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10 de dez. de 2021

O quebra-nozes (E.T.A. Hoffmann) – DLL 2021



Título: O quebra-nozes 
Autora: E.T.A. Hoffmann 
Mês: Dezembro 
Tema: Com período natalino 
Editora Pé da Letra, 80p. 

Sinopse: Os irmãs Fritz e Marie se divertem com as surpresas e os presentes e aguardam ansiosos para ver qual engenhoca mirabolante o padrinho Drosselmeier construiu dessa vez. No entanto, Marie se encanta por um pequeno e misterioso boneco quebra-nozes. Assim, tem inicio uma extraordinária aventura que envolve feitiços, reinos encantados, brinquedos que ganham vida e uma épica batalha contra o terrível Rei dos Camundongos. 

Eu adoro quando alguma editora resolve lançar edições mais elaboradas de livros que são, na maioria das vezes, encontrados somente como versões infantis. Como não consegui a edição da Zahar que é comentada, fui atrás e achei essa, com o conto integral que inspirou o balé de Tchaikovsky (que é lindo, por sinal). A história é muito bonita, de uma simplicidade tocante que realmente encanta. Bastante apropriada para o tema e que fecha o desafio desse ano com chave de ouro.

17 de jul. de 2019

O pequeno príncipe (Antoine de Saint-Exupéry) – DLS 2019


Título: O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Mês: Julho
Tema: Um livro que foi considerado “modinha”
Editora Geração Editorial, 129p.

Sinopse: Livro de criança? Com certeza.
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar que ele seja lido sempre por tanto milhões e milhões de pessoas? Como explicar a atualidade deste livro traduzido em oitenta línguas diferentes?
Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas?
O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.

— Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração.

Um verdadeiro clássico, um dos livros que nunca vai sair de moda. Apesar de ser uma leitura de linguagem leve, apresenta várias questões filosóficas que podem ser complicadas para a mente infantil (mesmo que seja um livro classificado como tal). As ilustrações como sempre são muito lindas, e esta edição em questão foi a melhor de todas que vi até hoje porque traz um relato da vida de Saint-Exupéry, com fatos que eu, pessoalmente, desconhecia, e eu adoro livros desse tipo. Recomendadíssimo.

20 de fev. de 2019

Turma da Mônica Jovem Especial (Maurício de Sousa) – DC 2019


Título: Turma da Mônica Jovem Especial: o segredo do acampamento
Autor: Maurício de Sousa
Mês: Fevereiro
Tema: Um clássico brasileiro
Editora Panini, 97p.

Mônica e seus amigos estão de férias, e acabaram indo parar em um acampamento de verão. Alguns curtem a ideia, enquanto outros só sabem reclamar que não tem internet, que só tem mosquito, etc. Quando Cebola começa a manifestar interesse pela monitora bonita, Mônica fica se roendo de ciúmes, enquanto Xaveco tenta provar que os acontecimentos estranhos relacionados ao rio da cidade tem a ver com ETs... Quando os meninos começam a desaparecer, Mônica resolve ir atrás do mistério, e a verdadeira identidade de Iara é revelada.


Sobre clássico brasileiro, a primeira coisa que me veio a cabeça foram aqueles livros que no ensino médio se transformam em literatura obrigatória para o vestibular e que, consequentemente, eu não aguento. Minha segunda opção para esse tema, depois de Machado de Assis, era Monteiro Lobato, mas não encontrei nenhum dos títulos que queria de nenhum dos dois autores. Então, pensei na Turma da Mônica, que eu adoro desde sempre, e a Panini tem feito uns lançamentos muito bons da coleção. Apesar de curtinho, ele é muito bom, o colorido salta aos olhos (principalmente se vocês está acostumado as edições em preto e branco da revista) uma ótima aquisição para quem gosta dessa nova fase da turma mais famosa do Brasil.

19 de nov. de 2018

Bambi (Felix Salten) – BL 2018


Título: Bambi
Autor: Felix Salten
Mês: Novembro
Tema: Nacionalidade que nunca leu
Editora Cosac & Naify, 224p.

Sinopse: Um dos personagens mais amados por crianças e adultos do mundo todo, Bambi chega às prateleiras das livrarias pela primeira vez em português. Escrito pelo austríaco Felix Salten e publicado originalmente em 1923, o romance "Bambi" - Uma história de vida na floresta popularizou-se pela versão cinematográfica feita pelos estúdios Disney, em 1942. A narrativa doce - mas em certos momentos também sombria e dolorosa -, nos apresenta Bambi, o cervo que pouco a pouco vai desvendando os mistérios da floresta e, na batalha pela sobrevivência, entende que o homem, a quem chama apenas de Ele, é o seu principal inimigo. Escrito sob a ótica dos animais, o livro tem como marca registrada os profundos diálogos entre os moradores da floresta, nos quais cabem assuntos dos mais variados, além de questionamentos acerca da vida. As delicadas ilustrações ficaram a cargo do premiado artista Nino Cais, que trabalhou com colagens de silhuetas dos bichos sobre recortes de livros de botânica, entre outros. Uma parábola atemporal sobre a vida e a morte que finalmente poderá ser redescoberta pelo leitor brasileiro.

De repente, diante de Bambi e de sua mãe, tudo ficou claro. O descampado brilhava através da grade de arbustos. Atrás deles, cada vez mais perto, repicava a batida contra os troncos, afugentadora, o estalo da quebra dos galhos e os gritos “Haha” e “Hoho”!

Eu nem imaginava que o filme da Disney Bambi fosse uma adaptação, então foi uma surpresa descobrir o livro. Mas considerando que esse é um dos filmes que até hoje não consigo ver sem chorar feito uma criancinha, fiquei em dúvida se lia ou não. Afinal, já sei a história há muito tempo, não é, para quê ler, só para chorar? Fiquei tensa a leitura inteira. Na verdade, eu só escolhi este título para o tema porque não consegui achar mais nada, mas não esperava ficar desesperada do jeito que fiquei. E mesmo sem esperar tanta diferença do livro para a adaptação da Disney, agora comprovei que o filme suavizou demais a história (graças a Deus!). 
Valeu a pena porque, mesmo mantendo o tom sombrio do filme (ou vice-versa, já que o livro veio primeiro), o antropomorfismo é evidente e muito bem elaborado que até me levou a esquecer alguns vezes que a história é sobre um reino animal, tal a forma como os animais demonstram suas emoções e intenções. A minha maior surpresa ficou por conta de Gobo, e lá fui eu chorar mais um pouco (mas calma, leiam o livro primeiro, não tirem conclusões precipitadas). Um livro clássico que mostra a relação (muitas vezes) conturbada do Homem com a Natureza, sem perder a leveza de um conto infanto-juvenil.

21 de ago. de 2017

O pequeno lorde (Frances Hodgson Burnett) – DL L&T 2017


Título: O pequeno lorde
Autora: Frances Hodgson Burnett
Mês: Agosto
Tema: Clássico
Editora 34, 203p.

Cedric vive com sua mãe em uma modesta casa nos Estados Unidos. Uma criança alegre e de bom coração, que contagia todos a sua volta com seu carisma e carinho. Um dia, ele descobre que deve ir morar na Inglaterra, pois é o último herdeiro de seu avô, um nobre cujos filhos (incluindo o pai de Cedric) estão mortos. O menino, agora Lorde Fauntleroy, estranha a situação, principalmente porque o seu melhor amigo, um vendedor de frutas, não tem muito amor por nobres e seus costumes estranhos. Mas Cedric logo fica alegre, pois descobre que pode ajudar muitas pessoas ao seu redor. E é exatamente o que ele faz antes de viajar. Já na Inglaterra, seu primeiro contato com o seu avô faz o velho ranzinza e egoísta gostar do que vê no neto, e a convivência entre eles transforma o homem a tal ponto que ele começa a realmente se importar com as pessoas abaixo de seu nível social. Cedric continua encantado a todos em sua volta e a vida está em paz, até que uma mulher aparece afirmando que seu filho é quem deve herdar a herança de Cedric devido à questão da primogenitura. Mas nada esmorece o coração do pequeno menino e as coisas se resolvem do jeito que devem.

Eu não sei porque estava com tanto pé atrás com esse livro. A autora é a mesma de O jardim secreto e A princesinha (do primeiro, eu já li o livro e vi o filme, do segundo, só vi o filme), então sei que tipo de histórias a autora escreve. Comecei sem grandes pretensões, o que foi bom, porque a autora de novo me surpreendeu. Sem dramas e sem rodeios, Frances Hodgson Burnett nos apresenta um pequeno personagem muito carismático e encantador. As mudanças que os outros personagens sofrem na história por causa do protagonista é uma coisa tão bonita de se ver, além de que o cenário, que mostra as paisagens rurais da Inglaterra, me fez lembrar muito de Downton Abbey, uma série que eu amo de paixão. Eu também sempre acho divertido, seja em filmes ou livros, a forma como os autores colocam um romance entre uma americana e um inglês. Sempre, sempre a coisa nunca é vista com bons olhos, a família do homem (porque ele tem que ser um nobre) sempre renega a esposa. Não sei se isso só passou a ser mal visto depois que o herdeiro ao trono inglês, Edward VIII, abdicou porque preferiu viver com a mulher por quem se apaixonou, Wallis Simpson. De qualquer forma, essa é uma temática que eu gosto de ver sendo explorada, e no livro é interessante como a autora coloca que o fruto de um casamento inglês-americano acaba sendo a salvação de uma família nobre, além das próprias lições de vida que podemos tirar do início ao fim. Amei de paixão essa história, já virou uma das favoritas ❤

23 de jun. de 2017

Aventuras maravilhosas do Capitão Corcoran (Alfred Assolant) – 52 Weeks Project 2017


Título: Aventuras maravilhosas do Capitão Corcoran
Autor: Alfred Assolant
Mês: Junho
Editora Companhia Editora Nacional, 174p.

Em meados do século XIX, o presidente da Academia das Ciências de Lyon anuncia que um antigo colega faleceu e resolveu deixar de herança cem mil francos ao homem que se dispusesse a viajar para a índia em busca do primeiro livro sagrado dos hindus, o Gurukaramta, missão que ele mesmo se incubiu de realizar antes de morrer. É então que o capitão Corcoran aparece junto a sua companheira tigresa Louison para avisar que ele vai em busca do manuscrito. Na Índia, Corcoran se vê envolvido nos conflitos entre ingleses, franceses e hindus e acaba se apaixonando por uma bela princesa.

Não sei porque livros sobre ou que retratem a cultura indiana são uma tortura para mim. Ok, exagerei, não foi uma tortura propriamente dita, eu consigo ler, mas me arrasto MUITO para terminar. Esse livro é muuito bom, a história é boa, eu amei a amizade da tigresa Louison e de Corcoran, mas ainda assim... Acho que a única coisa que me prendeu foi a tigresa mesma, e o final me deixou completamente surpresa. Muito bom.

10 de abr. de 2017

As aventuras de Tom Sawyer (Mark Twain) – IDY 2017


Título: As aventuras de Tom Sawyer
Autor: Mark Twain
Mês: Abril
Tema: Clássico
Editora Martin Claret, 270p.

Tom é órfão e vive com a sua tia Polly e com os seus primos. Ele adora faltar a escola, e sua tia acha que arrastá-lo para a Igreja vai corrigi-lo. Ele se apaixona pela sua nova colega, Becky Thatcher, e seu pequeno romance parece estar indo bem até que Becky se zanga com ele. Na mesma noite, ele foge de casa acompanhado de Huckleberry Finn. Os garotos vão para o cemitério e acabam testemunhado o roubo de sepulturas por parte do índio Joe, o Dr. Robinson e Muff Potter. Acontece uma discussão e Joe mata o doutor, aproveitando para incriminar Potter, que estava desmaido de bêbado. Quando acorda, ele acha que realmente cometeu o crime e foge. Huck e Tom decidem ficar quietos, mas o corpo e a arma do crime são encontrados, levando a Potter. No dia seguinte, os dois meninos percebem que a cidade inteira os procura e crê que eles morreram afogados. Eles levam a farsa adiante, mas depois se arrependem e resolvem voltar para casa. O julgamento de Potter se aproxima e Tom resolve contar a verdade, mas Joe foge. Ele é encontrado morto e Huck e Tom se tornam heróis da sua cidade.

Uma história bem divertida que eu li bem rápido. Devia ter lido primeiro este livro e depois As aventuras de Huckleberry Finn (que eu li ano passado), mas essa mudança não influenciou em nada na minha leitura. Na verdade, pareceu até que a história já me era familiar. Não tenho muito mais o que falar, só que eu gostei bastante. Indico.

30 de dez. de 2016

Um cântico de Natal (Charles Dickens) – IDY 2016 e DL L&T 2016


Título: Um cântico de Natal
Autor: Charles Dickens
Mês: Dezembro
Tema: Se passa no Natal
Editora Landmark, 144p.

O velho Ebenezer Scrooge é um proprietário pão duro, mesquinho e egoísta que só gasta dinheiro com o que julga necessário, sem nunca oferecer conforto ou ajuda de bom grado a quem precisa. Na véspera de Natal, ele recebe a visita de três fantasmas, que irão lhe mostrar visões do passado, presente e do futuro que lhe aguarda caso ele não mude sua conduta e filosofia de vida.

Eu já perdi a conta de quantas versões desta história eu já vi por aí. Desde livrinhos infantis até filmes da Disney, onde o pão-duro é sempre o Tio Patinhas (que surpresa :P ) que fiquei abismada comigo mesmo pelo tempo que me levou ler a versão original da história. Fazia tempo que eu estava atrás desse livro, consegui numa troca e quando finalmente li, eu amei, tanto que me deu vontade de ir atrás dos meus antigos gibis e filmes para ver tudo de novo. Leitura mais do que apropriada para essa época do ano. Recomendadíssimo.

26 de out. de 2016

Caçadas de Pedrinho (Monteiro Lobato) – DL L&T 2016


Título: Caçadas de Pedrinho
Autor: Monteiro Lobato
Mês: Outubro
Tema: Clássico
Editora Brasiliense, 105p.

O Marquês de Rabicó mora no sítio de Dona Benta e conhece todos os recantos do local. Ao se aventurar por uma parte da mata fechada, ele acaba descobrindo pegatas do que ele acredita ser um gato gigante. Desesperado, ele volta pro sítio e conta sua descoberta para o Pedrinho, atiçando a curiosidade do menino. Ele conta para Narizinho, e mais tarde Dona Benta e Tia Nastácia também ficam sabendo. Pedrinho, então, convence Narizinho de que eles devem caçar a onça (eles já descobriram que o gato gigante é uma onça). Junto a eles se unem oVisconde de Sabugosa, o Marquês de Rabicó e a boneca Emília. Mas a aventura das crianças leva os animais a procurar vingança e assim começa uma guerra entre animais e crianças. No meio disso, aparece um rinoceronte fugido que encontra no sítio um lugar de sossego. Então, as crianças se aproximam do bicho, que os ajudam a resolver o problema com o resto dos animais.

Um livro gracinha que não me levou mais do que uma hora pra ler. Monteiro Lobato fez parte da minha infância, mas somente pelo programa que a Globo exibia, “O sítio do picapau amarelo”, porque até este momento eu não havia lido mais do que um livro dele. Gostei. A história é divertida, os personagens são cativantes e o livro é uma bela amostra do porque Monteiro Lobato é um dos grandes nomes da literatura.

12 de out. de 2016

Pinóquio (Carlo Collodi) – RC 2016


Título: Pinóquio
Autor: Carlo Collodi
Mês: Outubro
Tema: Clássico com menos de 200 páginas
Editora Companhia Editora Nacional, 135p.

Era um pedaço de pau comum que apareceu na oficina de um velho carpinteiro chamado Mestre Antônio. Ele deu o pau para Gepeto, um velhote alegre, que quis transformar o pedaço em um boneco. Pinóquio é o nome que o velhote dá para ele, e logo o boneco se revela um traquina desobediente e esperto. Ao sair de casa para ir a escola, ele resolve que o estudo pode começar outro dia embarca em várias confusões quando deveria se comportar, ignorando os sacrifícios que Gepeto faz por ele. No entanto, Pinóquio sempre paga por sua desobediência, recebe ajuda de sua fadinha protetora e acaba, em suas andanças pelo mundo, refletindo sobre as qualidades que deve aprender a valorizar para ter seu sonho de virar um menino de verdade realizado.

Mais uma vez eu fiquei impressionada com a capacidade da Disney de suavizar todo um enredo. Pinóquio nunca foi um dos meus desenhos favoritos, na verdade eu sempre achei chato, só gostava do gatinho Cícero, mas acho que se o filme da Disney tivesse sido só um pouquinho mais fiel ao livro, eu teria gostado mais. E as morais da história (do nariz que cresce se a criança mentir, da criança desobediente que não irá conseguir nada na vida a não ser que obedeça o adulto, etc) seriam melhor assimiladas. Porque o livro inteiro é sobre essas lições que nós quando crianças devemos aprender: não mentir, não desobedecer, estudar para ser alguém na vida. Este livro foi uma grata surpresa e eu recomendo de todo o coração.

15 de ago. de 2016

Dom Quixote (Miguel de Cervantes) – DL 2016



Título: Dom Quixote
Autor: Miguel de Cervantes
Mês: Agosto
Tema: The Rory Gilmore Book Club
Editora Penguin, 1328p.

Dom Alonso Quixano morava em uma aldeia espanhola. De nome nobre, não tinha muitas posses. Sua casa era enfeitada com escudos e lanças antigas. Ele morava com uma sobrinha, uma governanta e um rapaz que cuidava de sua fazenda. Seu tempo era gasto nas leituras de romances de cavalaria, e sua paixão por essas histórias era tão grande que ele achava que conversava com os heróis dos livros que lia. A paixão evolui para loucura quando ele resolve viajar montado em seu cavalo, armado com a velha armadura e espada de seu bisavô, em busca de aventuras e de uma donzela que pudesse salvar e se apaixonar. Seu nome se torna Dom Quixote de la Mancha e junto ao seu escudeiro Sancho, ele se mete em muita confusão.

Só pela quantidade de páginas, eu tive que esforçar para ler esse livro. Na verdade, eu sempre tive curiosidade pela história, após ver tantas adaptações nos gibis da Disney com os quais eu tomei gosto pela leitura. Então escolher este livro específico foi fácil, já que a maioria dos livros que fazem parte desse tema ou eu já li e resenhei, ou não tem em português. Gostei da leitura, ri demais com as loucuras desse cavaleiro. Um clássico da literatura que merece ser lido e relido.

3 de jun. de 2016

A ilha do tesouro (Robert Louis Stevenson) – DL 2016


Título: A ilha do tesouro
Autor: Robert Louis Stevenson
Mês: Junho
Tema: Se passa em ilha
Editora Companhia Editora Nacional, 239p.

Inglaterra, meados do século XVIII. Jim Hawkins é um jovem humilde que ajuda a família a tomar conta de uma pequena estalagem. Certo dia, eles recebem um hóspede misterioso que se intitula Capitão, e que mais tarde eles descobrem se tratar do imediato fugitivo do temido Capitão Flint. Quando o Capitão morre, Jim e sua mãe descobrem seus segredos e o rapaz toma posse de um embrulho de oleado escondido entre os pertences do pirata morto. Esse embrulho se revela ser um mapa do tesouro. Junto a Lorde Trelawney, ele embarca em uma expedição cheia de perigos e aventuras em busca do tesouro do temível Capitão Flint.

Eu sempre quis ler esse livro, mas nunca aparecia uma chance. Eu sempre deixava de lado porque estava mais interessada em outros livros. Sempre deixo clássicos para desafios literários porque seus temas sempre cabem em alguma categoria da leitura. Achei ele na biblioteca em que trabalho e aproveitei a chance, porque apesar de ser um clássico, não é um livro que eu queira comprar para ter na estante. Gostei bastante, nunca fui muito fã de histórias de piratas, mas os filmes d’Os Piratas do Caribe me fizeram mudar de idéia. Recomendo.

19 de jun. de 2015

Peter Pan (J.M. Barrie) – RC 2015


Título: Peter Pan
Autora: J.M. Barrie
Mês: Junho
Tema: Lançado há mais de 100 anos
Editora Zahar, 224p.

Em um de seus passeios, Peter Pan esqueceu sua sombra na casa dos Darling. Quando ele volta para buscá-la, acompanhado da fada Sininho, Peter acaba acordando Wendy (ele tentou grudar a sombra com sabonete e quando não consegui, começou a chorar e acordou Wendy). A menina decide costurar a sombra de volta. Uma amizade se inicia entre Wendy, seus irmãos João e Miguel e Peter, que os leva para a Terra do Nunca prometendo muitas aventuras com índios, piratas e sereias. Quando o Sr. e a Sra. Darling voltam para casa, encontram com o quarto das crianças vazio, pois eles já haviam partido. Voando, com a ajuda de bons pensamentos e pó de fada. Na ilha, as crianças se separam por um momento após Capitão Gancho atacá-los. Peter manda Sininho levar Wendy até os Garotos Perdidos, mas a fada, enciumada, faz com que eles a ataquem. Peter fica com raiva e diz aos meninos que eles matam a mãe deles, papel que Wendy aceita logo, sendo Peter o pai. Os irmãos se envolvem em muitos perigos e confusões e chega o momento de Peter enfrentar de uma vez seu grande inimigo, Capitão Gancho.

Todas as crianças crescem, menos uma.

Eu sou apaixonada pelas edições da editora Zahar desde sempre. Assim que soube que tinha saído uma nova edição de Peter Pan, fui logo atrás pra saber se tinha a edição comentada. Achei e amei. O livro é lindo demais. A capa é perfeita, a diagramação em capa dura, como sempre, é perfeita. Essa edição traz, além da história original, várias notas explicativas, uma apresentação sobre o autor com explicações sobre a origem da sua obra e sobre o contraste entre a infância e maturidade que os personagens encarnam, e uma cronologia de sua vida. Eu sou apaixonada por Peter Pan desde pequena, sempre foi um dos meus clássicos favoritos. Um dos maiores clássicos da literatura mundial em uma edição que faz lhe faz justiça.

4 de nov. de 2014

O mágico de Oz (L. Frank Baum)


Título: O mágico de Oz
Autor: L. Frank Baum
Editora Zahar, 223p.

Sim, eu já fiz uma resenha desse livro, agora eu só queria comentar a edição da Zahar, que eu encontrei enquanto ia atrás da edição ilustrada e comentada de Contos de fadas. Esta edição apresenta a história ilustrada e comentada de Dorothy e sua viagem para o reino de Oz. A diagramação, como sempre acontece com as edições da Zahar, é excelente. Com tradução de Sérgio Flaksman, esta edição é capa dura, as ilustrações são originais, e as informações adicionais sobre a vida de Baum e a inspiração para a criação do mundo de Oz fizeram toda a diferença. Adorei saber que existem outros livros sobre Oz escritos pelo autor (que eu já estou procurando).

13 de ago. de 2013

Moby Dick (Herman Melville) – DL 2013


Tema: Vingança
Mês: Agosto
Título: Moby Dick
Autor: Herman Melville
Ed. Martin Claret, 583p.

Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas. (Sinopse: Skoob)

Uma história intensa do início ao fim. O autor é preciso quando narra o funcionamento da caça as baleias no início do século XIX. O fato de o livro ser muito descritivo no começo da história pode ser um fator que não conte muito a seu favor para quem detesta longas descrições, mas para o leitor atual é válido porque nos apresenta detalhes do mundo baleeiro. A obsessão de um homem por uma baleia que ele nunca conseguiu matar foi o que sempre me intimidou nessa história (eu vi o filme antes de ler o livro, e também já havia lido uma versão infantil), e, confesso, como alguém que é contra a caça a esses animais, meu lado ativista fala alto e eu fiquei muito feliz com o fato da baleia não ser pelo homem. Uma história visceral, que apresenta nos dois protagonistas (o animal e o homem) a simbologia entre o bem e o mal, vale muito a pena ser lido.

29 de jul. de 2013

Caninos brancos (Jack London) - DL 2013



Tema: Cor no título
Mês: Julho
Título: Caninos brancos
Autor: Jack London
Ed. Martin Claret, 196p.

Parte lobo, parte cão, Caninos Brancos é vendido por seu dono índio ao perverso Beleza Smith. Sofrendo mil tormentos, o animal aprende que para sobreviver é preciso adaptar-se sempre e sempre. Nesta aventura clássica, Jack London mais uma vez traça um empolgante paralelo entre bicho e homem, natureza e civilização. (Sinopse: Skoob)

Esse livro é diferente do que eu esperava, de várias maneiras. Jack London faz mais do que traçar um paralelo entre homem e animal, sua história é uma descrição visceral do homem e do animal enfrentando-se na natureza, cada um seguindo o instinto de sua própria espécie, sem considerar o outro. Confesso que em algumas partes fiquei chocada e tive vontade de chorar (parecia que eu estava assistindo um daqueles documentários sobre animais selvagens, que sempre me fazem cair no choro). Um clássico, realmente, que merece várias leituras.

18 de jun. de 2013

Morro dos ventos uivantes (Emily Brontë) - DL 2013


Tema: Romance psicológico
Mês: Junho
Título: O morro dos ventos uivantes
Autora: Emily Brontë
Ed. Landmark, 304p.

O Sr. Earnshaw tem dois filhos, Hindley e Catherine e sua propriedade e chama-se dos Morro dos Ventos Uivantes. Ao chegar em casa de uma longa viagem, ele traz Heathcliff, um menino que adotou. Hindley o odeia, mas Catherine desenvolve uma amizade pelo menino. Os dois se tornam grandes amigos, mas essa amizade se abala quando o Sr. Earnshaw morre e a propriedade passa para Hindley, que faz de tudo para colocar Heathcliff no seu devido lugar (de empregado). Mesmo assim, a amizade entre ele e Catherine continua. Quando a moça se fere na propriedade vizinha, os Linton, seus proprietários, resolvem abrigá-la como maneira de pedir desculpa. E quando ela volta para casa, está totalmente diferente: educada e refinada. A partir desse momento, ela passa a conviver mais com os filhos dos Linton, Edgar e Isabella. Com o passar do tempo, a possibilidade de um noivado entre Catherine e Edgar cresce e todos vêem o compromisso com bons olhos, mas a jovem tem dúvidas. Ela gosta de Edgar, pois ele tem nome e berço, mas seu coração pertence ao pobre Heathcliff. O jovem entreouve o desabafo da moça com a governanta da casa, a interpreta mal e foge. Ele volta anos depois, decidido a se vingar de todos que o humilharam.

Um dos clássicos da literatura que não me encheu os olhos. Eu sabia mais ou menos da história antes de pegar o livro, então não achei que fosse ficar tão surpresa com a história. Pior que fiquei sim, do modo negativo. O engraçado é que eu geralmente gosto deste tipo de história... E também nunca achei que fosse odiar tanto um casal de apaixonados (depois de Romeu e Julieta) como odiei Catherine e Heathcliff. A egoísta e o louco... O engraçado é que minha mãe adora essa história, e mesmo depois dela me explicar trocentas vezes, eu não consigo simpatizar de jeito maneira com nenhum dos dois. Ok, talvez eu simpatize um pouquinho com ele, mas simplesmente odeio Catherine. Fútil e egoísta. E como eu tentei... Enfim. Li só por causa do desafio. E só indico por ser clássico.

24 de mai. de 2013

O mágico de Oz (L. Frank Baum) – DL 2013


Tema: Livros citados em filmes
Mês: Maio
Título: O mágico de Oz
Autor: L. Frank Baum
Ed. Leya, 189p.

Dorothy vive no Kansas com os tios e seu cachorrinho Totó. Quando um ciclone atinge a casa em que eles vivem, a menina não tem tempo de se esconder com a tia no alçapão e acaba sendo levada com casa e cachorro pelo vento forte. Ao acordar, ela descobre que foi parar na terra de Oz, lugar muito colorido, diferente do cinzento Kansas. Na aterrissagem da casa, acaba por matar uma das bruxas más do lugar. E Dorothy encontra uma da bruxa boa, que recomenda que a menina viaje até a Cidade das Esmeraldas para pedir a Oz que a faça e a Totó voltarem para casa. No caminho, ela acaba ajudando um Espantalho, um Homem de Lata e um Leão covarde, e assim os quatro e Totó partem em busca de Oz para que o grande mágico ajude cada um a conseguir seu desejo.

Eu nunca me interessei por essa história, em parte por causa do filme de 1939 estrelado por Judy Garland, que eu vi algumas vezes quando criança. Não sei por quê, mas sempre me pareceu uma história sem cabeça, apesar da minha mãe sempre ter tentado me convencer do contrário. Aí eu vi a edição da Leya, gostei da capa, mas mesmo assim não tive tanta vontade de comprar um. Até ver que era uma das minhas únicas opções para o desafio desse mês. Então fui atrás. Li e gostei. A história não tem nada de chata, era puro preconceito da minha parte. Mais um clássico na minha estante de lidos.