19 de abr. de 2014

Farenheit 451 (Ray Bradsbury) – DL 2014


Título: Farenheit 451
Autor: Ray Bradsbury
Mês: Abril
Tema: Ficção científica
Editora Globo, 256p.

Em um mundo distópico, os bombeiros não são chamados para apagar incêndios, mas para iniciar queimadas. Montag é bombeiro, e sua tarefa é queimar os livros que encontra na casa das pessoas. Porque é crime ler livros. Ele é casado e aparentemente leva uma vida normal. Até o momento em que, em uma de suas queimas rotineiras, uma mulher acaba morrendo porque se recusou a se separar de seus livros. Montag começa a questionar sua vida aparentemente normal, o sistema, e passa a se interessar pelos livros proibidos. Ao ser descoberto, se torna criminoso e fugitivo.

Um livro interessante. Eu sempre tive curiosidade sobre esse livro, que aumentou depois que eu vi o filme homônimo de 1967 para um trabalho de faculdade. O conceito da queima de livros sempre me interessou, devido às razões por trás desse tipo de ação. O livro é bem melhor que o filme, mostra um lado mais humano de Montag que eu não consegui ver no filme. Vale a pena a leitura. Recomendo.

Contos da Seleção (Kiera Cass) – DL do Tigre 2014


Tema: Hype do momento
Mês: Abril
Leitura do mês: Contos da Seleção: o príncipe e o guarda
Autora: Kiera Cass
Editora Seguinte, 257p.

O conto O príncipe narra alguns acontecimentos antes e durante o processo de seleção das candidatas a esposa de Maxon pelo ponto de vista do príncipe. Debaixo da superfície real, o jovem tem inseguranças e incertezas sobre este e outros aspectos de sua vida, dúvidas que só aumentam quando sua única amiga, Daphne, confessa que o ama, mas ele não retorna o sentimento. O dia de conhecer as candidatas chega, e por um acaso ele acaba conhecendo uma delas antes do programado. America Singer, que não queria se tornar princesa, acaba chamando atenção do príncipe devido a seu jeito único de ser. 
O conto O Guarda narra os acontecimentos a partir do momento em que a Seleção se torna a Elite, quando America já é uma das preferidas do príncipe e dá de cara com Aspen, seu ex-namorado. Ele agora é um soldado, e posto para vigiá-la acaba acordando velhos sentimentos em America. Nesse dia, Aspen deve testemunhar o castigo que deverá ser aplicado a dois traidores, um guarda e uma jovem da Elite, que foram pegos juntos. America tenta intervir e é impedida violentamente, o que acaba estremecendo seu relacionamento com Maxon. Apesar da antipatia que sente pelo rival, Aspen acaba percebendo que existe mais coisa no relacionamento entre o príncipe e seu pai controlador que a necessidade de manter as aparências esconde.

Eu já tinha os contos individuais em formato epub, mesmo assim tive comprar esse livro, pois além do conto O príncipe trazer um final extendido, o livro também traz os três primeiros capítulos de A escolha (que eu boiei lendo porque ainda não comecei A elite), uma entrevista com Kiera Cass, árvores genealógicas dos principais personagens (que ajudam a entender a personalidade de cada um), a lista das moças da Seleção, e as playlists de dos dois livros anteriores (que eu já estou baixando, quero ler A elite no clima). Um livro muito recomendado para todos os fãs.

A Seleção (Kiera Cass)




Título: A seleção
Autora: Kiera Cass
Editora Seguinte, 361p.

No pais chamado Illéa, a sociedade e dividia em castas.America Singer, da casta Cinco ("a terceira antes do fundo do poço"), acaba de receber seu envelope para a Seleção, uma competição entre mocas de dezesseis a vinte anos para decidir quem se casara com o príncipe Maxon. Só que America não em interesse nenhum em participar (seu coração ja tem dono). Mas quando Aspen termina com ela, a jovem já não se importa se será escolhida para participar da "competição", o que acontece. Perdida entre os preparativos da viagem, os contrato para assinar e as instruções que recebe, America acaba conhecendo o príncipe antecipadamente. Seu jeito único logo lhe garante a amizade de Maxon. Em meio aos ataques rebeldes e a seleção, ele se tornam próximos e mesmo sendo apontada como uma das favoritas, America não acredita nessa possibilidade, ate o próprio príncipe mostrar suas intenções. E sua resposta e o que mais surpreende.

Adorei esse livro. A Editora Seguinte não podia ter acertado mais quando escolheu esse lancamento. A capa e linda e retrata direitinho o momento em que America começa a "dominar" a seleção. Minha parte favorita (e que me surpreendeu, pois eu já tinha uma imagem preestabelecida e nada positiva da protagonista) foi quando America decidiu que não iria passar vergonha na frente de todos. Foi bom experimentar sua mudança de atitude (antes queria sair, depois decidiu ficar). Depois de Crepúsculo, série que eu também comecei a ler por empolgação, fiquei com pé atrás com livros da moda, mas esse me surpreendeu de modo agradável. Recomendado.

22 de mar. de 2014

A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick – DL do Tigre 2014



Tema: Filme ou livro
Mês: Março
Leitura do mês: A invenção de Hugo Cabret
Autor: Brian Selznick
Editora SM, 533p.

Hugo Cabret vive na estação de trem, cuidando dos relógios, como seu tio ensinou. Ele é pego pelo dono da loja de brinquedos roubando e quase se vê acuado, acaba mostrando seu caderno de anotações. O velho tira dele o caderno e o enxota. De volta em seu lar (ou o que ele chama assim), um quartinho construído para o pessoal que dirigia a estação de trem onde ele vivia com o tio desaparecido, ele vê o dono da loja indo embora e o segue, pedindo o caderno de volta. A sobrinha dele vê tudo e promete devolver o caderno. De volta ao seu quartinho, Hugo para em frente ao homem mecânico, lembrando do dia em que o pai o descobriu no museu onde trabalhava. Nos dias seguintes, ele vai atrás do velho de novo, esperando recuperar seu caderno, até o velho se cansar e lhe dar um emprego na loja. Ele aceita e a convivência entre os dois melhora. Isabelle, a sobrinha, devolve o caderno para Hugo, o que faz o velho acusar o menino de roubo. Ele foge, Isabelle vai atrás dele e Hugo percebe que a chave que a menina traz pendurada no pescoço fará o homem mecânico funcionar. Hugo acha que o boneco, ao funcionar, pode lhe escrever uma mensagem deixada por seu pai. Mas o que está escrito na folha de papel é outro nome, e leva Hugo e Isabelle a se meterem em várias enrascadas para descobrir mais sobre o autômato e seu inventor.

Eu vi esse filme só para ler esse livro, por causa do desafio. O que me fez mesmo gostar da história foi o livro, pois foi escrito como se fosse um filme antigo, em preto e branco, com legendadas no meio das imagens para mostrar o que acontecia. Na verdade, eu chamo esse livro de “um filme antigo impresso em forma de livro”. A história toda gira em torno de uma invenção esquecida de Georges Méliès: o autômato, o que eu achei bem impressionante. As ilustrações são como desenhos, muito bonitas. Valeu cada minuto de leitura. Recomendo. E o filme também.

O símbolo perdido (Dan Brown) – DL 2014



Título: O símbolo perdido
Autor: Dan Brown
Mês: Março
Tema: Policial / mistério
Editora Sextante, 512p.

Robert Langdon foi chamado a Washington pelo seu antigo mestre e amigo Peter Solomon para dar uma palestra no Smithsonian. O problema começa quando ele chega no local e percebe que tem alguma coisa errada. Na há evento algum, e uma ligação de um homem misterioso leva Langdon na busca por um antigo portal. Ou ele encontra esse portal ou Peter Solomon irá morrer. A coisa piora quando a chefe do Escritório de Segurança da CIA começa a interrogar Langdon. Ao mesmo tempo, não tão longe, Katherine Solomon começa a se preocupar com o atraso do irmão para sua reunião familiar. Um homem alegando ser o médico do irmão marca um encontro com ela para falarem de, entre outras coisas, sua pesquisa cientítifica. O que ela não sabe é que esse homem é um dos muitos disfarces de Mal’akh, que não quer de jeito nenhum que o trabalho dela saia a público. Logo Langdon e Katherine se encontram e partem numa busca desenfreada pelo portal que Mal’akh quer descobrir, numa tentativa louca de salvar o irmão dela.

Gostei bastante desse livro. Como todo livro de Dan Brown, me deixou louca para chegar logo no final para resolver tudo. Acho que estou aprendendo, já consigo captar algumas coisas que antes me deixavam surpresas, como: qual a identidade do louco/ assassino/ psicopata. Acho que de tanto ler os livros dele, consegui agora ver a mesma fórmula: o policial durão que parece, mas não é o “cara mau”; a lua entre fé e ciência, razão e emoção, onde prevalecem as duas em igual medida; a pessoa que colabora com toda a investigação, mas que esconde um segredo... um motivo a mais para eu ter gostado desse livro (e no início uma das razões que me fizeram adiar a leitura) foram as referências a maçonaria. Gostei bastante, porque o pouco que eu sei sobre o assunto foi bem escrito, sem distorções. Recomendo esse livro.