15 de fev. de 2021

Ferro, água & escuridão (Felipe Castilho) – PSRC 2021


Título: Ferro, água & escuridão
Autor: Felipe Castilho
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro com jóia /pedra preciosa, mineral ou pedra no título
Editora Gutenberg, 288p.

Faz um ano da batalha na Anistia. Anderson tenta levar a vida normalmente, mesmo visitando o Reino Onírico nos seus sonhos, onde acaba descobrindo mais sobre a vida de Wagner Rios. Ele sabe que o megaempresário não está morto realmente e não esquece que está em dívida com um deus esquecido muito poderoso. Quando Sev, membro de um grupo secreto que honra as tradições do cangaço, aparece na Organização pedindo ajuda, o Patrão os reúne e parte para uma pequena cidade à beira do rio São Francisco, onde mais uma vez terão que enfrentar Rios e seus aliados monstruosos. 

Eu tive que reler o final do segundo livro dessa série para me lembrar como havia terminado a história, porque o início deste livro me deixou um pouco confusa, mas depois que peguei o embalo, não consegui largar. Eu gosto muito da mistura que o Felipe faz do folclore brasileiro com as pessoas “reais” da história, e esse livro me surpreendeu de várias formas, principalmente no que diz respeito ao vilão Wagner Rios. Eu achava que esse era o último da série, mas pela forma que terminou, estou ansiosa sobre a continuação.

12 de fev. de 2021

Jogos vorazes Em chamas (Kate Egan) – DLL 2021


Título: Jogos vorazes Em chamas: guia ilustrado do filme
Autora: Kate Egan
Mês: Fevereiro
Tema: Que termine em um dia
Editora Prumo, 160p.

Sinope: Em Chamas, o best-seller internacional de Suzanne Collins, é agora um grande filme e este é o companheiro ideal para saber tudo o que aconteceu na frente e atrás das câmeras dessa grande adaptação cinematográfica. Materiais exclusivos, incluindo fotos e entrevistas. Do roteiro à escolha do elenco, passando pelos novos cenários fantásticos, os lindos figurinos, as performances dos atores e a visão do diretor.

Um livro sobre o making of do filme Em chamas, o melhor da série Jogos Vorazes. O livro foge ao padrão desse tipo de publicação, com formato pequeno e com menos páginas, o que não diminui em nada o nível de conteúdo. Muitas fotos, muitas curiosidades, eu curti bastante saber sobre as decisões sobre os figurinos (principalmente sobre o vestido de casamento que vira o tordo). Vale a pena para quem é fã da saga.

10 de fev. de 2021

Goodbye Christopher Robin (Ann Thwaite) – DLL 2021


Título: Goodbye Christopher Robin: A.A. Milne and the making of Winnie-the-pooh
Autora: Ann Thwaite
Mês: Fevereiro
Tema: Biográfico
Editora Pan Books, 254p.

Sinopse: After serving in the First World War, Milne wrote a number of well-received plays, but his greatest triumph came when he created Winnie-the-Pooh, Piglet, Tigger, Eeyore and, of course, Christopher Robin, the adventurous little boy based on his own son. Goodbye Christopher Robin inspired the film directed by Simon Curtis and starring Domhnall Gleeson, Margot Robbie and Kelly Macdonald. It offers the reader a glimpse into the relationship between Milne and the real-life Christopher Robin, whose toys inspired the magical world of the Hundred Acre Wood. Goodbye Christopher Robin is a story of celebrity, a story of both the joys and pains of success and, ultimately, the story of how one man created a series of enchanting tales that brought hope and comfort to an England ravaged by the First World War.

Eu tinha a maior duvida sobre esse livro, se era biografia ou romance histórico, principalmente depois de ver o filme baseado no livro. Mas logo na introdução a autora explica que ele é a versão editada de A.A. Milne: his life publicado em 1990. Uma coisa que o livro não mostra tanto (mas que no filme fica claro e me impactou de certa forma, por isso resolvi levantar a questão) é o fato de ambos, Milne e a esposa Daphne, não viram motivo para proteger o filho da exposição pública quando o livro fez sucesso. Ela até encorajava. Outra questão que achei interessante: sobre Daphne e o fato dela desconhecer completamente o que envolvia o parto e nascimento de uma criança, na explicação do porque o parto de Christopher ter traumatizado sua mãe e o fato dela não desejar ter mais filhos. De forma geral, é um bom livro, de narrativa clara que expões os detalhes da vida das pessoas sem ser cansativo e que tem um pequeno bônus: fotos de Christopher, seus pais e dos brinquedos que inspiraram a história de Pooh. Recomendo.

8 de fev. de 2021

Anne de Windy Poplars (Lucy Maud Montgomery) – DLL 2021


Título: Anne de Windy Poplars
Autora: Lucy Maud Montgomery
Mês: Fevereiro
Tema: Clássico
Editora Pedrazul, 240p.

Anne não é mais uma universitária. Agora ela é a nova diretora e professsora da Escola de Ensino Médio de Summerside. Ela e Gilberth são noivos, mas o casamento precisa esperar porque Gilberth ainda tem seu curso de medicina para terminar. Em Summerside, Anne agora vive na residência Windy Poplars, local que a encantou de primeira, e enquanto mantem contato com Giblerth através de cartas, ela conta os vários desafios de sua nova profissão ao mesmo tempo em que tem que lidar com a realeza da cidade, a família Pringle, e com uma colega bastante intratável, Katherine Brooke. 

Esse livro é uma gracinha, como todos sobre Anne. Gostei da forma como os acontecimentos são narrados através do ponto de vista de Anne, em forma de cartas. No início, é aquele tom de encantamento com Windy Poplars, depois começa a ficar divertido com as descrições sobre a família Pringle. Foi uma leitura rápida que, se eu não tivesse incluído no desafio (em um mês mais lá pra frente), teria me levado ao próximo livro e ao próximo até eu ler toda a continuação. Muito recomendado.

27 de jan. de 2021

Falsa acusação (T. Christian Miller e Ken Armstrong) – DLLC 2021

 


Título: Falsa acusação: uma história verdadeira
Autores: T. Christian Miller e Ken Armstrong
Mês: Janeiro
Tema: Um livro ganhador do Prêmio Pultizer
Editora Leya, 336p.

Sinopse: Um livro eletrizante, importante e perturbador, Falsa acusação é baseado numa história real e num artigo vencedor do Prêmio Pulitzer de jornalismo investigativo, que foi publicado no site de uma ONG na internet e viralizou em questão de horas. Como num episódio de Law & Order, os jornalistas T. Christian Miller e Ken Armstrong acompanham o trabalho incansável e a dedicação de duas detetives para colocar um estuprador em série na cadeia e dar voz às suas vítimas – fazendo também uma análise da maneira ultrajante como as mulheres são tratadas quando denunciam casos de violência sexual. Narrado em ritmo de thriller, Falsa acusação está sendo adaptado pela Netflix na série Unbelivable, prevista para estrear em 2019.
Essa é uma história da qual já ouvimos falar inúmeras vezes: uma mulher, vítima de estupro, vai à polícia fazer uma denúncia e acaba sendo interrogada com desconfiança pelos policiais – como que roupa você estava?, o que estava fazendo na rua a essa hora?, por que abriu a porta?, qual a quantidade de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes que você tinha ingerido?, por que você está querendo chamar atenção? A única pergunta que falta nessa lista é: até quando isso vai acontecer?
Em 11 de agosto de 2008, Marie, de 18 anos, foi à polícia denunciar que um homem mascarado entrou em seu o apartamento e a estuprou. Depois de alguns dias, a polícia, e até mesmo algumas pessoas próximas, começaram a desconfiar da história. Os policiais rapidamente mudaram o rumo da investigação e passaram a interrogar a adolescente, que passou de vítima a suspeita. Confrontada com as inconsistências do seu relato e as dúvidas de todos, ela voltou atrás e disse que tinha mentido, que tudo não tinha passado de uma tentativa de chamar atenção. A polícia a acusou de ter feito uma denúncia falsa – e Marie foi taxada de mentirosa e execrada por todos.
Mais de dois anos depois, Stacy Galbraith, detetive de Golden, no Colorado, é designada para investigar um caso de estupro. Ela se junta a Edna Hendershot, detetive responsável por outro caso semelhante, e logo descobrem que estão às voltas com um estuprador em série. As duas detetives se dedicam a uma intensa investigação e acabam relacionando esse criminoso a inúmeros outros casos de violência sexual ainda não solucionados nos Estados Unidos.
Baseado nos arquivos da investigação policial e nas entrevistas com todos os envolvidos, Falsa acusação apresenta uma história cheia de reviravoltas, dúvidas, estigmas, mentiras e, acima de tudo, um profundo desejo de justiça. Além disso, lança no ar o grito de desespero das vítimas de violência de sexual que costumam encontrar mais desconfiança, olhares e palavras de acusação do que dedicação profissional e empatia.
Para Joanne Archambault, CEO da End Violence Against Women International, organização que combate a violência contra mulheres, T. Christian Miller e Ken Armstrong “mostram como a questão de gênero e os vários mitos sobre a violência sexual ainda influenciam – e muito – a maneira como as autoridades responsáveis investigam esses crimes, prejudicando ainda mais as vítimas e permitindo que os criminosos continuem em liberdade e possam cometer mais crimes. Esse livro brilhante é também o relato de uma investigação que só dá certo por causa de duas detetives que acreditam nas vítimas e não desistem de fazer justiça. Bem fundamentado e emocionante, Falsa acusação é uma leitura essencial.”

O que se pode escrever na resenha de um livro sobre o qual a sinopse já diz tudo e qualquer coisa que você escreva parece spoiler? Apesar de fugir de temas polêmicos nas minhas escolhas de leitura, este livro foi o mais atrativo na lista dos vencedores mais atuais do Prêmio Pultizer. Violência sexual, a questão do gênero, são assuntos que se discutem bastante hoje em dia, e o livro prende a atenção pela quantidade de informações, que mostram a quantidade de casos não resolvidos, além de mostrar o quanto o sistema ainda age de forma muito preconceituosa com as vítimas, na maioria das vezes as transformando em culpadas nesse nosso mundo culturalmente patriarcal. Fiquei curiosa para ver a série da Netflix (o episódio de Law & Order eu já vi e confesso que me deixou muito insatisfeita com o fim dele). 2021 mal começou, mas já posso afirmar que este foi uma das melhores leituras do ano.