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20 de jan. de 2021

Deusas, deuses e heróis (Baby Siqueira Abrão) – DLL 2021


 Título: Deusas, deuses e heróis
Autora: Baby Siqueira Abrão
Mês: Janeiro
Tema: De autor brasileiro nunca lido
Editora Hunter Books, 176p.

Sinopse: Mitologia de Deuses e Heróis: procura explicar o mito da criação de o nome adribuido às histórias a Deuses, Ao longo da existência humana na Terra, cada tribo, cada povo, deu diferentes respostas a essa questão. Lembremo-nos de que, para as tribos do período matrístico, o mundo era a própria Deusa Mãe, da qual nasceram todas as coisas e todos os seres. Ela os abrigava em seu corpo, e esse corpo era o próprio mundo. Na Pré-História, as primeiras deusas e os primeiros deuses eram representados na forma de animais.

Eu não conhecia essa autora, apesar de caçar livros sobre mitologia na internet. Ganhei de aniversário o box com esse título e aproveitei pra matar minha curiosidade, porque a primeira vista, eu tinha achado bem promissor. Na verdade, ele é mais um guia de deuses e deusas gregos do que outra coisa. Tem uma introdução interessante onde a autora faz um resumo básico sobre a origem da mitologia grega e a transformação pela qual passou com a chegada dos povos helênicos (de matriarcal passou a ser patriarcal). O livro é bem didático, mas vale a leitura.

14 de dez. de 2020

A história da mitologia para quem tem pressa (Mark Daniels) – DLL 202


Título: A história da mitologia para quem tem pressa
Autor: Mark Daniels
Mês: Dezembro
Tema: Um livro de mitologia
Editora Valentina, 196p.

Sinopse: "Profundamente pesquisado, conciso e didático, A HISTÓRIA DA MITOLOGIA PARA QUEM TEM PRESSA é uma jornada iluminadora pelo mundo fascinante da mitologia. De vastas civilizações a sociedades locais no mundo inteiro, todas criaram um rico catálogo dedivindades, heróis, monstros e mitos. Essas personagens e estruturas contam a história de nossas origens, triunfos e desastres, agindo como ferramentas criativas para comunicar as lições de vida mais importantes. A escala e a dramaticidade desses relatos épicos, aos quais não faltam elencos de criaturas fantásticas e grandes famílias separadas pelo amor e a guerra, dão de dez em qualquer novela moderna. Nesta introdução magistral à mitologia, Mark Daniels explora as antigas histórias dos aborígenes australianos, sumérios, egípcios, chineses, índios norte-americanos, maias, incas, astecas, gregos, romanos e nórdicos, entre outros. 
Desemaranhando a complexa teia de deuses e deusas, divindades menores e monstros, Daniels revela as criaturas e as narrativas do passado que tanta influência exerceram sobre as culturas do presente. Descubra por que Odin, o Pai dos Deuses na mitologia nórdica, estava tão interessado em perder o olho, a importância do mito de Osíris no Antigo Egito, mitos gregos, astecas, chineses, nórdicos, egípcios, romanos, e muito mais. Tudo que você precisa saber sobre mitologia, explicado e introduzido de forma clara, resumida e ilustrada. "

Um livro muito bom. Simples e objetivo, fala de lendas variadas sem preâmbulos e enrolação. Eu achava que falaria muito mais sobre as mitologias grega e romana, como acontece com a maioria dos livros, mas gostei de ver que aborda também mitologias menos conhecidas, como a maori e chinesa. Particularmente, eu gostei muito da lista compilando os deuses gregos e seus equivalentes romanos. Recomendo.

9 de mar. de 2015

O destino do tigre (Collen Houck) – RC 2015


Título: O destino do tigre
Autora: Colleen Houck
Mês: Março
Tema: Com triângulo amoroso
Editora Arqueiro, 393p.

Kelsey está em poder de Lokesh. Ameaçada e sem conseguir encontrar nenhuma oportunidade de fuga, ela não tem o que fazer senão fingir que aceita a proposta do mago para ganhar tempo. Mas Kishan e Ren conseguem se aproximar e resgatam Kelsey, deixando para trás um Lokesh furioso. Em casa, eles descobrem um pouco do que aconteceu com o Sr. Kadam e Nilima. Uma tragédia serve para unir os dois irmãos mais ainda, e Kelsey aparenta estar mais segura do que nunca. Agora, eles estão à caça do último presente de Durga para acabar com a maldição dos tigres, mas a provação maior está por vir. Uma viagem no tempo leva todos ao início da divindade de Durga, quando os três jovens travam a batalha final contra Lokesh e fazem suas escolhas definitivas de uma vez por todas.

Demorei, enrolei, demorei mais um pouquinho para ler esse livro, graças a maldita curiosidade que me fez saber do final bem antes graças a spoilers. Comecei a ler duas vezes, só engrenei a leitura na segunda vez. Apesar de Ren e Kishan continuarem bastante decididos a respeito do que querem e a autora ter conseguido fazer o triângulo amoroso ser um pouquinho atraente, Kelsey me irritou até a morte, o que, aliás, já está virando mania. Só me pergunto o que irá acontecer no livro seguinte, já que as tramas importantes foram resolvidas neste livro. Quando eu li os spoilers, não entendi, só quando li o livro. Com certeza não odiei o final, mas fiquei um pouco decepcionada. No entanto, enquanto a história não foi lá essas coisas (apesar da aventura eletrizante), a editora Arqueiro, como sempre, caprichou na diagramação e trabalho gráfico. Recomendo o livro, se não tanto pela história em si, mas pela aula de mitologia indiana encontrada em cada capítulo.

20 de set. de 2013

A viagem do tigre (Colleen Houck)


Título: A viagem do tigre
Autora: Colleen Houck
Arqueiro, 494p.

Kelsey nunca se sentiu tão péssima. Eles conseguiram resgatar Ren, mas a um alto preço: ele não lembra dela. De todas as situações que eles viveram, ele lembra que passou por aquilo, mas não lembra de sua presença. Seu toque causa dor a ele. Kisham, Sr. Kadam, Nilima, todos tentam ajudar, tentam fazer Ren lembrar, mas isso começa a irritá-lo. E Kelsey se entristece cada vez mais. Mesmo assim, eles continuam correndo para decifrar a profecia e quebrar a maldição. Kisham se torna uma companhia constante para ela, ao mesmo tempo em que Ren tenta não evitá-la. O relacionamento dos dois progride a um ponto, ao mesmo tempo em que eles descobrem o próximo passo. Assim, os três embarcam em uma viagem louca atrás do colar da deusa Durga. Lokesh está cada vez mais perto, os perigos são maiores, e fazem com que Kelsey tenha que decidir de uma vez por todas a quem realmente pertence seu coração.

Mais um livro de tirar o fôlego. Quando o leitor pensa que já viu de tudo, aparece uma nova situação, existe um novo perigo para ser enfrentado. Particularmente, adorei esse livro por causa dos dragões (o tempo todo fiquei imaginando cada um deles, adoro dragões). Os tigres estão cada vez mais ansiosos e, de uma forma, mais ferozes. Adorei cada pedaço da aventura, e de novo, o final não foi o que eu previ. Continuo impressionada com a forma que Colleen Houck consegue falar de mitologia e história, intercalando ambas com o enredo em si do livro. Ansiosa pelo quarto livro.

24 de mar. de 2013

A maldição do tigre (Colleen Houck) - DL 2013


Tema: Animais protagonistas
Mês: Março
Título: A maldição do tigre
Autora: Colleen Houck
Ed. Arqueiro, 344p.

Kelsey é orfã. Seus pais morreram em um acidente e desde então ela vive com uma família adotiva. Precisando de dinheiro para pagar a faculdade, ela resolve encontrar um trabalho temporário e começa a trabalhar em um circo. Uma de suas tarefas é ajudar a cuidar dos animais. Na primeira vez que vê a atração principal, um magnífico tigre branco com olhos azuis da cor do céu, Kelsey sente uma estranha conexão com o animal. A cada apresentação, ela se sente mais fascinada pelo belo tigre. Um dia, um senhor indiano, senhor Kadam, aparece no circo afirmando que tem intenção de comprar o tigre e levá-lo para uma reserva. Ele pede para a jovem acompanhá-lo com o pretexto de que ela se dá bem com o animal. Kelsey aceita e ao chegar na Índia descobre que o tigre, na verdade é o príncipe Dihren, que foi amaldiçoado há mais de 300 anos. Ele e seu irmão, Kishan, o tigre negro, só podem voltar a forma humana durante 24 minutos a cada 24 horas. Então, Kelsey decide ajudá-los e embarca em uma louca aventura por lugares mágicos, encontra criaturas míticas e enfrenta sérios perigos para ajudar Ren. No meio do caminho, ela se vê cada vez mais envolvida com o belo príncipe de pele dourada e olhos azuis, mas sem conseguir entender os próprios sentimentos em relação a ambos, tigre e homem.

Um livro muito bom. A história envolve desde o início. Repleto de passagens referentes as história e cultura indianas, O fato de ser por Kelsey deu um gosto a mais, já que o leitor acompanha em primeira mão o que ela sente, suas dúvidas e medos. Algumas vezes, essas dúvidas a transformaram na maior CHATA, principalmente no que dizia respeito aos sentimentos dela por Ren. Várias vezes eu tive vontade de fechar o livro (e de bater nela também) por causa disso. Tirando essas partes, a ação e a aventura prendem a atenção do leitor de uma forma que faz você querer fazer alguma coisa para por fim a maldição de uma vez. Totalmente recomendado.

14 de dez. de 2012

Kalevala de Elias Lönnrot – DL 2012



Tema: Poesia
Mês: Dezembro de 2012 (Livro 4)
Leitura do mês: Kalevala: poema primeiro
Autor: Elias Lönnrot
Editora Ateliê editoria, 91 p.

Poema épico nacional finlandês, Kalevala resulta do trabalho de pesquisa, compilação e composição do erudito romântico Elias Lönnrot (1802-1884), a partir de diversas fontes da tradição oral camponesa da Finlândia. O texto, composto por cinquenta cantos, tornou-se obra da literatura finlandesa e um de seus símbolos de identidade nacional. (Sinopse: Skoob)

Kalevala: poema primeiro faz parte do conjunto de narrativas épicas finlandesas chamado Kalevala. Esse livro narra somente a primeira parte desse conjunto, a criação do mundo e o nascimento do herói Väinamöinem. Desde que descobri que Kalevala havia sido uma grande fonte de inspiração para Tolkien, eu queria ler esse livro. Depois de muito procurar, encontrei essa edição, que na verdade, não é toda a história do poema, é somente o primeiro poema (como diz o subtítulo). Essa edição é a mais atual tradução do poema para o português brasileiro, e é uma delícia de ler. Nunca fui chegada em poesia (traumas de colégio), mas adorei esse livro. Fãs de Tolkien como eu percebem logo de cara a influência. Uma escolha ótima para encerrar o Desafio Literário 2012.

Eneida de Virgílio – DL 2012



Tema: Poesia
Mês: Dezembro de 2012 (Livro 3)
Leitura do mês: Eneida
Autor: Virgílio
Editora Martins Fontes, 443 p.

A obra de Púbio Virgílio Marão, que ficaria conhecido como Virgílio, foi o modelo de toda a poesia que se escreveu no Ocidente até o século XVII. Os gêneros cultivados por Virgílio foram tomados de empréstimo da literatura grega, mas ele imprimiu à sua poesia uma marca pessoal e inconfundível, derivada de sai sensibilidade artística e da maestria com que trabalhou seus versos. Camões, Tasso, Milton e todos os grandes poetas épicos dos séculos XVI e XVII são virgilianos. Sua maior obra, a epopéia "Eneida", foi projetada durante os anos 29 e 27 a. C. e é considerada o maior poema da romanidade. (Sinopse: Skoob)

O poema que narra a história mitológica dos romanos, criado por Virgílio para mistificar o império. Na “cronologia” dos poemas épicos ocidentais, Eneida vem logo em seguida a Ilíada, pois narra a história dos sobreviventes da guerra de Tróia e seus descendentes, e a forma como eles criaram as bases para um império maior que o grego. Os derrotados vencem os vitoriosos. Mesmo sendo mais difícil de ler (já li tanto sobre mitologia Greco-romana que enjoei), esse livro é ótimo. Muito recomendado.

A Ilíada de Homero – DL 2012


Tema: Poesia 
Mês: Dezembro de 2012 (Livros 1 e 2) 
Leitura do mês: A Ilíada (vol. 1 e 2) 
Autor: Homero 
Editora Arx, 482 p. / 487 p. 

A Ilíada, epopéia homérica em 24 cantos, narra as aventuras do herói grego Aquiles durante a última fase da Guerra de Tróia, na região da Tessália. Em seus quase 16 mil versos, a obra fala de guerra e heroísmo, mas também deixa muito clara e aparente a debilidade do ser humano diante das incertezas que o destino lhe reserva; a vontade dos deuses e a sorte do homem, fortuna e fatalidade caminham sempre juntas, a cada canto. Neste primeiro volume da edição bilíngüe em grego e português estão compreendidos os 12 primeiros cantos do grandioso poema homérico. (Sinopse: Skoob)
No primeiro volume, Aquiles vai para a Guerra de Tróia; nesses doze últimos cantos, Homero narra a volta do herói ao campo de batalha. Os combates sangrentos, os conflitos gerados pela luta, as dúvidas que terão de ser respondidas fazem da obra de Homero uma das mais atuais, apesar de ter sido escrita há tantos séculos. Haroldo de Campos faz com que o leitor tenha acesso à obra original por meio de sua releitura e confere a Homero a importância que ele merece ter reconhecida e que há muito vem sendo negligenciada. São quase oito mil versos em uma edição histórica bilíngüe, greco-português, em que o tradutor, que levou dez anos para concluir seu trabalho, fez questão de manter a fidelidade ao texto original. (Sinopse: Skoob)

A Ilíada é... bom, é a Ilíada. Como muita gente, eu descobri esse livro na época do colégio, li uma daquelas versões infantis. E a história acabou ficando na minha mente (foi a partir daí que passei a me interessar por mitologia e história). Anos depois, fui atrás de uma edição boa, de preferência bilíngüe, e eis que encontro essa, com a tradução de Haroldo de Campos, considerada uma das melhores edições. Demorei um tempão para comprar, mas consegui. E acabei guardando (era um livro que eu queria ter, achava que não ia ler porque nunca gostei de poesia). Mesmo sabendo que os filmes e outros livros que já havia visto e lido não contavam a história completa ou da forma correta, o livro continuou guardado. Então, essa categoria do Desafio Literário me deu uma chance de ler. Adorei, é claro. Recomendo, porque só assim percebemos a verdadeira grandiosidade dessa história.

17 de set. de 2012

O trono de fogo de Rick Riordan – DL 2012


Tema: Mitologia universal
Mês: Setembro de 2012 (Livro 3)
Leitura do mês: O trono de fogo
Autor: Rick Riordan
Editora Intrínseca, 398 p.

Carter e Sadie estão de volta a casa do Brooklyn, agora uma sede de treinamento para jovens do mundo todo que descendem de linhagens faraônicas. Desta vez, eles precisam encontrar os pedaços do Livro de Rá, o deus Sol, e decifrá-lo para poder vencer uma batalha contra Apófis, o deus do caos. Eles só têm cinco dias para decifrar o livro, despertar Rá e evitar que Apófis se liberte de sua prisão milenar. No meio disso, Carter lida com uma “paixonite obsessiva”, enquanto Sadie suspira pelo deus Anúbis e por Walt, um dos seus aprendizes. Quando Sadie volta a Londres para celebrar seu aniversário com suas amigas, tudo dá errado e assim, novamente os irmãos embarcam em uma nova aventura, lidando com novos inimigos e com as dúvidas dos deuses sobre o despertar de Rá. A Casa da Vida, com Desjardins como Sacerdote-Leitor Chefe, agora oferece um perigo maior, pois um mago poderoso parece estar controlando Desjardins totalmente, e os irmãos precisam descobrir se despertar o deus Sol realmente os ajudará na luta contra o caos.

Novos deuses são apresentados, assim como o mito do nascimento do sol e a luta da Ordem contra o Caos. Riordan continua, em meio a aventura principal, apresentando as várias facetas dos deuses egípcios. Desde o primeiro livro, o autor utiliza algumas passagens cômicas para expressar as dúvidas e descobertas pertinentes à adolescência. Neste segundo livro, estas passagens conseguem ser mais engraçadas. Uma excelente sequência.

A pirâmide vermelha de Rick Riordan – DL 2012


Tema: Mitologia universal
Mês: Setembro de 2012 (Livro 2)
Leitura do mês: A pirâmide vermelha
Autor: Rick Riordan
Editora Intrínseca, 445 p.

Carter Kane e seu pai Julius estão em Londres para a costumeira visita a irmã de Carter, Sadie, que vive com os avós maternos desde a morte da mãe deles. Julius Kane é um arqueólogo e egiptólogo conhecido no mundo todo. Nesta noite, uma véspera de Natal, Julius resolve levar os filhos para o British Museum, onde ele afirma para os filhos que irá “consertar” as coisas. No entanto, tudo dá errado, pois Dr. Kane acaba libertando os principais deuses do panteão egípcio: Set, Osíris, Hórus, Néftis e Ísis. O maligno deus Set aprisiona Julius em um caixão e o enterra, jurando perseguir seus filhos. A confusão está armada, Carter e Sadie não entendem nada e acabam sendo levados por um homem chamado Amós para uma casa no Brooklyn, Estados Unidos. Só que nem tudo parece seguro: sua nova casa é atacada e eles precisam fugir para salvar suas vidas. A partir daí, os irmãos Kane embarcam em uma aventura louca e cheia de imprevistos para salvar seu pai, e no caminho descobrem a verdadeira história de sua família, qual seu vínculo com um grupo secreto de magos poderosos que existe desde o tempo dos faraós e qual a real fonte de seus poderes.

Eu simplesmente amei este livro. Desde que assisti a desastrosa adaptação de Percy Jackson para o cinema, fiquei com um pé atrás com Rick Riordan (como se a culpa do filme ruim fosse do autor....), então estava muito na dúvida com essa nova série. Não me arrependi. O livro, narrada em primeira pessoa (alternando entre os irmãos) é repleto de informações históricas e curiosas sobre o Egito Antigo, principalmente sobre sua mitologia. Conhecemos um pouco da história de Osíris, Ísis e Hórus, da eterna disputa pelo poder entre Set e Osíris e do papel que cada um dos mais importantes deuses egípcios desempenhava. Um dos pontos altos é a maneira como Riordan explorou as variações de um mesmo mito. Por exemplo, uma das variações: quando Osíris é aprisionado pelo irmão Set, seu caixão é quebrado e o pedaço espalhado por vários cantos do Egito. Ísis foge, reúne os pedaços e revive Osíris tempo suficiente para que ela engravide de Hórus, o qual mais tarde derrota Set e assume o trono. Existe outra variação em que Hórus é irmão de Osíris e Ísis, ao invés de filho. Os três, junto a Set e Néftis, são filhos de Geb e Nut. Riordan expõe cada variação de uma forma que o leitor não se confunde. Ele também menciona objetos famosos, como a Pedra de Roseta, e explica sua história. Este livro reúne todos os elementos de uma deliciosa aventura infantojuvenil: aventura, diversão e educação.

16 de set. de 2012

A epopéia de Gilgamesh – DL 2012



Tema: Mitologia universal
Mês: Setembro de 2012 (Livro 1)
Leitura do mês: A epopéia de Gilgamesh
Autor: Anônimo
Editora Martin Fontes, 182 p.

Gilgamesh foi o rei de Uruk. Dotado de grande poder e e beleza pelos deuses, Gilgamesh se tornou um homem forte e um grande guerreiro. Ele conquistava todas as cidades, todas as mulheres e não havia outro homem que pudesse se equiparar a ele. Até o momento em que os deuses, escutando os lamentos do povo que Gilgamesh não poupava, decidiram criar um “rival”. Enkidu nasceu da imagem criada pela deusa Aruru. Enkidu era um homem selvagem, que vivia nas colinas dentre as feras que aceitavam sua companhia como se fosse seu igual. Um caçador o encontra e, assombrado com sua força selvagem, fala com Gilgamesh, que entrega ao caçador uma rameira para que a mulher o tentasse. O encontro acontece, Enkidu cede e perde a capacidade (por assim dizer) de conviver em harmonia com os animais. Quando se deitou com a mulher, ele se tornou realmente um homem. Impressionado com o que ela conta sobre Gilgamesh e seu reino, Enkidu resolve desafiá-lo. A luta entre ambos é assustadora. Quando Gilgamesh tropeça na muralha da cidade, Enkidu o ajuda. O rei Gilgamesh percebe que encontrou o amigo dos seus sonhos premonitórios, já que Enkidu, ao invés de matá-lo como deveria, venceu a luta sem sangue derramado.

Uma história que vale a pena ser lida por diversos motivos. O texto reporta a uma cultura quase muito antiga, da qual poucos são os registros que ainda temos hoje. A antiga região da Mesopotâmia (que hoje abarca alguns territórios do Oriente Médio) é a região “berço do mundo”, onde a própria civilização nasceu, onde surgiram as primeiras formas de escrita. Além disso, se refere a uma cultura que poucos conhecem, mas que faz parte da história da humanidade. Este tipo de poema é o único que me dar prazer em ler (talvez porque contem histórias sobre mitologias e heróis épicos). Uma história onde aventura, moralidade e tragédia se reúnem, esse livro é indicada não somente por precederem as epopéias de Homero mas por sua qualidade e originalidade.

4 de nov. de 2011

As melhores histórias da mitologia nórdica de A. S. Franchini e Carmen Seganfredo – DL 2011


Tema: Contos

Mês: Novembro de 2011 (Livro II)

Título: As melhores histórias da mitologia nórdica

Autor do livro: A. S. Franchini e Carmen Seganfredo

Editora: Artes e Ofícios

Nº de páginas: 328

Sinopse: As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica reúne, num único volume, as principais lendas relativas à mitologia dos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão alcançou os povos de língua inglesa e deixou sua marca na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor", e Friday, "dia de Freya".)
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a mitologia nórdica influenciou uma legião de artistas na criação de suas próprias obras, tal como o escritor inglês J. R. R. Tolkien e o argentino Jorge Luís Borges. Também o compositor alemão Richard Wagner utilizou as lendas vikings para compor a famosa tetralogia operística O Anel dos Nibelungos, que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. Nestas histórias, não faltam ação, romance e até a presença de uma insuspeita veia cômica, já que a maioria dos personagens transitam pelo grotesco, numa profusão de anões, gigantes e elfos. Eis aqui uma das principais "raízes" das modernas sagas de RPG.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi… o desenho da espada. E obviamente para um fã ardoroso de Tolkien, o dizer sobre a obra que incluia uma versão romanceada da ópera de Richard Wagner, Anel dos Nibelungos.

Eu escolhi este livro porque… contém duas versões do mesmo mito: o homem que mata o dragão e fica com seu tesouro, tomando posse de um anel de grande poder, e que acaba sendo a ruína de sua vida. Vou explicar esse papo de duas versões: existe a versão germânica, um poema germânico antigo (feito Beowulf e Ilíada) no qual Wagner se baseou para compor sua obra, e a versão nórdica. Pode parecer a mesma coisa, mas não é: os germânicos são a atual Alemanha e os nórdicos são alguns países de origem viking.

A leitura foi… ma-ra-vi-lho-sa! Eu simplesmente amei esse livro porque contem, como eu já disse, duas versões do mesmo mito (como eu sou apaixonada por essa história dos nibelungos e seu tesouro, consegui identificar de cara as semelhanças e diferenças entre as variações), e sempre quis ler uma versão, digamos, melhorada, daquela existente na Wikipédia da ópera de Wagner. Como eu não consegui até hoje, mesmo procurando feito uma louca, achar o poema original na internet (mesmo em inglês), eu queria muito saber mais sobre a ópera, mesmo sabendo que existem muitas diferenças. Eu também já havia visto o filme Maldição do Anel (que eu conheci porque virei fã de Robert Pattinson quando descobri que ele faria Cedrico Diggory no quarto filme de Harry Potter – viu só, uma coisa leva a outra), inspirado em Wagner, e queria saber mais sobre Siegfried e as valquírias. Adoro as mitologias nórdica e germânica porque foram as maiores fontes do grande mestre Tolkien e porque ao mesmo tempo, diferem e assemelham-se bastante as mitologias mais conhecidas, grega e romana (que eu adorava, mas como tudo que é demais enjoa,...)

O personagem que eu gostaria de ter entendido melhor foi o próprio Wotan (na versão nórdica, Odin). O grande deus. Ele permite que seu filho seja morto por outro somente para depois matar o assassino vingando, assim, a morte do filho. O detalhe é que ele deixou o filho ser morto porque o homem tinha cometido um erro (passível de duelo e morte). Então ele fez o “certo”, mesmo que isso custasse a vida de seu corajoso filho. È tipo aquela coisa de que, mesmo que doa a Deus as ações humanas, Ele tem que nos deixar colher os frutos (doces e amargos) de nossas ações.

O trecho do livro que merece destaque: todo o livro merece destaque.

A nota que eu dou para o livro: 5 (aka 10)