20 de fev. de 2012

BBC “In their own words”: British novelists


Série que aborda a história do romance britânico do século XX contada por aqueles que a conhecem bem: os próprios autores.Os episódios estão divididos por ano (2010 e 2011).

Também da BBC, disponíveis coleções de entrevistas feitas com alguns dos escritores mais lidos do século XX. Philip Pullman é um deles.

The Question of God: Sigmund Freud and C.S. Lewis

No livro The Question of God: C.S. Lewis and Sigmund Freud debate God, love, sex and the meaning of Life, Armand Nicholi debate se as vidas de Lewis e Freud fortalecem ou enfraquecem suas respectivas opiniões sobre a (in)existência de Deus.


Existe uma série, da PBS, que discute o livro do Dr. Armand Nicholi. A série está disponível de várias formas no Youtube.
Na integra ou legendado em quatro partes (abaixo, parte 1) :


Ou somente as partes com C.S. Lewis (vídeo dividido em 15 partes):

Parte 1:

7 de fev. de 2012

Bicentenário de Charles Dickens


Hoje, a blogosfera literária comemora o 200º nascimento de Charles John Huffam Dickens, ou simplesmente Charles Dickens. Nascido em Portsmouth, no dia 7 de Fevereiro de 1812, foi um dos mais importantes romancistas ingleses da era vitoriana. Suas obras são clássicas. Dentre as principais, temos David Copperfield e Oliver Twist. E a minha favorita, Christmas Carol ou Conto de Natal.

Ilustração de uma antiga edição do livro Conto de Natal.

Pessoalmente, fui apresentada a obra de Dickens ainda pequena, em uma das muitas influências do livro Conto de Natal: a história em que o tio Patinhas (em inglês, uncle Scrooge, referência ao personagem principal do livro), tio materno do personagem já existente Pato Donald, surgiu na HQ em "Natal nas montanhas" ("Christmas on Bear Mountain", de 1947), história escrita e desenhada por Carl Barks. Patinhas era um velho barbudo, de óculos e razoavelmente rico, que andava curvado sobre sua bengala e vivia isolado numa "grande mansão". Na história, ele convida seu sobrinho Donald e sobrinhos-netos Huguinho, Zezinho e Luisinho para sua cabana nas montanhas, planejando armar um susto e divertir-se com a desgraça dos sobrinhos. No Brasil a história foi publicada em "Mickey" 15 (1953), "Tio Patinhas" 137 (1976), "Natal de Ouro" 2 (1980), "Tio Patinhas Especial" 5 (1987) e "O Melhor da Disney" 10 (2005). (1) (Sinopse: Guia dos Quadrinhos)



Depois, vieram outras adaptações, como a do filme da Disney, Mickey's Christmas Carol, tendo Mickey como personagem principal, mas sempre tendo tio Patinhas como o velho avarento. Muito mais do que os filmes e adaptações, o livro mostra a verdadeira magia do Natal.

Charles Dickens faleceu em 9 de junho de 1870, deixando como legado um conjunto de obras que até hoje são lidas e apreciadas, e que continuam fazendo o leitor refletir sobre a realidade.

6 de fev. de 2012

Kate: nasce uma princesa (Claudia Joseph)


Título: Kate: nasce uma princesa
Autora: Claudia Joseph
Editora Best Seller, 294 p.

Dorothy Harrison e Ronald Goldsmith são os parentes maternos. Noel Middletone Olive Lupton são os parentes paternos. Da primeira união nasceu Carole Goldsmith; da segunda, Michael Middleton. E do casal nasceu três filhos. A primogênita chama-se Catherine Elizabeth Middleton, mais conhecida como Kate Middleton e que hoje ostenta o título de Princesa Ctaherine, Ducquesa de Cambridge, esposa do Príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono de uma das maiores monarquias do mundo. Neste livro, a autora traça um paralelo, falando de cada uma das famílias (Harrison, Goldsmith, Middleton e Lupton) enquanto descreve os acontecimentos da família real, desde a época da rainha Vitória. Após os primeiros capítulos apresentarem a vida na Inglaterra Vitoriana para as famílias, quase na metade do livro começa-se a descrever a vida da duquesa, desde sua infância, passando pela criação da Party Pieces, destacando sua juventude e finalmente o momento em que ela conheceu William. A autora descreve muito bem (para uma biografia não-autorizada) como o romance deles se desenvolveu, passando pelos primeiros tempos e culminando no acontecimento do dia 16 de novembro de 2010.

Desde 2009 eu comecei a me interessar por documentários e artigos (alguns não tão confiáveis) sobre a realeza inglesa. Acho que isso aconteceu porque foi nessa época que minha paixão por Austen e Tolkien começou a dar frutos. Então, eu xeretava sites de notícias, blogs dedicados ao assunto (principalmente aqueles sobre os príncipes William e Harry) e sempre estava no Youtube a caça de novos vídeos (principalmente sobre a Rainha Elizabeth e sobre a Princesa Diana).
Foi com uma surpresa enorme que, em 16 de novembro de 2010, eu estava acessando o British Royal Wedding (um excelente site, mas que saiu do ar nesse dia com essa notícia) e vi o anúncio de noivado do príncipe William com Kate Middleton, sua namorada de quase uma década. A partir daí, uma enxurrada de artigos sobre sua vida e sobre a origem de sua família inundaram a internet. Antes apelidada pela mídia sensacionalista de Waity Katie (pois parecia que ela não trabalhava desde sua formatura, só estava à espera do pedido de casamento), logo todos começaram a ver nela um futuro ícone de moda e uma brisa de ar fresco na monarquia inglesa. Mais do que tudo, aumentaram consideravelmente as comparações entre ela e a mãe de William.
Muito do que li nesse livro já haviam falado em vários sites e as fotos mostradas (mesmo algumas de sua família) foram liberadas para a imprensa depois do noivado. Mesmo assim, o livro de Claudia Joseph é uma boa indicação porquê primeiro, a autora realmente fez uma bela pesquisa histórica, pois o livro é recheado de nomes e datas de familiares desde 1837; segundo, a narrativa é interessante e a autora explica em notas de rodapé certas siglas para quem não está acostumado, por exemplo, ao sistema de ensino inglês.
Assisti a primeira entrevista do casal após o noivado e acordei cedo no dia para ver o casamento. Também opinei sobre o vestido de noiva e acompanhei pela internet a primeira viagem internacional do casal para a América do Norte (mesmo assim, me recuso a admitir que me tornei uma Royal watcher). Então, pelo pouco que conheço sobre Catherine, Duquesa de Cambridge, considero o livro uma boa pedida para quem gosta de biografias ou simplesmente tem curiosidade em saber mais sobre a futura rainha da Inglaterra, mulher do (ainda idolatrado mundo afora) Príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono inglês e filho da Princesa do Povo.

Barbie & Ruth de Robin Gerber – DL 2012



Tema: Nome próprio
Mês: Fevereiro de 2012 (Livro 1)
Leitura do mês: Barbie & Ruth
Autora: Robin Gerber
Editora Ediouro, 287 p.

Ruth Handler, antes Ruth Mosko, era filha de imigrantes judeus poloneses. Criada pela irmã Sarah e seu marido, Ruth desde cedo desenvolveu uma forte vontade de assumir responsabilidades. Fez faculdade e trabalhava ao mesmo tempo. Na juventude, conheceu o homem que mais tarde seria seu marido, Isadore Elliot Handler, ou somente Elliot Handler, um jovem artista judeu. Apesar de no início sua irmã Sarah não concordar com o romance, Ruth e Elliot decidem se casar. A primeira parceria de tino comercial entre o casal começou com um pequeno ateliê montado primeiro na garagem de seu apartamento e depois mudado para uma antiga lavanderia, onde Elliot daria livre curso ao seu talento e Ruth venderia os objetos criados pelo marido (dentre os primeiros objetos a serem vendidos estavam marcadores de livros, bandejas, castiçais, dentre outros, feitos de uma combinação de madeira e plexigas). A primeira encomenda veio da loja Zacho’s. À medida que a pequena empresa, Elzac, decolava, Ruth engravida de sua primeira filha, Barbara Joyce. No entanto, a gravidez de risco a impede de continuar ajudando Elliot. Um novo sócio aparece, enquanto Ruth tenta deixar o papel de empresária de lado e se adaptar ao papel de mãe. A alegria pelo nascimento de seu caçula Kenneth Robert é pontuado pela tristeza de perder seu pai Jacob e em seguida sua mãe Ida. Ruth retorna ao mundo dos negócios e a empresa Mattel é fundada. Ao mesmo tempo, Elliot precisava continuar se dedicando a Elzac, enquanto o tino comercial de Ruth estava mais forte que nunca. Á medida que a Mattel cresce, Ruth ainda precisa se adequar ao papel de mãe (apesar de ser uma mulher realizada no mundo dos negócios, sua vida familiar era pura tensão). Quando Ruth e família viajavam pela Europa, Barbara notou uma boneca de plástico duro na vitrine de uma loja de brinquedos. Essa boneca, Lilli, foi a inspiração inicial para Ruth, que queria criar uma boneca diferente das bonecas de papel com as quais a filha brincava quando criança. A partir desse momento, Ruth fez o possível e o impossível para criar a boneca que queria, apesar da descrença de seus funcionários e até de seu marido, que não acreditavam que alguma mãe compraria uma boneca com seios para sua filha. À medida que a fabricação da boneca prosseguia, Elliot começava a produzir os móveis para a casa da boneca. Três anos se passaram até a boneca e seu guarda-roupa ficarem prontos para serem vendidos, quando Ruth passou a se dedicar ao marketing da boneca, chamada de Barbie em homenagem a filha (que não gostou da idéia). A venda da boneca não foi o sucesso que Ruth esperava, mas com as férias se aproximando, a propaganda televisiva transformou a Barbie em um fenômeno internacional e a Mattel se tornaria uma das maiores empresas de brinquedos do mundo. Um curso para executivos feito por Ruth abriu seus olhos para as exigências do mundo empresarial e ela passa a deter total controle operacional da Mattel. Foi na década de 60 que a Mattel se expandiu, com Barbie estabelecendo vários marcos. Quando a empresa decidiu responder aos inúmeros pedidos para Barbie arranjar um namorado, surge Ken. O nome foi uma homenagem, desta vez ao seu filho (mas Kenneth não gostou). Ao mesmo tempo em que a empresa continuava crescendo, Ruth se tornou mais exigente. A boneca Barbie se expandia e o Hot Wheels se tornava outro grande sucesso de vendas. A reviravolta do destino aconteceu nos anos 70: Ruth descobre ter câncer mamário. Ao remover uma de suas mamas, sua auto-estima desaba, ao mesmo tempo em que problemas na Mattel ameaçam esmagá-la. Um novo golpe estava reservado para ela quando ela e Elliot se desligaram totalmente da empresa que criaram. Dedicando-se ao ramo das próteses mamárias, Ruth sofre uma condenação por ter fraudado a Mattel. Ao mesmo tempo em que presta seu serviço comunitário, seu novo negócio deslancha. Preocupada com mulheres que sofreram a mesma mutilação que ela, Ruth se dedica a projetar uma nova prótese mais natural e confortável. Assim surge a Nearly Me, quarta companhia fundada por ela. Um golpe profundo estava esperando por ela, no entanto. Kenneth, seu filho, descobre ter AIDS (fato omitido na autobiografia de sua mãe), contraída em uma relação homossexual. Ele falece após cerca de 6 anos. Anos mais tarde, Ruth resolve tirar a outra mama, devido a suspeitas não confirmadas de um novo câncer. Em sua velhice, Ruth retoma relações com a Mattel e recebe prêmios por diversas colaborações.

O livro de Robin proporciona uma leitura fácil, apesar de não ser uma biografia simplória. Confesso que achei que seria um livro chato, mas me surpreendi. Adoro a Barbie desde pequena, tenho várias bonecas, e sempre tive curiosidade para saber mais sobre sua criadora. Ruth Handler é um exemplo de mulher empreendedora, inventora e administradora. Alternando momentos de alegria e pesar, a vida de Ruth Handler revela os altos e baixos que pontuam a existência de qualquer pessoa mundo afora. Ruth, no entanto foi diferente em um único ponto: ela criou uma companhia que hoje é uma gigante dos brinquedos, destacando-se em um mundo dominado por homens e principalmente, criando uma boneca que virou ícone de beleza, moda e libertação feminina (Barbie teve várias carreiras, apesar de Ruth nunca ter pretendido usar sua criação como um produto sexista). Esse livro é uma biografia totalmente recomendada, principalmente para aqueles que, assim como eu, cresceram brincando e adorando a boneca Barbie.