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7 de set. de 2015

Inferno, de Dan Brown – DL do Tigre 2015


Tema: Com mais de 300 páginas
Mês: Setembro
Leitura do mês: Inferno
Autor: Dan Brown
Editora Arqueiro, 496p.

Robert Langdon acorda em um hospital em Florença sem ter a menor idéia de como foi parar lá. Os médicos que o atendem também não conseguem responder as suas perguntas sobre o assunto, a única coisa que podem dizer com certeza é que o professor levou um tiro. Quando o perseguidor volta para terminar o serviço, a jovem e atraente médica que o atende, Sienna Brooks, o ajuda a escapar. No apartamento dela, tentando organizar as idéias e recuperar a memória, ele descobre sobre a vida da médica e sem querer acaba revelando sua localização para quem lhe persegue. Sua única alternativa é fugir, só que ele leva junto um estranho objeto, que contém uma ilustração macabra: uma representação artística do Inferno, peça de poesia criada pelo italiano Dante Alighieri. À medida que Langdon tenta decifrar o objeto, o professor e Sienna mergulham na Itália em que Dante viveu, passando por museus, palácios e obras de arte de valor incalculável, tentando decifrar códigos elaborados pela mente brilhante de um gênio da ciência obcecado tanto com questões sobre o fim do mundo quanto com a obra do grande poeta italiano.

Mais uma vez Dan Brown me fazendo prender a respiração. Cada vez que ouço falar que esse cara vai lançar mais um livro com Robert Langdon como protagonista, eu me desespero para tê-lo logo em mãos. Com esse livro não foi diferente. Eu comprei a edição normal num rompante, achando que talvez não fossem lançar a edição ilustrada, Mesmo ansiosa para ver em que confusão o simbologista havia se metido desta vez, não li o livro e fiquei só no aguardo da edição ilustrada. Achei, comprei e mesmo assim ainda demorei pra ler (estava esperando algum desafio literário ou algo do tipo). Assim que a chance surgiu, li. Apesar de que, desde a leitura de O símbolo perdido, eu já consiga identificar o padrão que Brown usa para escrever seus livros sobre Langdon (o cara forte armado que parece o vilão mas não é, a ajuda repentina que parece amiga mas não é, o “chefão” que parece o inimigo na verdade é o salvador, o assassino de aluguel sempre morre cumprindo seu dever, etc), achei que seria a mesma coisa com Inferno. E foi. Mais ou menos... A surpresa mesmo ficou por conta do final mesmo, pois a bela mulher que acompanhava Langdon (o professor universitário está sempre tentando salvar o mundo com uma mulher atraente do lado) era uma coisa por mais da metade da história, se torna o oposto e depois muda de novo. O principal atrativo deste livro foram as alusões a Divina Comédia de Dante. Sempre me interessei por poemas épicos, mesmo nunca tendo lido uma edição que prestasse desse poema. Como sempre, o autor faz Langdon e o leitor passearem por lugares incríveis do mundo e sua história, tudo através da mais pura simbologia. Adorei e agora estou mais do que ansiosa para ver o filme.

18 de mai. de 2015

Ponto de impacto (Dan Brown) – RC 2015


Título: Ponto de impacto
Autora: Dan Brown
Mês: Maio
Tema: Recebeu resenhas ruins
Editora Sextante, 448p.

Ás vésperas da eleição presidencial nos EUA, um novo satélite da NASA faz uma incrível descoberta que pode mudar o cenário político, pois o objeto encontrado, um meteorito enterrado na geleira Milne no Ártico contendo fósseis (que provam a existência de vida extraterrestre) pode trazer sérias implicações para a iminente eleição, pois a NASA se torna uma questão importante na disputa pela presidência americana. O candidato oponente Sedgewick Sexton vem atacando o candidato à reeleição Zachary Herney com relação à ineficiência e aos gastos da agência espacial. Assim, para evitar especulações, a Casa Branca envia especialistas junto a analista de inteligência Rachel Sexton (filha de Sexton) e o oceanógrafo Michael Tolland para a geleira. No entanto, os pesquisadores se deparam com os indícios de uma fraude científica, e antes que Rachel tenha chance de falar com o presidente, a equipe começa a ser caçada por assassinos profissionais controlados por um inimigo à distância. Assim, Rachel e Michael tentam fugir enquanto buscam a identidade de quem está por trás dessa louca armação.

Desde Anjos e Demônios (que eu li depois de O Código da Vinci), já deu pra perceber que Dan Brown segue sempre a mesma estrutura de trama. Os personagens, locais, tema de cada um dos seus livros variam (apesar de ele sempre misturar ciência, história e política em suas histórias), mas a forma como Brown constrói a trama é a mesma, o que permitiu que, ao ler O símbolo perdido e Ponto de impacto, eu já conseguia fazer uma idéia de quem era o tal assassino. Não que essa “descoberta antecipada” tenha diminuído o valor do livro, mas não é nem de longe meu livro favorito do autor. As informações sobre a NASA, a comunidade de inteligência e a visão que ele mostra da política americana (sem mencionar a discussão sobre a possibilidade de vida extraterrestre) fazem desta uma história de tirar o fôlego, mas entendo o porque de ter recebido resenhas ruins. Não é um livro que eu tenha intenção de reler, mas valeu a pena.

22 de mar. de 2014

O símbolo perdido (Dan Brown) – DL 2014



Título: O símbolo perdido
Autor: Dan Brown
Mês: Março
Tema: Policial / mistério
Editora Sextante, 512p.

Robert Langdon foi chamado a Washington pelo seu antigo mestre e amigo Peter Solomon para dar uma palestra no Smithsonian. O problema começa quando ele chega no local e percebe que tem alguma coisa errada. Na há evento algum, e uma ligação de um homem misterioso leva Langdon na busca por um antigo portal. Ou ele encontra esse portal ou Peter Solomon irá morrer. A coisa piora quando a chefe do Escritório de Segurança da CIA começa a interrogar Langdon. Ao mesmo tempo, não tão longe, Katherine Solomon começa a se preocupar com o atraso do irmão para sua reunião familiar. Um homem alegando ser o médico do irmão marca um encontro com ela para falarem de, entre outras coisas, sua pesquisa cientítifica. O que ela não sabe é que esse homem é um dos muitos disfarces de Mal’akh, que não quer de jeito nenhum que o trabalho dela saia a público. Logo Langdon e Katherine se encontram e partem numa busca desenfreada pelo portal que Mal’akh quer descobrir, numa tentativa louca de salvar o irmão dela.

Gostei bastante desse livro. Como todo livro de Dan Brown, me deixou louca para chegar logo no final para resolver tudo. Acho que estou aprendendo, já consigo captar algumas coisas que antes me deixavam surpresas, como: qual a identidade do louco/ assassino/ psicopata. Acho que de tanto ler os livros dele, consegui agora ver a mesma fórmula: o policial durão que parece, mas não é o “cara mau”; a lua entre fé e ciência, razão e emoção, onde prevalecem as duas em igual medida; a pessoa que colabora com toda a investigação, mas que esconde um segredo... um motivo a mais para eu ter gostado desse livro (e no início uma das razões que me fizeram adiar a leitura) foram as referências a maçonaria. Gostei bastante, porque o pouco que eu sei sobre o assunto foi bem escrito, sem distorções. Recomendo esse livro.

25 de mar. de 2012

Anjos e demônios de Dan Brown – DL 2012


Tema: Serial killer
Mês: Março de 2012
Leitura do mês: Anjos e demônios
Autor: Dan Brown
Editora Sextante, 447 p.

O famoso simbologista de Harvard, professor Robert Lagdon, acorda no meio da noite com um telefonema misterioso: o físico Maximilian Kohler o procura em busca de respostas para um crime. Dentro do prédio do CERN um respeitado cientista foi morto e teve o corpo marcado com um símbolo que Langdon conhece muito bem: um ambigrama com a palavra Illuminati. Ao mesmo tempo em que o professor e o físico marcam de se encontrar, em outro lugar, um homem misterioso entrega a seu mestre a encomenda pedida.
Robert Langdon chega a Suíça e vai direto ao CERN, um centro onde se reúnem os maiores cientistas do mundo. Kohler, o diretor, o recebe e o leva ao apartamento do cientista morto, Leonardo Vetra, para que Langdon pudesse, com seus conhecimentos sobre simbologia religiosa, esclarecer questões sobre a marca horrorosa no cadáver. Ao mesmo tempo em que Robert explica, em outro país, um guarda encontra um estranho objeto.
No CERN, chega Vittoria Vetra. Kohler havia avisado-a sobre a morte de seu pai adotivo. Ela exige saber porque as autoridades ainda não foram chamadas, mas o cientista tem outros planos. Ele exige saber qual era o projeto ultra-secreto em que ela e Leonardo trabalhavam. Vittoria explica que eles conseguiram cria r a antimatéria ou a explicação e prova científica de que o Gênese bíblico realmente aconteceu. O problema é que eles haviam criado uma quantidade que poderia parecer insignificante, mas que, em mãos erradas, tem o potencial de destruir uma cidade inteira (“Uma luz cegante. O rugido de um trovão. Incineração espontânea. Apenas o clarão... e uma cratera vazia. Uma imensa cratera vazia.”). Kohler fica possesso com essa descoberta, enquanto Vittoria começa a desconfiar do diretor. Até ver o olho de seu pai rolando no chão e o local que abrigava a antimatéria vazio. Enquanto isso, aquele homem misterioso, identificado como Hassassin, começa a agir.
Vittoria Vetra está atordoada, pois acaba de ver o cadáver do pai, ao mesmo tempo em que Kohler começa a passar mal. Uma ligação, que Langdon percebe ser do Vaticano, faz com que os três percebam onde o ladrão escondeu a antimatéria. Assim, o professor e Vittoria embracam para o Vaticano, onde está sendo realizado o conclave e onde eles também se vêem envolvidos no desaparecimento de quatro cardeias. O problema é que estes não são quaisquer cardeais, são os quatro preferiti, os quatro cardeais preferidos à sucessão do trono papal. A partir daí, os dois embarcam numa louca caçada por Roma e pelo Vaticano, explorando obras de artes, igrejas, ruas e monumentos para descobrir onde está a antimatéria e tentar salvar a vida dos cardeais.


Esse livro é ótimo. Eu vi o filme antes, estava muito curiosa pra saber quais haviam sido as mudanças feitas. E muita coisa realmente foi mudada. Mas o cerne da história permanece. Como nos livros que tem Robert Langdon como personagem principal, as explicações históricas são abundantes e excelentes. Não dá par a não botar a imaginação para trabalhar com as descrições simbólicas feitas por ele (o que mais uma vez me lembra porque eu escolhi cursar História. Adoro História da Arte). O livro também ajuda bastante. Eu quis ler, como no caso de Anjos e Demônios, a edição ilustrada justamente por isso. Dan Brown descreve tantas obras de arte que eu ficaria louquinha se tentasse imaginá-las. Essa edição trás mais de 150 imagens de mapas, símbolos, pinturas, esculturas e locais históricos que são de tirar o fôlego. Uma leitura marcante que não decepciona. Como no caso dos livros de Dan Brown, quando o leitor pensa que está chegando no fim do mistério (e depois de muito cansar seu tico-e-teco), o autor surpreende de novo.