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31 de mar. de 2025

Flowers of fire (Hawon Jung) - DAL 2025


Título: Flowers of fire: The inside story of South Korea’s Feminist movement and what it means for women’s rights worldwide
Autora: Hawon Jung
Mês: Março
Tema: Letra F
Editora BenBella Books, 304p.

And that was how South Korea’s #MeToo movement began.

Sinopse: Na eye-opening firsthand account of the ongoing and trailblazing feminist movement in South Korea—one that the world should be watching.
Since the beginning of the #MeToo movement, tens of thousands of people in South Korea have taken to the street, and many more brave individuals took a stand, to end a decades-long abortion ban and bring down powerful men accused of sexual misconduct—including a popular presidential contender.
South Korean feminists know that the revolution has been a long time coming, between battles against its own patriarchal society as well as challenging stereotypes of docile Asian women in the Western imagination.
Now, author Hawon Jung will show the rest of the world that these women are no delicate flowers—they are trailblazing flames. Flowers of Fire takes the reader into the trenches of this fight for equality, following along as South Korean activists march on the streets, navigate public and private spaces where spycam porn crimes are rampant, and share tips and tricks with each other as they learn how to protect themselves from harassment and how to push authorities to act. Jung, the former Seoul correspondent for the AFP, draws on her on-the-ground reporting and interviews with many women who became activists and leaders, from the elite prosecutor who ignited the country’s #MeToo movement to the young women who led the war against non-consensual photography. Their stories, though long overlooked in the West, mirror realities that women across the world are all too familiar with: threats of defamation lawsuits to silence victims of assault, tech-based sexual abuse, and criminal justice systems where victims’ voices are often met with suspicion and abusers’ downfalls are met with sympathy. These are the issues at the heart of their #MeToo movement, and South Korean women have fought against them vigorously—and with extraordinary success. In Flowers of Fire, Jung illuminates the strength and tenacity of these women, too often sidelined in global conversations about feminism and gender equality.

Seo Ji-Hyun e seu trabalho na promotoria (ela foi a primeira mulher nessa posição) no distrito de Hongseong e de que forma terminou é a história com a qual Hawong Jung escolhe iniciar seu livro. Sua denúncia de assédio e as consequências de escolher denunciar em uma Coréia do Sul ainda majoritariamente machista, onde casos de abuso e assédio sexual são flagrantemente varridos para baixo do tapete e as vítimas não recebem nenhum tipo de justiça, é o primeiro caso que é tratado no livro. O feminismo ainda é um assunto mal visto no país, mesmo depois do boom do movimento #MeToo, então fiquei feliz de ver a sensibilidade da autora ao abordar essas questões. Os relatos são difíceis de ler e a falta de punição concreta é revoltante, mas eu gostei de ver a parceria e o apoio entre as mulheres vítimas. Um livro excelente que vale cada minuto da leitura.

22 de mar. de 2024

O feminismo é para todo mundo (Bella Hooks) - DLL 2024


 

Título: O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras 
Autora: Bell Hooks 
Mês: Março 
Tema: Um livro com protagonismo negro 
Editora Rosa dos Tempos, 176p. 

Com uma linguagem direta, o leitor é incentivado a participar de projetos em prol da popularização do movimento feminista, a partir da construção da justiça social. Para reivindicar direitos iguais para todos, primeiro se precisa entender como funciona o movimento feminista, inclusive a partir da perspectiva de feministas negras. O livro traz respostas para perguntas sobre movimento, incluindo temas como educação, sexualidade, violência, direito reprodutivo e muitas outras questões. 

Eu esperava muita coisa desse livro. Esperava que fosse um livro grosso (pelo preço que vi sendo vendido), que a linguagem fosse muito formal e a leitura fosse difícil. Me enganei em tudo. O livro é fino, a linguagem é acessível e a leitura é de fácil entendimento. É interessante como a autora foca no movimento feminista como um todo, nas conquistas e o que falta para o movimento melhorar, inclusive no que diz respeito a questão da igualdade entre mulheres de todas as raças. Um dos melhores livros do ano, isso eu já posso dizer com certeza.

15 de mar. de 2023

A donzela guerreira (Walnice Nogueira Galvão) – DLL 2023


 

Título: A donzela guerreira
Autora: Walnice Nogueira Galvão 
Mês: Março 
Tema: Autora que nunca leu 
Editora Senac São Paulo, 247p. 

Sinopse: autora rastreia as formas de representação da figura da donzela-guerreira, que se faz presente no imaginário de culturas bastante diferenciadas. Ao abordar os mais variados veículos - da literatura à ópera, do cinema à história em quadrinhos, da mitologia às religiões, do cristianismo ao candomblé, das culturas africanas às tradições indígenas -, a autora caracteriza os atributos que definem os traços marcantes dessa imagem cativante do herói que oscila entre papéis masculino e feminino. 

Eu tenho esse livro faz um tempão e finalmente achei uma oportunidade de encaixa-lo em algum tema. A autora não somente fala da donzela guerreira e seu "surgimento", mas também traz exemplos de textos em cada capítulo, cada um desses capítulos abordando um aspecto dessa personagem (por exemplo, a questão do cabelo comprido). A linguagem é formal, o que pode fazer com que o leitor iniciante no assunto ache a leitura chata, mas eu recomendo ler devagar, para não abandonar a leitura, porque ele vale a pena do início ao fim.

9 de nov. de 2022

Para educar crianças feministas (Chimamanda Ngozi Adichie) – DLL 2022


 

Título: Para educar crianças feministas 
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie 
Mês: Novembro 
Tema: Um livro escrito por autor africano 
Editora Companhia das Letras, 96p. 

Essas são as 15 sugestões de Chimamanda para educar uma criança feminista: não seja definida pela maternidade; divida a criação dos filhos com o pai; não diga que uma menina não pode fazer algo porquê é uma menina; ensine a criança a tomar cuidado com o feminismo condicional; ensine a criança a ler; ensine a questionar a linguagem e decida o que dirá ou não a criança; não fale do casamento como uma realização; ensine a não se preocupar em agradar; dê a criança um senso de identidade; fique atenta às atividades e à aparência dela; ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como “razão” para normas sociais em nossa cultura; converse com ela sobre sexo; apoie o romance que irá existir (porque irá existir); ensine sobre opressão e não faça dos oprimidos santos; e finalmente ensine sobre a diferença e a torne normal.

Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina”. “Porque você é menina” nunca é razão para nada. Jamais. 

Esse foi mais um livro que eu fiquei desejando que fosse maior, bem maior. Apesar da autora conseguir falar tudo a que se propõe me pouco mais de noventa páginas, quando se lê sobre um assunto com o qual você tem afinidade, a vontade é que o livro não acabe mais. A cada tópico, a cada sugestão, eu poderia acrescentar muitos mais exemplos que iriam trazer mais exemplos e mais ramificações do assunto. Não acho que levei mais de uma hora para ler esse livro e adorei.

14 de mar. de 2022

Sejamos todos feministas (Chimamanda Ngozi Adichie) – DLL 2022


 

Título: Sejamos todos feministas 
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie 
Mês: Março 
Tema: Um livro escrito e protagonizado por uma mulher negra 
Editora Companhia das Letras, 87 p. 

Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma: "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!" Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são antiafricanas e que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens". 
Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé. 

Que livro maravilhoso. Que discurso poderoso. Essas são as duas maneiras que encontrei para começar a falar desse livro. Que é muito curto, por sinal. O relato sobre sua vida e suas experiências pessoais, apesar de curto, chega a ser avassalador, porque nós tomamos mais consciência do que significa ser uma mulher negra e feminista. Eu só me pergunto o por quê do livro não ser maior (sim, eu sei que é a transcrição de um discurso, mas a leitura é tão satisfatória que se fica querendo mais). De qualquer forma, vale a pena porque levanta o questionamento pessoal sobre certas relações que estão muito enraizados em nós. Dez estrelas são muito pouco.

19 de fev. de 2020

O livro do feminismo – DLS 2020


Título: O livro do feminismo
Mês: Fevereiro
Tema: Um livro polêmico
Editora Globo, 352p.

Sinopse: Nasce-se mulher ou torna-se uma? Homens podem ser feministas? Ainda precisamos do feminismo no século XXI? Este livro responde questões como essas e outras ao explorar a luta por igualdade ao longo da história. Escrito em linguagem clara e recheado de imagens, infográficos e boxes que vão direto ao ponto e explicam as teorias mais complexas, O livro do feminismo examina as ideias inovadoras e ações pioneiras que serviram de modelo para esse movimento tão fascinante e diverso. Quer você seja uma feminista desde sempre ou esteja buscando informações sobre o movimento, aqui você vai encontrar muito conteúdo para se inspirar e se engajar.

Desde que começaram a lançar em português os livros da série “As grandes idéias de todos os tempos”, eu passei a pesquisar sobre a coleção lá fora. Até entrei em contato com a editora para saber sobre os livros de Sherlock Holmes, Shakespeare, Arte e Star Trek (eu quero muito que lancem um sobre Star Wars) e do Feminismo. Até tinha conseguido em inglês, mas ficou guardado na estante, então quando vi que seria lançado em português, comemorei. O livro traz uma cronologia muito boa que ajuda a entender o movimento feminista desde o início, assim como as suas quatro ondas e suas variações. Questões polêmicas como aborto e controle de natalidade são muito bem abordadas e até me ajudaram a tirar algumas dúvidas que eu tinha (honestamente, foi a parte que mais gostei do livro). Completamente recomendado.