25 de ago. de 2017

Mil mágicas (Diana Wynne Jones) – 52 Weeks Project 2017


Título: Mil mágicas
Autora: Diana Wynne Jones
Mês: Agosto
Editora Geração Editorial, 168p.

Um feiticeiro ao volante conta a história do Feiticeiro Feliz, um azarado de nascença que perdeu seus poderes quando Crestomanci os tomou dele. A situação complicou porque os poderes também eram seu ganha pão. Quando um policial o flagra tentando arrombar a porta de um carro, ele foge ee vai pedir ajuda de uma bruxa sua amiga, que oferece uma nova vida em outro mundo onde ele poderia ter seus poderes de volta. Só que as coisas não acontecem exatamente como ele queria...
Em O ladrão de Almas, Eric Gato Chant não está muito feliz com a chegada de Antonio Montana, um menino italiano que despertou o interesse de todos na casa. Apesar de chamar a atenção de todos, Tonino não parece muito mais feliz do que quando chegou, e quando Janet, Roger e Júlia ficam doentes, Eric é quem sobra para fazer companhia para Tonino.
O centésimo sonho de Carol Oneir conta a a história de Carol, uma menina que vende sonhos, ela tem a capacidade de sonhar o que quiser. Só que uma noite isso não acontece. Sem que alguém consiga explicar o por quê disso, seus pais agora só esperam que Crestomanci possa ajudá-la.
Em O filósofo de Theare, alguns deuses acabam por se destruirem na tentativa de se protegerem de uma profecia. Eles sabem que profecias se cumprem e tentam acabar com ela, mas tudo dá errado, e o mundo continua a se dividir em dois.

Um livro pequeno que eu nem demorei para ler. Comecei meio devagar, mas a partir do segundo conto, já estava mais entusiasmada. Gostei por que o livro não trouxe personagens já conhecidos, somente, mas alguns novos. Recomendo.

21 de ago. de 2017

O pequeno lorde (Frances Hodgson Burnett) – DL L&T 2017


Título: O pequeno lorde
Autora: Frances Hodgson Burnett
Mês: Agosto
Tema: Clássico
Editora 34, 203p.

Cedric vive com sua mãe em uma modesta casa nos Estados Unidos. Uma criança alegre e de bom coração, que contagia todos a sua volta com seu carisma e carinho. Um dia, ele descobre que deve ir morar na Inglaterra, pois é o último herdeiro de seu avô, um nobre cujos filhos (incluindo o pai de Cedric) estão mortos. O menino, agora Lorde Fauntleroy, estranha a situação, principalmente porque o seu melhor amigo, um vendedor de frutas, não tem muito amor por nobres e seus costumes estranhos. Mas Cedric logo fica alegre, pois descobre que pode ajudar muitas pessoas ao seu redor. E é exatamente o que ele faz antes de viajar. Já na Inglaterra, seu primeiro contato com o seu avô faz o velho ranzinza e egoísta gostar do que vê no neto, e a convivência entre eles transforma o homem a tal ponto que ele começa a realmente se importar com as pessoas abaixo de seu nível social. Cedric continua encantado a todos em sua volta e a vida está em paz, até que uma mulher aparece afirmando que seu filho é quem deve herdar a herança de Cedric devido à questão da primogenitura. Mas nada esmorece o coração do pequeno menino e as coisas se resolvem do jeito que devem.

Eu não sei porque estava com tanto pé atrás com esse livro. A autora é a mesma de O jardim secreto e A princesinha (do primeiro, eu já li o livro e vi o filme, do segundo, só vi o filme), então sei que tipo de histórias a autora escreve. Comecei sem grandes pretensões, o que foi bom, porque a autora de novo me surpreendeu. Sem dramas e sem rodeios, Frances Hodgson Burnett nos apresenta um pequeno personagem muito carismático e encantador. As mudanças que os outros personagens sofrem na história por causa do protagonista é uma coisa tão bonita de se ver, além de que o cenário, que mostra as paisagens rurais da Inglaterra, me fez lembrar muito de Downton Abbey, uma série que eu amo de paixão. Eu também sempre acho divertido, seja em filmes ou livros, a forma como os autores colocam um romance entre uma americana e um inglês. Sempre, sempre a coisa nunca é vista com bons olhos, a família do homem (porque ele tem que ser um nobre) sempre renega a esposa. Não sei se isso só passou a ser mal visto depois que o herdeiro ao trono inglês, Edward VIII, abdicou porque preferiu viver com a mulher por quem se apaixonou, Wallis Simpson. De qualquer forma, essa é uma temática que eu gosto de ver sendo explorada, e no livro é interessante como a autora coloca que o fruto de um casamento inglês-americano acaba sendo a salvação de uma família nobre, além das próprias lições de vida que podemos tirar do início ao fim. Amei de paixão essa história, já virou uma das favoritas ❤

18 de ago. de 2017

Peixe grande (Daniel Wallace) – 52 Weeks Project 2017


Título: Peixe grande: uma fábula do amor entre pai e filho
Autor: Daniel Wallace
Mês: Agosto
Editora Rocco, 183p.

Sinopse: No dia em que Edward Bloom nasceu, uma nuvem carregada de raios, que queimavam a copa das árvores e ameaçavam fazer o mesmo com a cabeleira dos homens mais altos, trouxe a chuva que pôs fim à mais severa seca da história do estado do Alabama. Em seu aniversário de nove anos, ele se deparou com um homem congelado dentro de um imenso bloco de gelo, no caminho para o primeiro dia de escola. Mais tarde, já adolescente, derrotou com uma boa conversa um eremita gigante que morava numa caverna nas montanhas e devorava tudo o que via pela frente. É nesse clima de fantasia que Daniel Wallace dá forma a Peixe grande? Uma fábula do amor entre pai e filho, romance que ganhou às telas de cinema na adaptação de Tim Burton, com Albert Finney e Ewan McGregor dividindo o papel principal.
Peixe grande conta a história de Edward Bloom, um garoto do sul profundo americano que nasceu para ser peixe grande. O livro é montado sobre episódios cronologicamente ordenados que narram a vida de Bloom. Seu nascimento, suas aventuras de infância, a passagem para a vida adulta, a descoberta do amor, o nascimento do filho etc... E é justamente o filho, que tantas e tantas vezes ouviu o pai contar as aventuras de sua vida, o narrador do livro.
Costurando os episódios fantásticos que cobrem a vida de Edward Bloom, está a triste realidade de sua morte, que, sabiamente, foge da ordem cronológica para entremear toda a narrativa. É nessas horas que o filho/narrador assume também a função de diretor de cinema para, como numa filmagem, tentar alternativas diferentes de narrar o que será o último encontro entre pai e filho. Como quase sempre ocorre num set de filmagem, dificilmente a primeira tomada satisfaz.
Em Peixe grande, a morte de Edward Bloom é narrada em cinco diferentes takes. Embora a mecânica da cena varie em detalhes, nas quatro primeiras, o rio de lágrimas que costuma marcar esse tipo de desenlace na ficção é substituído por um alívio cômico no instante final. Menos na última. Mas, nem mesmo nesta, em que o realismo parece ser mais marcante, o autor cede à solução fácil. No lugar de um rio de lágrimas, ainda mais caudalosa, está a irresistível correnteza da fantasia.

Eu vi esse livro num sebo e fiquei curiosa, principalmente porque eu já havia visto o filme. No início, eu arrastei muito a leitura, quase desisti, mas depois que peguei o embalo, não larguei mais. O livro é dividido em quatro partes, a morte de Edward Bloom é narrada em cada uma delas e isso me confundiu um pouco. Quando chega no fim do livro, fica-se com um sensação de encantamento, por um filho inconformado com as histórias do pai, que ele acha que são pura invenção, enquanto o pai afirma até o fim que tudo é verdade. O mais tocante é o fato do pai estar em seu leito de morte e isso, mesmo quase sendo uma sombra em uma história que tinha tudo para ser infantil, acaba dando um toque mais suave, pois é através das histórias que o pai conta que o filho vai aprender a conhecê-lo mais antes do derradeiro fim. Um livro muito fofo e emocionante.

16 de ago. de 2017

A promessa do tigre (Colleen Houck) – IDY 2017


Título: A promessa do tigre
Autora: Colleen Houck
Mês: Agosto
Tema: Passa na Índia
Editora Arqueiro, 111p.

Muitos anos antes de Kelsey Hayes aparecer na vida dos príncipes amaldiçoados como tigres, existiu uma outra jovem no caminho dos dois. Yesubai foi filha do temido Lokesh. Insatisfeito por sua mulher ter lhe dado um filha, ao invés do filho, Lokesh matou a esposa e trancou a filha, fazendo com que ela vivesse longe dos olhos alheios. Sempre submissa ao pai, pois desde pequena entendia o perigo que contradizê-lo oferecia, Yesubai cresceu linda, o que não passou desapercebido aos olhos dos que a cercam. Quando Lokesh que sua filha foi oferecida pelo rei em casamento com um nobre de qualquer reino vizinho em busca de fortalecimento diplomático, o feiticeiro logo começa a tramar para que sua filha se infiltre no reino dos príncipes Rajaram, pois é onde se escondem dois amuletos que ele deseja para se tornar invencível. Yesubai, que estava feliz de poder se ver livre do pai, se desespera com a situação, principalmente depois que se apaixona por Kisham, irmão mais novo de Ren, seu prometido.

Faz um tempo que eu ando esvaziando minha estante. Estou mais seletiva e decidi abrir mão das séries que eu sei que não vou mais ler. Fiz isso com os livros do Rick Riordan (porque apesar de tratar de mitologia egípcia, achei a história meio cansativa) e com a série Mago, do Raymond E. Feist. Essa série do Tigre eu ainda estou querendo ler o último da série, e apesar de achar a história chata na maior parte dos quatro primeiros livros (e eu ainda não me conformei com o final de O destino do tigre, ficou muito previsível, então espero que venha coisa forte por aí com o último da série), tenho certeza que, só pela perfeição das capas, eu nunca vou doar ou trocar esses livros. A capa de A promessa do tigre é a mais linda de todas, e a história, mesmo sabendo que não seria um fim bom, eu gostei muito. Adoro livros com contos prequel (histórias cujos acontecimentos vieram antes da história central), e esse não decepcionou em nada. Yesubai sempre foi um personagem misterioso, e o fato de ser pouco mencionada nos livros principais ajudou nessa percepção. Agora só posso desejar que o livro fosse maior, que ela tivesse vivido mais só para poder vê-la mais (sim, vê-la, porque a descrição da personagem fez com que eu tivesse uma imagem muito clara dela, como se a visse num filme). Amei o livro, fiquei apaixonada pela capa, e espero que o último livro me prenda a história exatamente como esse fez.

14 de ago. de 2017

Guerra civil (Stuart Moore) – IDY 2017


Título: Guerra civil
Autor: Stuart Moore
Mês: Agosto
Tema: Autor que você nunca leu
Editora Novo Século, 318p.

Thor está morto. Nick Fury também. No lugar do líder da S.H.I.E.L.D, está Maria Hill, mais determinada que nunca em capturar e prender os superhumanos que não se cadastraram pela nova lei do governo. Tony Stark e Steve Rogers sentem uma espécie de culpa por ambas as coisas, pois eles se questionam se poderiam ter impedido a morte de Fury, já que agora os heróis não tem mais seu “líder” ou “mentor”. A morte de Thor também pesa na consciência de ambos: enquanto Stark acha que os Vingadores poderiam ter ajudado o deus do trovão no Ragnarok, Rogers pensa que se Thor estivesse com eles, de alguma forma a morte de Golias teria sido impedida. De um lado, o Homem de Ferro afirma que os heróis devem ser registrados e regulamentados, do outro, o Capitão América se recusa a tomar uma atitude que, a seu ver, só irá tolher a liberdade dos heróis. As discordâncias entre eles só fazem crescer, enquanto tentam recrutar aliados para suas respectivas causas. Famílias viram alvos dos inimigos, casais se separam por questões ideológicas, amigos viram inimigos, mortes com as quais ninguém sabe lidar muito bem, tudo isso vai fazendo com que os heróis percebam que a verdadeira guerra deve ser travada para proteger vidas humanas, não para destruí-las.

Ok. Sobre esse livro. A primeira coisa a falar dele é que eu arrastei demais a parte 1. Não sei porque, afinal, livros que são como este, onde a ação ocupa início, meio e fim da história, eu geralmente não consigo largar até terminar, de preferência no mesmo dia. Mas, nossa, como eu arrastei a leitura. Cheguei na parte 2 com muita força de vontade e só fui me interessar mesmo na parte seguinte. Sobre a história, é difícil falar além do óbvio (que tem muita ação, muita pancadaria, e morte que eu nem imaginava, já que estava com o filme na cabeça). Não li os quadrinhos, então até isso fica difícil de comparar, e não quero traçar paralelos com o filme também. Acho que o fator principal atraente deste livro (para mim) foi que, além de mostrar e me fazer lembrar de alguns super-heróis que até agora não apareceram nas adaptações, eu pude entender o porque de tanta gente tomando partido na briga entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Finalmente me toquei que, como todo filme, a história é suavizada, tanto no caráter dos personagens quanto na questão da violência. Na época do filme, eu não escolhi lados e não entendia como as pessoas podiam preferir um ao outro, porque na minha visão limitada, ambos tinham bons motivos para agir como agiam. Agora, depois de ler esse livro, fiquei encucada e simplesmente não consigo tomar partido porque acho que estão ambos errados (percebam a visão lesada da pessoa). Minha percepção: Tony Stark é um sacana arrogante (me deu uma raiva imensa dele usando o Homem-Aranha, quando pelo que já foi mostrado no cinema, dá a impressão de que Tony realmente se importa com o menino, e com aquele Clor – WTF!!!) e o Capitão América, longe de ser aquele cara compreensivo dos filmes, é um cara ignorante que não está nem aí para quem vai machucar. Terminei o livro com uma raiva imensa de ambos os personagens. Um tema que eu gostei: a responsabilidade moral dos dois personagens líderes está mais forte e atuante que nos filmes, e isso, depois que você pega o embalo, te mantém pregado na leitura só para ver qual vai ser o fim de tanta desgraça.