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9 de ago. de 2019

O mundo de Downton Abbey (Jessica Fellowes) – DLLC 2019


Título: O mundo de Downton Abbey
Autora: Jessica Fellowes
Mês: Agosto
Tema: Um livro que se passa em um lugar que você sempre quis visitar
Editora Intrínseca, 303p.

Sinopse: O sol nasce por trás de Downton Abbey, uma casa grandiosa e esplêndida em um terreno grandioso e esplêndido. A casa parece tão segura de si que dá a impressão de que o modo de vida que ela representa irá durar mais mil anos. Mas isso não acontecerá. O Mundo de Downton Abbey é o guia oficial das duas primeiras temporadas da série televisiva que virou uma verdadeira febre na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história da aristocrática família Crawley e seus criados, em uma suntuosa residência campestre da Inglaterra.
Além de encantar os fãs com fotos exclusivas de bastidores, depoimentos dos atores e da equipe técnica, o livro oferece um retrato muito vibrante daquele período de grandes mudanças (1912-1919). Cada capítulo trata de um tema, como vida familiar, romance, sociedade, criadagem, guerra, e é caprichosamente ilustrado com fotos antigas, artigos de jornal, partituras, anúncios e muito mais. Tudo para permitir que o leitor conheça melhor o contexto dos acontecimentos da trama, descubra os personagens reais que serviram de inspiração para a ficção e se encante com saborosos relatos da época.

Como tantas séries, eu vi trocentas recomendações de Downton Abbey e me interessei em assistir. Foi amor á primeira vista, me apaixonei por tudo, sinceramente esta foi uma das poucas séries em que não se encontra nada de errado. Algumas coisas me deixaram chateada, como a decisão de alguns atores em deixar a série, mas o produtor soube direcionar a história muito bem, mesmo com os fins chocantes. Então, quando a série acabou, fiquei meio obcecada em conseguir colocar as mãos neste livro por pura curiosidade sobre os bastidores, e não fiquei decepcionada. Visitar o castelo de Highclere já está na minha lista de “lugares para visitar antes de morrer” (junto aos itinerários de lugares ligados a Tolkien, Jane Austen e Rowling, sim, sou desse tipo de fã). Livro completamente recomendado para qualquer fã de romances históricos e principalmente apaixonado por Downton Abbey.

19 de set. de 2018

O conto da aia (Margaret Atwood) – BL 2018


Título: O conto da aia
Autora: Margaret Atwood
Mês: Setembro
Tema: Publicado na década do seu nascimento
Editora Rocco, 368p.

Em um futuro não tão distante, os EUA se tornaram uma ditadura religiosa cristã chamada Gilead. Depois de muitas guerras, um grupo de fundamentalistas tomou o poder e instaurou novas regras, sendo a principal: as mulheres perdem completamente seus direitos de escolha. Divididas entre as categorias de espoas, marthas, salvadoras, aias, etc, cada uma tem um papel específico. As aias, pois a história é contada do ponto de vista de uma delas, Offred (ou seja, de Fred, o nome do comandante, o marido e chefe de família que está abrigando a aia no momento) são as responsáveis por engravidarem. As esposas que não podem ter filhos empregam aias, engravidadas pelos seus maridos em um acontecimento chamado de Cerimônia, que darão a luz as crianças e depois serão mandadas para outro lugar. Em meio aos relatos de Offred, ela também insere flashbacks de sua vida de antes e do que ela um dia teve, de quem ela um dia amou.

Um homem é apenas a estratégia de uma mulher para fazer outras mulheres. [...] Mas há alguma coisa faltando neles, mesmo nos que são gentis e bons sujeitos. É como se estivessem permanentemente distraídos, como se não conseguissem se lembrar muito bem de quem são. Olham demais para o céu. Perdem o contato com os pés. Não se comparam a uma mulher, exceto pelo fato de que são melhores para consertar carros e jogar futebol, exatamente o que precisamos para o aperfeiçoamento da raça humana, certo?

Depois de ver tanta gente falando da série, eu quis o livro (não adiante, quando se trata de adaptação, eu sempre tento ler o livro antes). Não sei dizer qual dos dois materiais é o mais forte. Achei que vendo a cena da Cerimônia, consideraria a série mais repugnante. Mas na verdade, os dois matérias são, a sua própria maneira. O livro de Margaret Atwood é uma distopia diferente, em vários níveis, de qualquer outra distopia que eu já li, sua forma de escrita e narrativa me deixou, confesso, desnorteada. Somente quando terminei entendi o porquê disso.
A história joga na nossa cara verdades que as pessoas preferem não discutir ou mesmo tomar conhecimento, como o fato da nossa cultura patriarcal levar as mulheres a condenar, julgar e odiar a si mesmas, a justificar erros de homens enquanto culpabilizam mulheres (isso se reflete na cultura do estupro). Somos levadas a justificar através da religião a dominação masculina, a nos silenciar e nos invalidar. Deve ser por isso que a série alcançou tanto sucesso e ganhou prêmios valiosos. Uma história muito pertinente ao mundo atual em que vivemos, vale cada minuto da leitura.

A série


Depois de ler o livro, você sabe que o que acontece com June (ou Offred) não tem jeito, mesmo que a série comece de uma forma que leve a pensar que tudo vai ser diferente. Escolheram dar logo um fim em Luke (?), diferente do livro, onde se passa a leitura inteira tentando imaginar o que houve com ele. 
No livro, só descobrimos, e isso por hipóteses, o nome do Comandante no final, de uma forma inesperada, mas na série sabe-se logo de primeira, assim como a exigência de respeito que a Sra. Waterford exige, não exatamente por causa da figura que foi no passado mas aquele tipo de respeito que uma mulher deve a outro no que concerne a maridos. June foi mostrada de maneira diferente do que esperava, mas gostei dessa mudança. 
Enquanto no livro ela parece um pouco passiva demais (nem sei se estou usando a palavra correta para descrevê-la), na série sua aparência calma não demonstra seus pensamentos irônicos e revoltados, mas vemos que seu estado é de uma pessoa prestes a explodir que se controla por mera força de vontade.

Devotinha de merda.

O encontro de June e Moira depois de tudo acontecer também é diferente na série, e eu gostei de ver que algumas coisas eles resolveram mostrar sem usar meias palavras ou deixar a cargo da imaginação do observador (como no livro): o objetivo de toda a situação (as mulheres devem gerar as crianças dos casais fiéis), os castigos impostas aquelas que se recusavam a “cooperar”.
Outra personagem que me chamou atenção foi a Sra. Waterford, que despertou um pouco de pena (no primeiro episódio, somente, porque a personagem é odiosa, mesmo levando em conta a situação dela). No livro, percebe-se que as mulheres inférteis são totalmente pertencentes a esse sistema absurdo em que vivem, e que elas exigem o respeito da lealdade, não querem ser traídas por nenhuma “aia que resolva se engraçar com o patrão para ver se ganha alguma coisa”, mas é muito mais que isso. Pelo menos na série, pela patroa de Hannah (pelo menos no primeiro episódio), dá para ver algum sofrimento por não conseguir gerar uma criança.
Eu fiquei meio louca assistindo a primeira temporada dessa série, mesmo já tendo lido o livro e já sabendo de uma nova temporada, cada passo que June dava fora do programado me levava a pensar que a qualquer momento ela seria descoberta, pega e morta. Os abusos conseguem ser bem piores também. Outras coisas como a situação de Ofglen, o envolvimento entre June e Nick e a tolerância maior da Sra. Waterford para com June também foram coisas que tiveram mudanças, o que foi bom, porque eu já estava imaginando o que inventariam para que o livro fosse adaptado em duas temporadas. A mudança maior: Tya Lydia, que no livro parece uma pessoa obcecada com os preceitos religiosos que governam aquele lugar e que sim, pune aqueles que erram, mas na série a mulher é uma megera completa. Algo interessante é a quantidade de flashbacks da vida dos Waterford e como eles estavam envolvidos nos problemas iniciais, assim como as lembranças de Offred de sua vida como June e de que forma ela foi perdendo essa vida e sua segurança.

- A raça humana está em risco. O que importa é a eficiência.

- E o que propõe?

- Não é física quântica. Todas as mulheres férteis devem ser coletadas e engravidadas. Pelos de maior status, claro.
- Quer dizer, concubinas.
- Não me interessa como quer chamar.
- As esposas jamais aceitariam.
- Não é um problema.
- Não conseguiremos sem apoio delas, sabe disso.
-Talvez a esposa devesse estar presente. Para o ato. Não seria tanta violação. Há precedente bíblico.
- “Ato” talvez não seja o melhor nome. Em termos de marketing. A “Cerimônia”? Melhor. Bom e divino.
- As esposas aceitariam essa besteira.


A série rendeu uma segunda temporada que manteve o foco na aia e se distanciou do que é contado no livro, mas continuou mantendo o mesmo ritmo envolvente. De vez em quando, dentre os vários momentos em que você se pega odiando fazer parte da humanidade, eis que surge um sopro de esperança (episódio 06, "First blood", que o diga), fazendo da surpresa seu Ás na manga.

10 de set. de 2018

Game of thrones (Bryan Cogman) – D12ML 2018


Título: Game of thrones: por dentro da série da HBO – primeira e segunda temporadas
Autor: Bryan Cogman
Mês: Setembro
Tema: Um livro com menos de 200 páginas
Editora Leya, 192p.

Sinopse: A superprodução Game of Thrones da HBO reina como a série de TV a cabo com maior audiência. Este livro dá aos milhares de fãs novas maneiras de entrar neste mundo de ficção e descobrir mais sobre os amados (e odiados) personagens e sobre os enredos eletrizantes. Centenas de fotos da produção dos sets e figurinos, história dos bastidores revelam como os criadores da série transformaram o best-seller de fantasia do George R.R. Martin no mundo de Westeros. Apresentando entrevistas com atores e membros da equipe que captam os melhores momentos das duas primeiras temporadas, bem como um prefácio de George R. R. Martin. Este volume especial, encadernado em capa ricamente trabalhada, oferece acesso exclusivo a esta série televisiva sem precedentes.

Esse livro é aquele tipo de coisa que vale a pena para quem é muito fã da série da HBO. E o livro em si é bom mesmo, principalmente levando-se em conta que fala das primeiras temporadas, que foram as melhoras (Ned, Robb, Catelyn, os lobos cinzentos ainda estavam vivos). Foi legal descobrir o processo de escolha dos atores para os papéis principais, quem fez teste e quem não fez, sobre os locais de filmagens e tudo isso que também pode ser encontrado nos extras dos dvds da série (para mim, valeu porque a minha ânsia de comprar os dvds acabou depois da sétima temporada). A diagramação é um primor, vale a pena.

20 de jul. de 2015

Armadilhas (Roderick Gordon e Brian Williams) – RC 2015


Título: Armadilhas
Autores: Roderick Gordon e Brian Williams
Mês: Julho
Tema: Com única palavra no título
Editora Rocco Jovens Leitores, 527p.

Várias coisas acontecem ao mesmo tempo. Will, seu pai, Bartleby e Elliot continuam vivendo no mundo escondido no centro da Terra que encontraram, Chester e Martha conseguem chegar até a crosta, mas a louca mulher se afeiçoou tanto ao menino que o transforma em refém, Drake se une a um Limitador traidor e a sra. Burrows passa a viver na colônia, se fingindo de demente e sendo (mal) cuidada pelas irmã e mãe do soldado que se afeiçoou a ela. Will e seu grupo decidem explorar a cidade que encontraram no centro da terra, chamada de Nova Germânia, enquanto as gêmeas Styx estão a sua caça em busca do vírus Dominion e de seu antídoto. Após algumas fugas, trapaças, negociações e ameaças, Will e seu grupo conseguem voltar para a crosta, encontram Chester e sua mãe e descobrem mais sobre o passado de Drake.Quando tudo parece bem, eis que os Styx aparecem para acabar com a calmaria.

Depois daquele final de Vertigens, eu me perguntava do que trataria a continuação dessa série, já que acreditei piamente que certas personagens não voltariam a aparecer. Não sei se digo “ainda bem que me enganei”, porque não tenho muita certeza sobre meus sentimentos pelas criaturas em questão. A verdade é que a história toda se desenvolve por causa delas, já que um enredo centrando-se somente na fixação pela busca de novos conhecimentos (e o sonhado reconhecimento decorrente) do dr. Burrows seria completamente chato (mesmo quando ele e o filho estão em perigo mortal, ele acha que é tudo mentira e só quer saber das suas pesquisas, que dizer, sacal). Como vem acontecendo no decorrer dos livros, esta história é uma reviravolta sem fim. Uma hora os styx estão com a bola toda, outra hora, Elliot e Will. O fato de apresentar os pontos de vistas dos vários personagens (Drake, sra.Burrows, que teve maior destaque, Chester) é um ponto positivo a mais. Como sempre, após a calmaria dos acontecimentos centrais da história, os autores trazem um anúncio de tempestade, que obviamente só irá cair no próximo livro. Juro que estou cada vez mais ansiosa para saber qual será a conclusão desta história toda. Totalmente recomendado.

9 de mar. de 2015

O destino do tigre (Collen Houck) – RC 2015


Título: O destino do tigre
Autora: Colleen Houck
Mês: Março
Tema: Com triângulo amoroso
Editora Arqueiro, 393p.

Kelsey está em poder de Lokesh. Ameaçada e sem conseguir encontrar nenhuma oportunidade de fuga, ela não tem o que fazer senão fingir que aceita a proposta do mago para ganhar tempo. Mas Kishan e Ren conseguem se aproximar e resgatam Kelsey, deixando para trás um Lokesh furioso. Em casa, eles descobrem um pouco do que aconteceu com o Sr. Kadam e Nilima. Uma tragédia serve para unir os dois irmãos mais ainda, e Kelsey aparenta estar mais segura do que nunca. Agora, eles estão à caça do último presente de Durga para acabar com a maldição dos tigres, mas a provação maior está por vir. Uma viagem no tempo leva todos ao início da divindade de Durga, quando os três jovens travam a batalha final contra Lokesh e fazem suas escolhas definitivas de uma vez por todas.

Demorei, enrolei, demorei mais um pouquinho para ler esse livro, graças a maldita curiosidade que me fez saber do final bem antes graças a spoilers. Comecei a ler duas vezes, só engrenei a leitura na segunda vez. Apesar de Ren e Kishan continuarem bastante decididos a respeito do que querem e a autora ter conseguido fazer o triângulo amoroso ser um pouquinho atraente, Kelsey me irritou até a morte, o que, aliás, já está virando mania. Só me pergunto o que irá acontecer no livro seguinte, já que as tramas importantes foram resolvidas neste livro. Quando eu li os spoilers, não entendi, só quando li o livro. Com certeza não odiei o final, mas fiquei um pouco decepcionada. No entanto, enquanto a história não foi lá essas coisas (apesar da aventura eletrizante), a editora Arqueiro, como sempre, caprichou na diagramação e trabalho gráfico. Recomendo o livro, se não tanto pela história em si, mas pela aula de mitologia indiana encontrada em cada capítulo.

4 de mar. de 2015

Liberado trailer de Mr. Holmes

Foi liberado essa semana o trailer da série estrelada pro Sir Ian McKellen.



“Ambientado em 1947 e baseado no romance de Mitch Cullin, Mr. Holmes acompanha um velho Sherlock Holmes, quando ele retorna de uma viagem ao Japão, onde, em busca de uma planta rara, com poderosas qualidades restauradoras, testemunha a devastação de uma guerra nuclear. Em sua remota casa de fazenda à beira-mar, ele enfrenta o fim de seus dias, com apenas a companhia de sua governanta (Laura Linney) e seu jovem filho, Roger.” (Fonte: Cine Marcado)

4 de fev. de 2015

Liberado trailer de Morte súbita, de J.K. Rowling

Foi liberado o trailer da série Morte súbita, baseada no livro homônimo de J.K. Rowling.

    

A HBO confirmou que o primeiro episódio vai ao ar no dia 29 de abril.

3 de nov. de 2014

Once upon a time tale (Odette Beane) – DL 2014


Título: Once upon a time tale: despertar
Autora: Odette Beane
Mês: Novembro
Tema: Contos de fadas / lendas
Editora Planeta, 302p.

Emma Swan está em ação, em mais de seus trabalhos como caçadora de recompensas. Em outro mundo, há muito tempo, Branca de Neve e o Príncipe Encantado estão se casando, quando recebem a visita inesperada da Rainha Má. De volta a Emma, ela já voltou ao seu apartamento e está se preparando para assoprar a vela de seu 28º aniversário quando recebe a visita de um menino chamado Henry, que alega ser o filho que ela deu pra adoção 10 anos atrás. Tomada pela surpresa, a única coisa que ela sabe é que deve levar Henry de volta pra casa. No mundo de Branca de Neve, ela, grávida, e seu marido vão ao encontro de Rumpelstiltskin para saber sobre os planos da Rainha Má, e descobrem que ela amaldiçoou o reino inteiro. No mundo de Emma, ela e Henry chegam a pequena cidade de Storybrooke e o menino começa a contar que o tempo parado na cidade é resultado da maldição da Rainha Má para acabar com a felicidade de Branca de Neve e do Príncipe. Emma não acredita e leva Henry pra casa, mas não gosta do que sente quando encontra a mãe dele, Regina, prefeita da cidade, e resolve ficar mais uns dias. Enquanto isso, Branca de Neve e o Príncipe buscam um meio de salvar a filha que ainda não nasceu porque ela será a salvadora de todos. Enquanto eles tramam um jeito de salvar a criança, Emma se vê cada vez mais, e sem querer, fazendo parte da vida de Henry e de Storybrooke.

O livro de Odette Beanne narra basicamente tudo o que acontece na série Once upon a time durante a primeira temporada. Da mesma forma, alternando entre os mundos de Emma e de Branca de Neve. Não tem nada de novo, mesmo assim quando a editora Planeta anunciou o lançamento, fiz questão de comprar e a leitura valeu a pena por que me ajudou a lembrar de coisas que eu já havia esquecido sobre a primeira temporada da série. E claro, só me deixou mais ansiosa para que comece logo a nova temporada, mal posso esperar. Recomendo a leitura para quem ainda não viu a série, leia e assista, não vai se arrepender. Não me canso de admirar a mistura e conexão que os criadores da série fazem com os contos de fadas que nós amamos.