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27 de jul. de 2026

198 livros: PORTUGAL – Marília de Dirceu (Tomáz Antonio Gonzaga)

Sinopse: Depois de Camões, Tomás Antônio Gonzaga é o poeta que tem mais leitores na língua portuguesa. Incontáveis edições já foram tiradas, no Brasil e em Portugal, das famosas liras de Marília de Dirceu, que com prestígio não menor têm transitado noutros idiomas: inglês, alemão, francês, italiano e espanhol.
Ainda que extremamente elaboradas, denotando o virtuosismo do poeta, essas liras parecem brotar espontaneamente dos mais calorosos recônditos da alma, e é esta harmonia entre a técnica e a emoção que fazem de Gonzaga o grande poeta que os leitores de hoje aprenderam a amar. De resto, soube ser original, dando um passo à frente da poesia de seu tempo: entre os cenários pastoris sem nome e sem história, próprios do Arcadismo, ele introduziu a cor local e retalhos da amarga história da colônia: a Vila Rica dos anos da "derrama" e da malfadada Conjuração Mineira.


A leitura é fácil e confesso que para mim foi mais agradável do que todos os livros obrigatórios para vestibular que li na vida porque trouxe uma característica do Romantismo (apesar de ser uma obra com muitas marcas do Arcadismo): a figura da mulher amada entra no plano idealizado mas acessível. Surpreendentemente, gostei da leitura.

Editora Martins Claret.
224 páginas.

3 de jul. de 2026

Odisseia (Christophe Lemoine) – 52 BCRC 2026



Título: Odisseia
Autor: Christophe Lemoine
Mês: Julho
Tema: Escrito sem marcas de quotes 
Editora L&PM, 60p.

Ulisses é um dos heróis que venceu a guerra de Tróia. Nos 10 anos que ficou longe lutando, seu filho cresceu e sua esposa precisou lidar com os homens de Itaca que, presumindo Ulisses morto, queriam assumir sua esposa e seu lugar. Nos 10 anos seguintes, Ulisses encontra todo tipo de situação, tendo que lidar com deuses e imortais com o único objetivo de pisar em Itaca de novo.

A história de Ulisses e sua conturbada volta para casa, que todo mundo conhece. Sobre a coleção, sempre foi meu desejo de consumo porque eu gostei da arte. Gostei da adaptação feita, o autor resumiu bem os principais acontecimentos, e a história foi muito bem ilustrada. Recomendado.

23 de mai. de 2018

É fácil matar (Agatha Christie) – D12ML 2018


Título: É fácil matar
Autora: Agatha Christie
Mês: Maio
Tema: Suspense/Thriller/Terror/Policial
Editora L&PM, 272p.

Luke Fitzwilliam é um policial recém aposentado que está de volta a Inglaterra depois de anos no exterior. Ao desembaraçar em Dover, ele toma um trem para Londres e divide a cabine com uma velhinha meio tagarela. Miss Pinkerton conta a ele que está indo para a Scotland Yard denunciar um criminoso que já vitimou quatro pessoas sem levantar suspeitas. Luke escuta mas só dá o devido crédito a história quando descobre que a mesma velhinha foi atropelada antes de chegar ao seu destino. Chocado, ele decide viajar para o vilarejo de Miss Pinkerton, onde conhece Birdget e sem esperar, acaba se apaixonando. Mas ele tem um mistério para resolver e mesmo receoso e confuso, acaba descobrindo o assassino... Só que nem tudo que parece é, e Luke descobre que muitos moradores do pacato vilarejo escondem passados bastante nebulosos.

Como toda história de detetive, eu nunca acerto. É impressionante isso. Sempre que a história chega num ponto em que eu posso dizer que sei quem é o ladrão/bandido/assassino, o autor (praticamente me trollando) muda tudo e/ou acrescenta novos fatos que vão fazer meu cérebro rodar e eu me perguntar “como não havia prestado atenção nisso antes?” Ás vezes, a história está no ponto certo, eu estou acertando tudo mas ainda fico com a pulga na orelha sobre tal coisa até me convencer a mudar de opinião: é justo aí que o autor volta para o ponto original e mantem tudo que eu descartei. Foi assim com os livros que já li até hoje de Sherlock Holmes e com o primeiro livro da Agatha Christie que li, Assassinato no Expresso do Oriente. Gostei muito da surpresa no final. Recomendo.

15 de fev. de 2017

Mulheres (Charles Bukowski) – IDY 2017


Título: Mulheres
Autor: Charles Bukowski
Mês: Fevereiro
Tema: Hot
Editora L&PM, 320p.

Henry Chinaski é um escritor cinquentão e alcoólico, a quem as mulheres não dão descanso. Irónico, “Mulheres” narra episódios da vida deste “alter-ego” de Bukowski. Cada mulher é diferente. Umas loiras, outras morenas, outras ruivas. Umas mais sedutoras e provocantes, outras mais ingénuas e discretas. Há muitas, tantas – a reserva parece não ter fim, nenhum homem consegue esgotar o lote. Quase todas bonitas, quase todas terríveis. Henry Chinaski gosta que elas existam. “Mulheres”, publicado em 1978, descreve a vida deste “alcoólico que se tornou escritor para poder ficar na cama até ao meio-dia”: as bebedeiras, as ressacas permanentes, os vómitos, as corridas de cavalo, as leituras nas universidades, as festas, as cartas de admiradoras, as esperas no aeroporto, os encontros sexuais, os dias seguintes, as rupturas, as reconciliações. Mais cerveja, mais sexo, mais mulheres. (Fonte: Skoob)

Quando vi que esse ano teria novamente esse tema em um desafio que sigo, quase tive um ataque. Eu simplesmente não suporto essas histórias, os que li até hoje foram por mera curiosidade (Cinquenta tons de cinza) e por causa de desafios literários (A bibliotecária, ano passado). As pessoas dizem que vale a pena ler de tudo, e eu concordo, você só pode criticar algo depois que conhece, e foi isso que me fez ler Cinquenta tons. Quando vi esse tema, fui pesquisar livros e achei esse. Bem recomendado no skoob, então fui na fé kkkkk Só o que posso dizer é que é um livro bem escrito, completamente diferente do que se vê nas estantes de livrarias por aí desse gênero. O autor é muito irônico, e eu gostei disso. Com toda a certeza eu não irei ler de novo, mas eu recomendo, não só pelo tom, mas também porque quem gosta do estilo, tem que ler algo verdadeiramente do gênero.

8 de fev. de 2016

On the road (Jack Kerouac) – DL 2016



Título: On the road
Autor: Jack Kerouac
Mês: Fevereiro
Tema: Citado em filme
Editora L&PM, 461p.

Estados Unidos, década de 40. Sal Paradise é um jovem escritor que mora com a tia. Como seus amigos, Sal decide tirar férias e cai na estrada, viajando pelo país inteiro, conhecendo pessoas e lugares diferentes, passando por problemas e trabalhando temporariamente onde pudesse. Um de seus amigos de viagem é Dean Moriarty, um andarilho que ele conheceu em Nova York, um cara totalmente irresponsável que não tem raiz em canto nenhum. O cara é a imagem da Geração Beat, um movimento literário que surge na década de 50, originado por um grupo de jovens que queriam fugir do modelo de vida certinho dos EUA pós Segunda Guerra. Esses jovens intelectuais queriam se expressar mais livremente, e assim faziam, contando suas histórias na base das drogas, do álcool e do sexo. Ah, e claro, do jazz, estilo musical que marcou os beats.

Eu nunca soube o que esperar desse livro. Na verdade, o tenho há um tempão e só fiz questão de comprá-lo porque sabia que uma hora eu iria “precisar” lê-lo. Se não fosse os desafios dos quais participo, desconfio que ele ficaria por um longo tempo na lista dos livros para serem lidos. Nunca entendi o fascínio que essa história inspira por aí, tentei gostar quando soube do lançamento do filme, mas nem isso fez com que eu me interessasse em ler. Agora que eu já li, não sei bem o que pensar. Sim, é um livro ótimo, a história te prende, a personalidade de Dean Moriarty te prende, até por causa da irresponsabilidade característica, mas é só. Só acho que não fiquei tão tentada a deixar o livro de lado no meio da leitura porque a edição que li apresenta o manuscrito original, e adoro esse tipo de publicação. Outra coisa ótima desta edição é que ela conta com alguns textos introdutórios excelentes que ajudam a entender a diferença desta edição para as outras. Apesar de não ser um livro que eu vá ler de novo, recomendo.