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17 de dez. de 2025

Young royals on tour (Christina Blizzard) - DAL 2025


Título: Young royals on tour: William & Catherine in Canada
Autora: Christina Blizzard
Mês: Dezembro
Tema: Letra Y
Editora Dundum Press, 64p.

Sinopse: A day-by-day celebration in words and photographs of the young couple’s first tour of Canada. On April 29, 2011, Prince William of Wales married Catherine Middleton at Westminster Abbey in London. The newlyweds’ first royal tour took place in Canada from June 30 to July 8. People across the country rejoiced with the couple as they made their way through a land that holds special significance for the Royal Family, emphasizing and renewing the bond with Canada. This was not the Duke of Cambridges first trip “home to Canada,” since he accompanied his parents, Charles and Diana, in 1991 and his father and brother, Harry, in 1998. This journey included such highlights as Canada Day in Ottawa, dragon boating in Prince Edward Island, visiting homeless youth in Quebec City, street hockey in Yellowknife, and a side trip to help bolster the courage of fire-devastated citizens in Slave Lake, Alberta. The Duke and Duchess presented the vibrant, modern face of the Royal Family, and excitement followed them everywhere as they travelled across Canada.

Um livro pequeno mas muito bom. Na verdade ele descreve a primeira tour de William e Kate feita logo depois que casaram. Como eu vi alguns documentários dessa tour na época, não tem nada de novo no livro. Claro, as fotos são bacanas e o livro até tem muitas, considerando que é pequeno, mas nada de novo. Uma leitura leve, gostei.

23 de dez. de 2024

A year in the life ir the duchess (Ian Lloyd) – DAL 2024

 


Título: A year in the life ir the duchess Autor: Ian Lloyd
Mês: Dezembro
Tema: Letra Y
Editora Carlton Books, 128p.

O casamento foi anunciado no meio do ano de 2010. O casamento foi um ano depois. Pouco tempo depois, William e Kate saíram em turnê. Mesmo que as pessoas já tivessem tido uma pequena visão de como a futura rainha da Inglaterra se sairia em compromissos oficiais, a turnê do Canadá foi a primeira vez que se pode ver se que forma Catherine, Duquesa de Cambridge, se portaria. E o resultado: muito positivo. Esse livro traz um vislumbre de como foi o primeiro ano da vida de William e Catherine como atuantes em tempo integral da família real britânica.

Um livro pequeno, lotado de imagens do primeiro ano de casados de William e Kate. Um casamento muito antecipado, porque obviamente tudo que se refere aos filhos da princesa Diana as pessoas tem interesse. Mais do que isso, todos queriam ver com que mulher o herdeiro do trono britânico casaria e como ela lidaria com a obrigação da realeza. Eu acompanhei os vídeos da primeira turnê deles, por curiosidade na época, e esse livro é um mero resumo dos vários documentários que saíram então. Leitura leve e informativa para os curiosos sobre a realeza britânica.

9 de mai. de 2022

The crown official companion volume 1 (Robert Lacey) – DLL 2022

 


Título: The crown official companion volume 1: Elizabeth II, Winston Churchill, and the Making of a Young Queen (1947-1955) 
Autor: Robert Lacey 
Mês: Maio 
Tema: Um livro sobre realeza 
Editora Crown Archetype, 336p. 

Sinopse: Elizabeth Mountbatten never expected her father to die so suddenly, so young, leaving her with a throne to fill and a global institution to govern. Crowned at twenty-five, she was already a wife and mother as she began her journey towards becoming a queen. As Britain lifted itself out of the shadow of war, the new monarch faced her own challenges. Her mother doubted her marriage; her uncle-in-exile derided her abilities; her husband resented the sacrifice of his career and family name; and her rebellious sister embarked on a love affair that threatened the centuries-old links between the Church and the Crown. This is the story of how Elizabeth II drew on every ounce of resolve to ensure that the Crown always came out on top. Written by the show’s historical consultant, royal biographer Robert Lacey, and filled with beautifully reproduced archival photos and show stills, The Crown: The Official Companion: Volume 1 adds expert and in-depth detail to the events of the series, painting an intimate portrait of life inside Buckingham Palace and 10 Downing Street. Here is Elizabeth II as we’ve never seen her before. 

Um guia excelente para a primeira temporada da série The Crown. Diferente dos outros livros companion que já li, onde o autor faz um apanhado geral da história, neste cada capítulo leva o título de um episódio (o que é ótimo e facilita para quem não lembra direito de algumas coisas a não ficar se perguntando quando aconteceu tal coisa, quando apareceu tal personagem). Talvez o fato do autor já ter escrito outros livros sobre a realeza britânica tenha facilitado diferenciar fato de ficção quando a série criava coisas para dramatizar ou para fazer a adaptação ser de entendimento mais fácil para o espectador. Eu adorei esse livro, recomendo muito.

13 de dez. de 2021

William and Harry (Katie Nicholl) – PSRC 2021


 

Título: William and Harry: behind palace doors 
Autora: Katie Nicholl 
Mês: Dezembro 
Tema: O livro que está há mais tempo em sua lista de leitura 
Editora Weinstein Books, 328 p. 

Sinopse: More than a decade has passed since princes William and Harry watched in grief as their mother, Diana, Princess of Wales, was laid to rest. Then just fifteen and twelve years old, William and Harry have since grown into extraordinary young men. Today they are modern princes poised to shape the Royal Family in their own image, and determined to carry the legacy of their beloved mother, Diana, into the twenty-first century. 
The royal brothers have been the subjects of intense scrutiny since birth, but until now, no journalist has delved as successfully into their lives as Katie Nicholl. Through her unprecedented network of sources, some of whom have agreed to speak for the very first time, Nicholl provides fascinating insight into the lives of William and Harry, following them from childhood to present day, chronicling the difficult period after their mother's tragic death, their college years, their love lives, their careers as front-line soldiers, and William's struggles with his destiny as the future king. 
Now, as William gets set to assume a more prominent role in the monarchy, and a royal wedding between he and Kate Middleton seems probable, Nicholl has spoken to a wealth of contacts close to the couple who reveal how their love affair really started at the University of Saint Andrews, the hurdles the pair overcame, and the challenges they still face. She recounts the story of Harry's time at Eton, his relationship with Chelsy Davy, and the three months he spent on the front line in Afghanistan. She analyzes William and Harry's complex relationship with their father, and the woman who will one day become Queen Camilla. 
A constantly surprising and compulsively readable book, William and Harry sheds an astonishing light on the two most famous brothers in the world. 

Em abril de 2021, William e Kate comemoraram 10 anos de casados. Foi engraçado fazer a resenha desse livro só agora quando essa foi uma das primeiras biografias sobre os príncipes William e Harry que eu consegui. Em parte porque eu já conhecia a autora dos vários documentários reais a que assisti, ela sabe ser concisa em sua narrativa sem dramatizar. Gostei muito da autora falar chegar a abordar o noivado de William e Kate, já que a maioria das biografias sobre William e Harry (dado o tempo de namoro do primeiro com Kate) só falam do namoro, e também adorei as partes sobre o relacionamento entre Harry e Chelsy. Biografia recomendada.

8 de mai. de 2020

William and Kate (Christopher Andersen) – DLL 2020


Título: William and Kate
Autor: Christopher Andersen
Mês: Maio
Tema: Um livro que seja o segundo não lido da sua estante
Editora Gallery Books, 320p.

Eu digo a William, particularmente, que se você encontrar alguém que ama na vida, deve se apegar a esse amor e cuidar dele. . . . Você deve protegê-lo. Diana, princesa de Gales

A história do romance entre o Príncipe William, um dos jovens solteiros mais cobiçados do mundo, e Catherine Middleton, sua colega e namorada de faculdade. Durante quase 10 anos de um namoro que começou quando eles estudaram na Escócia, William e Catherine passaram por poucas e boas. Ele terminou o curso e virou militar, tendo que manter seus compromissos reais. Ela se formou e tentou balancear uma carreira e um relacionamento com o terceiro na linha de sucessão do trono britânico, tarefa que não foi nada fácil, pois ela também teve que lidar com o escárnio da mídia. A infância e a vida de William e Catherine, os percalços de suas famílias, o namoro e o término, a reconquista até o noivado, anunciado para o mundo todo, com a noiva usando o famoso anel de safira da princesa Diana.

Eu gostei mais de outras biografias que li sobre o romance de William e Kate. Christopher Andersen escreve bem, mas em vários momentos o autor acaba esquecendo o tom que uma biografia deve assumir e apela para o lado “fantasioso”, dramatizando certos acontecimentos, e isso me cansou durante a leitura. Como eu já tinha lido outros livros sobre eles dois e visto vários documentários, eu só continuei a leitura desse mesmo porque nunca deixo um livro inacabado. Valeu a pena para saber o estilo de escrita do Andersen.

11 de mar. de 2020

Meghan (Andrew Morton) – DLL 2020


Título: Meghan: a princesa de Hollywood que conquistou a Inglaterra
Autor: Andrew Morton
Mês: Março
Tema: Um livro biográfico
Editora Seoman, 320p.

Sinopse: Quando Meghan Markle e o Príncipe Harry foram apresentados por um amigo em comum em um encontro às cegas, mal sabiam que em menos de dois anos após o primeiro flerte estariam casados. Desde então, nosso fascínio pela mulher que quebrou todos os protocolos reais disparou. Nesta profunda biografia sobre a Duquesa de Sussex, o aclamado escritor Andrew Morton remonta às raízes de Meghan - atriz americana afrodescendente, ativista e feminista. - entrevistando pessoas próximas a ela para descobrir a história de sua infância em Los Angeles, suas lutas em Hollywood e seu trabalho humanitário. Considerada por muitos como a Princesa Diana do século 21, o impacto de Meghan já estabeleceu mudanças nas rígidas tradições da Casa de Windsor ao injetar um sopro de modernidade na realeza britânica.

Eu tenho a biografia escrita pelo Andrew Morton sobre a princesa Diana, então quando vi que ele também tinha escrito uma sobre a esposa do príncipe Harry, me animei. Desde o anúncio do casamento real, passei a me interessar em saber sobre a vida de Meghan Markle, já vi documentários, mas ainda não tinha lido nenhuma biografia (porque quando se trata de biografias reais, eu procuro muito, existem autores que só gostam de dramatizar). Gostei desse livro porque Morton é objetivo, ele fala dos fatos com clareza, não passa para o plano da imaginação sobre coisas que ele simplesmente não tem como saber com clareza como aconteceram. Indicado.

21 de set. de 2018

198 livros: FRANÇA – Depois da rainha Victoria, Edward VII (André Maurois)

Tido como bom vivant e conquistador de mulheres, Edward VII foi o segundo filho da rainha Vitoria e do príncipe Albert, sucessor ao trono britânico. Educado para ser o melhor, Edward tinha gosto pela diplomacia, mas foi mantido pela mãe, por muito tempo, longe de qualquer compromisso com o poder. Durante o tempo do seu reinado, Edward viu ser delineado o conflito mundial que eclodiria com a Alemanha, quatro anos após sua morte.


Esse livro foi mais um achado em um dos sebos daqui de Belém. Já li uma biografia da rainha Vitória, então atiçou minha curiosidade um livro que falasse do filho que a sucedeu ao trono britânico. Talvez seja uma biografia mais valiosa até, já que pouca coisa se sabe sobre ele e seu reinado. O livro narra sua vida em ordem cronológica, e as melhores partes ficam por conta do relacionamento entre Edward e seus pais.

O livro também fala dos aspectos políticos e sociais da Inglaterra e da Europa como um todo, ressaltando seu trabalho e sua atitude em reinar de forma constitucional. Essa parte ocupa quase dois terços do livro e me deixou meio perdida, porque passava mais tempo falando dos políticos ingleses do que do rei propriamente dito, mas então percebi que o livro relata a sutileza da relação entre Edward e os políticos ao redor dele. Uma excelente leitura, que flui rápido e sem termos complicados. Recomendo.

Editora Globo Livros.
320 páginas.

18 de set. de 2018

Victoria e Abdul: o confidente da rainha (2017)

Abdul Karim (Ali Fazal) e Mohammed Buksh (Adeel Akhtar) chegam na Inglaterra vindos da Índia, para entregar uma moeda comemorativa na celebração do Jubileu dourado da rainha Victoria (Judi Dench, novamente). De alguma forma impressionada por ele, a rainha fez com que Abdul e seu amigo se tornem seus assistentes pessoais pelo resto das comemorações. A partir daí, sua vida muda completamente. Abdul se torna amigo da rainha, ensinando-a a falar urdu e acompanhando a rainha em viagens pela Europa. Mas tanta intimidade causa desconforto na corte, até mesmo por sua origem, já que Abdul era indiano, e por passar a usufruir de vários privilégios.


Mais um filme sobre a rainha Victoria e uma amizade com alguém que sua corte não aprovava. È muito engraçado como eles conseguem sempre retratar que a rainha, não é meramente uma mulher com um título real, mas sim quase uma propriedade que deve ser mandada a todo momento, mantida longe de qualquer contato mais “humano”, seguindo rígido código de quebras que, se quebrado, mesmo por ela, as consequências nunca são boas.
Beira o ridículo, por um lado, o quanto eles não se atrevem a questionar ou contradizer uma ordem dela ou um simples desejo, enquanto por outro eles a cercam e a mantem em uma redoma, fazendo de tudo para que ela não experimente nada novo.


A rainha Victoria já havia desenvolvido, anos antes, uma amizade forte por outro plebeu, Mr. Brown, fato que na época também não alegrou a corte nem um pouco. O mais legal sobre a história de Abdul é que, apesar do novo rei Edward ter mandado destruir todas as correspondências entre a mãe e Abdul, diários dele foram descobertos em 2010 e vieram a público.


O filme é muito bonito, tendo como pano de fundo a situação complicada entre o império britânico e a Índia, e isso fica explícito na falta de noção de Abdul, que não parece saber o momento de não falar, mostra um tipo de ingenuidade do súdito que idolatra o soberano e que, apesar do país estar sofrendo com a dominação britânica, ainda consegue achar que todos ao redor dele são sinceros quando sorriem, e na conduta de Mohammed, que cansou de tudo e quer ir embora. 

Abdul faz o que todos fazem. Ele... Ele quer um título. Ele é puxa-saco. Ele se arrasta para subir no mastro gorduroso e fedorento do maldito império britânico, fazendo todos vocês de idiotas porque ele é um serviçal. Um serviçal indiano muçulmano, e todos vocês estão borrando suas botas porque ele os está vencendo no seu próprio jogo. 

As paisagens são lindas, e o filme consegue ser até engraçado, durante as cenas em que as damas de companhia e serviçais da rainha espionam o que ela e Abdul conversam, alguns até expressando medo do idioma desconhecido ou do que a rainha pretende fazer e do que ela ordena que seja feito.

Abdul Karim e Mohammed Buksh

O final, para variar, não é o que se espera, porque se sabe que a rainha já é bem idosa quando conhece Abdul, então se imagina que podem mostrar sua morte, mas o que acontece com Abdul depois que ela falece é bem triste e até injusto. Enfim, eu só tenho elogios, não só pela atuação maravilha de Dame Judi, como pela história em si. Recomendo completamente.

14 de set. de 2018

Her Majesty, Mrs. Brown (1997)

1861. O príncipe Albert, marido e grande amor da rainha Vitória, está morto, o que leva a soberana a um estado inconsolável de luto, evitando todos os compromissos, sociais e públicos. John Brown, fiel serviçal do falecido príncipe, torna-se o cavalariço da rainha e consegue trazê-la de volta a vida. O problema começa quando a amizade inesperada começa a despertar suspeitas e cria um escândalo na corte, cujos integrantes não aceitam que um escocês arrogante tenha tanta influência sobre a rainha.


Eu descobri esse filme enquanto pesquisava sobre o lançamento de outro filme sobre a Rainha Vitória (Victoria and Abdul, lançado ano passado). Que achado. De início, pensei que fosse um simples romance com variadas licenças históricas, mas depois de pesquisar, vi que Mr. Brown (ao qual o título se refere da mesma maneira ofensiva que os jornais da época usaram para designar a rainha, se considerarmos que Vitória permaneceu em luto pro resto da vida depois da morte do marido), realmente existiu. E a história desse amigo e da rainha é muito bonita.

A rainha Vitória e Mr. Brown (W & D Downey/Getty Images)

A morte do príncipe e a consequente reclusão da rainha fizeram com que sua popularidade diminuísse, assim como cresce o sentimento anti-monarquia no país. Tentando fazer com que a soberana se interessasse pelas suas obrigações novamente, Mr. Brown é chamado para a corte novamente. O fiel serviçal consegue tirar a rainha de seu estupor, apesar dela continuar se recusando a voltar ao trabalho. O primeiro-ministro Benjamin Disraeli (Antony Sher) resolve usar da influência de Brown e pede para que ele convença a monarca a voltar a realizar suas funções reais. Eles se desentendem e a relação azeda. Mesmo assim, Brown continua servindo a rainha até sua morte em 1833. Sua preocupação constante com a segurança de Vitória e seu jeito arrogante logo levam todos a desprezá-lo, incluindo a criadagem que antes via nele uma solução e agora passam a se ressentir de tanta influência sobre a monarca.


Não vi romance no filme, mas uma amizade forte entre ambos, uma ligação que fez a monarca sair de seu estado de apatia e voltar a se interessar pelos assuntos do reino. Dame Judi Dench está maravilhosa (e quando essa mulher NÃO está maravilhosa em um papel, eu me pergunto) como a rainha e Billy Connolly cativa como Mr. Brown, valendo cada indicação dos atores e do filme aos prêmios de cinema da época. Recomendado.

8 de jun. de 2018

Rainha Vitória (Lytton Strachey) – DLS 2018


Título: Rainha Vitória
Autor: Lytton Strachey
Mês: Junho
Tema: Um livro baseado em fatos reais
Editora BestBolso, 336p.

Sinopse: Herdando o trono aos 18 anos em uma época instável e violenta na Grã-Bretanha, Vitória foi uma das mais famosas e controversas soberanas. Mãe de nove filhos, viúva do príncipe Albert, reinou por 64 anos, de 1837 a 1901, o mais longo da história britânica. Este período foi um marco da industrialização, da expansão econômica e dos avanços que nos permitiram novos padrões de desenvolvimento urbano, como trens e metrô, a disseminação dos jornais, a invenção da fotografia e um extraordinário desenvolvimento artístico. Mas a era vitoriana foi também uma época de conservadorismo, da grande fome que matou mais de um milhão de pessoas na Irlanda, das Guerras do Ópio na China e da ocupação britânica no Egito. Lytton Strachey surpreende por sua abordagem concisa que revolucionou a arte da biografia ao revelar a monarca com admirável originalidade. Strachey compôs o melhor retrato literário da rainha que é símbolo de uma era.

Eles quiseram me tratar como uma menina, mas vou lhes mostrar que sou a rainha da Inglaterra.

Uma das melhores biografias que já li. O livro é meio fino, mas o autor, um grande admirador da rainha, consegue mostrar os principais fatos da vida da mulher que deu nome a uma era. Apesar de seus constantes elogios e sua omissão de alguns fatos escandalosos, a narração não deixa nada a dever, simplesmente porque Lytton queria escrever algo agradável que quisesse e gostasse de ler depois. O livro não é uma crítica ou análise social, se você quiser um livro para fazer um estudo aprofundado sobre a rainha e sua época, vai ficar decepcionado. Se quiser, no entanto, um livro introdutório, então está no caminho certo. Indicado.

18 de out. de 2017

As seis mulheres de Henrique VIII (Antonia Fraser) – IDY 2017


Título: As seis mulheres de Henrique VIII
Autora: Antonia Fraser
Mês: Outubro
Tema: Passa na Europa
Editora BestBolso, 574p.

Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Ana de Cleves, Catarina Howard e Catarina Parr., estereotipadas como a Esposa Traída, a Tentadora, a Boa Mulher, a Irmã Feia, a Moça Má e a Figura de Mãe. Assim entraram para a história as seis mulheres do rei Henrique VII. Algumas caídas em desgraça por conta própria, outras com a ajuda do próprio marido (um homem lindo e justo quando jovem que se torna um gordo com desejos beirando os caprichos de uma criança birrenta), e uma e outra que conseguiu algum tipo de felicidade. Antonia Fraser desmistifica cada uma das rainhas de Henrique VII e mostra que cada uma delas contribuiu, das próprias maneiras, para a história da Inglaterra.

Divorciada, decapitada, morta, divorciada, decapitada, sobrevivente.

Assim começa uma das melhores biografias que eu já li. História inglesa nunca foi meu forte, apesar de sempre ter sido apaixonada pela vida de reis e rainhas mundo afora, conheço bem pouco. Eu estava de olho nesse livro fazia um bom tempo justamente por retratar uma época que só conheço um pouco através de filmes e séries (eu adoro a história da rainha Elizabeth e sua Era de Ouro, mas pouco sabia sobre a vida de seus pais, mesmo Ana Bolena sendo um assunto bastante abordado quando se fala de realeza inglesa). Aliás, talvez o fato de ser a mãe de uma das melhores governantes da Inglaterra, considerando os bastidores da transformação de Ana Bolena em rainha e a obsessiva fixação de Henrique VII por um filho homem que demorou para chegar e não viveu muito para reinar, seja o maior atrativo para a vida da Rainha Virgem. Eu não quero me prender a Ana Bolena, porque cada uma das mulheres teve um impacto e também não quero dar spoiler do livro, então deixo uma das passagens que mais me cativou (por falta de palavra melhor) e me lembrou que eu não estava lendo uma obra de ficção (porque sim, eu estava torcendo para Ana não morrer):

Por que se considerava essencial livrar-se da rainha Ana de uma vez? A resposta está no comportamento de sua antecessora. Certa vez, o rei e seus assessores tinham previsto uma retirada digna da rainha Catarina do palco, possivelmente para um convento. Em vez disso, tinham enfrentado sete anos de protesto, assumindo formas tão variadas como uma ameaça imperialista do exterior e apoio pessoal a Catarina dentro do país. Não dariam a mesma oportunidade a Ana Bolena. A dispensa com o que seria, na verdade, outro divórcio, teria deixado o rei com mais uma ex-esposa, poucos meses depois de ter-se livrado, pela morte da primeira. O momento da morte da rainha Catarina acelerara a queda da rainha Ana: agora, uma vez mais, a influência da mulher morta estendia-se além de seu túmulo na catedral de Peterborough para derrubar a mulher que a suplantara.

Um livro excelente, pois a autora, além de mostrar como era a vida social com todas as intrigas da corte, falando do vestuário e dos hábitos alimentares, da aparência física e dos dotes artísticos, conseguiu recriar um período muito distante da história britânica de maneira muito real e acima de tudo, desrotular cada uma das rainhas. Completamente recomendado.

23 de jan. de 2017

Prince William (Penny Junor) – IDY 20



Título: Prince William: The men who will be king
Autora: Penny Junor
Mês: Janeiro
Tema: Autor inglês
Editora Pegasus, 352p.

Penny Junor apresenta desde o nascimento do príncipe William até seus primeiros meses de casado com Kate Middleton. Ela aborda a vida de Charles e Diana e o fracasso de seu casamento, e como isso afetou William e Harry. Ela fala de adolescência de William e os anos em que passou na faculdade, quando conheceu Kate Middleton e os anos de relacionamento, seus altos e baixos. Ilustrado com fotos de Charles, Diana e os principais acontecimentos da vida de William até sua primeira turnê internacional com Kate ao seu lado.

Eu tenho esse ebook faz um tempo já, desde a época do casamento de William e Kate, quando sai procurando livros bons sobre a realeza inglesa. Essa biografia não conta muita coisa de diferente do que eu já li, na verdade, todas elas narram as mesmas coisas, a diferença entre o estilo de Penny e o das outras é o seu estilo de escrita. Alguns autores gostam de “criar” pensamentos e falas, como se estivessem lá no momento em que estão descrevendo no livro. Acho que fazem isso para preencher lacunas, mas acaba se tornando algo totalmente desnecessário e até prepotente quando um autor coloca que Kate Middleton disse tal coisa sobre, por exemplo a morte da princesa Diana. Ora, o mundo inteiro viu o funeral da princesa, e a Inglaterra parou nesse dia, mas assumir que a futura esposa de William estava se debulhando em lágrimas na frente da TV só porque muitas pessoas estavam assim é presunçoso demais. Este livro não cai nesse erro, apesar de parecer engrandecer o príncipe Charles em detrimento da princesa Diana quanto a criação dos filhos e a relação familiar entre eles. De qualquer forma, apesar de alguns erros, achei uma boa biografia, Fica a dica.

24 de ago. de 2016

Kate (Katie Nicholl) – RC 2016


Título: Kate: the future queen
Autora: Katie Nicholl
Mês: Agosto
Tema: Com primeiro nome no título
Editora Weinstein Books, 384p.

Desde que se tornou Princesa e esposa do solteiro mais cobiçado do mundo, entrando para a família real inglesa, muitos ficaram curiosos sobre a origem dessa garota plebéia que será a futura rainha da Inglaterra. Desde seu nascimento até a gravidez de seu primeiro filho com William, passando por seus primeiros amores e enfatizando bastante seus dez anos de namoro que fez a capa de revistas e jornais mundo afora, a autora apresenta mais detalhes da vida de Kate Middleton.

Eu sinceramente esperava mais desse livro. Talvez porque depois de ver tantos documentários sobre a família real inglês e sobre William e Kate, achei que Katie Nicholl teria algo de bom para mostrar ao escrever uma biografia sobre a futura rainha da Inglaterra. Me enganei. Na verdade, nada do que tem neste livro eu já não conheço dos documentários ou até mesmo de outros livros sobre o romance de Will e Kate. Nada contra o estilo de escrita, mas algumas vezes a autora pecou por exagerar nos elogios, mas isso é algo bem comum nas biografias que li sobre a realeza inglesa. Eu indico esse livro somente aqueles que ainda não viram nenhum documentário nem leram outro livro sobre a princesa.

22 de jun. de 2016

Prince Harry (Penny Junor) – RC 2016


Título: Prince Harry
Autora: Penny Junior
Mês: Junho
Tema: Biografia
Editora Grand Central Publishing, 368p.

O príncipe Harry é uma dos mais fascinantes membros da realeza inglesa. Filho do casal rela mais popular do século, Harry ficou órfão de mãe desde muito novo. O príncipe despojado e aventureiro nasceu e cresceu cercado pelas lentes dos paparazzi. Sua adolescência foi acompanhada por todos e suas atitudes criticadas por muitos mais. Escolheu uma carreira militar e seguiu os passos da mãe ao mostrar uma pessoa real por trás do título real ao trabalhar com instituições de caridade. Seus relacionamentos amorosos, sua convivência com o irmão que um dia será rei e com a cunhada, seu próprio papel na realeza, tudo isso é abordado neste livro que teve como colaboradores pessoas com as quais ele convive e que conhecem o homem por trás do príncipe.

A maioria das biografias reais que eu encontro por aí são sempre focadas nos membros mais, por falta de palavra melhor, notórios da realeza. E, apesar do príncipe Harry ser tão conhecido quanto seu irmão, ele não é o herdeiro do trono, o que eu acho que explica essa escassez de uma boa biografia dele. Algumas falam de Harry e William, outras falam de William e mencionam Harry, mas esse livro de Penny Junor foi a primeira biografia sobre Harry que eu achei que valia a pena ler. Não sei se “valeu a pena”. Sim, gostei do fato do livro ser dividido em muitos capítulos curtos (o que eu aprecio), mas a forma como a autora se expressa não é muito boa. Achei estranho a autora agradecer os membros da equipe do príncipe por falar com ela e não gostei do jeito que ela “pintou” as maluquices e irresponsabilidades que ele cometeu jovem como coisa de adolescente, ficou parecendo uma coisa muito parcial. Mais uma coisa que não gostei: o fato de Penny dar tanta atenção ao relacionamento entre Diana e Charles. Claro que ela deveria falar dos pais para poder falar do filho, mas deveria ser uma coisa mais introdutória.

9 de mai. de 2016

Príncipe William (Randi Reisfeld) – DL 2016


Título: Príncipe William: o garoto que será rei
Autora: Randi Reisfeld
Mês: Maio
Tema: Rosto humano na capa
Editora Manole, 138p.

O solteiro mais cobiçado do mundo (ou ao menos era até se casar com Kate Middleton em 2011), Príncipe William de Gales, filho do Príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra, e da Princesa Diana, a mulher mais fotografada do mundo. Aos 16 anos, William era como qualquer outro jovem de sua idade, tirando o fato de seus pais serem famosos: gostava de rock, de ir ao cinema, de fast food, e acima de tudo, gosta de privacidade. Ele e seu irmão, Harry, tiveram (e ainda tem) que lidar com a fama indesejada de várias formas. No entanto, William é mais cobrado, pois um dia ele será rei.

Eu achei sinceramente que essa biografia não seria muito diferente das que eu já li sobre o príncipe William. De certa forma, não tem muito fato novo, o que eu espantei foi o fato de ser uma biografia lançada logo depois do falecimento de sua mãe. Diferente das biografias e documentários mais atuais, em que os autores focam no seu relacionamento com sua mulher, a duquesa Catherine, esse livro é legal porque foca na infância e adolescência de William. Um livro pequeno que proporciona uma leitura rápida. Recomendo para quem gosta de biografia sobre a realeza inglesa.

6 de fev. de 2012

Kate: nasce uma princesa (Claudia Joseph)


Título: Kate: nasce uma princesa
Autora: Claudia Joseph
Editora Best Seller, 294 p.

Dorothy Harrison e Ronald Goldsmith são os parentes maternos. Noel Middletone Olive Lupton são os parentes paternos. Da primeira união nasceu Carole Goldsmith; da segunda, Michael Middleton. E do casal nasceu três filhos. A primogênita chama-se Catherine Elizabeth Middleton, mais conhecida como Kate Middleton e que hoje ostenta o título de Princesa Ctaherine, Ducquesa de Cambridge, esposa do Príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono de uma das maiores monarquias do mundo. Neste livro, a autora traça um paralelo, falando de cada uma das famílias (Harrison, Goldsmith, Middleton e Lupton) enquanto descreve os acontecimentos da família real, desde a época da rainha Vitória. Após os primeiros capítulos apresentarem a vida na Inglaterra Vitoriana para as famílias, quase na metade do livro começa-se a descrever a vida da duquesa, desde sua infância, passando pela criação da Party Pieces, destacando sua juventude e finalmente o momento em que ela conheceu William. A autora descreve muito bem (para uma biografia não-autorizada) como o romance deles se desenvolveu, passando pelos primeiros tempos e culminando no acontecimento do dia 16 de novembro de 2010.

Desde 2009 eu comecei a me interessar por documentários e artigos (alguns não tão confiáveis) sobre a realeza inglesa. Acho que isso aconteceu porque foi nessa época que minha paixão por Austen e Tolkien começou a dar frutos. Então, eu xeretava sites de notícias, blogs dedicados ao assunto (principalmente aqueles sobre os príncipes William e Harry) e sempre estava no Youtube a caça de novos vídeos (principalmente sobre a Rainha Elizabeth e sobre a Princesa Diana).
Foi com uma surpresa enorme que, em 16 de novembro de 2010, eu estava acessando o British Royal Wedding (um excelente site, mas que saiu do ar nesse dia com essa notícia) e vi o anúncio de noivado do príncipe William com Kate Middleton, sua namorada de quase uma década. A partir daí, uma enxurrada de artigos sobre sua vida e sobre a origem de sua família inundaram a internet. Antes apelidada pela mídia sensacionalista de Waity Katie (pois parecia que ela não trabalhava desde sua formatura, só estava à espera do pedido de casamento), logo todos começaram a ver nela um futuro ícone de moda e uma brisa de ar fresco na monarquia inglesa. Mais do que tudo, aumentaram consideravelmente as comparações entre ela e a mãe de William.
Muito do que li nesse livro já haviam falado em vários sites e as fotos mostradas (mesmo algumas de sua família) foram liberadas para a imprensa depois do noivado. Mesmo assim, o livro de Claudia Joseph é uma boa indicação porquê primeiro, a autora realmente fez uma bela pesquisa histórica, pois o livro é recheado de nomes e datas de familiares desde 1837; segundo, a narrativa é interessante e a autora explica em notas de rodapé certas siglas para quem não está acostumado, por exemplo, ao sistema de ensino inglês.
Assisti a primeira entrevista do casal após o noivado e acordei cedo no dia para ver o casamento. Também opinei sobre o vestido de noiva e acompanhei pela internet a primeira viagem internacional do casal para a América do Norte (mesmo assim, me recuso a admitir que me tornei uma Royal watcher). Então, pelo pouco que conheço sobre Catherine, Duquesa de Cambridge, considero o livro uma boa pedida para quem gosta de biografias ou simplesmente tem curiosidade em saber mais sobre a futura rainha da Inglaterra, mulher do (ainda idolatrado mundo afora) Príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono inglês e filho da Princesa do Povo.

3 de dez. de 2011

William & Kate de – DL 2011


Tema: Lançamentos do ano

Mês: Dezembro de 2011 (Livro I)

Título: William & Kate: uma história de amor real

Autor do livro: James Clench

Editora: Globo

Nº de páginas: 207

Sinopse: Os súditos da rainha da Inglaterra têm enorme curiosidade de saber o que acontece nas salas do palácio real. E, agora, as atenções estão voltadas para o casamento de William, primogênito do príncipe Charles e da princesa Diana, com Kate Middleton – cujo nome de batismo é Catherine Elizabeth. Coincidência com o nome da rainha? O enredo desse romance está em William & Kate – uma história de amor real.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… na realidade, nada, porque a maioria das capas de livros sobre o casamento de William e Kate, em inglês ou português ou qualquer idioma só tinha uma foto “oficial” do compromisso deles, de quando eles anunciaram o noivado.

Eu escolhi este livro porque… era uma biografia deles que eu queria ler. Não me considero uma “Royal watcher”, mas gosto da história da Inglaterra. E é isso que o Príncipe William é, e agora Kate Middleton, ou Duquesa de Cambridge, também é. A maioria das biografias da realeza britânica está em inglês, então foi ótimo encontrar uma em português (apesar de que esse livro mais repete a história do casal que se leu no DailyMail durante todos esses anos do que outra coisa. E a história também é muito resumida).

A leitura foi… legal, apesar de, como eu já disse, parecer que eu estava lendo algum artigo um pouco acima da média do DailyMail (parece que as fontes do autor fôramos artigos desse jornal, que diga-se de passagem, às vezes são bem mixurucas). Tem umas partes bem legais, bem escritas e é recheado de fotos (mesmo que a maioria delas tenha sido postada e publicada em vários sites na internet e no youtube, que eu já estou cansada de ver). Mas.... A leitura é indicada porque dá um panorama básico (porque o grosso da história mesmo, o que levou as pessoas a tomarem certas decisões, a gente nunca vai saber) do romance dos dois. Também é bom porque percebe-se que nem tudo que é considerado de “conhecimento geral” é mentira, mesmo que os “porquês” o leitor nunca vá saber.

O personagem que eu gostaria de ter entendido (apesar de não ser exatamente essa a palavra) foi a própria Kate. Nem sei explicar direito, mas é mais ou menos isso: ela se formou, mas nunca trabalhou. Todos sempre fizeram parecer que ela estava esperando um anel de compromisso que nunca vinha. Enquanto isso ficava meio... Entendo que é a família real, é uma grande pressão, o príncipe tinha que ter certeza e não ia guiar suas ações de acordo com as piadas imbecis da imprensa (como infelizmente sua mãe fez), mas 9 anos de namoro é muito tempo. È uma das coisas que eu gostaria de saber: como ela preencheu seu tempo (além de festas beneficentes e férias), porque ela agüentou tanto tempo, e principalmente de onde ela tirou coragem pra isso. Porque tem que ter coragem pra fazer parte de uma família real: você ganha bastante, mas perde muito mais. É o tipo de coisa que só vive bem quem nasceu ali (claro, existem exceções).

O trecho do livro que merece destaque: ”William e seus companheiros tiveram a honra de ser inspecionados pela rainha. Sua Majestade parou na frente do neto e murmurou algumas palavras que o fizeram sorrir. Mas ela não fez a pergunta que estava na cabeça de todos: ‘Quando de casará com aquela garota?’.”
Quer dizer, quanta petulância. Como assim o escritor acha que sabe o que a rainha estava pensando? Essa parte merece destaque porque é ridícula. Claro, como escritor, você pode se dar ao luxo de, dentro de um fato, inventar algo, mas fala sério. A rainha Elizabeth é uma das monarcas (e pessoas famosas, devo dizer) mais inacessível que eu já estudei, o que eu acho que é uma coisa boa, numa sociedade onde as pessoas buscam uma exposição cada vez maior (todos os tipos de exposição, aliás). A rainha é tida como o tipo de mulher que nunca demonstra o que pensa, podem observar sua expressão (por exemplo, ela sorriu feliz no dia do casamento de William e Kate, e mesmo sendo óbvio o motivo do sorriso, ninguém sabe o que ela pensava). Então, essa pergunta que o escritor faz é simplesmente sem noção.

A nota que eu dou para o livro: 5

26 de fev. de 2011

Diana: Crônicas íntimas de Tina Brown – DL 2011


Tema: Biografia e/ou Memórias

Mês: Fevereiro de 2011 (Livro II)

Título: Diana: Crônicas íntimas

Autora do livro: Tina Brown

Editora: Ediouro

Nº de páginas: 452

Sinopse: A princesa Diana foi eleita recentemente como a pessoa mais conhecida do mundo. Esta é a sua biografia definitiva revelando os detalhes de sua vida, seu casamento com o Príncipe Charles, as desilusões amorosas, a sogra (Rainha da Inglaterra ), suas ações de caridade, a solidão, seus romances e o desfecho trágico. Um dos livros mais vendidos em todo o mundo em 2007,traduzido para várias línguas, e best-seller em listas como NY Times, Amazon, Sunday Times etc.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… a foto sorridente da princesa. Eu comprei esse livro numa banca, e como estou na fase de “Royal watcher”, acabei comprando. Também queria ler alguma coisa sobre a vida dela, porque vi muitos documentários, mas todos em inglês. Apesar de conseguir entender algumas coisas, outras eu, até ler o livro, entendia errado (tipo, no documentário eles criticando e eu entendia como elogio, ou vice-versa).

Eu escolhi este livro porque… como já disse, queria ler alguma coisa sobre a vida da princesa, por estar cansada dos documentários.

A leitura foi… muito interessante. Esclarecedora. Tina Brown consegue captar a atenção do leitor. O problema é só um: as fontes dela são documentários, jornalistas, outras biografias. Então, apesar de começar a acreditar em algumas coisas, depois me toquei que essa é só mais uma biografia de tantas que já existem sobre a princesa Diana. É como se a autora fosse parcial, apesar de depois de ler perceber que ela não é (pelo menos, não tanto assim). É diferente da biografia da Anne, porque apesar das alterações editoriais que existem, foi a própria que escreveu. Acho que esse é o grande “Ó” da biografia não autorizada. Apesar de que uma biografia autorizada possa ser parcial (a gente vai saber do ponto de vista EXATO do escritor que TAMBÉM é o biografado), pelo menos é a própria pessoa falando. Esse livro é uma visão da princesa Diana, e apesar de ser objetiva, gostaria que fosse uma biografia escrita pela própria Diana. O que eu quero dizer é que, mesmo não tendo lido outras biografias da princesa para comparar, gostei dessa porque ela não “toma o partido” da “linda princesa enganada”. Tina Brown mostra que a princesa acertava e errava, como um ser humano. Também mostra um lado do príncipe Charles que a maioria das pessoas simplesmente resolve ignorar (até hoje!!! Falo isso porque leio artigos internacionais.) só porque são encantadas com a garota linda e jovem vestida como uma noiva de conto de fadas na porta da catedral de Sr. Paul em 1981. Ela fala sobre a decisão que teve que tomar, pois como herdeiro do trono, entrou os 30 anos como solteirão convicto. Era urgente achar uma noiva “adequada” (aquele papo da noiva virgem. Que coisa mais retrógrada, mas a realeza é assim). Ela também fala um pouco de Fergie, a mulher do príncipe Andrew, o que me ajudou entender porque ela caiu em desgraça com a realeza; deu uma nova luz sobre a tão comentada entrevistada da princesa ao programa Panorama (na época, uma entrevistada considerada reveladora), pois mostra que a princesa foi até desrespeitosa com a rainha e mostra, como vários acontecimentos citados no livro, que Diana, ao contrário do que se pensa, sempre soube lidar muito bem com a imprensa. Uma pena que a imprensa tenha se aproveitado barbaremente disso.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado é a princesa (se é que dá para considerar isso). Por quê? Porque ela casou baseada num sonho idealizador de príncipe encantado. Vários acontecimentos mostrados pela autora mostram que ela sequer conhecia o príncipe Charles, assim como ele a ela. Vinda de um lar fragilizado (os pais passaram por problemas, se divorciaram, o pai manteve a guarda dos filhos, a mãe só os via, ela e os irmãos, esporadicamente). Ela viu a mãe começar a ser tratada com descaso pelo pai. Enfim. Isso a fragilizou, como fragilizaria qualquer pessoa.

O trecho do livro que merece destaque: Váááááários. Alguns deles:
-[...] Ser franca não é o mesmo que ser confessional. [...] E ser franca também não é a mesma coisa que ser óbvia. [...]
-[...] Todos nós caímos de amores por ela. Realmente apoiávamos Diana e a empurramos para ele. Estou absolutamente convencida de que nós, a imprensa,forçamos Charles a se casar com ela. [...]
-[...] Talvez porque suas vidas sejam ligadas ao dever, palavra que Diana logo começou a recear, os membros da família real são particularmente incapazes de identificar quando o dever sozinho não é suficiente. [...]
-[...] Ela percebeu que iria ficar como a rainha, possivelmente a mulher mais solitária do mundo.
-[...] Os membros da realeza estão sempre, no mínimo, vinte anos atrasados em relação a todo mundo porque são os últimos baluartes da tradição. [...]
-[...] Tanto a presidência americana quanto a monarquia britânica vinham equipadas com fachadas impressionantes. [...] Mas, por trás da fachada da presidência, encontra-se o poder de vida e de morte sobre todo o mundo. Por trás da fachada da monarquia encontra-se... bem, não muito.[...]
-[...] De vez em quando surgem especulações de que a rainha da Inglaterra, tal como alguns presidentes de grandes corporações, vai abdicar para “dar lugar” a uma nova geração. Isso contraria a verdadeira natureza da monarquia. Ela não é um trabalho, é uma corporificação. Ninguém se candidata a ela e [...] ninguém foge dela. Nasce-se para o cargo e, portanto, morre-se nele.[...]
-Ser membro da família real é apenas um papel gestual, cujo único poder reside na qualidade do gesto. Grande parte das coisas que os membros da realeza fazem em troca dos consideráveis privilégios de que desfrutam é desesperadamente tediosa ou sumamente deprimente. [...]
-A partir do momento em que a monarquia deixou de ser uma instituição de poder para se tornar uma virtude representativa, o que a faz funcionar foi algo que, por algum tempo, sobreviveu à mudança: o código de silêncio do palácio. [...]
-A admissão de seu distúrbio alimentar crônico numa cultura e classe educadas desde o berço para negar seus problemas particulares foi o ato individual mais corajoso de Diana. [...]
-[...] O povo britânico nunca quis substituir realmente a monarquia, por maiores que fossem suas falhas, por um regime liderado por um funcionário público vestido como executivo. [...] A coroa é o fio dourado que conecta o povo aos momentos mais gloriosos da sua história, exercendo um poder estabilizador num mundo em desconcertante transformação. Não foi por outro motivo que as eras elizabetana e vitoriana foram assim chamadas, em homenagem às duas grandes rainhas, Elizabeth I e Vitória. [...]

A nota que eu dou para o livro: 5