24 de jul. de 2020

Lendo o Brasil: MATO GROSSO – Memórias inventadas – A infância (Manoel de Barros)

Sinopse: Em Memórias Inventadas - A Infância, Manoel de Barros opta, pela primeira vez, quase que totalmente pela prosa para falar de sua infância ou, melhor dizendo, reinventá-la. Seus pequenos contos nos transportam para o tempo em que as crianças construíam seus próprios brinquedos; apresentam-nos personagens que o ajudaram a ver o mundo de uma forma diferente; revelam-nos como o poeta foi sendo forjado nas histórias que viveu com seus pais, avós e amigos e na sua singular relação com a palavra.
O livro traz um outro ingrediente que o torna ainda mais especial: a prosa de Manoel de Barros tem como companhia as iluminuras de Martha Barros, pintora e filha do poeta.
Texto e imagem se completam, compondo um cenário único e surpreendente.


Não achei que este desafio acabaria fazendo jus ao nome: desafio. Acho que isso acontece porque, incrivelmente (ou não), obras brasileiras estão sendo mais difíceis de encontrar. Se não forem autores nacionais mais “atuais” (os quais geralmente são da região sudeste do país e que acabam sendo mais divulgados – mas nem isso é regra), fica muito complicado encontrar algum de estado que eu não tenha lido ainda. Para o Mato Grosso, foi a mesma coisa. Encontrei o livro através de uma indicação e não fiquei surpresa por ser um livro de contos, até gostei, facilitou a leitura (para um autor que eu não conhecia, uma leitura leve é sempre uma boa pedida). As iluminuras feitas pela filhado autor são uma graça e um chamariz para o livro. Conclusão: surpresa, curti a leitura e indico.

Editora Planeta do Brasil.
160 páginas.

22 de jul. de 2020

198 livros: GUINÉ-BISSAU - A última tragédia (Abdulai Silla)

Ndani é uma jovem que foge de sua casa para Bissau para trabalhar como criada na casa de brancos. Ela procura pro alguém que aceite seus serviços, mas leva muitas respostas negativas, até que começa a trabalhar na casa de Maria Deolinda e seu marido. Mas sua patroa é católica fervorosa, não aceita seu nome e começa a chama-la de Maria Daniela. Além de sempre ter ficado encantada com as histórias de uma de suas madrastas sobre trabalhar em casa de brancos, Ndani também foi para a capital para fugir uma maldição imposta por um líder religioso de onde morava. Ao longo da história, Ndani comprova o que sua madrasta falava sobre o quanto os brancos eram diferentes dos negros.


O livro é bacana, mas fiquei confusa em alguns momentos porque o autor usou muitas palavras da cultura guineense, mas isso não foi tanto um problema porque ele incluiu um glossário. A história prende atenção porque a linguagem é acessível, e o autor não deixa pontas soltas, ele amarra todos os acontecimentos da história que está sendo contada. Livro muito indicado.

Editora Pallas.
188 páginas.

20 de jul. de 2020

Clássicos do cinema (Maurício de Sousa) – DLLC 2020


Título: Clássicos do cinema: Cascão Porker
Mês: Julho
Tema: Um livro com criaturas mágicas
Editora Panini, 138p.

Cascão Porker é aquele-que-quase-tomou-banho. Com os pais desaparecidos, ele é mandado para a casa dos tios ainda bebê e é criado por eles. Quando um gigante aparece em sua casa convidando o menino a entrar na escola de magia e feitiçaria de Hógratis, onde ele conhece Cebolony Uéslei e Hermônica Granja e com quem vai viver várias aventuras para derrotar o bruxo maligno e sujo que lhe deu a marca da gota e cujo nome-não-pode-ser-nem-cochichado.

Essa HQ é simplesmente hilária. HILÁRIA! Pelos nomes já se tira: Hagridão, Dunimbusdore, Xavecus Malboy, Ex-Neipe, Magaligonagal... Além dos nomes das casas, que são uma piada à parte. As mudanças da história original são muito criativas, você consegue ver que é mesmo personagem, o mesmo acontecimento mas com uma roupagem que foi feita para te divertir ao mesmo tempo em que se tenta lembrar da história original. As adaptações dos nomes foram o que mais me surpreendeu, porque eu achei que o Cebolinha seria o escolhido como personagem principal, mas gostei de ser o Cascão e por uma vez, o Cebolinha virou sidekick do Cascão :P Além de trazer várias referências a outros sinônimos da cultura pop e nerd (como as aparições de várias rainhas, da realidade e da ficção). E a Mônica, que não perdeu a mania de bater com o coelho, mas dessa vez na base da magia kkkkkkk HQ muito divertida e recomendada.

17 de jul. de 2020

Marcas da guerra (Chuck Wendig) – DLS 2020


Título: Marcas da guerra
Autor: Chuck Wendig
Mês: Julho
Tema: Um livro que contenha violência ou abuso
Editora Aleph, 408p.

Meses depois da destruição da segunda Estrela da Morte e do fim do império, o piloto Wedge Antilles está viajando pelos planetas da orla exterior para tentar descobrir de onde saem os suprimentos que estão sustentando os imperiais remanescentes. A ponto de desistir, ele se depara com uma reunião de um grupo de imperiais no planeta Akiva, sob a “direção” de Rae Sloane, que quer organizar a situação do império, mas a almirante descobre que isso vai ser difícil, pois os oficiais agora só visam os próprios objetivos. Ao tentar descobrir mais, Antilles acaba sendo sequestrado. Enquanto isso, Norra, uma piloto rebelde, quer voltar para casa em Akiva para pegar o filho e sumir do planeta, mas Temmin não quer muito saber da mãe que o abandonou para lutar na guerra. Ao descobrir da prisão de Antilles, Norra tenta resgatá-lo enquanto busca ganhar a confiança do filho, e acaba se unindo ao ex-agente de lealdade imperial Sinjir Rath Velus e a caçadora de recompensas Jas Emari.

Este é o primeiro livro do cânone oficial e da trilogia Afternath que mostra o que aconteceu entre os episódios VI e VII da saga de Star Wars. No início, fiquei confusa, mas no decorrer da leitura, percebe-se que essa é a intenção, já que a história retrata o momento de transição do império para a nova república. Além disso, eu esperava ver algum dos personagens principais dos filmes (dito Leia, Luke e Han), mas eles são somente mencionados e por isso tive dificuldade de me ambientar. Mas depois que a história foi fluindo, consegui aproveitar a leitura. Esse livro é bem diferente dos outros já lançados porque foca no outro lado da guerra: nas pessoas reais, não nos heróis, mostrando de que forma as pessoas sofreram durante a guerra e o que ainda estão passando nesse momento de transição. Esse tipo de história sempre é uma boa pedida para se perceber que só porque o inimigo foi derrotado, a vida da população não vai voltar ás mil maravilhas como num passe de mágica. Aquele tipo de livro que você não se contenta em dar somente cinco estrelas, muito mais que indicado.

15 de jul. de 2020

As três irmãs (Anton Tchekhov) – DLL 2020


Título: As três irmãs
Autor: Anton Tchekhov
Mês: Julho
Tema: Um livro de autor russo
Editora Global, 83p.

Olga, Irina e Macha são três irmãs que vivem com o irmão Andrei. Elas são três mulheres muito diferentes: Olga é solteira que vê seus 30 anos chegarem sem oportunidade de se casar, Macha vive frustrada com seu casamento com um ex-professor, e Irina é a mais nova e esperançosa das três. Para elas, Moscou é a salvação, pois é a cidade onde passaram sua infância. Enquanto elas tentam resolver seus problemas, Verchinin e seu destacamento chegam na província em que as irmãs vivem e se apaixona por Macha.

Um livro pequeno mas delicioso de ler. Não tenho muito conhecimento sobre autores russos, os que li foram por curiosidade mesmo e para desafios literários, então não tenho muito o que falar sobre estilos, mas esse eu gostei. Na verdade, o livro é uma peça, então isso acabou facilitando a leitura porque a história é simples. Existem questionamentos sobre vários assuntos, mas nada que fique chato de ler por ser filosófico demais. Recomendo