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12 de nov. de 2013

Uma prova de amor (Emily Griffin)


Título: Uma prova de amor
Autora: Emily Griffin
Novo Conceito, 432p.

Claudia e Ben se conhecem num encontro às cegas armados por amigos em comum. Ela sempre disse que não queria ter filhos, desde pequena, e isso nunca mudou. Talvez esse tenha sido um dos fatores que acabaram com os seus antigos relacionamentos. Claudia, aos 31 anos, nem sabia mais se ainda conheceria um cara que tivesse o mesmo objetivo de vida que ela, ou seja, que também não quisesse ter filhos. Até Ben aparecer. Eles tem uma vida semelhante: adoram seus respectivos trabalhos, gostam de viajar, comer coisas exóticas e beber além da conta, eram bagunceiros e organizados, românticos e pragmáticos na mesma medida. Acima de tudo, os dois concordavam sobre um assunto que, na idade deles, virou tabu: ter filhos. Nenhum dos dois quer. Ela, acima de tudo, não sente essa necessidade que a maioria das mulheres na idade dele tem. Ele não vê isso como num defeito. Então, o relacionamento dá certo. Alguns meses depois do primeiro encontro, eles fogem e se casam, sem pompa nem circunstância, e sem suas famílias. A conversa em torno de filhos aparece com mais freqüência, e nenhum dos dois mudou de idéia, o que está tudo bem para ambos. Até que uma viagem com amigos muda tudo. Porque Annie estava grávida, e Ben começa a se interessar demais pelo progresso da gestação da amiga, chegando até mesmo a grudar uma foto do ultrassom na geladeira de casa. Ben resolve ser claro e dizer que quer ter filhos. Em um primeiro momento, Claudia leva na brincadeira, achando que o desejo do marido é momentâneo. Mas não é. A idéia começa a tomar forma na cabeça dele, enquanto ela continua nem querendo ouvir sobre o assunto. Em uma noite, sua maneira de falar deixa claro que ela realmente, completamente não quer ter filhos nunca muda algo em sua vida. Uma briga feia com o marido faz com que seu casamento acabe. Agora, Claudia precisa lidar com sua escolha, mesmo que isso custe o amor de sua vida. Será que ela vai mudar de idéia?

De várias formas, esse livro foi uma surpresa. Primeiro, porque já havia lido algumas resenhas, que não me chamaram nenhuma atenção. Segundo, porque como já disse, não sou chegada a romances desse tipo. Só precisei ler a sinopse com um pouco mais de atenção pra perceber que talvez ler esse livro não fosse uma má idéia, principalmente porque a protagonista fala de certas coisas nas quais eu também acredito ou também aprovo. Algumas partes são até engraçadas, porque fazem parte da realidade. Por exemplo, quando Ben e Claudia respondiam as perguntas de quando eles teriam filhos. As pessoas objetando convencê-los de que ter filhos é uma coisa boa, eles precisando aturar tudo, achei engraçado. Até porque me lembrou de certas coisas e pessoas e situações... Enfim. A linguagem não é formal, o que dá a narrativa um tom leve e bem, digamos objetivo, coisa que não espero encontrar em livros desse tipo. Gostei muito e recomendo.

15 de abr. de 2012

Something blue (Emily Griffin)



Título: Something blue
Autor: Emily Griffin
Editora St. Martin, 338p.

Darcy descobre que sua melhor amiga, Rachel, a traiu com seu ex-noivo Dex. Ela desabafa sobre a situação com todos: seus pais, que não acreditam que Rachel possa ter feito algo assim (dada a amizade de longa data das duas) e com o pai de seu filho, Marcus (que é ex de Rachel e melhor amigo de Dex). A partir daí, Darcy passa a avaliar sua vida: como ele sempre conseguiu as coisas por sua beleza, enquanto Rachel tinha que batalhar por tudo, como começou sua história com Dex (apresentado a ela por Rachel) e o que a fez se interessar por Marcus, um cara desleixado que a primeira vista não faria seu tipo. Quando ela percebe que começou a se interessar demais pelo padrinho de seu noivo, Darcy o faz sair com Rachel. Até que o inevitável (mas desejado) acontece entre Marcus e Darcy, ela percebe o que realmente sentia. Ela conversa com Marcus a respeito e fica magoada porque ele não dá ao evento a mesma importância que ela. No início, Marcus tenta resistir, mas acaba cedendo e os encontros tórridos acontecem por meses. Quando ela descobre estar grávida de Marcus, resolve terminar o noivado com Dex. Em sua nova vida com Marcus, ela ainda se sente um prêmio disputado pelos dois ex-amigos, enquanto acha que Rachel é um mero prêmio de consolação para Dex. Algumas situações fazem Darcy perceber que ela é a única que está trabalhando por uma relação estável, e finalmente se dá conta de que escolheu o cara errado. Quando os pais descobrem que ela está grávida, desaprovam sua relação. Seu mundo cor de rosa está desmoronando e Darcy não pode fazer nada para impedir. Darcy está perdida e sozinha. Em Londres, para onde viajou tentando dar um jeito em sua vida, ela se “hospeda” (depois de insistir muito) na casa de um antigo colega de escola (amigão de Rachel). Ao invés de arrumar um emprego, ela só sabe torrar seu dinheiro (detalhe: ela não gasta nada com o bebê, só quer saber de comprar roupas da moda e verificar se ainda não perdeu corpo sexy). Até Ethan, seu anfitrião, cansar e lhe dizer muitas boas verdades. Então, Darcy finalemente começa a avaliar o por quê do vazio em sua vida.

Este livro é a continuação de O noivo da minha melhor amiga, onde descobrimos como começou o romance entre Dex e Rachel, a descoberta da traição por Darcy do ponto de vista de Rachel. A diferença está no fato de que, enquanto Rachel se mostra arrependida por ter sacaneado a melhor amiga e não consegue entender seus próprios sentimentos, neste livro Darcy tem certeza do que sente, nisso se inclui seu desejo (negado) por Marcus.
O livro é ótimo porque mostra o que aconteceu da perspectiva de Darcy, mas como no primeiro livro, o que me irritou foi a constante carência de Darcy (ela sempre tinha que estar “competindo” com Rachel por alguma coisa. Ela não valorizava ser bela? Então por quê tanta carência? Irritante.) e como ela era tão egocêntrica a ponto de achar que um cara como Dex não poderia se interessar de verdade por sua amiga “boazinha”. Foi muito bom, apesar de ficar com pena (um pouco), vê-la sendo destratada da mesma forma que ela fez com tantos. Melhor do que o primeiro livro, Something blue continua a história mostrando um ponto de vista diferente que, se não faz o leitor simpatizar com Darcy e sua frivolidade, pelo menos ajuda a entendê-la.

16 de out. de 2011

O Meme Literário de Um Mês 2011 - Dia 16

Cite um livro que você achou que não iria gostar e acabou adorando.



Não é exatamente que eu achasse que não iria gostar. Mas com esse tipo de livro eu sempre fico com o pé atrás. Outra leitura do Desafio Literário 2010, esse livro acabou sendo legal porque a protagonista, depois de sempre ser "passada pra trás" pela amiga linda e maravilhosa (o caso clichê da quietinha que perde tudo para a amiga gostosa), acabou se tornando mais autoconfiante. E ficou com o cara que ela queria.