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16 de mar. de 2022

Mulher-Maravilha Estado futuro 1 e 2 (Joelle Jones) – DLL 2022

 


Título: Mulher-Maravilha Estado futuro 1 e 2 
Autora: Joelle Jones 
Mês: Março 
Tema: Um livro escolhido pela capa 
Editora Panini, 96p. e 96p. 

A primeira história dessa HQ traz a Mulher-Maravilha brasileira, Yara Flor, e sua luta para proteger o mundo de perigos mitológicos. Na segunda, a Mulher-Maravilha está só, muito tempo depois do fim da Era dos Heróis, e agora ela confronta os últimos seres do universo em um confronto final. Para fechar os dois volumes de Estado Futuro, Núbia, a campiã original de Themyscira tem o dever de proteger o mundo como a nova Mulher-Maravilha. A primeira coisa que eu tenho que falar é sobre essa Mulher-Maravilha brasileira, Yara Flor, e o quanto a artista frez um trabalho primoroso quanto ao aspecto da super-heroína.


Desde que foi anunciada, eu fiquei muito curiosa sobre essa Mulher-Maravilha brasileira, e ela não decepciona. É fato que o nosso folclore brasileiro tem influência de mitos gregos, e nessa HQ a autora conseguiu fazer uma mescla muito boa de Diana Prince como Yara Flor, além de mostrar elementos das nossas próprias lendas, como a Mula sem cabeça e a Caipora (aliás, eu adorei as artes desses personagens).




Como uma hq que fala do destino dos super-heróis, a história também traz John Kent, filho de Clark, como o novo Superman, e Núbia, essa nova versão da Mulher-Maravilha, agora negra, outro grande acerto. As histórias são boas, tem início, meio e fim, o colorido e as artes são lindas, enfim, as hqs tem tudo que as recomende. Eu fiquei apaixonada pela capa de primeira, super recomendo.

10 de ago. de 2020

A morte do Capitão América (Larry Hama) – DLL 2020


Título: A morte do Capitão América
Autor: Larry Hama
Mês: Agosto
Tema: Um livro de super-herói
Editora Novo Século, 287p.

Depois da Guerra Civil, Steve Rogers se rende e o Homem de Ferro vence a briga sobre o tratado que regulariza a situação dos super-heróis. Infelizmente, não fica só nisso, e no dia do julgamento do Capitão América, o impensável acontece. Agora todos os seus amigos tem que aprender a lidar com o luto. Enquanto Buck Barnes, a Viúva Negra e o Falcão caçam o responsável pelo assassinato, Tony Stark busca recuperar o corpo de Steve, e a agente Sharon precisa lidar com um novo acontecimento sério em sua vida ao mesmo tempo em que luta contra sua própria mente.

Esse livro é muito bom. Pelo título, passa a impressão de ser uma coisa final, mas está longe de ser. Pelo contrário. Você pode pensar que pelo título não vai ter nenhuma surpresa, mas isso é um senhor engano. A história não tem pausa, é ação direto, e o fato de ter vários pontos de vista pode confundir um pouco, mas o autor não fica de enrolação, então não fica difícil se situar depois dos primeiros capítulos. A minha surpresa ficou mesmo por conta de quem o mata, eu nunca imaginei isso, e até mesmo depois que li e reli para confirmar que não tinha lido errado, foi difícil aceitar. Até mesmo os personagens secundários causaram surpresa (Sharon Carter, principalmente ela!). Adorei ver novamente Buck Barnes e seu romance com a Viúva Negra, uma coisa que eu só ouvia falar de quem conhece as Hqs. Livro excelente, completamente recomendado.

5 de nov. de 2018

Os Vingadores e a filosofia (William Irwin) – DLS 2018


Título: Os Vingadores e a filosofia
Autor: William Irwin
Mês: Novembro
Tema: Um livro que está no fim da fila
Editora Madras, 224p.

Sinopse: Pode um criminoso reformado se transformar num super-herói? Qual é a ética militar da guerra Kree-Skrull? Hank Pym é moralmente responsável pelo comportamento de Ultron? É realmente possível Kang voltar no tempo e matar a si mesmo? Pode um androide amar um humano? Vingadores reunidos! Confrontando suas questões filosóficas mais essenciais sobre os mais poderosos heróis da Terra, este também poderoso livro vencerá qualquer dúvida que você tenha em relação a muitas questões e conflitos envolvendo seu grupo favorito de super-heróis e suas aventuras de combate ao crime. Relacionando a ajuda de uma lista de primeira dos mais proeminentes pensadores da História, incluindo Aristóteles, John Locke e Immanuel Kant, esta obra elucida os dilemas a que nenhum grande filósofo sozinho poderia resistir, vindos dos gibis, filmes e séries animadas para a televisão sobre os Vingadores. Armado com insights e reflexões dessas mentes formidáveis, você vai entender o Capitão América, o Homem de Ferro, Thor e outros membros do time de super-heróis estelares da Marvel como nunca foi feito antes, não importando onde a busca por justiça os levará a seguir.

É raro conseguir tornar as coisas melhores sem quebrar algumas regras ou criar algumas consequências negativas.

Um livro que faz o leitor pensar de forma diferente, mesmo que você não tenha um herói favorito. Eu gostei bastante porque mostrou aquela dualidade que vimos no mais recente filme do Capitão América, a divisão entre os heróis sobre a regulamentação de seu trabalho. O autor soube falar bem do assunto e tratar ambos os lados da questão com coesão. Além de levantar outras questões, como relações familiares e suas consequências na vida dos heróis. Apesar de abordar aspectos filosóficos, que são justamente aqueles que as pessoas não estão muito interessadas quando o assunto é super-herói, acho que esse livro é indispensável se você quiser ter uma boa discussão sobre o assunto.

5 de set. de 2018

A identidade secreta dos super-heróis (Brian J. Robb) – DLL 2018


Título: A identidade secreta dos super-heróis
Autor: Brian J. Robb
Mês: Setembro
Tema: Um livro com capa amarela
Editora Valentina, 304p.

A criação do Super-Homem, o surgimento dos Vingadores, os percalços da DC e a consolidação da Marvel como uma grande editora de quadrinhos. Desde que o Super-Homem foi criado em 1938, vários heróis surgiram e desapareceram e ressurgiram novamente com novas identidades, tudo de acordo com os desejos e anseios de uma base de fãs (não tão) leais ao longo dos tempos. Dividido em cinco partes - Origens, Crise, Excelsior, Confusão e Dominação – o livro traz, em uma leitura fluente, as origens, problemas, questionamentos e consolidação de personagens que se tornaram ícones da nossa cultura.

Na onda de novos livros lançados sobre super-heróis, principalmente com a ampla divulgação do filme da Mulher-Maravilha (depois de mais de 7 décadas de sua criação, seria a primeira adaptação da heroína para o cinema, ou seja, haja hype), eis que cai nas minhas mãos do nada este livro. Depende muito do gênero da história ou do tipo de protagonista para que eu siga um hype, e de vez em quando eu não me arrependo. Foi o caso deste livro. Sempre quis entender essa divisão e rivalidade entre Marvel e DC, quais heróis pertencem a quem (já que eles todos estão interligados), então esse livro é um tesouro. O autor dividiu o livro em cinco partes, cada uma abarcando um período de publicações e criações, assim como os sucessos e falhas de cada empresa. O capítulo que mais ansiei em ler foi sobre os filmes do Superman e a escalação de Christopher Reeve para o papel (o que me lembrou deste vídeo):


De forma geral, gostei. É um livro feito por fã para outros fãs de super-heróis. 

14 de ago. de 2017

Guerra civil (Stuart Moore) – IDY 2017


Título: Guerra civil
Autor: Stuart Moore
Mês: Agosto
Tema: Autor que você nunca leu
Editora Novo Século, 318p.

Thor está morto. Nick Fury também. No lugar do líder da S.H.I.E.L.D, está Maria Hill, mais determinada que nunca em capturar e prender os superhumanos que não se cadastraram pela nova lei do governo. Tony Stark e Steve Rogers sentem uma espécie de culpa por ambas as coisas, pois eles se questionam se poderiam ter impedido a morte de Fury, já que agora os heróis não tem mais seu “líder” ou “mentor”. A morte de Thor também pesa na consciência de ambos: enquanto Stark acha que os Vingadores poderiam ter ajudado o deus do trovão no Ragnarok, Rogers pensa que se Thor estivesse com eles, de alguma forma a morte de Golias teria sido impedida. De um lado, o Homem de Ferro afirma que os heróis devem ser registrados e regulamentados, do outro, o Capitão América se recusa a tomar uma atitude que, a seu ver, só irá tolher a liberdade dos heróis. As discordâncias entre eles só fazem crescer, enquanto tentam recrutar aliados para suas respectivas causas. Famílias viram alvos dos inimigos, casais se separam por questões ideológicas, amigos viram inimigos, mortes com as quais ninguém sabe lidar muito bem, tudo isso vai fazendo com que os heróis percebam que a verdadeira guerra deve ser travada para proteger vidas humanas, não para destruí-las.

Ok. Sobre esse livro. A primeira coisa a falar dele é que eu arrastei demais a parte 1. Não sei porque, afinal, livros que são como este, onde a ação ocupa início, meio e fim da história, eu geralmente não consigo largar até terminar, de preferência no mesmo dia. Mas, nossa, como eu arrastei a leitura. Cheguei na parte 2 com muita força de vontade e só fui me interessar mesmo na parte seguinte. Sobre a história, é difícil falar além do óbvio (que tem muita ação, muita pancadaria, e morte que eu nem imaginava, já que estava com o filme na cabeça). Não li os quadrinhos, então até isso fica difícil de comparar, e não quero traçar paralelos com o filme também. Acho que o fator principal atraente deste livro (para mim) foi que, além de mostrar e me fazer lembrar de alguns super-heróis que até agora não apareceram nas adaptações, eu pude entender o porque de tanta gente tomando partido na briga entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Finalmente me toquei que, como todo filme, a história é suavizada, tanto no caráter dos personagens quanto na questão da violência. Na época do filme, eu não escolhi lados e não entendia como as pessoas podiam preferir um ao outro, porque na minha visão limitada, ambos tinham bons motivos para agir como agiam. Agora, depois de ler esse livro, fiquei encucada e simplesmente não consigo tomar partido porque acho que estão ambos errados (percebam a visão lesada da pessoa). Minha percepção: Tony Stark é um sacana arrogante (me deu uma raiva imensa dele usando o Homem-Aranha, quando pelo que já foi mostrado no cinema, dá a impressão de que Tony realmente se importa com o menino, e com aquele Clor – WTF!!!) e o Capitão América, longe de ser aquele cara compreensivo dos filmes, é um cara ignorante que não está nem aí para quem vai machucar. Terminei o livro com uma raiva imensa de ambos os personagens. Um tema que eu gostei: a responsabilidade moral dos dois personagens líderes está mais forte e atuante que nos filmes, e isso, depois que você pega o embalo, te mantém pregado na leitura só para ver qual vai ser o fim de tanta desgraça.