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14 de ago. de 2026

Declínio e queda do império romano (Edward Gibbon)



Título: Declínio e queda do império romano 
Autor: Edward Gibbon
Mês: Agostoo
Tema: Calhamaço
Editora Companhia das Letras, 607p.

Sinopse: Publicada em seis volumes, entre 1776 e 1778, esta obra, imediatamente reconhecida como clássica e que se tornaria a mais famosa da historiografia inglesa, abrange três grandes períodos: da época de Trajano e dos Antoninos (c. 100 d.C.) à extinção do império romano do Ocidente, com a conquista de Roma por Alarico em 410; do reinado de Justiniano no Oriente ao estabelecimento do Sacro Império Germânico por Carlos Magno; e, por fim, do renascimento do império no Ocidente à tomada de Constantinopla. Abreviada e editada pelo renomado especialista Dero A. Saunders, esta edição aborda principalmente o período inicial, o do progressivo enfraquecimento do império romano no Ocidente. Com isso, o leitor brasileiro tem a oportunidade de acompanhar, na prosa cadenciada de um dos maiores estilistas da literatura inglesa, o "triunfo da barbárie e da religião" sobre as nobres virtudes romanas que Gibbon tanto admirava. E, sempre presente neste modelo de narrativa histórica, a irresistível ironia de Gibbon, exemplificada em sua famosa definição da história como "pouco mais do que o registro dos crimes, loucuras e desventuras da humanidade".

Um clássico sobre a história do império romano. Eu tenho esse livro faz um bom tempo, e nunca me toquei que essa edição não traria todos os volumes dessa obra monumental. Mesmo sendo essa uma edição abreviada, vale totalmente a pena. No final de alguns capítulos, explica-se o porque deles não estarem inteiros (se for o caso) e é feito um breve resumo do restante. Para uma primeira leitura, eu gostei muito. Obra indispensável, seja você um historiador ou não.

13 de mar. de 2017

Faraona de Tebas (Francis Fèvre) – IDY 2017



Título: Faraona de Tebas: Hatchepsut, filha do Sol
Autor: Francis Fèvre
Mês: Março
Tema: Autor francês
Editora Mercuryo, 259 p.

Este livro narra de maneira simples a história de Hatchepsut. Filha da rainha Ahmósis e do faraó Tutmósis I, neta do faraó Amenófis I, a futura faraona de Tebas é a primeira da quinta geração de rainhas e princesas da 18ª dinastia. O nascimento real não corresponde às expectativas do pai, que queria um filho varão para evitar contestação ao trono por parte de outros príncipes reais (o faraó possuía um numeroso harém). A menina cresce, ao mesmo tempo em que é apresentado ao leitor Tutmósis II, filho de uma concubina (mas mesmo assim príncipe real) que será seu futuro marido. Tudo era válido para perpetuar o sangue real; o incesto era prática constante. Assim, Hatchepsut e seu meio irmão se casam, mas a morte do faraó entroniza os dois jovens. A rainha mãe Ahmósis desempenha um papel significativo na vida dos dois jovens unidos por questão de Estado. O tempo passa, crianças reais nascem, mas Hatchepsut só tem duas meninas, enquanto o varão nasce da concubina. A história corre o risco de se repetir, no entanto Tutmósis II morre sem deixar sucessor varão adulto. A rainha se torna regente do jovem faraó. E se apodera do título durante o segundo ano de sua regência. Aqui, a história da faraona de Tebas se inicia.

Muito interessante a colocação do autor quando afirma que a princesa, mesmo sendo filha da rainha e indiscutivelmente perpetuadora do papel da mãe, era bem menos que um menino (impressionante a capacidade, desde a antiguidade, de denegrir a mulher, mesmo uma recém-nascida a um segundo lugar, sem antes dar qualquer chance dela ter algum tipo de atuação). É meio irritante, já que existem certas semelhanças com a cultura contemporânea (isso é o que eu chamo de velhos hábitos serem difíceis de mudar!). O livro é ótimo; descreve a vida da rainha ao mesmo tempo em que traça o contexto histórico da época (ocorrem até algumas comparações com o mundo contemporâneo!). Muito recomendado.

25 de mar. de 2012

Anjos e demônios de Dan Brown – DL 2012


Tema: Serial killer
Mês: Março de 2012
Leitura do mês: Anjos e demônios
Autor: Dan Brown
Editora Sextante, 447 p.

O famoso simbologista de Harvard, professor Robert Lagdon, acorda no meio da noite com um telefonema misterioso: o físico Maximilian Kohler o procura em busca de respostas para um crime. Dentro do prédio do CERN um respeitado cientista foi morto e teve o corpo marcado com um símbolo que Langdon conhece muito bem: um ambigrama com a palavra Illuminati. Ao mesmo tempo em que o professor e o físico marcam de se encontrar, em outro lugar, um homem misterioso entrega a seu mestre a encomenda pedida.
Robert Langdon chega a Suíça e vai direto ao CERN, um centro onde se reúnem os maiores cientistas do mundo. Kohler, o diretor, o recebe e o leva ao apartamento do cientista morto, Leonardo Vetra, para que Langdon pudesse, com seus conhecimentos sobre simbologia religiosa, esclarecer questões sobre a marca horrorosa no cadáver. Ao mesmo tempo em que Robert explica, em outro país, um guarda encontra um estranho objeto.
No CERN, chega Vittoria Vetra. Kohler havia avisado-a sobre a morte de seu pai adotivo. Ela exige saber porque as autoridades ainda não foram chamadas, mas o cientista tem outros planos. Ele exige saber qual era o projeto ultra-secreto em que ela e Leonardo trabalhavam. Vittoria explica que eles conseguiram cria r a antimatéria ou a explicação e prova científica de que o Gênese bíblico realmente aconteceu. O problema é que eles haviam criado uma quantidade que poderia parecer insignificante, mas que, em mãos erradas, tem o potencial de destruir uma cidade inteira (“Uma luz cegante. O rugido de um trovão. Incineração espontânea. Apenas o clarão... e uma cratera vazia. Uma imensa cratera vazia.”). Kohler fica possesso com essa descoberta, enquanto Vittoria começa a desconfiar do diretor. Até ver o olho de seu pai rolando no chão e o local que abrigava a antimatéria vazio. Enquanto isso, aquele homem misterioso, identificado como Hassassin, começa a agir.
Vittoria Vetra está atordoada, pois acaba de ver o cadáver do pai, ao mesmo tempo em que Kohler começa a passar mal. Uma ligação, que Langdon percebe ser do Vaticano, faz com que os três percebam onde o ladrão escondeu a antimatéria. Assim, o professor e Vittoria embracam para o Vaticano, onde está sendo realizado o conclave e onde eles também se vêem envolvidos no desaparecimento de quatro cardeias. O problema é que estes não são quaisquer cardeais, são os quatro preferiti, os quatro cardeais preferidos à sucessão do trono papal. A partir daí, os dois embarcam numa louca caçada por Roma e pelo Vaticano, explorando obras de artes, igrejas, ruas e monumentos para descobrir onde está a antimatéria e tentar salvar a vida dos cardeais.


Esse livro é ótimo. Eu vi o filme antes, estava muito curiosa pra saber quais haviam sido as mudanças feitas. E muita coisa realmente foi mudada. Mas o cerne da história permanece. Como nos livros que tem Robert Langdon como personagem principal, as explicações históricas são abundantes e excelentes. Não dá par a não botar a imaginação para trabalhar com as descrições simbólicas feitas por ele (o que mais uma vez me lembra porque eu escolhi cursar História. Adoro História da Arte). O livro também ajuda bastante. Eu quis ler, como no caso de Anjos e Demônios, a edição ilustrada justamente por isso. Dan Brown descreve tantas obras de arte que eu ficaria louquinha se tentasse imaginá-las. Essa edição trás mais de 150 imagens de mapas, símbolos, pinturas, esculturas e locais históricos que são de tirar o fôlego. Uma leitura marcante que não decepciona. Como no caso dos livros de Dan Brown, quando o leitor pensa que está chegando no fim do mistério (e depois de muito cansar seu tico-e-teco), o autor surpreende de novo.