27 de jan. de 2016

Shirley (Charlotte Brontë) – DL L&T 2016



Título: Shirley
Autora: Charlotte Brontë
Mês: Janeiro
Tema: Romance de época
Editora Pedrazul, 397p.

O ano é 1881, quando toda a região de Yorkshire se encontra sob o peso da guerra napoleônica. O comércio é difícil e muitos usineiros são obrigados a medidas drásticas para evitar o destino de milhares de famílias que passavam fome e se encontravam completamente miseráveis. Caroline Helstone é uma jovem de temperamento doce, órfã desde cedo que vive com seu tio, o reverendo Mr. Helstone. Ela se torna aluna de uma prima distante, Miss Moore, irmã de Robert Moore, inquilino do maior moinho da aldeia de Briarfield, na região de Yorkshire. O moinho se encontra nas terras da jovem herdeira Miss Shirley Keeldar. Estas duas moças não poderiam ser mais diferentes: Caroline é tímida, enquanto Shirley tem toda a confiança de uma herdeira de grandes terras e fortuna, que logo após chegar no local consegue chamar atenção de vários pretendentes. Exceto de Mr. Moore que, muito preocupado com a situação do seu moinho, nunca reparou que a jovem pupila de sua irmã lhe dedicava um forte sentimento. Até que uma desilusão e a chegada de Shirley, que guarda um segredo, transforma tudo ao seu redor.

Mais uma vez eu me encontro em uma situação difícil para resenhar um livro de Charlotte Brontë. Não sei porque, esse foi o terceiro livro que li da autora e segundo após Jane Eyre. Acho que essa dificuldade tem a ver com o fato de que, erroneamente, fico esperando que todos os livros dela sejam iguais a Jane Eyre. Não que sejam muito diferentes, afinal são romances de época e também podem ser vistas as ironias sociais e (uma das coisas que eu amo nesta autora) o tema da independência feminina. Acho que é porque eu já vou esperando encontrar outro Mr. Rochester, um protagonista masculino que me prendeu a atenção desde o início em Jane Eyre. Não encontrei isso nem em Villette nem em Shirley, e deve ser daí minha (quase) decepção com a história. Apesar disso, valeu a pena ler, não só porque eu gosto muito da autora, mas porque eu amo romances clássicos onde existe uma mulher do tipo de Shirley, cuja independência me atrai demais. E mesmo não gostando de sentimentos platônicos como o de Caroline por Robert, não consegui sentir aversão a personagem (o que geralmente acontece quando me deparo com personagens sonhadoras assim). Recomendo.

25 de jan. de 2016

A caminho do verão (Sarah Dessen) – IDY 2016



Título: A caminho do verão
Autora: Sarah Dessen
Mês: Janeiro
Tema: Verão
Editora iD, 416p.

Auden é o tipo de garota estudiosa que não teve uma infância “normal”. Sempre muito focada nos estudos, ela não viveu as experiências que uma jovem da idade dela vive, durante a infância e a adolescência. Agora, prestes a entrar pra faculdade, ela recebe um convite de passar o verão na casa do pai e da madrasta com sua nova meia irmã na pequena cidade litorânea chamada Colby. Após receber um porta-retrato do irmão aventureiro em pé na frente do Taj Mahal, ela decide fazer algo diferente na vida e decide aceitar o convite do pai. Ao conhecer um garoto misterioso e encantador, Eli, Auden se vê experimentando pela primeira vez uma vida sem preocupações.

Quando vi as opções do mês, esse não foi o primeiro livro da lista. Apesar do tema ser bem fácil e estar presente em outro desafio que participo, tinham várias opções de leitura. Este livro eu tinha selecionado para o outro desafio, mas tive que mudar por dois motivos: primeiro, eu queria um livro pequeno e fácil de ler, considerando que eu estou em mais três desafios, dois deles são duas leituras por mês e de todas as leituras que terei que cumprir pra janeiro, dois livros eu tenho consciência de que serão leituras difíceis pelo fato de que eu não gosto de deixar nenhuma série inacabada; o segundo motivo diz respeito a minha falta de grana (e de pontos no Skoob Plus) que me inviabilizou conseguir Um verão para toda vida, o que eu tinha selecionado para o IDY. De forma geral, eu até gostei. Um chick-lit bem divertido.

22 de jan. de 2016

O teste (Joelle Charbonneau) – RC 2016


Título: O teste: introdução
Autora: Joelle Charbonneau
Mês: Janeiro
Tema: Distopia
Editora Única, 11p.

Zeen, irmão mais velho de Cia, é considerado o aluno mais esperto e todo mundo diz que ele será chamado para fazer o Teste. Só que o dia da formatura chega e vai sem que isso aconteça. Zeen não quer saber de passar o resto da vida trabalhando para o pai, então ele tenta sair de casa na surdina, sem despedidas, até que uma conversa com o pai o faz desistir. A partir desse momento, é Cia quem começa a se preparar para ser chamada para fazer o Teste.

Livro fininho, leitura bem rápida. Esse ebook é somente um guia de introdução ao mundo distópico de Joelle Charbonneau. Nele fica claro o profundo laço que une Cia e seu irmão Zeen, coisa que é rapidamente mostrada no primeiro livro da série (foi o único que li até agora). Para quem gosta da série, esse ebook é obrigatório. Recomendo.

20 de jan. de 2016

Quem é você, Alasca? (John Green) – RC 2016



Título: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green
Mês: Janeiro
Tema: Com “W” e “H” no título original
Editora Martins Fontes, 230p.

Miles Halter é um garoto sozinho e introspectivo, apaixonado por biografias e últimas palavras, que é transferido para o antigo colégio interno de seu pai. Lá, ele conhece Chip Martin, Takumi e Alasca Young, uma garota maluca apaixonada por livros e que se torna bem próxima de Miles. Dona de uma personalidade cativante e com a capacidade de fazer loucuras sem sentido nenhum, Alasca acaba fazendo Miles se apaixonar por ela. A história evolui, os personagens mudam, adquirem novos interesses e seus laços estreitam, à medida que a estranha contagem de dias nos títulos de cada capítulo vão passando. Uma tragédia leva a um desfecho excelente com uma bela mensagem sobre amor e amizade.

Outro livro de John Green... Esse autor é, para mim, como o Nicholas Sparks, de quem eu só leio livros quando tenho desafios literários. Sempre tem alguma categoria na qual algum livro deles se encaixam. No caso do Sparks, parei depois de dois livros e quatro filmes, cansei de histórias que me faziam só chorar. De John Green eu li só A culpa é das estrelas e só vi o filme homônimo também, e perdi a vontade. Mas pra variar, tinha alguma categoria nos desafios desse ano onde eu pudesse encaixar algum livro dele. E como não podia deixar de ser, claro que esse livro também tem uma tragédia no final :\ Apesar disso, mesmo que não vá ler de novo, gostei.

18 de jan. de 2016

Mago As trevas de Sethanon (Raymond E. Feist) – RC 2016



Título: Mago As trevas de Sethanon
Autor: Raymond E. Feist
Mês: Janeiro
Tema: Continuação
Editora Saída de Emergência, 478p.

Todos achavam que não havia mais Falcões Negros. Após um ano de calmaria, o reino está comemorando a apresentação dos dois filhos de Arutha e Anita e o povo está em festa. Até que descobrem que o perigo ainda não passou e que não, os Falcões Negros não sumiram. Arutha parte para luta e um atentado contra sua vida leva a um plano audacioso de perseguição a Murmandamus. Só que ele não consegue mentir para Jimmy, seu escudeiro fiel, e assim partem ambos, Martin, Baru, Laurie, Roald e Locklear para o norte, em direção as terras após as cordilheiras. Enquanto isso, Pug, que havia viajado para o extremo norte do império e aprendeu muito com os eldar, elfos anciões há muito julgados desaparecidos. Junto a Thomas, eles partem em uma viagem perigosa e fora do tempo na tentativa de salvar Midkemia de uma vez por todas.

Finalmente, terminei. Uma série que me interessou somente pela capa e porque as pessoas falavam muito bem e recomendavam. Como eu disse antes, a história não é ruim, só perdeu o encanto por causa de alguns personagens. Agora que li toda a história, acho que o que faltou realmente foi um pequeno glossário para falar um pouco sobre os lugares e personagens, pois eles são, à primeira vista, complexos, somente para facilitar a leitura, porque eu tive a sensação, desde o início, de ser jogada num mundo diferente sem nenhuma introdução, o que me confundiu um pouco. Talvez isso seja somente uma desculpa para o meu desgostar da série, não sei. Não quero ser injusta. Só que a história, mesmo com esse último livro completamente eletrizante, não me prendeu. No entanto, eu recomendo aos fãs de fantasia.