanas. Mãe de nove filhos, viúva do príncipe Albert, reinou por 64 anos, de 1837 a 1901, o mais longo da história britânica. Este período foi um marco da industrialização, da expansão econômica e dos avanços que nos permitiram novos padrões de desenvolvimento urbano, como trens e metrô, a disseminação dos jornais, a invenção da fotografia e um extraordinário desenvolvimento artístico. Mas a era vitoriana foi também uma época de conservadorismo, da grande fome que matou mais de um milhão de pessoas na Irlanda, das Guerras do Ópio na China e da ocupação britânica no Egito. Lytton Strachey surpreende por sua abordagem concisa que revolucionou a arte da biografia ao revelar a monarca com admirável originalidade. Strachey compôs o melhor retrato literário da rainha que é símbolo de uma era.

Eles quiseram me tratar como uma menina, mas vou lhes mostrar que sou a rainha da Inglaterra.

Uma das melhores biografias que já li. O livro é meio fino, mas o autor, um grande admirador da rainha, consegue mostrar os principais fatos da vida da mulher que deu nome a uma era. Apesar de seus constantes elogios e sua omissão de alguns fatos escandalosos, a narração não deixa nada a dever, simplesmente porque Lytton queria escrever algo agradável que quisesse e gostasse de ler depois. O livro não é uma crítica ou análise social, se você quiser um livro para fazer um estudo aprofundado sobre a rainha e sua época, vai ficar decepcionado. Se quiser, no entanto, um livro introdutório, então está no caminho certo. Indicado.

21 de mar. de 2018

O diabo veste Prada (Lauren Weisberger) – D12ML 2018


Título: O diabo veste Prada
Autora: Lauren Weisberger
Mês: Março
Tema: Romance/Época/Erótico/Chick-lit
Editora BestBolso, 392p.

Andrea Sachs é uma graduada em jornalismo que resolve procurar emprego em Nova York. O sonho dela é trabalhar para um jornal de renome, e depois de ter espalhado currículo por todos os lugares, acaba sendo chamada para trabalhar na Runway, uma conceituada revista de moda. A vaga é de assistente júnior da famosa (e odiada) editora Miranda Pristely. Apesar de não ser o que ela quer, Andrea aceita o trabalho, não só porque é um trabalho que milhões de garotas no mundo se matariam parar fazer, mas porque um ano trabalhando com Miranda lhe renderia uma experiência enriquecedora, além dos contatos que ela poderia fazer. O que Andrea logo descobre é que o trabalho é, na verdade, um pesadelo só, pois ela tem que viver e respirar para realizar as tarefas (na maioria das vezes impossíveis) que lhe são designadas e qualquer falha pode lhe custar não somente seu emprego mas qualquer chance de uma boa recomendação para futuros projetos escritos.

Eu já tinha lido umas resenhas por aí sobre este livro, tanto comparando com o filme, quanto somente sobre a história dele. Eu já tinha visto o filme e não pude evitar comparar enquanto lia, mesmo sabendo que a Miranda do livro é mais nojenta e enlouquecedora que a do filme (no filme, são poucas as vezes, mas mostram um lado mais humano da mulher que no livro simplesmente não existe). As referências ao mundo da moda são inesgotáveis, o que rende até mesmo boas informações sobre grifes e seus criadores para quem curte o assunto. A leitura é muito divertida, as tiradas sarcásticas sobre a vida de Andrea são ótimas e eu adorei. Não costumo gostar de chick-lit, mas esse livro eu pretendo manter na estante. Recomendado.

18 de out. de 2017

As seis mulheres de Henrique VIII (Antonia Fraser) – IDY 2017


Título: As seis mulheres de Henrique VIII
Autora: Antonia Fraser
Mês: Outubro
Tema: Passa na Europa
Editora BestBolso, 574p.

Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Ana de Cleves, Catarina Howard e Catarina Parr., estereotipadas como a Esposa Traída, a Tentadora, a Boa Mulher, a Irmã Feia, a Moça Má e a Figura de Mãe. Assim entraram para a história as seis mulheres do rei Henrique VII. Algumas caídas em desgraça por conta própria, outras com a ajuda do próprio marido (um homem lindo e justo quando jovem que se torna um gordo com desejos beirando os caprichos de uma criança birrenta), e uma e outra que conseguiu algum tipo de felicidade. Antonia Fraser desmistifica cada uma das rainhas de Henrique VII e mostra que cada uma delas contribuiu, das próprias maneiras, para a história da Inglaterra.

Divorciada, decapitada, morta, divorciada, decapitada, sobrevivente.

Assim começa uma das melhores biografias que eu já li. História inglesa nunca foi meu forte, apesar de sempre ter sido apaixonada pela vida de reis e rainhas mundo afora, conheço bem pouco. Eu estava de olho nesse livro fazia um bom tempo justamente por retratar uma época que só conheço um pouco através de filmes e séries (eu adoro a história da rainha Elizabeth e sua Era de Ouro, mas pouco sabia sobre a vida de seus pais, mesmo Ana Bolena sendo um assunto bastante abordado quando se fala de realeza inglesa). Aliás, talvez o fato de ser a mãe de uma das melhores governantes da Inglaterra, considerando os bastidores da transformação de Ana Bolena em rainha e a obsessiva fixação de Henrique VII por um filho homem que demorou para chegar e não viveu muito para reinar, seja o maior atrativo para a vida da Rainha Virgem. Eu não quero me prender a Ana Bolena, porque cada uma das mulheres teve um impacto e também não quero dar spoiler do livro, então deixo uma das passagens que mais me cativou (por falta de palavra melhor) e me lembrou que eu não estava lendo uma obra de ficção (porque sim, eu estava torcendo para Ana não morrer):

Por que se considerava essencial livrar-se da rainha Ana de uma vez? A resposta está no comportamento de sua antecessora. Certa vez, o rei e seus assessores tinham previsto uma retirada digna da rainha Catarina do palco, possivelmente para um convento. Em vez disso, tinham enfrentado sete anos de protesto, assumindo formas tão variadas como uma ameaça imperialista do exterior e apoio pessoal a Catarina dentro do país. Não dariam a mesma oportunidade a Ana Bolena. A dispensa com o que seria, na verdade, outro divórcio, teria deixado o rei com mais uma ex-esposa, poucos meses depois de ter-se livrado, pela morte da primeira. O momento da morte da rainha Catarina acelerara a queda da rainha Ana: agora, uma vez mais, a influência da mulher morta estendia-se além de seu túmulo na catedral de Peterborough para derrubar a mulher que a suplantara.

Um livro excelente, pois a autora, além de mostrar como era a vida social com todas as intrigas da corte, falando do vestuário e dos hábitos alimentares, da aparência física e dos dotes artísticos, conseguiu recriar um período muito distante da história britânica de maneira muito real e acima de tudo, desrotular cada uma das rainhas. Completamente recomendado.

17 de jun. de 2016

O nome da rosa (Umberto Eco) – RC 2016


Título: O nome da rosa
Autor: Um Berto Eco
Mês: Junho
Tema: Da lista de TOP 100 mistérios
Editora BestBolso, 592p.

Na Itália do início do século XIV, o frei e ex-inquisidor Guilherme de Baskerville chega a uma abadia famosa na Itália, na companhia de um noviço, Adso de Melk, para investigar o assassinato de um dos monges, ocorrido no dia anterior. Sua missão se complica porque ao longo de sete dias, diversos outros assassinatos acontecem, e frei precisa correr contra o tempo para descobrir quem é o autor dos crimes. O próprio tamanho da abadia, cuja arquitetura se assemelha a um labirinto, também não facilita seu trabalho de investigação, pois o abade proibiu o acesso a gigante biblioteca, local para o qual apontam todas as pistas sobre as tragédias que vem acontecendo na abadia.

Eu sempre tive curiosidade para ler este livro, principalmente depois que eu soube do filme homônimo estrelado por Sean Connery, que é um dos meus atores favoritos. Demorei um tempão para conseguir e deu sorte esse ano, porque pude encaixá-lo em um dos desafios literários que participo. Valeu muito a pena. No começo, a leitura é meio arrastada, mas no meio do livro eu peguei o embalo e não consegui mais largar. Meu texto pode parecer pequeno em comparação a grandiosidade do livro, e é mesmo. Essa é uma das vezes em que eu me pego tentando achar palavras para escrever uma boa resenha sem entregar tanto da história, o que é bem difícil, porque esse livro é fantástico. Umberto Eco acerta simplesmente em tudo: na voz do narrador, no ritmo da narrativa, na trama em si. Ler este livro só me deixou mais ansiosa para ler outro livro dele que esta na minha lista de desejados há muito tempo, Livro completamente indicado.

9 de nov. de 2015

A máquina de xadrez, de Robert Löhr – DL do Tigre 2015


Tema: Cabe no bolso
Mês: Novembro
Leitura do mês: A máquina de xadrez
Autor: Robert Löhr
Editora BestBolso, 351p.

Wolfgang von Kempelen apresenta ao mundo pela primeira vez sua máquina de xadrez. Ele encanta a nobreza com sua invenção, onde um boneco vestido de turco derrotava qualquer humano, e faz um sucesso tremendo durante sua turnê pelas principais cidades européias, como Amsterdam, Frankfurt e Berlim. O que ninguém sabe é que, diferentemente do que o inventor propagava, o boneco não podia pensar para raciocinar a complexidade de um jogo de xadrez; dentro da máquina se escondia um anão, excelente jogador de xadrez, contratado para manipular o boneco.Os céticos continuam desconfiando da invenção, e um deles, Friedrich Knaus, mecânico da corte da imperatriz da Áustria e da Hungria, Maria Teresa, é quem mais se empenha em desvendar o mistério por trás do autômato. Apesar do sucesso, o barão Von Kempelen começa a sentir a pressão da sua mentira e a morte suspeita de uma bela aristocrata ameaça trazer a verdade a tona.

Eu achei esse livro por acaso em um daqueles momentos em que não se tem nada para fazer e você entra na livraria só para passar o tempo, foi uma questão de se deixar levar pela curiosidade suscitada pelo título. Queria saber se era a história real da máquina de xadrez. Acontece que é mesmo, em forma de romance. Algumas vezes me senti meio perdida em relação ao enredo, sem conseguir identificar o que era história do que era romance, mas o epílogo dá uma ajudinha ao resumir o acontecimento e as figuras reais. Algumas vezes a leitura me entediou, mas de modo geral eu gostei do livro. Recomendo.

4 de abr. de 2012

O império do sol de J.G. Ballard – DL 2012


Tema: Escritor oriental
Mês: Abril de 2012 (Livro 1)
Leitura do mês: O império do sol
Autor: J.G. Ballard
Editora BestBolso, 378 p.

O menino Jim vive em Xangai,em plenos tempos de guerra. Mais especificamente em tempos da II Guerra Mundial. Ele se perde dos pais durante um ataque japonês. O menino tenta voltar para casa e quando consegue tudo que encontra são as roupas e pertences da mão revirados e a casa totalmente vazia. O ataque japonês a Pearl Harbor já havia acontecido e os dias seguintes são um caos. Ele passa a perambular e a viver sozinho nas casas de amigos e conhecidos que fugiram, sobrevivendo das lembranças e da escassa comida que encontrava. Até finalmente ser preso. A partir daí, ele observa e vivencia todos os horrores de uma das maiores guerras da história.

Um livro muito interessante. Não faz o meu gênero por ser livro sobre guerra, ainda mais sobre a II Guerra Mundial (pois eu considero esse conflito um dos piores que já ocorreram). Mas o livro prende a atenção porque é também uma biografia. O autor vivenciou os acontecimentos descritos no livro, então mesmo escrito na terceira pessoa, a descrição das pessoas e dos lugares e da situação política na época prendem a atenção do leitor (talvez porque o livro, além de biografia, também seja um romance). Leitura muito recomendada, que mostra de que forma todas as pessoas foram e sempre são afetadas pela guerra.

15 de mai. de 2010

Melancia (Marian Keyes)



Título: Melancia
Autora: Marian Keyes
Editora BestBolso, 490p.

Acabei de ler há poucos minutos. E até agora não entendi o por quê desse nome. Não, tá bom, sendo honesta, a história explica no início o porquê do título (se você lendo para saber, eu não vou contar). Mas é tão rápido que eu nem... Tá bom, o significado dessa palavra, melancia, a meu ver é um ponto de partida na história. Mas acho que teria o mesmo desenvolvimento, seja com esse título, seja com outro. Enfim. Nem sei qual o fundamento desse meu questionamento. Vamos à leitura.
Divertidíssima. Uma mulher grávida abandonada pelo marido logo após dar a luz, sua volta a casa paterna, sua adaptação à nova vida e à condição de esposa abandonada e traída (sim, o cafajeste a abandona logo após o parto para viver com a amante, e isso eu posso falar porque está escrito na orelha do livro), sua falta de estímulo para viver e a tentativa de entender o que pode ter saido errado num relacionamento supostamente feliz (exatamente, ela era muito apaixonada pelo marido safado). Claire, depois de muita enrolação e auto-depreciação (odiei essas partes), tenta seguir com a vida e ser prática. Tem muita ajuda da família. Adorei as irmãs dela, Helen (a linda e louca) e Anna (a hippie). Seus pais e toda sua família suprimiram minha curiosidade sobre famílias irlandesas...
No meio do caminho, ela encontra um cara muito atraente e um pouco misterioso, Adam. Torci logo para ela arranjar um novo amor, mas a besta se sentia infiel ao marido traidor (pode isso? Era nessas horas que me dava muita raiva dela e de todas as mulheres que já foram ou são bestas por homem). Mesmo assim, começa um clima. Quando está acontecendo a tão esperada melhoria na vida dela, eis que o marido pede pra voltar, culpando ela pela traição dele (sim, isso eu também posso falar porque também está na orelha do livro, e eu quase morri de ódio). Mas isso ele faz suavemente, sem jogar nada na cara dela, com palavras doces, como se voltar com ela fosse um favor que ele estivesse prestando pro bem dela, e fez aumentar meu ódio por ele. Até ela perceber de que não deve cair nesse jogo, nem pelo bem de sua filha, ela quase enlouquece de tão confusa e acaba perdendo uma preciosa chance. E Adam? O que seria dele? Se não são seus amigos e amigos dele (o que foi mais legal, na minha opinião) a alertarem... Não vou contar o final, mas é como eu esperava.
O livro, o tempo todo, mostra algumas reminiscências dela. Por exemplo, elá está vivendo uma situação e logo lembra de alguma coisa que aconteceu antes muito semelhante ao que está acontecendo naquela hora. E nessas lembranças ela se perde. No início, achei meio chato, mas depois você se acostuma. Pra quem não gosta, pode ser chato. E as descrições que ela faz da família não são ruins, mas podem ser enfadonhas. A personagem é mais comum do que se pensa. Diálogos ótimos, parece que ela está na sua frente, falando com você.
Estava meio morrendo de vontade de ler esse livro desde que eu vi ele novinho em uma das bibliotecas da empresa em que estou estagiando. Foi só tirar minha carteirinha e pronto. O primeiro livro que emprestei. Na quarta passada. Agora essa semana. Terminei hoje. Adorei!