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8 de out. de 2011

Travessuras de menina má de Mario Vargas Llosa – DL 2011


Tema: Nobel de literatura

Mês: Outubro de 2011 (Livro Reserva II)

Título: Travessuras de menina má

Autor do livro: Mario Vargas Llosa

Editora: Alfaguara

Nº de páginas: 304

Sinopse: O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou - o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily - inconformista, aventureira e pragmática - o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily - ela sempre mudando de nome e de marido - se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, 'Travessuras da menina má' traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, através de seus personagens - os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana, e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… a imagem de uma mulher com um livro na mão. Não acho que tenha algo a ver com o enredo do livro.

Eu escolhi este livro porque… nunca havia lido nada do autor.

A leitura foi… legal. No início, tive um pouco de dificuldade, mas depois a história se torna interessante, principalmente depois que se chega no primeiro reencontro de Ricardo e Lily. Digo “primeiro” porque à medida que a história corre, e o fundo histórico muda, os reencontros vão se sucedendo uns aos outros. Uma das coisas boas é que o leitor sabe que o tempo está passando, mas não percebe, apesar da boa descrição dos acontecimentos históricos.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado foi a Lily. E o Ricardo, também. Aliás, mais do que a própria Lily. No caso dele, “ajudar” não é a palavra certa. Apesar de gostar (um pouco) da idéia de um homem amando uma única mulher desde a adolescência até sua idade adulta, ele fazia papel de idiota às vezes. Na maioria das vezes. E o pior é que ele sabia.

O trecho do livro que merece destaque: todo o livro merece destaque.

A nota que eu dou para o livro: 5

O velho e o mar de Ernest Hemingway – DL 2011


Tema: Nobel de literatura

Mês: Outubro de 2011 (Livro I)

Título: O velho e o mar

Autor do livro: Ernest Hemingway

Editora: Bertrand Brasil

Nº de páginas: 128

Sinopse: Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue. Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Mas a vitória não será completa - surgem os tubarões... Escrito num estilo ágil e nervoso, máxima depuração da prosa jornalística do autor, o livro explora os limites da capacidade humana diante de uma natureza voraz, onde todos os elementos estão permanentemente em luta, numa autodevoração sem fim.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… perceber, logo de cara e antes mesmo de ler a sinopse do livro, que a capa tem tudo a ver com o livro.

Eu escolhi este livro porque… nunca havia lido nada do autor. Por causa também do tema. E por curiosidade mesmo.A leitura foi… legal. Nunca havia lido nada desse autor. A linguagem é acessível, a história é boa, acho que porque eu gostei de Moby Dick quando li, e o peixe com o qual ele luta, como a sinopse diz, pode ser considerado tão sobrenatural quanto a baleia daquela história. Acho que a história mexe com o leitor porque acaba se imaginando na situação do velho: sozinho, em alto-mar, tendo que se virar sozinho para enfrentar a natureza que age, nem sempre dando espaço para o homem. A parte dos tubarões me arrepiou toda.

O personagem que eu gostaria de ter ajudado foi o velho Santiago. Sozinho, em pleno alto-mar, isso mexe com a mente de qualquer um.

O trecho do livro que merece destaque: difícil. São tantas passagens boas. Acho que a parte em que após ele vencer o tal peixe mitológico, os tubarões aparecem.

A nota que eu dou para o livro: 5