27 de nov. de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente (Agatha Christie)


Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Autora: Agatha Christie
Editora HarperCollins Brasil, 200p.

Hercule Poirot é um famoso detetive aposentado. Ao receber um telegrama requisitando seu retorno a Londres imediatamente, ele embarca às pressas no Expresso do Oriente, trem que para aquela época do ano está incomumente lotado. No meio do caminho, o expresso é impedido de prosseguir graças a forte nevasca. Poirot havia sido abordado por um dos passageiros pedindo proteção pois dizia estar correndo risco de morte, e quando dito homem aparece assassinado, todos no trem se tornam suspeitos. Assim, Poirot é levado a usar suas técnicas para descobrir quem é o assassino antes que ele escape, ou pior, venha a cometer o mesmo ato novamente.

Agatha Christie sempre foi aquele tipo de autora sobre quem eu via as várias recomendações excelentes sobre os livros, mas nunca me interessei em ler nada dela. Graças ao filme que estreia agora no fim do mês, resolvi começar a ler para poder fazer as devidas comparações depois. Para minha surpresa, gostei. Foi como quando me iniciei nas aventuras de Sherlock, depois de tantas recomendações, comecei a ler esperando uma coisa e encontrei outra, o que foi ótimo. A trama conspiratória é muito bem construída, com as identidades falsas escondendo as reais motivações para o crime. Quando você pensa que já entendeu tudo e encontrou o assassino, aparece um novo fator que faz você se perguntar até a história vai. Adorei o livro, Agatha Christie acaba de ganhar uma nova fã e espero que seja bem adaptado. Completamente recomendado.

24 de nov. de 2017

A garota dragão (Licia Troisi) – 52 Weeks Project 2017


Título: A garota dragão: a árvore de Idhunn
Autora: Licia Troisi
Mês: Novembro
Editora Rocco, 240p.

Sofia está longe de casa, o professor viajou e a deixou para passar um tempo no circo em Benevento com Lidja. Em uma das noites de trabalho no circo, ela se atrapalha na bilheteria com o aparecimento de um rapaz muito bonito. Apesar de que ele causa uma boa impressão nela, o inverso não é recíproco e mais uma vez a menina sente vir a tona algumas de suas inseguranças. Em um de seus passeios noturnos, dias depois, ela acaba encontrando o mesmo rapaz entrando em uma igreja sorrateiramente, e Sofia resolve segui-lo. Mas esse encontro inesperado acaba muito mal, pois o rapaz, Fábio, é um draconiano (ele também abriga o espírito de um certo dragão, um que foi muito importante nos acontecimentos passados). Acontece uma batalha, Sofia consegue fugir, o professor reaparece e agora ela e Lidja precisam descobrir mais tanto sobre Fábio quando sobre os sonhos de Sofia relacionados a preciosa árvore de Idhunn.

Mais uma coleção que comecei a ler na base do “eu gostei da capa, vou comprar porque deve ser interessante”. A história é de fato interessante, prende a atenção, e para quem gosta de dragões, vale a pena, pois apesar de presença deles não ser tão ativa, eles são o pano de fundo da história. Gostei mais de Sofia nesse livro, e também adorei saber mais sobre Fábio. A forma como a autora utiliza a mitologia escandinava, com os dragões e a árvore da vida, é muito boa, a leitura não é arrastada e as cenas de batalha são só mais um chamariz. Recomendado.

20 de nov. de 2017

13 reasons why (2017)

Adaptada por Brian Yorkey para a Netflix e tendo como produtora executiva Selena Gomez, a série narra a história de Clay Jensen, que recebe de Hannah Baker, uma colega que havia se matado, um pacote com fitas cassetes onde ela fala dos treze motivos que fizeram com que ela cometesse suicídio. Clay precisa ouvir todas as fitas para descobrir porque ele é um desses motivos.


A premissa da história é, de cara, impactante. Quem não ia querer saber porque seria uma razão para alguém se suicidar? Mesmo que a resposta possa não ser o que se está esperando, mesmo que o que você vá escutar acabe te surpreendendo, você vai ouvir as fitas. E é exatamente isso que fazem cada um dos estudantes que Hannah listou, até chegar em Clay (a ordem em que ele aparece na série é diferente do livro). A primeira coisa a dizer sobre essa série é que Dylan Minnette e Katherine Langford estão simplesmente incríveis como Clay e Hannah.

Eu comecei com uma expectativa danada. No segundo episódio já estava com raiva, no meio da história estava com ódio de tudo e de todos e no final já estava com pena de todo mundo. Assim como durante a leitura, eu também não consegui ver a série de uma vez, fiquei mais desesperada porque, diferente do livro, onde não se foca nos bastidores das vidas dos estudantes, a série explora muito essa parte. Então, você vê que cada um dos estudantes age daquele jeito porque também está passando por problemas, às vezes sérios (como Justin), outros nem tanto (como Zack, e eu citei ele porque pode parecer que ele tinha uma mãe controladora – não transformaram a mãe dele em uma megera, não, mas mostraram, de certa forma, uma mãe que quer que o filho seja como ela quer, não como ele quer).


Tem personagem que simplesmente dá nojo, como Bryce Walker (sobre ele, eu fiquei com uma leve impressão de que era o típico caso de “pais negligentes e ricos que deixam o filho se cuidar sozinho e ele vira um babaca completo”, mas isso não foi tão explorado como a família de Justin). O final foi interessante e bem diferente do livro, com as cenas dos depoimentos e os alunos tomando consciência da situação.
Tendo lido o livro e visto a série, não consigo entender como alguém poderia afirmar que a série romantiza suicídio. A única diferença entre o livro e a adaptação é que os produtores criaram panos de fundos para antes (a vida dos alunos) e depois (a questão do processo) do suicídio de Hannah, o que se fez dar uma profundidade maior a história como um todo, afinal as pessoas têm seus tons de cinza, ninguém é totalmente mau nem totalmente bom, e mostrar a vida dos estudantes dentro de casa e dos seus grupos escolares foi uma boa forma de aumentar a história e mostrar o que acontecia dentro da mente de cada uma das pessoas que prejudicaram Hannah.
Minha única “pulga na orelha” diz respeito ao que aconteceu com Alex, ou mais precisamente, quem atirou nele: se foi uma tentativa de suicídio, já que Alex foi um dos primeiros listados nas fitas a tomar consciência de seu erro com Hannah, ou se Tyler, o fotógrafo da escola que sofria bullying de todos os lados, foi o responsável pelo disparo. Não quero inventar teorias nem entrar muito na discussão sobre Tyler e seu hobbie como stalker, mesmo porque já andei lendo algumas na internet, mas espero que isso seja abordado na próxima temporada da série (que aliás, não será baseado em livro nenhum, já que Jay Asher não escreveu nenhuma continuação).
Apesar da premissa, eu recomendo essa série para qualquer pessoa. Ao menos como alerta, para que possamos evitar que mais Hannah Bakers por aí levem adiante algo assim.

17 de nov. de 2017

O destino da número Dez (Pittacus Lore) – 52 Weeks Project 2017


Título: O destino da número Dez
Autor: Pittacus Lore
Mês: Novembro
Editora Intrínseca, 320p.

Jon e Sam ainda estão em Nova York tentando lidar com a invasão mogadoriana. Enquanto procuram por Nove e Cinco, eles acabam se juntando ao governo americano, que ainda não tem certeza de que lado deve ficar. Em outra parte do país, Seis, Marina e Adam localizaram um local que chamam de santuário lórico, e lá acabam tendo contato com uma espécie de entidade, que vai explicar muito a eles sobre a origem da queda de Lórien, além de fazer com que todas as novas pessoas que receberam poderes se conheçam e comecem a lutar. Através de Ella, que ainda está em poder de Sétrakus Rá, eles descobrem que o líder pretende invadir o lugar, então planejam meios de defesa. Acabam recebendo uma ajuda inesperada, mas as coisas acabam dando errado e mais uma vez o grupo de amigos tem que lidar com mortes inesperadas e impactantes.

Eu caí na besteira de ler o final deste livro quando terminei o anterior, e mesmo sabendo o que iria acontecer, ainda fiquei na esperança (como sempre sendo Alice). A ação é constante, principalmente agora que já está se chegando ao fim da história, mas mesmo assim cada momento é uma surpresa. Como todos os livros dessa série até agora, a leitura é viciante e torturante, porque toda hora fica se imaginando quem vai ser o próximo deles a morrer. Gostei muito de saber sobre a história de Sétrakus Rá e o que aconteceu para que ele virasse um traidor, assim como adorei o fato de pessoas normais estarem desenvolvendo legados. Muitíssimo ansiosa para ver quem vai sobreviver a essa guerra. Como sempre, muito recomendado.

15 de nov. de 2017

Os 13 porquês (Jay Asher) – DL L&T 2017


Título: Os 13 porquês
Autor: Jay Asher
Mês: Novembro
Tema: Sick-lit
Editora Ática, 256p.

Clay Jensen volta da escola e encontra na porta de sua casa um pacote com seu nome, cujo remetente é Hannah Baker, uma colega de escola que havia se suicidado há duas semanas atrás. Ao abrir o pacote, Clay encontra várias fitas cassetes e descobre, ao ouvi-las, que Hannah listou os treze motivos que a levaram a cometer suicídio, e que ele é um desses motivos. Cada lado da fita se refere a um motivo, assim Clay terá que ouvir tudo para descobrir o porquê de estar envolvido.

Eu guardei a leitura desse livro por um bom tempo. Mesmo desde antes da série, que aliás só me fez ficar mais curiosa. Surgiu a chance de ler agora e como Clay ouvindo as fitas, eu tive que ler aos poucos, não consegui ler de uma vez porque a cada capitulo, a cada uma das razões que levaram Hannah a se matar, eu ficava completamente agoniada e perdida, e queria entrar na história para ajudá-la. A narrativa é bem envolvente e estruturada, cada uma das mensagens de Hannah contém uma mensagem, quase sempre de aviso. O terror de Clay em descobrir o motivo de estar nas fitas acaba se transformando no terror do leitor, porque desde o início vemos que ele tinha se apaixonado por ela, só que nunca teve coragem de contar. Claro que chorei quando ele está ouvindo a fita dele, porque deu para ver que eles chegaram bem perto de começar algo bom e que talvez levasse Hannah a não se matar. Um livro muito cativante que vale a pena ser lido e relido.