28 de out. de 2019

Lendo o Brasil: BAHIA – Chiquinha Gonzaga (Edinha Diniz)

Sinopse: Ó abre alas, que eu quero passar…” A música mais popular de Chiquinha Gonzaga bem poderia servir como lema para sua vida. Compositora e maestrina de sucesso, numa época em que mulher não tinha profissão, ela abriu caminhos e ajudou a definir os rumos da música brasileira. Deixou uma obra estimada em cerca de duas mil canções e 77 partituras para peças teatrais, maior do que qualquer compositor de seu tempo. O livro traz cerca de 90 imagens que convidam o leitor a conhecer o Rio de Janeiro da virada do século pelo olhar de grandes fotógrafos, além de fotos do acervo da família. Com uma pesquisa continuada da autora sobre detalhes da vida de Chiquinha, essa edição comemorativa dos 25 anos da obra torna-se imprescindível.


Que biografia! Lembro de ficar fascinada com a história de Chiquinha Gonzaga depois de assistir a série produzida pela Globo em 1999. As fotos, que fazem parte do acervo da família, são mais um chamariz para o livro. Só para constar: este não é o livro que inspirou a série: o livro em questão é de autoria de Dalva Lazaroni de Moraes, Chiquinha Gonzaga: Sofri e Chorei: Tive Muito Amor (a autora moveu um processo contra a Globo porque a emissora não lhe deu os devidos créditos, mas acabou falecendo antes do resultado do julgamento. Para saber mais sobre essa história, basta clicar aqui). Uma leitora prazerosa, como poucas. Livro indicado.

Editora Zahar.
316 páginas.

25 de out. de 2019

198 livros: SUÍÇA – Eram os deuses astronautas (Erich von Däniken)

Erich von Däniken dedicou sua vida a pesquisas pelo mundo todo na tentativa de mostrar que as civilizações da Antiguidade foram visitadas por extraterrestres, e a evidência desse contato entre humanos e essas entidades estão em monumentos antigos e nas histórias que hoje conhecemos como mitologias.


Certas coisas não são passíveis de ser inventadas. Também nós não iríamos vasculhar nossa pré história para descobrir astronautas e aviões celestes, se tão somente dois ou três livros antigos referissem tais fenômenos. Uma vez, porém, que de fato quase todos os textos dos povos primitivos em toda a volta do globo terrestre contam a mesma coisa, então é preciso que tentemos explicar as verdades objetivas ali ocultas.

Esse livro foi uma surpresa. A primeira vez que eu o encontrei foi por mero acaso, e logo pensei que se tratava de algum desses livros esotéricos do tipo “destruição de Atlântida” ou algo assim. Na verdade, se utilizando de estudos feitos sobre descobertas arqueológicas e de várias histórias das mitologias mundiais, Erich disserta sobre o contato entre entidades extraterrestres, que hoje conhecemos como os deuses antigos, e humanos dos tempos antigos, contanto esse que permitiu que a humanidade se desenvolvesse. E os “registros” desses contatos estão presentes nos vários monumentos e marcas misteriosas (como aquelas no solo da planície de Nazca) descobertos pela arqueologia. Leitura agradável e que faz pensar.

Editora Melhoramentos.
180 páginas.

23 de out. de 2019

Princesa Leia (Mark Waid) – DC 2019


Título: Princesa Leia
Autor: Waid Dodson
Mês: Outubro
Tema: Uma releitura
Editora Panini Comics, 112p.

O planeta Alderaan foi destruído pelo império, e uma das únicas sobreviventes desse terror, a princesa Leia Organa, se vê com a cabeça a prêmio. No meio do luto pelos mortos, ela resolve arriscar a vida em uma missão para reunir os alderaanianos sobreviventes, o que a leva a Sullust. Enquanto o império continua caçando os responsáveis pela destruição da Estrela da Morte, Leia precisa descobrir reunir o que restou de seu povo.

Já perdi a conta de quantas vezes eu li essa HQ. De todos os gibis e HQs, esse se tornou meu favorito, por vários motivos: o fato de ser da princesa Leia, porque faz alusões a Padmé (o que a trilogia original faz somente no último filme e muito brevemente). Publicado no Brasil em seguida a morte de Carrie Fisher, o sabor de ler essa HQ acaba se tornando agridoce, mas vale a pena. A personagem foi uma das primeiras a tirar a mulher do conceito de “sempre vítima” e mostrou como as mulheres podem ser fortes, apesar das maiores adversidades. Essa é a edição brochura, que reúne os cinco volumes da HQ. Completamente indicado.

21 de out. de 2019

A Clepsidra de Aldibah (Licia Troisi) – DLS 2019


Título: A Clepsidra de Aldibah
Autora: Licia Troisi
Mês: Outubro
Tema: Um livro de um autor italiano ou espanhol
Editora Rocco Jovens Leitores, 256p.

Sofia e Lidja sentem a vertigem ao mesmo tempo. A Gema da Árvore do Mundo está se apagando, e nem o professor sabe explicar o ocorrido. No dia seguinte, descobrem o motivo da sensação perturbadora: em Munique, na Baviera, um dos Draconianos foi assassinado, e com sua morte acaba para sempre a chance de derrotar Nidhoggr. Eles viajam para o local e começam a saber mais sobre a vida do jovem Karl. Eles também descobrem que o poder da clepsidra de Aldibah serve para viajar no tempo, e assim, resolvem voltar ao dia do assassinato de Karl para evitar sua morte. Mas como sempre, viajar no tempo pode ter consequências terríveis…

Li em um dia. A vantagem dos livros dessa série da Licia Troisi é que a história prende tanto a atenção que não se consegue largar. Mais familiarizada com os personagens e nomes estranhos, consegui ler sem grandes delongas. Goste muito, o mistério e a ação começam desde o início do livro, e eu gostei de ver mais uma autora utilizando desse recurso de viagem temporal na sua história sem perder a principal característica (que eu vejo, pelo menos) dela, que é: quando de trata de morte, nem o tempo pode mudar essa situação. Adorei, agora é ficar no aguardo da continuação.

18 de out. de 2019

Elena, a filha da princesa (Marina Carvalho) – DLLC 2019


Título: Elena, a filha da princesa
Autora: Marina Carvalho
Mês: Outubro
Tema: Um livro com reencontro amoroso
Editora Galera Record, 322p.

Elena é filha de Ana e Alex. Agora uma jovem de dezenove anos e trabalhando como voluntária na Nigéria, Elena tem que voltar para casa, sua mãe está grávida de gêmeos (a gravidez é de risco) e sua prima Luce vai se casar. O que Elena menos esperava, nessa volta ao lar, era dar de cara com um movimento revolucionário que quer o fim da monarquia. No entanto, o que realmente tira seu sossego, é encontrar de novo seu primo, Luka, a ovelha negra da família. Elena nunca entendeu porque seu pai simplesmente não suporta ver Luka, nem os acontecimentos que levaram o primo a ser como é, além do conhecimento básico de que o pai dele foi responsável pelo sequestro de Ana e pelo atentado que quase matou o rei Andrej. O fato dela não entender exatamente o que sente, enquanto Luka vai tomando consciência de seu real desejo leva os dois num romance que eles sabem que não vai ser bem visto, mas nenhum dos dois dá a mínima para isso. Quando Marieva sofre um ataque cardíaco fulminante, a vida de Luka muda totalmente e ele é forçado a lidar com as consequências de atos passados. A questão é se Ana vai querer ficar com ele depois de saber toda a verdade.

De longe, o melhor livro dessa série (que não é bem uma série). Apesar de ter gostado quando a protagonista era Ana nos dois livros anteriores, esse sobre Elena vale mais a pena porque Ana me irritava muitas vezes kkkk brincadeira. A verdade é que Elena parece ser uma personagem mais segura de si. Coisas que geralmente me irritam nessas histórias são o romance proibido, mas aqui a autora soube trabalhar isso muito bem, porque Luka não é meramente um cafajeste sacana. A história por detrás de sua arrogância é triste e quando vemos o preço que ele pagou por isso, não tem como evitar uma simpatia. O fato de Ana ser a favor das escolhas da filha também foram outro ponto positivo (Alex me enojou certas vezes). O romance, a questão das manifestações anti-monarquia, a vida de Luke em sua fase “ovelha negra”, tudo isso a Marina soube combinar muito bem para montar sua história. Recomendo totalmente.